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Confira a mensagem de Dom Murilo sobre a Campanha da Fraternidade 2018

O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, deixou uma mensagem para os fiéis da Arquidiocese de Salvador sobre a Campanha da Fraternidade 2018, lançada na última quarta-feira (14) – Quarta-feira de Cinzas. Este ano a CF  tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e como lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).

Saudade

Por Aline Rodrigues

Existe um discurso entre nós, brasileiros, que saudade é uma palavra que só existe no português. Será verdade? Sinto muito em dizer que não! A palavra não é exclusividade nossa. Pois sua origem vem do latim e outras línguas também usam esta palavra a partir do latim.

No entanto, há uma diferença de significado no que se refere a amplitude desta palavra. Para os brasileiros, esta palavra vai além, em comparação às demais línguas.

Se procurarmos no dicionário “saudade”, veremos que se trata de um sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas. Veja, todas as definições traduzem um sentimento de ausência de alguma coisa, pessoa, lugar ou situação ocorrida no passado.

A saudade é um sentimento fruto de lembranças de situações que vivenciamos. Por exemplo, as lembranças boas da infância, das brincadeiras com os amigos, do tempo e das pessoas que conviveram conosco.

Fica claro que saudade vem depois da evocação de uma memória. No entanto, saudade não é um sentimento que surge de lembranças ruins. Ou você já ouviu alguém dizer que tem saudade do dia que bateu o carro, que foi assaltado, do dia que uma pessoa especial morreu? Por isso, associar saudade à tristeza ou melancolia não é correto. Pois os sentimentos de tristeza e melancolia são frutos de pensamentos e memórias “ruins”. De experiências que não foram boas e, por isso, geraram sofrimento. O que não é o caso da saudade!

Compreendemos então que a saudade é a lembrança passada, mas com um forte sentimento de ausência. De fato, quando alguém diz que está com saudade de alguém e a saudade chega a doer, dói mesmo! Porque nós temos grande dificuldade de lidar com a ausência. Uns mais, outros menos.

O sentir a ausência pode, muitas vezes, convidar a pessoa a ficar presa “nesse lugar”, parada naquele tempo, alimentando esse “buraco”. Isto tudo pode gerar outros sentimentos como nostalgia, melancolia, tristeza e, posteriormente, até um transtorno psicológico. Mas tudo isto vem depois da saudade vivida de forma distorcida.

Antigamente, as pessoas mais velhas diziam assim: “a Maria morreu de saudade! Depois que o esposo faleceu, ela não foi mais a mesma, se entregou”. Saudade não mata ninguém. O que mata é a forma que nós lidamos com nossos sentimentos.

A saudade é um sentimento bom, nobre! Trata de uma emoção que nos remete a coisas boas, a bons tempos e nos lembra que existem pessoas que marcaram nossa vida de forma positiva e, por isso, são importantes para nós!

Porém, se não soubermos lidar com o que vem depois dessa emoção, podemos ser pegos de surpresa por outros pensamentos e sentimentos que não irão favorecer a uma vivência psíquica saudável.

A saudade é uma emoção que vem de uma visita ao passado, mas não podemos permanecer no passado, pois o presente nos espera. Sentir saudade é bom, muito bom! Permanecer nela não. Viva, exista, construa relações, produza memórias. Tenha saudades!

*Aline Rodrigues é psicóloga, especialista em saúde mental, e missionária da Comunidade Canção Nova. Atua com Terapia Cognitiva Comportamental; no campo acadêmico, clínico e empresarial.

Subir a Colina Sagrada

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

 

Subir a Colina Sagrada ao encontro do Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Salvador, faz parte da vida de soteropolitanos e baianos, de peregrinos e turistas que visitam nossa cidade. O que há por trás desse gesto? O que leva uma pessoa a ir e, particularmente, a voltar, tantas vezes quantas lhe for possível, ao Santuário do Senhor do Bonfim?

Sonhamos pertencer a uma única e grande família. Em vista disso, fazemos amigos, com os quais dividimos alegrias e tristezas, e trabalhamos para que em nossos relacionamentos prevaleçam o amor e o carinho recíprocos. Nossa vida é como uma peregrinação em busca de um sentido para a própria existência. Peregrinar pelo mundo significa descobrir a verdade sobre as criaturas de Deus – o povo, a cultura e a natureza.

Os santuários – e não só o do Bonfim -, meta de peregrinações, têm atraído um número sempre maior de turistas. Não basta, contudo, incentivar alguém a visitar um lugar sagrado: é necessário preparar o coração daquele que fará a peregrinação e possibilitar-lhe que se aprofunde no “mistério”. Se isso não for feito, sua visita se tornará um mero passeio, do qual levará tão somente algumas lembranças e muitas fotos.

Em nossas peregrinações, muito podemos aprender com os irmãos do Antigo Testamento. Eles sentiam um desejo irreprimível de ir ao Templo de Jerusalém. Quando começavam a caminhar, iam em direção do alto, onde estava Jerusalém. Rezavam, então, os chamados “Salmos de subida” (Sl 120-134), preparando seu coração para o encontro com o Senhor: “Alegrei-me quando me disseram: `Vamos à casa do Senhor´” (Sl 120,1). Aos poucos, eles foram descobrindo que mais do que a ir a um lugar – Jerusalém, Templo etc. – estavam fazendo a mais importante e difícil viagem: aquela que os conduzia ao íntimo do próprio coração, onde Deus os aguardava.

Milhões de pessoas viajam anualmente para outros continentes ou dentro de seus próprios países para fazer uma experiência “diferente”. Quer o turista, que sai para conhecer novas terras, culturas ou pessoas, quer o peregrino, que sai em busca de uma experiência religiosa, todos sentem uma profunda necessidade de se por a caminho. Caminhando, acabam fazendo uma descoberta que Santo Agostinho assim resumiu: “Tu nos fizeste para ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti”.

Quando, pois, você for subir a Colina Sagrada, vá com espírito de peregrino. Ao contemplar o Senhor do Bonfim, que o acolherá de braços abertos, é possível que nasça em seu coração uma prece semelhante à de Santo Agostinho: “Tu estavas dentro de mim e eu fora te procurando… Te saboreei e agora sinto fome e sede de ti”. Se isso acontecer, será sinal de que você entendeu o que é ser peregrino.

Encontros e retiros espirituais fazem parte da programação de católicos durante o carnaval

Já se aproximam as festas carnavalescas e, neste período, inúmeros católicos aproveitam para vivenciar a experiência de retiros espirituais e assim ficar ainda mais próximos de Deus. Na Arquidiocese de Salvador, grupos, movimentos, pastorais, comunidades de vida e congregações religiosas organizam encontros e formações marcados pelo louvor, oração, adoração ao Santíssimo Sacramento e Missas.

Um exemplo é a Missão Divina Face que, pelo sexto ano consecutivo, realiza o Acampamento de Carnaval, conhecido como Acampa Jovem. O evento acontecerá de 9 a 13 de fevereiro, na Creche Escola Santa Marcelina (Rua Usaías Almeida Pellegrino, 716, Brasília, São Sebastião do Passé), e terá como tema central “Completai em mim a obra começada”

Para participar, os jovens interessados que estiverem em Salvador devem preencher a ficha de inscrição disponível nas livrarias Paulus e Paulinas (localizadas na Rua Direita da Piedade e na Avenida Sete de Setembro, respectivamente). O investimento é no valor de R$ 90, que contempla transporte, hospedagem e alimentação. Para as demais regiões é necessário entrar em contato com a equipe de inscrição pelos telefones (71) 98793-6897 (Franciane) ou (71) 988782407 (Flávia).

Durante a programação do acampamento serão celebradas Missas diárias e, ininterruptamente, Confissão. Estarão presentes como atrações a banda Juntos Somos Mais e Hadron Kyrie, os pregadores Gerig Martins (Paulo Afonso), Lívia Cartaxo (Obra Lumen Fortaleza), Paula Cosendey (RCC Salvador), os padres Gabriel Motta e Dimas, entre outros. Este ano também participarão comunidades e missões de Salvador, como as comunidades Emanuel e Maranatá e a Missão Efatá.

Quem também realiza encontro durante o carnaval é a Comunidade Católica Shalom. O REVIVER 2018 acontecerá no Colégio Salesiano Dom Bosco (Rua Santo Antônio de Pádua, 01, São Marcos – Avenida Paralela), de 10 a 13 de fevereiro, sempre das 8h às 20h. O tema escolhido para este ano é “Nada é impossível a Ele”.

A programação conta com palestras, cursos, Seminário de Vida no Espírito Santo e atrações musicais. Os participantes que desejarem poderão receber o sacramento da Confissão. A entrada é gratuita, porém as pessoas que optarem pela hospedagem no local deverão preencher a ficha [disponível aqui] e efetuar o pagamento no valor de R$ 60.

“Jesus subiu à montanha para orar”, este é o tema central do retiro de carnaval que será realizado no Mosteiro do Salvador, em Coutos. A atividade acontecerá de 8 a 15 de fevereiro e contará com a assessoria do bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida. Mais informações pelos telefones (71) 99192-9683 /3111-3900.

Começa a Oitava de Natal: você sabe o que isso significa?

Entre os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro a Igreja celebra a Oitava do Natal, ou seja, oito dias em que vive-se a exultação da Festa do Nascimento de Jesus. Uma grande parte dos católicos não sabe o que significa esse tempo especial de graças e, para esclarecer esse tema, o A12 conversou com o padre Rafael Querobin, professor da Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP), que possui experiência na área de Teologia, com ênfase em Liturgia.

Oitava de Natal está historicamente relacionada à Oitava da Páscoa. Padre Rafael explica que o Ano Litúrgico “é marcado por duas grandes celebrações”, a festa da Páscoa e a festa do Natal.

A festa da Páscoa surgiu primeiro, logo após a morte de Jesus, pelos primeiros cristãos “que passaram a se reunir para realizar o mandato do Senhor de celebrar em sua memória”, assinala o religioso. Já o Natal surgiu bem depois. A Igreja passou a celebrá-la oficialmente apenas no século IV.

Dada a importância dessas celebrações para a Igreja surgiu então a Oitava de Páscoa e a Oitava de Natal, como um “tempo especial de graças” em que todos os fiéis podem vivenciar por mais dias, as bênçãos de Deus neste período.

Padre Rafael lembra que a semana tem sete dias e explica o motivo do nome “oitava”.

“A Oitava seria o prolongamento da celebração da Páscoa por uma semana. Bem sabemos que a semana é constituída por sete dias, mas porque então essa semana é chamada de Oitava? Segundo a tradição, a Oitava remete para o dia chamado ‘sem ocaso’, o dia sem fim. Se os dias temporais, a semana histórica é marcada por sete dias, este oitavo dia seria o dia da eternidade, o dia da plenitude”, destaca.

A Oitava de Natal exprime de forma especial “um aspecto do testemunho do mistério da Encarnação”, ou seja, nesse período “nos concentramos mais uma vez sobre o grande mistério de Deus que desceu do Céu para entrar na nossa carne” (cf. Papa emérito Bento XVI, 9 de janeiro de 2013).

Para comprender melhor esse mistério é preciso analisar as diversas celebrações desse período. Abaixo, padre Rafael explica cada uma das festas que ocorrem dentro da Oitava de Natal:

Santo Estevão

A festa de Santo Estevão, o primeiro mártir, no dia 26 de dezembro, recorda especialmente o testemunho do amor que perdoa dado por Estevão em seu martírio. Nele realizou-se de modo exemplar a figura do mártir imitador de Cristo. Ele contemplou a glória do Ressuscitado; proclamou a sua dignidade. Por isso, nós temos nele um aspecto do mistério da Encarnação de Cristo.

São João Evangelista

Já no dia 27 de dezembro, nós celebramos São João apóstolo e evangelista, o discípulo que Jesus amava. Ele é considerado um grande teólogo que penetrou em profundidade o mistério do Verbo feito homem, cheio de amor e fidelidade. A liturgia desta festa sublinha a revelação da misteriosa profundidade do Verbo e a inteligência penetrante da Palavra que caracterizam os textos inspirados de São João.

Santos Inocentes Mártires

No dia 28 de dezembro, celebramos os Santos Inocentes que deram testemunho de Cristo não com palavras, mas com seu sangue. Essa festa lembra-nos que o martírio é dom gratuito do Senhor. A liturgia recorda o valor do testemunho de vida que não pode estar separado da palavra por parte dos adultos.

A festa da Sagrada Família é celebrada no Domingo dentro da Oitava, caso a Oitava que termina no dia 1º de janeiro não caia no Domingo. Como neste ano o dia 1º de janeiro cai num Domingo, a festa da Sagrada Família foi transferida para o dia 30 de dezembro. Essa festa recorda que o mistério da Encarnação é um mistério de partilha. O Filho de Deus veio partilhar em tudo, exceto no pecado, a nossa condição humana.

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus – 1º de janeiro

Por fim, a Oitava é coroada com a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, que é seguramente a primeira festa de Maria no Ocidente. Nesse primeiro dia do ano civil, nós consagramos e oferecemos o novo ano a Deus através das mãos de Maria, mãe de Deus e nossa.

Aproveite a Oitava de Natal para continuar vivenciando as graças do nascimento do Menino Deus que se encarnou para salvar-nos, e prolongue os votos de Natal e os gestos de caridade e amor tão presentes nesse período.

Fonte: a12.com

Ano Novo, atitudes novas

Tenho encontrado muita gente que, talvez como você, está buscando um verdadeiro sentido para a vida e coloca no ano novo toda a esperança. Vida nova requer atitudes novas! Que tal olhar para os fatos que marcam sua história com gratidão no lugar da queixa? Não se trata simplesmente de pensar de forma positiva ou ser indiferente à dor sofrida, é questão de ver as coisas do ponto de vista de Deus, que nos ama e faz com que tudo concorra para o nosso bem (Rm 8,28).

Escuto alguns que se queixam sobre as escolhas erradas feitas este ano e já expressam, de imediato, o desejo de agir do jeito certo no ano que começa, para alcançar a vitória. Até aí tudo bem, o problema é que esta busca constante por “se dar bem na vida” e acertar a qualquer custo, tem gerado aflição ao invés de motivação. O apelo constante da mídia oferecendo facilidades para tudo, de certa forma, condiciona ou influencia nossa geração a viver o imediatismo e o sucesso a todo custo, inclusive quando o assunto é encontrar o sentido da vida.

Além de nos deixar tensos e ansiosos ao ponto de não conseguirmos viver o presente, essa situação nos rouba uma virtude que considero essencial: a esperança. Ela é um dom precioso de Deus, que passa a habitar em nós como resultado de uma experiência pessoal com seu amor. É por isso, que a esperança não se compra nem pode vir de fora para dentro, através dos bens que adquirimos ou, por exemplo, do desenvolvimento da inteligência, mas de dentro para fora, pela força do Espírito Santo que, agindo em nosso interior a partir da liberdade que lhe damos, nos impulsiona a acreditar e seguir em frente, mesmo quando a vida parece ter perdido suas razões.

É por isso que, se realmente queremos um “feliz ano novo”, precisamos dar mais atenção aos “gemidos da alma”, e não simplesmente enveredarmos por caminhos aparentemente mais fáceis. Olhar a vida por esta perspectiva faz toda a diferença e eu sou testemunha disso. Enquanto procurei entender o “porquê” das coisas acontecerem diferente de como eu imaginei, além de não ter paz, não conseguia enxergar a beleza, nem usufruir dos dons que já havia recebido. Somente quando procurei dar mais atenção à minha alma foi que ouvi, lá no fundo, Deus me dizer: “dá uma olhada à tua volta, reconhece o quanto Te amo, centra teu coração no meu Reino e não te deixes levar pelo que é vão. Abre mão dos teus apegos e Eu te darei, mesmo que seja por meios surpreendentes, a liberdade e a paz que teu coração deseja”. O mais gratificante é que fiz e faço a experiência, e tem dado certo!

Talvez este recado de Deus seja também para ti. Então, coragem! Começa o ano com calma, gratidão e esperança. Tu não estarás sozinho! Lembra-te que existe um Deus que te ama, deixa-te conduzir por Ele. Tenho certeza que isso dará um novo sentido à tua vida e fará com que teu ano novo seja, de fato, feliz!

*Dijanira Silva é missionária da Comunidade Canção Nova e locutora da Rádio América 1410 AM.

 

O que acontece no Natal?

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

 

O que acontece no Natal? Para nos ajudar a responder a essa pergunta, o evangelista Lucas nos coloca no coração dos acontecimentos: Lc 2,1-20. Ele nos convida a contemplar o Presépio. A descrição que faz do que aconteceu na gruta de Belém nos deixa surpresos, pois Jesus não é descrito diretamente. Fôssemos nós a narrar o nascimento de uma criança, falaríamos de seu rosto e de seu choro, de seu tamanho e peso. Lucas nada nos diz a esse respeito. Não elogia Jesus e nem se preocupa em nos dizer como ele era.

Na primeira parte do que descreve, parece querer destacar José e Maria, que se submetem a um homem poderoso – César Augusto. Esse imperador espalha o medo pela região: como não obedecê-lo, já que queria um recenseamento completo da população, para que ninguém deixasse de pagar impostos? O imperador demonstra seu poder movimentando as pessoas, mesmo que se trate de mulheres, como Maria, que estejam grávidas e, para as quais, qualquer viagem é um grande incômodo.

A segunda parte da descrição é em torno dos pastores. Para que entendessem que a mensagem que ouviam era marcada pela alegria, foi preciso que os anjos os acalmassem: “Não tenhais medo!”

Mesmo que Lucas não entre em pormenores sobre Jesus, no centro não só da cena que descreveu, mas em todo o seu Evangelho, é o Filho de Deus que se destaca. Jesus  é o centro do Natal. Tudo movimenta-se ao seu redor, isto é, ao redor de uma criança que, como toda criança, é frágil e indefesa. Ele está no centro da vida de Maria e de José; no centro da vida dos pastores. Mais: no centro da História. Tudo gira em torno dele; tudo foi feito por ele e para ele.

Gosto de observar presépios, não importa de que maneira são feitos, nem por quem. Vejo que em todos eles as personagens estão ali em função de Jesus. Todas estão voltadas para ele ou têm sentido em vista dele. José o protege. Maria é aquela que o enfaixa e o coloca na manjedoura. Os pastores, para visitá-lo, deixam seu rebanho. Jesus nada diz, nada ordena e, no entanto, todos são tocados por ele.

A partir de seu nascimento, em Belém, Jesus passa a estar no centro da vida dos homens e mulheres, dos jovens e crianças de todos os tempos – também dos que não o aceitam. Ele veio trazer a salvação e a paz para todos, mas não obriga ninguém a aceitá-las. No Natal, o Pai dá o maior de todos os presentes à humanidade. Mas não nos dá Seu Filho porque somos santos, mas porque somos necessitados e precisamos de um Redentor. Sem ele – Caminho, Verdade e Vida -, pereceríamos. Sozinhos, não conseguiríamos trilhar o caminho do amor.

O que acontece no Natal?, comecei perguntando. Com a ajuda do evangelista Lucas, descobrimos que, no Natal, Deus abre imensos horizontes diante de nós, pois nos tira do caminho da morte e nos introduz no caminho da vida. O apóstolo Paulo nos dirá que, no Natal, “a graça salvadora de Deus manifestou-se a toda a humanidade”, pois Cristo “se entregou por nós, para nos resgatar de toda iniquidade e purificar para si um povo que lhe pertença e que seja zeloso em praticar o bem” (Tt 2,11.14). Purificar para si um povo que lhe pertença! Somos chamados a pertencer a este povo que tem como centro Jesus. Um povo que se dedique a praticar o bem.

O que acontece no Natal? Acontece simplesmente isso: “nasceu para nós um menino” (Is 9,5). Jesus está no meio de nós!

Tempo de superar diferenças

Por Osvaldo Luiz Silva

Sim, este é um texto de Natal! Um daqueles artigos que exalta o clima amistoso e festivo, da época, como possibilidade de reaproximação dos parentes, amigos, mas, também de trégua com os inimigos.

Não, não irei propor que você abandone suas convicções, crenças. Passar por cima de sua história, de sua formação. Cada ser humano é único, essencialmente diferente, e essa “impressão digital”, essa identidade, é uma riqueza incalculável.

Não se repete um ser humano. E isso diz também de uma inevitável solidão. Nasce-se só e, quando a cortina da vida fecha, deixa-se o palco, sob aplausos, só. Não há que temer esse “cantinho sem ninguém”, o silêncio. Ele é que consolida a existência e, para quem crê, revela uma presença suave, profunda, com quem se quer “só contigo (eu) ficar”.

Sim, apesar disso tudo que se vê nas redes sociais, das perspectivas políticas de um novo ano eleitoral, de todas as razões para discordar e perder a paciência e, apesar de não podermos ser ingênuos, a proposta é: “dar as mãos”. Abraçar de verdade, beijar, perdoar, “lavar a alma”, se dar esse presente. O tempo no qual vivemos está frio demais, violento demais, chato demais. Esse Brasil está irreconhecível e pior: menos alegre, amistoso, acolhedor.

Qual o problema do outro ter razão, só uma vez? Diga pra ele só hoje: “você está certinho”. O mundo não vai acabar por isso. Mas sua família, com este gesto, pode ter um recomeço. E, ao nos permitirmos um passo diferente, talvez, quem sabe, reencontremos o nosso melhor.

Feliz Natal!

Osvaldo Luiz Silva é jornalista, autor dos livros “Ternura de Deus” e “A vida é caminhar”.

Esteja sempre atento esperando a vinda do Senhor

Meus irmãos, a vinda do Senhor está cada dia mais próxima. Hoje a vinda do Senhor está muito mais próxima do que no mês passado, do que na semana passada. E se o Senhor não vier, esse ano que vai transcorrer estará muito mais próximo ainda da vinda do Senhor.

“Vigia esperando a aurora, qual noiva esperando o amor”. são expressões fortes. Meus irmãos, precisamos estar atentos, esperando a vinda do Senhor. Eu quero muito chegar aos 90 anos, sem pôr limites para Deus. Mas, será que o Senhor não virá antes?

É preciso salvar hoje o que se pode. Precisamos estar prontos, continuamente, em estado de graça. Não podemos “dormir com os olhos dos outros”, viver em pecado. Você precisa imediatamente ir para a graça de Deus . Buscar uma confissão, se pecarmos.

Se você caminha na moleza, no mais ou menos, pecando ali e lá, daqui a pouco você está amarrado e não consegue mais se desvencilhar. Mas não é essa a vontade de Deus. Ele quer em primeiro lugar, que você se salve. Ele também quer que você leve a salvação de Jesus para muitas pessoas, a começar pelos seus; eles não podem se perder.

Na vinda do Filho do Homem, aqueles que estiverem na graça de Deus, nos caminhos do Senhor, serão arrebatados para o Céu, num abrir e fechar de olhos. Coisa maravilhosa! De repente, estarão no Céu! Enquanto que, quem estiver em pecado… Mas não somente esses, mas também os mornos; Deus diz: “Eu estou prestes vomitar-te da minha boca”. Esta palavra está no Apocalipse e diz de quem é “morno”, nem frio e nem quente.

Deus é Pai, misericórdia, mas nós não podemos brincar com a misericórdia d’Ele. Ao contrário, devemos nos lançar na Sua misericórdia e deixar de viver na mornidão, que leva uma vida “mais ou menos”. Temos que ser: Sim, sim! Não, não!

Monsenhor Jonas Abib

Escola da Fé: Dom Gilson abordará o tema “Creio na vida eterna”

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Gilson Andrade da Silva, ministrará hoje (4) a última aula da Escola da Fé, organizada pela Paróquia Nossa Senhora da Luz. A atividade terá início às 19h30, no Centro Comunitário da Pituba (Alameda Verona, 158, Pituba), e na ocasião Dom Gilson abordará o tema “Creio na vida eterna”.


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
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