Últimas Notícias

Você está aqui: Capa / Formação

Arquivo da categoria: Formação

Assinatura dos Feeds

Canonização de Anchieta completa quatro anos

Neste dia 3 de abril recordam-se os quatro anos de canonização de José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.

O Papa Francisco assinou um decreto, servindo-se da chamada “canonização equipolente”, isto é, sem a comprovação de milagre, mas pelo decurso de vida do então beato.

Dias depois, no dia 24, o Papa Francisco presidiu uma missa de ação de graças na Igreja de Santo Inácio de Loyola, no centro de Roma.

Em sua homilia, pronunciada em espanhol, Francisco ressaltou que São José de Anchieta soube comunicar o que ele viu e ouviu do Senhor.

“Ele, juntamente com Nóbrega, é o primeiro jesuíta que Inácio envia para a América. Um jovem de 19 anos… Era tão grande a alegria que ele sentia, era tão grande o seu júbilo, que fundou uma Nação: lançou os fundamentos culturais de uma Nação em Jesus Cristo. Não estudou teologia, também não estudou filosofia, era um jovem! No entanto, sentiu sobre si mesmo o olhar de Jesus Cristo e deixou-se encher de alegria, escolhendo a luz. Esta foi e é a sua santidade. Ele não teve medo da alegria”.

Fonte: Rádio Vaticano

A cruz de Cristo é a ressurreição!

Hoje é dia de proclamarmos a vitória do Senhor. A vitória da cruz de Cristo é a nossa! Quando Jesus falou que não há maior prova de amor do que dar a vida por aqueles que nós amamos, Jesus se referia a dar a vida morrendo. Ele falou isso no sermão da Última Ceia, pois Ele já sabia. Judas estava ali para traí-lo, que já havia combinado tudo com o sumo sacerdote.

O Pai aceita que seu Filho seja sacrificado por causa de nós. Essa é a grande provisão para a humanidade: Jesus, o filho de Deus sacrificado no monte Calvário. E a salvação acontece, tudo se renova.

Aí está a vitória, porque não parou na cruz, na morte. Jesus morreu, foi sepultado, não se passaram três dias e na madrugada de domingo Ele ressuscitou e a redenção chegou a este mundo.

A cruz de Cristo é a ressurreição! Hoje Jesus está à direita do Pai. Ele conserva no Céu os sinais da sua crucificação, do jeitinho que Ele se apresentou aos apóstolos. É assim que Ele se apresenta ao Pai, mostrando as chagas. Mas hoje gloriosas, com corpo ressuscitado. Fomos comprados ao preço do Sangue de Jesus!

Veja bem, Páscoa quer dizer “passagem”. Você vai passar da morte para a vida, do sofrimento para o triunfo, a vitória de Cristo. Você está passando por uma Páscoa, faça isso com amor. Jesus já ressuscitou e foi levado ao Céu, mas quis ficar conosco, na Eucaristia, para que, ao comermos Seu corpo e bebermos o Seu sangue, Ele seja um conosco, a fim de nos ressuscitar no último dia.

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

 

O Evangelho nas redes

Por Edson Nascimento*

Hoje, de fato, como nos afirmam os documentos do Magistério da Igreja, contemplamos muito mais do que uma época de mudanças, mas uma mudança de época. Entre as muitas transformações, constantemente nos deparamos com o surgimento de novas linguagens, novos meios, que resultam em múltiplas formas de comunicação mediadas pelas tecnologias. É evidente que estamos diante de uma nova realidade: a cibercultura, isto é, a cultura ligada ao digital. Esta cultura traz consigo não somente uma nova maneira de pensar e se comunicar, mas também um novo modo de ser de estar-presente-para-o-outro e, consequentemente, de acolher e viver a fé. Diante desta nova face, não podemos perder de vista que toda nossa experiência de fé é fruto de uma comunicação.

A nossa fé encontra seu fundamento na Autocomunicação de Deus para com a humanidade. Ela é a resposta concreta Àquele que saiu de si, deu-Se a conhecer no horizonte da história humana, transformando-a em história de Salvação. Deus, que outrora era visto como extremamente distante, totalmente Outro, veio ao nosso encontro, tornou-se próximo, encarnou-se. Ele comunicou a si mesmo como resposta àquilo que o homem busca como sentido mais profundo para sua existência. Esta resposta se revela historicamente na encarnação do Verbo, Jesus.

Portanto, olhando para o mistério da Trindade, e todo o seu projeto histórico-salvífico, compreendemos de forma mais profunda o que significa “comunicação”. Aprendemos que esta é muito mais do que divulgar fatos, fazer propaganda de um produto, mas é, acima de tudo, criar laços, edificar pontes, dar-se a conhecer. Neste sentido, é preciso admitir que existe certa mística dentro da comunicação e uma dimensão de alteridade que pressupõe um encontro.

A grande questão que se nos apresenta, diante desta realidade, é a seguinte: o homem de hoje, envolvido nesta cultura midiática, sem fronteiras, por vezes longe da realidade, pode responder de forma positiva ao Deus que vem ao seu encontro e lhe propõe uma vida de comunhão?

A primeira coisa que é preciso considerar, diante desta questão, é que o homem é um ser marcado por uma busca constante. Ele tem em si uma abertura ao infinito, ao eterno. Por isso, poder-se-á dizer também que existe no homem hodierno um profundo desejo de encontrar no virtual, no que está para além do real, uma satisfação. A experiência desta procura o revela a si mesmo como um ser incompleto, de necessidade, mas, ao mesmo tempo, uma referência, mesmo que pobre e limitada, para Deus.

Em Jesus, Deus se apresenta como resposta ao homem. Ele é o núcleo de nossa fé e razão de nossa esperança. Portanto, o conteúdo central da fé não muda e é possível a todo ser humano, afinal, Deus se fez carne assumindo toda a nossa realidade. No entanto, ele precisa ser comunicado numa linguagem que seja adequada ao tempo e ao meio em que se está inserido, precisa ser encarnada, inculturada. Portanto, os meios de comunicação, que são vistos como uma das muitas maravilhas do nosso século, também são lugares possíveis para o anúncio do evangelho e a promoção da verdade.

O Decreto Inter Mirifica (Dentre as Maravilhas), sobre os Meios de Comunicação Social, segundo documento do Concílio Vaticano II, promulgado pelo Papa Paulo VI em 4 de dezembro de 1963, já ressaltava a importância das grandes conquistas tecnológicas alcançadas pelos homens dos últimos tempos. Diante desta nova realidade, a Igreja “considera parte da sua missão servir-se dos instrumentos de comunicação social para pregar aos homens a mensagem de salvação e ensinar-lhes o uso reto destes meios” (IM, n. 3).

Segundo o Papa, os leigos têm a missão penetrar de espírito cristão estes meios, a fim de que possam responder à grande esperança do homem e aos desígnios de Deus. No entanto, chama-nos a atenção para a necessidade de conhecer e praticar as regras de ordem moral que estão presentes neste campo. Alerta-nos: “considerem, pois, a natureza especial das coisas que se difundem através destes instrumentos, segundo a natureza peculiar de cada um; tenham, ao mesmo tempo, em conta todas as circunstâncias ou condições, isto é, o fim, as pessoas, o lugar, o tempo e outros dados que entram em jogo nos diversos meios de comunicação e aquelas outras circunstâncias que podem fazê-los perder a sua honestidade ou trocá-la, entre as quais se conta o carácter específico com que atua cada instrumento, nomeadamente a sua própria força, que pode ser tão grande que os homens, sobretudo se não estão formados, dificilmente sejam capazes de adverti-la, dominá-la e, se se der o caso, afastá-la” (IM, n. 4).

O meio virtual, também apresenta seus riscos. Neste ambiente a verdade constantemente é distorcida, dentro de um espaço marcado por muitas possibilidades. Por isso, é preciso ter uma íntegra consciência em relação aos seus usos, estar atento à obtenção e divulgação das notícias, buscando sempre uma visão crítica sobre o que se ler e ver. No que diz respeito aos destinatários das informações, o Papa chama atenção para que estes possam promover somente aquilo que possa contribuir para a virtude, para a ciência e para a arte e que se evite o que seja causa ou ocasião de dano espiritual e que coopere para as empresas que visam, com o uso desses meios, apenas o lucro, sem cuidado com a formação de uma opinião verdadeira (Cf. IM, n. 9).

Tem-se claro que a melhor mensagem que possuímos é Jesus Cristo. Ele é a Pessoa, a Palavra, o Evento que temos para anunciar. Esta notícia precisa ser comunicada, precisa ser colocada no ar, em todos os espaços, fazendo cumprir o que para a Igreja é um imperativo: “Ide por todo o mundo, pregai evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). A fim de que o homem encontre em meio a era da mobilidade, da imagem em movimento, algo que lhe seja definitivo, um ponto de referência. Diante desta missão de evangelizar, que constitui a sua identidade, a Igreja tem a clareza que não pode mudar nenhuma vírgula do conteúdo da mensagem de Jesus Cristo, mas que pode explorar as diversas formas de comunicá-la. Assim, é preciso buscar meios adequados para que o Evangelho esteja lançado nas redes.

Em sua mensagem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, para o ano de 2018, o Papa Francisco lembra que é preciso ter a ousadia de anunciar Jesus dentro de um sistema comunicador onde está presente a lógica de que uma “boa ação”, um serviço público (liturgia, no sentido etimológico do termo) não desperta o interesse das pessoas e que não tem espaço nas páginas dos jornais, nas redes sociais. Como resultado, o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados ao espetáculo.

O Papa Francisco pede para que tenhamos um modelo de comunicação diferente e que seja aberto e criativo. A nossa “boa notícia” deve ser outra: o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Segundo o pontífice, “esta Boa Notícia, é o Reino de Deus, que é o próprio Jesus, e ela não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade”.

Assim, anunciar Jesus na cultura virtual em que estamos inseridos é para nós um grande desafio, mas o cristão deve ter em si o mesmo sentimento de São Paulo, que soube aproveitar muito bem os meios de comunicação de seu tempo: Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho (1 Cor 9, 16). Para anunciar o Evangelho é preciso estar inserido nesta nova realidade, com o desejo de despertar nas pessoas, principalmente os jovens, uma experiência de fé que está para além do que é visto e ouvido no espaço virtual, fazer com que este possa acolher o Cristo que se revela no espaço real de sua vida, e que nos chama a adesão a uma autêntica vida de comunidade, que está fundamenta na experiência do amor.

Por outro lado, anunciar Jesus dentro de todo o quadro de sofrimento e tensão em que o homem de hoje se encontra é mostrar que, em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana; mostrar que não estamos sozinhos, que temos um Pai que nos ama e não abandona os seus filhos.

*Edson Nascimento é seminarista e atualmente desenvolve estágio pastoral na Pastoral da Comunicação (Pascom).

A grande atração do tempo presente

A 10 anos da morte da fundadora dos Focolares, um olhar sobre o aspecto social do carisma da unidade.

No dia 14 de março de 2018 celebra-se o 10º aniversário da morte de Chiara Lubich. As comunidades do Movimento dos Focolares espalhadas pelo mundo celebram esse acontecimento com multíplices iniciativas, inspiradas na ação do carisma da unidade como motivação de transformação social.

Em Seul, Coreia, no dia 3 de março, aconteceu um simpósio na Maria Hall do Hospital da Universidade Católica. Em Goma, República Democrática do Congo, no dia 11 de março foi  realizada uma Jornada com o título “Maria: um ‘sim’ que transforma a sociedade”. No mesmo dia, em Chicago, nos Estados Unidos, aconteceu um simpósio “Chiara Lubich: uma vida de diálogo pela paz”. Em Florença, Itália, no dia 17 de março haverá um simpósio no Salone dei Cinquecento do Palazzo Vecchio, com o título “Conhecimentos plurais.” Em Chiang Mai, Tailândia, no dia 18 de março, haverá uma jornada multiétnica de ação social na aldeia de uma tribo. Em Chisinau, na República da Moldova, no dia 24 de março, uma Jornada com o título “Chiara Lubich e as obras sociais”. São algumas entre as centenas de iniciativas previstas.

Foi oferecida, no dia 3 de março, uma panorâmica de 360º sobre o aspecto social do carisma de Chiara Lubich em um evento que será realizado no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo, Roma, com a presença de 2 mil participantes provenientes dos cinco continentes. O evento contou com a presença do cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, e de outras personalidades do mundo da cultura, da comunicação e de diversas instituições. O evento foi transmitido via Internet com traduções para o inglês, espanhol, português, francês e italiano (www.focolare.org).

Segundo Chiara, a grande atração do tempo presente é “atingir a mais alta contemplação e manter-se misturado com todos, lado a lado com os homens”. Sergio Zavoli, grande jornalista italiano, unido a ela por uma profunda amizade e conhecimento, a definiu uma mística da unidade entre céu e terra, afirmando que Chiara realiza uma revolução na mística trinitária: “Fazer com que Deus habite na intimidade da própria alma resulta fazer com que Ele viva em meio aos homens na comunicação – cito as suas palavras – de Deus em mim com Deus no irmão. O pensamento de Chiara Lubich nos interpela, não por acaso, sobre o que fazer para reunir os fragmentos do indivisível, ou seja, o homem, e recompor as fraturas do compartilhável, ou seja, a comunidade”.

A transformação social que deriva disto suscitou, desde o início da experiência da Lubich na sua cidade natal, Trento, iniciativas com um profundo marco social. Hoje existem em várias partes do mundo – realizadas com as características próprias de cada região e cultura – ações e obras nascidas para contribuir na resolução de situações específicas de necessidades de pessoas, grupos e comunidades (acesse).

Maria Voce, atual presidente do Movimento dos Focolares, interrogada sobre o que deve mirar atualmente os focolares, a 10 anos da morte da fundadora, respondeu que é necessário “manter, absolutamente, a unidade com a fonte que é Chiara, portanto a fidelidade ao carisma originário assim como nos foi transmitido; o retorno à vida inicial para descobrir nela o radicalismo e empenho que também hoje nos é pedido e talvez ainda mais. Desenvolver o Movimento para que ele possa ser o instrumento que Deus pensou para levar esta espiritualidade de comunhão ao mundo, para construir a unidade da família humana. Aprofundar o conhecimento e a transmissão – em termos acessíveis a todos – do grande carisma que Deus deu a Chiara, o qual não tem somente aspectos espirituais, mas, também, doutrinais, sociais, políticos, aspectos que podem influenciar todos os campos”.

Maria Voce tem a convicção de que hoje a visibilidade da influência do Movimento dos Focolares sobre as realidades humanas e sociais, mesmo se é boa, “ainda é muito localizada”, e, em seguida, afirma: “Penso que esta visibilidade deve ser mais eficaz e mais ampla. Talvez o Movimento deva tornar-se mais conhecido também no âmbito mundial, porque estamos presentes em quase todos os países, mas, isto talvez ainda não seja suficientemente expresso. Será uma coisa que acontecerá com a vida: quanto mais vivermos [o carisma], tanto mais influenciaremos e seremos mais visíveis”.

*Victoria Gómes – Benjamim Ferreira

Movimento dei Focolare – Servizio Informazioni

Entenda: Porque jejuar nas sextas-feiras da Quaresma?

Durante a Quaresma – período de preparação para a festa da Páscoa – a Igreja recomenda que os fieis façam jejum e abstinência, principalmente às sextas-feiras. A prática é muito comum durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. Mas porque jejuar nas sextas-feiras quaresmais?

“Para tornar mais verdadeira, autêntica e transparente a nossa vida diante de Deus”, explica o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.

“A finalidade proposta é viver o jejum como renúncia de algo que nos dá prazer imediato e, porém, não é só o aspecto negativo da renúncia, mas impositivo. Eu insisto, o jejum é para tornar mais autentica, transparente e verdadeira conosco mesmo no relacionamento com os ouros e no final com Deus a nossa existência terrena”, explicou

O bispo ressalta ainda que sexta-feira na tradição da Igreja é o dia da morte do Senhor. Portanto, desde os primeiros séculos se tornou um dia litúrgico. Isto é, em que se recordava a morte do Senhor de uma maneira especial.

“O fato de ter um dia de Jejum é para viver juntos como Igreja Universal um gesto que manifeste a nossa busca de uma espiritualidade mais profunda, mais autêntica ligada ao sofrimento de Cristo”, destaca.

De acordo com o Código de Direito Canônico – leis que orientam a Igreja Católica – o jejum é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”. Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.

Segundo dom Armando, a Igreja enriquecida por uma longa história documentada pela Bíblia, fala muitas vezes da necessidade de jejuar. Na Sagrada Escritura, o profeta Isaías insiste que não basta um jejum como obra exterior. É importante jejuar como purificação interior.

“Nós como Igreja temos essa obra durante a Quaresma com o intuito da vivência mais profunda com nós mesmo e com Deus para que a nossa vida se torne mais pura, autêntica e fiel”.

Conforme as orientações da Igreja, o jejum e a abstinência são obrigatórios na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

Sobre a abstinência, o Direito Canônico diz que “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. Segundo o documento, a tradição da Igreja indica a abstenção de carne, pelo menos nas sextas-feiras da Quaresma. “Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo os mais requintados e dispendiosos [caros] ou da especial preferência de cada um”, orienta o documento.

Para dom Armando, o jejum quaresmal é um momento para entrar em si mesmos e ver na transparência do mistério de Deus a proposta cristã o que torna a vida mais bela, transparente.

“Quem ganha com o jejum não é Deus, somos nós. São as nossas vidas que se tornam mais verdadeiras em si mesmas. É claro a motivação não é de ordem só estética ou física, mas espiritual. Mas, Deus é aquele que, mais do que todos, procura o nosso bem e a Igreja, fiel a uma longa tradição de espiritualidade, convida seus filhos a fazer renúncias que não são tanto para honrar a Deus, é para tornar o nosso relacionamento com Ele mais puro, rico, belo, mais fiel ao projeto que Ele nos deixou”, finaliza o bispo.

Fonte: CNBB

“Iniciação à vida cristã” e a ação evangelizadora da Igreja

Por padre Carlos César*

Da Igreja recebemos a tradição da fé, nela a nutrimos e, a partir dela e por ela, somos enviados a evangelizar. A comunidade eclesial é, portanto, o lugar privilegiado para a experiência da vida cristã, bem como a fonte de onde deve brotar o testemunho como proposta de um novo estilo de vida a todos quantos querem, já aqui neste mundo, assumirem a vida em plenitude proposta por Jesus (Jo 10,10).

O Documento 107, fruto da 55a Assembleia dos Bispos do Brasil, tem como objetivo indicar o itinerário a ser seguido para formar discípulos missionários, bem como transformar as comunidades, assim como toda a Igreja, em “Casa de Iniciação Cristã”. Isto quer dizer que, é nesta vivência comunitária que se gera e se vive o testemunho do Evangelho, e o exercício do fiel seguimento de Cristo. Assim sendo, a comunidade não poderá fechar-se em si mesma, mas abrir-se a uma constante acolhida.

Ora, a Igreja como instituição situada num tempo, num contexto, numa realidade concreta, justamente onde necessita testemunhar sua identidade, sempre esteve rodeada de perguntas e questões, diante das quais necessita dar respostas condizentes ao seu momento, ou seja, questões de hoje não se respondem com argumentos de ontem. Os passos da Igreja precisam, no mínimo, estarem acompanhando o ritmo da realidade.

A proposta da reflexão sobre a “Iniciação Cristã”, presente nesse documento, atravessa um itinerário que vai desde a necessidade de um encontro pessoal, – explanado no relato do diálogo de Jesus com a samaritana (Jo 4) -, com um olhar atento na história da Igreja, e um olhar para o presente momento, tendo em vista as exigências do tempo atual (desafios e perspectivas). A ação concreta da Igreja é imprescindível para que essa Iniciação Cristã, como proposta de evangelização, soe aos ouvidos das pessoas como tendo um real e eficaz alcance.

Evidentemente que esse projeto de evangelização se propõe como algo aberto para todas as pessoas. Há que se tomar também consciência de que para tal trabalho, haverá o empenho de toda a ação pastoral da Igreja, que vai desde as menores comunidades até as dioceses, sendo um trabalho conjunto. É o Corpo Místico de Cristo em ação. Para que isto aconteça, o Documento nos mostra que é indispensável: Formação continuada para as comunidades, para os ministros ordenados e catequistas; Compreensão da importância da Iniciação à Vida Cristã, na ação evangelizadora; Valorização da dimensão litúrgica; Pastoral de conjunto e projetos pastorais; Promoção da unidade dos sacramentos da Iniciação à Vida Cristã; Articulação entre o processo de Iniciação à Vida Cristã e missão da Comunidade Eclesial.

A consolidação, portanto, os direcionamentos, de forma compreendida, integrada e assumida, certamente darão rumo à ação evangelizadora da Igreja em nosso momento atual. É um processo vivido e desenvolvido pela Comunidade Eclesial de forma que a missionariedade da Igreja esteja apontando para o seu momento, a sua realidade.

 

A vida cristã, como modelo de “vida em plenitude” desenvolve-se desta maneira, numa experiência de comunhão com o seu Mestre, tendo em vista o convite, por meio da ação evangelizadora, sempre situada no seu contexto, ancorada no essencial evangélico. Todavia, aberta a novos horizontes que precisam ser desbravados e que esperam o alcance do Evangelho para um novo sentido.

 

* Pe. Carlos César de Sousa é Mestre em Teologia Sistemática na área de Bíblia, pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte

Discordância, discórdia e confrontação

Por Pe. Zezinho, scj

Depois de ter lido e ouvido os pronunciamentos do novo  líder leigo de Londrina, Bernardo Pires Küster . Meus leitores pediram minha  opinião e catequese. Escrevo para eles na minha página .

Bernardo Küster claramente bate de frente contra a CNBB que representa os bispos do Brasil por eleição e aceitação do Papa.

E, por definição do que é ser Igreja, por mais influente que seja uma nova liderança leiga na Igreja, a hierarquia de um país, não sendo rejeitada pelo Papa, é comandada por bispos . É este o papel dos bispos reunidos em assembleia, sem que se diminua a autoridade de cada bispo na diocese que ele lidera.

Inteligente e com um discurso bem articulado este senhor convenceu muitos leigos a aceitar seus argumentos. Claramente não está aceitando a liderança dos bispos do Brasil. Rejeita os que foram eleitos para comandar a CNBB. E embora diga que o faz seguindo sua consciência está sendo ouvido por milhares de leigos que aceitam a sua nova liderança e também eles se postam contra a CNBB. Portanto estão a caminho da cisão ! Os bispos da CNBB não lhes servem e não mais o representam. E muitos desses leigos veem o Bernardo Küster como seu porta-voz. Basta ler os melhores de escritos. Não.

Com muitos católicos descontentes com algumas posições de esquerda de certos bispos, ele ignora que também há bispos e leigos com clara inclinação para a direita. E há os moderados que são maioria . Colocar a CNBB num balaio de esquerda é como colocar todos os movimentos leigos num balaio da direita. Mas a Igreja Católica é maior do que isso. Sempre foi.

Isto não é novo na Igreja. Orígines e Tertuliano também eram teólogos leigos influentes.  São Francisco nunca ficou padre. Frederico Ozanam era leigo. Frei Beto não é padre. Leonardo Boff é teólogo e deixou o ministério de sacerdote. Lutero foi monge e padre que rompeu com o catolicismo e também fez política com viés conservador e burguês. Naquele tempo não havia esquerda ou direita, mas havia a mão pesada do Estado notadamente burguês. Católicos também seguiam esta mesma cartilha . Politicamente, Lutero não era de esquerda.

O que está acontecendo com alguns leigos não consagrados  ou leigos consagrados é que estão falando na internet antes de falar com a hierarquia. Não tentaram ? Ou tentaram e os bispos não aceitaram o diálogo ?

Além disso, quais são os leigos da esquerda e direita que representam o laicato católico ? Houve eleição ? Küster fala em nome de quem ? O leigos esquerdistas falam  em nome de quem? Os conhecidos direitistas que em geral deixam claro que são anticomunistas falam em nome de que movimentos ? Os católicos esquerdistas falam em nome de que movimento ou diocese! Ou simplesmente falam em nome do Vaticano ? Ou em nome próprio ?

Posicione cinco microfones num imenso salão e deixe mais um para os bispos. Deixem que os leigos que representam mais de 100 movimentos de Igreja, alguns deles com mais de 100 anos, deixem que opinem.

E ali, face a face, com os bispos representados pela CNBB, veremos quem respeitará quem e quem transformou a Igreja em partidos e contendas e em direita anticomunista, ou em movimentos que aceitam a CNBB.

Discordância ou concordância podem ser coisas boas na Igreja. Como está , as redes sociais optaram por semear discórdia e por julgar qualquer padre ou bispo que não seja conservador, tradicionalista ou direitista.

Nas redes sociais frequentadas por padres ou leigos anti CNBB,  qualquer um que convide para um diálogo fraterno será agredido barbaramente .

Passo por isso todos os dias. E estou longe de ser comunista ou socialista, mas também estou longe de ser direitista ou ultradicionalista. Pelo que leio nas Redes Sociais,  ou os bispos e padres se curvam a eles,ou serão excomungados por estes novos leigos escudados  por padres quase todos tradicionalistas e direitistas.

Simplesmente catalogaram todos os bispos e padres entre comunistas ou anticomunistas. Não há mais espaço nas suas cabeças para padres e bispos que conhecem teologia, sociologia, filosofia,doutrina social da Igreja e História do Cristianismo. Não aceitam nem mesmo os moderados. Para eles, ou o católico é quente ou frio. Nunca morno! Mas esquecem que alguns deles estão fervendo de raiva contra bispos e leigos que não adotam sua cartilha ou serão gélidos de raiva contra quem pensa diferente deles.

Moem tudo para sair uma enorme linguiça temperada com suas agressões contra quem  pensa diferente e respeita nossa História de Católicos.

ATITUDES antileigo, antibispo, antipapa e antipadre podem ser qualquer coisa, mas não são coisa de católico! Somente aumentam o fosso cavado pelos dois lados ! Eu ainda aposto em diálogo!

Como organizar a CF nas comunidades e paróquias?

Durante o ano litúrgico, a Igreja convida, por meio da Campanha da Fraternidade (CF), a refletir sobre um problema da sociedade. Em 2018, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que coordena as campanhas, põe em evidência o tema da violência e nos convida a refletir maneiras de combatê-la. O tema da CF 2018 é “Fraternidade e superação da violência” e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

“São muitas as formas de violência que enfrentamos dentro de casa, na rua, na sociedade. Mas o cristão não pode se acostumar com elas”, esta é uma postura que a Campanha da Fraternidade (CF) 2018, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na última Quarta-feira de Cinzas, 14/02, vai buscar estimular nos cristãos e nas comunidades e paróquias católicas por todo o Brasil segundo o secretário-executivo da CF, padre Luís Fernando da Silva.

Foi pensando nisto, que o padre indica 9 dicas que podem ajudar os cristãos, comunidades e paróquias a pensar ações para os dias mais intensos da campanha que coincidem com os 40 dias da Quaresma. Veja o que pode ser feito:

Conversão pessoal: Para mudar os que estão à minha volta, primeiramente eu devo me mudar, ou seja, se vivo em um ambiente de doméstica (agressividade, impaciência etc.) devo combatê-la com amabilidade e paciência por amor e por misericórdia.

A comunidade precisa promover a cultura da empatia, onde os paroquianos em suas diversas funções pastorais não se tenham como adversários, mas como irmãos que juntos lutam pelo bem daquela paróquia.

Visitar as famílias que estão afastadas da Igreja a fim de acolhê-las na comunidade, ajudando-as a superarem seus problemas.A comunidade deve utilizar de todos os momentos oportunos, como homilia, encontros, cursos etc., para falar sobre a superação da violência e a promoção da paz.

Fortalecer a Pastoral Familiar para que identifique os principais problemas de violência que assolam a comunidade local e buscar exemplos de outras localidades que conseguiram superar os mesmos problemas.

Reunir a comunidade, as pastorais e os movimentos para discutir os problemas identificados e traçar um plano de ação para combater os problemas da violência.

Promover palestras para os paroquianos sobre a temática da violência em suas diversas formas (violência doméstica, psicológica, física, no trânsito, racial, religiosa, no campo, sexual etc.) e como combatê-la.

Estimular a espiritualidade como o antídoto para nos fortalecer contra o mal e para promover a cultura da paz.

Discutir o tema da superação da violência dentro da catequese com as crianças e os jovens. É possível ainda estimular a prática esportiva entre os jovens a fim de afastá-los da violência física e das drogas.

Visitar as famílias que estão afastadas da Igreja a fim de acolhê-las na comunidade, ajudando-as a superarem seus problemas.

A comunidade deve utilizar de todos os momentos oportunos, como homilia, encontros, cursos etc., para falar sobre a superação da violência e a promoção da paz.

Fonte: CNBB

Paróquia Menino Jesus de Praga promove formação sobre a CF 2018

No dia 3 de março, das 13h30 às 17h, acontecerá o Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2018 na Paróquia Menino Jesus de Praga. O evento será realizado no salão paroquial, localizado na comunidade Matriz (Largo do Guarany, s/n, Liberdade), e será conduzido pela Ação Social Arquidiocesana (ASA). Inscrições e mais informações pelo telefone (71) 3386-6385.

Confira a mensagem de Dom Murilo sobre a Campanha da Fraternidade 2018

O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, deixou uma mensagem para os fiéis da Arquidiocese de Salvador sobre a Campanha da Fraternidade 2018, lançada na última quarta-feira (14) – Quarta-feira de Cinzas. Este ano a CF  tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e como lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
Scroll To Top