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Procissão do encontro renova tradição pelas ruas de Santo Antônio Além do Carmo

Imagem de Nossa Senhora das Dores saindo da Igreja dos 15 Mistérios para a Procissão do Encontro
Imagem de Nossa Senhora das Dores saindo da Igreja dos 15 Mistérios para a Procissão do Encontro

Uma tradição que persiste por séculos até os dias de hoje. A Procissão do Encontro realizada pelos paroquianos de Santo Antônio Além do Carmo foi realizada nesta sexta-feira (18), após a Missa celebrada pelo pároco, frei Ronaldo Magalhães, na capela de Nossa Senhora do Rosário – Igreja dos 15 Mistérios.
De acordo com o sacerdote, a procissão “relembra o encontro de Jesus e Maria, que o encontrou ferido e ensangüentado, doando sua vida pela humanidade. E Ele continua se entregando por nós”, afirmou antes da Celebração Eucarística. Esta tradição é mantida há mais de 200 anos, desde a fundação da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio Além do Carmo.
Da capela de Nossa Senhora do Rosário, a imagem de Nossa Senhora das Dores foi levada em procissão pelas ruas Adobes e dos Carvões, até a matriz. A imagem de Senhor dos Passos saiu, também após a Missa, da igreja de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão. Na praça Santo Antônio, houve o encontro com a imagem de Senhor dos Passos, que passou pela rua Direita do Santo Antônio, e o primeiro passo, o sermão.

 

Canto de louvor em frente à Igreja de Nossa Senhora do Boqueirão antecede a Procissão do Encontro
Canto de louvor em frente à Igreja de Nossa Senhora do Boqueirão antecede a Procissão do Encontro

O diretor de patrimônio da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão, Sabino Torres, lembra que a procissão da paróquia é, ao lado da procissão realizada na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, uma das tradições remanescentes. “Antes, eram cinco delas realizadas em Salvador”, comenta. Nascido no bairro, Sabino tem com a comunidade uma relação de pertencimento. “Quando eu era pequeno, ouvia da minha avó quando estava muito inquieto: ‘vou contar ao Senhor dos Passos’ e imediatamente eu ficava quieto, porque todos sempre tivemos muito respeito por essa imagem, desde pequenos”, recorda.
Durante o trajeto, cânticos e orações entoados pelos fiéis mobilizavam moradores, que apareciam nas janelas e sacadas para prestar suas homenagens, mesmo de longe. O encontro entre as imagens foi marcado por profunda concentração da comunidade em torno do que simbolizava um momento forte da liturgia da Semana Santa. Em seguida, as representações de Nossa Senhora das Dores e de Senhor dos Passos foram conduzidas juntas, pela rua do são José, retornando à igreja do Boqueirão, encerrando a caminhada.

Fotos: Luana Assiz

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