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Arquidiocese de Salvador ordena dois novos diáconos transitórios

Ailan Tadeu (esquerda) e Jonathan de Jesus (direita) receberam o diaconato pelas mãos de Dom Murilo

No dia em que a Igreja celebra a memória do padroeiro dos sacerdotes, São João Maria Vianney – o Cura D’Ars -, a Arquidiocese de Salvador ordenou dois novos diáconos transitórios. Os jovens Ailan Tadeu Benvindo Mata e Jonathan de Jesus da Silva receberam o 1º grau do sacramento da Ordem na manhã deste sábado (4), no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus (Irmã Dulce), localizado no Largo de Roma.

A Celebração Eucarística foi presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, pelos bispos auxiliares Dom Gilson Andrade da Silva, Dom Estevam dos Santos Silva Filho e Dom Hélio Pereira dos Santos; e pelos padres da Arquidiocese de Salvador. Logo no início da Missa, a relíquia da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres foi conduzida até o altar, onde permaneceu durante toda a Celebração.

Após a Proclamação do Evangelho, teve início o Rito da Ordenação Diaconal. Dom Murilo se aproximou dos jovens e o reitor do Seminário Central São João Maria Vianney, padre Gil Peixinho, fez a apresentação dos candidatos ao diaconato. Em seguida, aconteceu a homilia. Na ocasião, Dom Murilo lembrou a missão dos diáconos de duas maneiras: com as palavras do Concílio Vaticano II e com as palavras de Jesus na oração ao Pai “‘consagra-os na verdade. A Tua Palavra é verdade. Como Tu me enviaste ao mundo, assim também eu vos envio ao mundo’.  O diácono enviado ao mundo é chamado e consagrado para levar a verdade de Cristo ao mundo. Levar Cristo, a verdade”, disse.

Após as palavras do Arcebispo, os fiéis presentes no Santuário recitaram, de joelhos, a Ladainha de Todos os Santos, seguida da imposição das mãos de Dom Murilo sobre a cabeça dos ordenandos. Nas mãos das mães de Ailan e de Jonathan estavam as vestes diaconais e as estolas, que foram levadas até cada um deles para que fossem vestidos, com a ajuda de sacerdotes. Já ordenados, os jovens receberam o Evangeliário, que é o livro dos Evangelhos.

“Para mim é uma grande alegria, porque podemos contemplar a misericórdia de Deus em nossas vidas; Ele que sempre nos amou e que demonstra por meio dessa ordenação que Ele é fiel e que Ele nos guarda. Que assim possamos exercer o nosso ministério em favor daqueles que mais necessitam e em conformidade com o que Ele nos pede no Evangelho”, afirmou o diácono Ailan.

Para o diácono Jonathan, o sentimento que resume este momento é gratidão. “Eu sou só gratidão diante de Deus. Sou muito grato porque os benefícios Dele são muito maiores do que a minha miséria. A graça Dele é muito maior do que qualquer outra coisa que eu possa alcançar. Eu tenho me sentido muito amado por ele, muito amado, com um amor do qual eu nunca senti em toda a minha vida. Então, isso me deu a certeza de que dar a minha vida totalmente à Ele é causa da minha eterna felicidade. Ao Senhor eu só rendo gratidão, meu coração só tem esse sentimento: a gratidão. Muito obrigado, Senhor, muito obrigado!”, disse.

De acordo com Dom Murilo, ao atender ao chamado de Deus, os neo-diáconos devem contribuir com o anúncio do Seu Reino. “Acima de tudo que sejam partes fortes e integrantes do braço social da Igreja, porque a Igreja tem muitas missões: apresentar a Palavra do Senhor, enriquecer a comunidade com os sacramentos e também cuidar dos seus necessitados e pobres. O diácono é chamado especialmente para este braço da Igreja, este braço social, olhando as necessidades da comunidade e levando aquilo que ela mais precisa, especialmente em matéria não só do pão material, o Pão da Palavra e o pão da Eucaristia”, afirma.

Fotos: Sara Gomes e Daniela Andrade

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