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A importância de rezar o Terço da Divina Misericórdia

No dia 14 de setembro de 1935, Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou uma linda oração a Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa durante a Festa de Exaltação de Santa Cruz. A religiosa Kowalska estava pedindo muita paz para o mundo, o qual estava vivendo dias turbulentos devido a expansão alemã na Europa – a oração é: Terço da Divina Misericórdia.

Santa Faustina nasceu na Polônia em 1905 e teve uma vida completamente dedicada a Igreja e ao Nosso Deus. Entre as orações que ela fazia, pedia sempre pelos doentes e agonizantes e sempre suplicava para que Nosso Senhor Jesus Cristo perdoasse os pecados do mundo! Ela entrou para o Convento em 1925 trocando o seu nome para Faustina do Santíssimo Sacramento.

Como sabemos, o mundo entrou em conflito naqueles anos e aqueles fatos foram tão graves que em 1936 a Alemanha provocou uma guerra civil que matou pelo menos 12 mil consagrados, além de milhares de membros da Igreja Católica. Esta oração ensinada pelo mestre Jesus Cristo tinha como finalidade pedir paz para o mundo.

Santa Faustina, com muita fé, escrevia em seu diário pedindo paz para o mundo. Os pedidos fervorosos da religiosa fizeram com que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo viesse ao encontro da polonesa. A intenção de Jesus Cristo era ensinar a oração do Terço da Divina Misericórdia. A fé foi tão grande e, como sempre o Jesus Cristo escuta as nossas preces, e veio interferir em nosso favor.

Esta é uma oração de extremo valor para todos nós, pois Jesus Cristo prometera a quem orar o Terço da Misericórdia uma total proteção as almas sofredoras, e que todos nós podemos nos entregar em Seus braços que Ele estará lá para nos acolher como um Pai caridoso.

Nas aparições, Jesus Cristo disse a Santa Faustina: “Agora é tempo de Misericórdia!”. Ele apareceu várias vezes para a religiosa polonesa sempre pedindo orações pelos pecadores do mundo. Ele prometera que nada negaria às almas que pedirem a Ele com amor, fé e fervor.

A fé de Santa Faustina era tão grande que ela um dia teve uma visão da fúria divina que mandava um anjo com raios na mão, cuja intenção era destruir uma parte da terra. Ela em suas orações pedia ao Nosso Senhor Jesus Cristo que tivesse misericórdia do mundo! Foram nestas aparições que Cristo ensinou a polonesa a poderosa oração do Terço da DivinaMisericórdia.

Quando rezamos esse terço é também necessário o arrependimento sincero das nossas próprias culpas e pecados. Certamente, Cristo escuta quem faz a oração do Terço da Divina Misericórdia, e todos que suplicarem com fé terão seus pecados perdoados pelo Pai. Esta linda oração é considerada uma grande obra da misericórdia espiritual!

As almas pecadoras alcançarão grandes graças se rezarem este Terço. O Nosso Pai prometera também grande misericórdia também na hora da morte! São palavras fortes que nos fazem refletir sobre a importância da oração em nossas vidas e nas súplicas para o perdão do pecado.

Que esta oração possa trazer paz e alegria para o mundo! Sem dúvidas a hora da misericórdia é agora! Vamos pedir perdão e o Nosso Senhor Jesus Cristo estará de braços abertos para nos receber até mesmo na hora da morte! O mundo precisa de orações!

Jesus Cristo nos deixou esta linda oração! Aproveite-a bem para a paz mundial que tanto precisamos. Para aprender como rezar o Terço da Divina Misericórdia consulte o site.

Texto enviado como colaboração por José Gomes, paroquiano da paróquia São Benedito, em Curitiba (PR).

E-mail: oracaojabr@gmail.com

Por que tanta ansiedade?

*Aline Rodrigues

Para muitos, o dia começa bem cedo, às 5h da manhã, ou talvez um pouco mais tarde, às 6h, às 7h. Mas, o fato é que as atividades do dia a dia têm gerado um comportamento diferente de antigamente: a ansiedade!

Levantamos com pressa, agitados, preocupados, muitas vezes já repassando na cabeça as atividades que estão por vir. E, ao final do dia, fazemos a mesma coisa antes de dormir. Deitamos pensando em tudo o que foi feito, o que deixamos de fazer, mexemos no celular, planejamos o dia de amanhã e ainda queremos não apresentar nenhum sintoma físico e psíquico. Claro que se organizar mentalmente para as atividades é um exercício excelente! Porém desde que feito com equilíbrio, sem pressão e cobrança.

Diante desse cenário, será que o corpo e a mente suportam tudo isso por muito tempo, sem manifestar nenhuma reação? Não! Muitos brasileiros sofrem algum tipo de transtorno de ansiedade e nem percebem. Seja porque se tornou comum ser ansioso ou porque não se tem tempo nem mesmo de olhar para o que está acontecendo consigo.

Atualmente, na América Latina, o Brasil é considerado o país com maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade. Este dado foi apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em fevereiro deste ano. De acordo com a OMS, 9,3% dos brasileiros vivem com algum tipo de transtorno de ansiedade. Líder no ranking, o Brasil se supera as taxas indicadas nos demais países da região, que tem o Paraguai em segundo lugar, com 7,6%, e em terceiro o Chile, com 6,5%.

Tudo isso porque o ser humano tem sido impulsionado a dar sempre uma resposta correta e imediata diante das pressões recebidas. Isso já começa cedo, com nossas crianças. Com frequência, ouvimos pais falando das necessidades de seus filhos e assumindo o seguinte discurso: “criança precisa fazer esporte, estudar e ter aula de língua estrangeira, se quiser ser alguém no futuro”. E assim, preenchem a agenda dos pequenos com responsabilidades que são saudáveis, mas que juntas e com cobrança de um ideal, se tornam nocivas. Desta forma, o ser humano vai sendo moldado para um mundo urgente, no qual as respostas precisam ser corretas e imediatas.

Você sabia que ansiedade, a grosso modo, é medo de algo que não existe, mas gera sensações reais? É como se olhasse para um gato deitado, dormindo, inofensivo e enxergasse um leão faminto pronto para atacar. A situação real é uma, mas a forma de ver o problema e as situações cotidianas da vida é outra.

Ao longo da vida, vamos construindo verdades sobre nós. No entanto, essas verdades podem ser saudáveis ou não. A questão é, quando essas ideias sobre si mesmo não são saudáveis, e ficam expostas a este mundo agitado, exigente, que espera uma resposta constantemente. Aí, o que existe de pior em nossos pensamentos vem para fora.

Por que tanta ansiedade? Porque nossos medos mais secretos vão sendo “cutucados” e, quando menos esperamos, nosso corpo reage com suor, calor, dor de barriga, dor de cabeça, taquicardia e tantas outras coisas. O medo do fracasso, de não conseguir, de não suportar, de ser abandonado, rejeitado, desamparado, humilhado, entre outras ideias, assaltam nossos pensamentos, gerando um comportamento ansioso.

O mundo de hoje é exigente, nos expõe muito e descarta o que não serve. Todo esse movimento exige uma resposta que muitas vezes não é real e, por medo, violentamos nosso corpo e nossa mente para conseguir dar conta.

Entretanto, se permitir ser humano, real, alguém que não é medido pelo que faz, mas pelo que é, é um caminho saudável para dominar esse mundo tão ansiogênico. Seja gente, e não um super herói!

*Aline Rodrigues é psicóloga, especialista em saúde mental, e missionária da Comunidade Canção Nova. Atua com Terapia Cognitiva Comportamental; no campo acadêmico, clínico e empresarial.

Bíblia: mensagem do Deus que edifica

Dom Hélio Pereira dos Santos

Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia

“Se o Senhor não constrói a nossa casa, em vão trabalham os construtores” (Salmo 126,1). Há uma expressão que diz: “A conversa com pessoas de bem nos edifica”. Neste mês da Bíblia somos convidados a intensificar nossa conversa com Deus, revendo a mensagem que ele nos deixou.

O verbo edificar como seus sinônimos (construir, levantar, criar, engrandecer) é uma das palavras mais eloquentes da Bíblia e já o encontramos no início da criação e particularmente em Gênesis 2,22 quando Deus, a partir da costela do homem, construiu a mulher.

Ao longo da Sagrada Escritura temos muitos exemplos de construções, vejamos:

  1. Antigo Testamento – Caim se tornou o construtor de uma cidade (Gênesis 4,17); Jerusalém, construída como cidade em que tudo está ligado e seu construtor é o próprio Deus (Salmo 122,3; 147,2); Davi recebe de Natã a notícia de que Deus construirá uma casa (II Samuel 7,1-17); A sabedoria construiu a sua casa, talhando suas sete colunas (Provérbios 9,1).
  2. Novo Testamento – Cristo se apresenta como construtor ágil e admirável do novo Templo (João 2,19); Edificarei a minha Igreja (Mateus 16,18); Cristo pedra angular da edificação (Marcos 12,10); Os apóstolos fundamentos da construção (Efésios 2,20); Os cristãos pedras do edifício espiritual (1 Pedro 2,5) com a missão de continuar a construção, edificando uns aos outros (1 Tessalonicenses 5,11).

“Consolai-vos, pois, e edificai-vos mutuamente como já o fazeis” (1Ts 5,11). Neste mês dedicado à Bíblia a nossa homenagem a São Jerônimo (342-420) que dedicou a sua vida ao estudo e meditação da Palavra de Deus, traduzindo-a para a Língua Latina.  O livro da Bíblia proposto para nossa edificação este ano é a Primeira Carta aos Tessalonicenses. Trata-se do mais antigo dos escritos do Novo Testamento, entre os anos 50 – 51, e mostra uma comunidade jovem e fervorosa na acolhida e vivência da Boa Nova.

Em Tessalônica se vive o desafio de cuidar da fé em uma grande cidade comercial com seus pensadores e pregadores das mais diversas filosofias e religiões. Paulo escreve aos Tessalonicenses para comunicar sua alegria e estimular a perseverança da comunidade fundada por ele, pois, sabe que na edificação do Reino de Deus cada pedra tem sua importância e a construção corre perigo quando uma pedra se quebra ou se afasta do seu devido lugar e cai.

A Igreja no nosso Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe) nos apresenta a proposta de Círculos Bíblicos 2017 para estudar e meditar a Primeira Carta aos Tessalonicenses que nos concede valiosos exemplos: 1) A alegria de viver em comunidade, apesar dos conflitos, que aos poucos são superados; 2) A experiência de pastoral urbana onde se luta para viver de maneira digna, livre e autônoma, buscando as coisas de Deus em primeiro lugar; 3) Aproveitar os conselhos de Paulo sobre como deve ser o agir de um cristão; 4) Entender a vida cristã como doação e espera ativa do Senhor.

Aproveitemos esta oportunidade para acolher a Palavra edificadora que Deus nos oferece como chuva de bênção: “Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam, sem terem regado a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, dando semente ao semeador e pão para comer, tal ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não volta a mim sem efeito; sem ter cumprido o que eu quis, realizado o objetivo de sua missão” (Isaías 55, 10-11).

Não podemos permitir que a “Palavra de salvação que desperta a fé no coração dos infiéis, que  alimenta a fé no coração dos cristãos, que faz nascer e crescer a comunidade dos cristãos” (Presbyterorum Ordinis, n.4), seja recebida por nós de forma mecânica, indiferente, carente de significado ou sentido para nossa vida.  Quando Deus comunica sua Palavra, Ele espera nossa resposta para que n´Ele tenhamos vida.

Deus nos fala pela Bíblia para nos motivar, despertar a fé, levar à ação. O nosso desafio é nos afastar do barulho, do ruído do mundo, para escutar o Criador.  É hora de ouvir a voz de Deus que está sempre a edificar quem a escuta. Nada acontece se o leitor não estiver disposto a acolher a Palavra. Deixemos que a Palavra de Deus nos edifique. Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja conosco! (cf. 1 Ts 5,28).

Em palestra, Dom Petrini aborda as relações familiares

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“As relações familiares, o que fortalece e o que enfraquece”. Este é o tema da palestra que será proferida pelo bispo da Diocese de Camaçari e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Carlos Petrini, neste sábado (2). A atividade será gratuita e acontecerá a partir das 9h, na Paulus Livraria, localizada na Rua Direita da Piedade, Centro de Salvador.

As flores da princesa Diana

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

 

“Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecle 1,2). Essa é a ideia geral do livro do Eclesiastes, escrito no terceiro século antes de Cristo. A visão do autor (desconhecido) é um tanto pessimista, é verdade. Mas seu objetivo é claro: mostrar que a vida neste mundo passa; portanto, devemos aproveitá-la para construir nossa eternidade.

Lembrei-me desse livro bíblico diante da proximidade do aniversário (20 anos) da morte da Princesa Diana. Não tenho o direito de fazer um julgamento sobre a sua vida. O que escrevo, pois, é tão somente uma tentativa de, a partir de sua existência, tirar lições para a minha vida. Por sinal, acaba de sair na Itália o livro: “L´ultimo segreto di Lady Diana” (L. Regolo), que destaca as transformações ocorridas nos anos que se seguiram à sua separação matrimonial. Ela passou a abraçar e a incentivar grandes causas, como a dos sem-casa, das crianças doentes e órfãs, dos que têm o vírus HIV-Aids, da eliminação das minas explosivas em Angola etc.

Uma revista de circulação nacional publicou, anos atrás, duas fotos. Uma era do palácio onde a Princesa morava, tirada no dia seguinte ao acidente que sofreu: parecia um jardim imenso, tantas eram as flores. A outra foto, do mesmo local, tirada alguns anos depois, num dos aniversários de seu falecimento, mostrava que as flores ali colocadas ocupavam um pequeno espaço. O título das fotos era ilustrativo: “O ocaso da Memória”. A verdade é inexorável: ano após ano diminuirão as flores, as lembranças, o espaço que jornais, revistas e noticiários de TV dedicarão à Princesa que encantou o mundo com sua beleza. “A figura deste mundo passa” (S. Paulo, 1Cor 7,31).

Deus seja misericordioso com essa sua filha. Não temos o direito de julgá-la e, menos ainda, de condená-la. Cabe-nos, sim, tirar lições de sua morte trágica – lições de sabedoria.

Primeira lição: recebemos um dom do Senhor – a vida. Ela é preciosa demais para a gastarmos com futilidades. Vale dar atenção à frase do autor do Eclesiastes: “Teme a Deus e observa seus preceitos; é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau” (Ecle 12,13-14).

Segunda lição: em dois mandamentos se resumem a Lei e os profetas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo teu espírito… Amarás teu próximo como a ti mesmo”. Não levaremos para a eternidade medalhas, apartamentos, placas, fazendas ou gordas poupanças. Só levaremos o amor.

Terceira lição: “Está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Como não haverá a possibilidade de refazermos nossa vida, aprendamos as lições deixadas por aqueles que nos antecederam.

A família precisa ser prioridade

*Padre Antonio Xavier Batista

As últimas décadas foram repletas de mudanças na sociedade, de uma forma tão intensa, que talvez não tenha ocorrido antes. Nosso mundo globalizado possibilita chegarem rapidamente pensamentos e fatos, de uma parte a outra do mundo, especialmente com o advento das redes sociais.

Tivemos muitos progressos no campo social e político, onde problemas e situações, mantidas até então em sigilo, vieram à tona. Também as coisas boas obtiveram espaço para sua divulgação, embora não na mesma proporção. Talvez por serem “menos” impactantes ou fora do interesse frenético de nosso tempo.

Nesse contexto, o tema da família entrou numa ampla discussão em âmbito civil e religioso. Esse debate, quase sempre, se fundamenta em argumentos afetivos que visam sensibilizar as pessoas, qualquer que seja o lado, pensado e defendido por elas. Poucas são as contribuições que levam em conta a história da humanidade como um todo, e mesmo a função social da família a partir de dados científicos.

O dilema gravita sobre a questões como: aceitar é concordar? Tolerar é dar legitimidade à posição do outro? E tais questões se fundem numa discussão infinita. No último ano, a Igreja Católica, também já preocupada há décadas com esse tema, recebeu como presente a publicação da Encíclica Amoris Laetitia, a alegria do amor em família, do Papa Francisco, que trata da dimensão positiva da família. O documento é uma contribuição para toda a sociedade, pois suscita a reflexão sobre um tema  muito importante.

Para aprofundar esse assunto, a Semana Nacional da Família, de 13 a 19 de agosto, tem como tema: Família, uma luz para a vida em sociedade. Normalmente, as análises sociais são feitas a partir da sociedade, em busca de identificar seus problemas e possíveis soluções. No entanto, a proposta é de olhar para a sociedade positivamente, buscando encontrar na família a nascente da verdadeira vida social. É certo que a palavra família é capaz de provocar diferentes sentimentos e lembranças, dependendo da pessoa e sua história de vida, e isso não se refere somente ao passado, mas aos sonhos e projetos de futuro.

A família possui problemas, fragilidades e situações carentes de aperfeiçoamento, mas é inegável seu papel e importância para a sociedade, é uma escola de valores. É nessa instituição que se aprendem as orientações básicas da vida como o afeto, a convivência, a educação para o amor, a justiça e experiência de fé. É no ambiente familiar saudável que o coração de cada pessoa se equilibra, pois ali se alicerçam a responsabilidade e o compromisso, se exercitam o amor e o perdão, aprende-se a dialogar.

O cuidado com a família precisa ser prioridade de toda a sociedade, mas isso não substitui a necessidade de que cada um cuide bem do ambiente interno de sua família. Esse cuidado parte do não exigir do outro a perfeição que não possui, saber equilibrar as expectativas em relação a cada um, sem querer fazer cumprir a vontade pessoal apenas. É saber que a felicidade numa família é uma conquista, exige dedicação, atenção e doação de todos. É o amor vivido que leva a suportar com paciência o processo de crescimento do outro, desculpar suas falhas, alegrar-se com a realização alheia sem nutrir inveja, realizar-se na felicidade do outro. A família é como um jardim composto por cores diferentes, cada planta dá o melhor de si para que todo o jardim possa ser belo e assim todas participam da mesma beleza.

Somos convidados, nesta semana, a nos importarmos com aqueles que mais importam ou se importam conosco, para que nossa família possa ser também uma luz para a sociedade de nosso tempo.

* Padre Antônio Xavier Batista é membro da Comunidade Canção Nova e Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O sacerdote é Mestre em Ciências Bíblicas e Arqueologia.

Centro Missionário Redentorista abre inscrições para cursos sobre a Bíblia

O Centro Missionário Redentorista está com inscrições abertas para os cursos Interpretação e exegese dos textos bíblicos e Fundamentos bíblicos da missão, ambos com início no mês de setembro. Confira abaixo as informações de cada curso:

O curso de Interpretação e exegese dos textos bíblicos se constitui como a continuação da Introdução à Bíblia e será composto por oficinas práticas de interpretação de textos bíblicos. As aulas acontecerão às terças, quartas e quintas-feiras dos meses de setembro e outubro, em duas turmas: das 14h às 17h e das 18h às 20. O investimento é no valor de R$ 120, que pode ser parcelado em três vezes. A inscrição acontece até o dia 5 de setembro.

Já o curso de Fundamentos Bíblicos da Missão tem como objetivo ajudar a tomar consciência da variedade de enfoques e modelos de teologias da missão. A iniciativa acontecerá nos dias 17 de setembro, 8 e 29 de outubro, das 8h às 16h, e também tem o valor de R$ 120. O último dia para inscrição é 17 de setembro.

Para participar, os interessados devem entrar em contato com o Centro Missionário Redentorista (rua Almeida Sande, 36, Barris), por e-mail centromissionario@outlook.com ou pelo telefone (71) 3328-7461.

SIES oferece retiro espiritual

O Serviço Inaciano de Espiritualidade (SIES) oferece o retiro Indo e Vindo de 25 a 28 de agosto, à luz do tema “Resiliência” que será orientado pelo padre Onofre Araújo Filho, SJ. A inscrição deve ser realizada através do e-mail sies.salvador@gmail.com, enviando os dados pessoais, ou pelo telefone (71) 3336-8483. A taxa é no valor de R$ 80.

Arthur e Charlie

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil

 

Arthur Cosme de Melo era um menino brasileiro; Charlie Gard, um menino inglês. Arthur morreu com um mês de idade. Charlie, com 10 meses. Arthur nasceu de uma cesariana, após sua mãe ter sido atingida por uma bala, que também o feriu. Charlie nasceu com uma doença rara: a “síndrome de miopatia mitocondrial”, que leva à perda progressiva da força muscular e a danos cerebrais irreparáveis.

A história de Arthur foi contada pela nossa Imprensa, na semana que passou. É uma história triste: fala de violência, de balas perdidas, de uma mãe que estava no lugar errado, na hora errada. Como se fosse errado uma mãe andar por uma rua qualquer, mesmo que essa rua se situe na Favela do Lixão, em Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro.

A história de Charlie teve maior repercussão internacional, porém foi menos divulgada em nosso país, envolvido que está por outras tristes histórias, principalmente as ligadas à corrupção. Charlie estava internado em um hospital em Londres, onde era mantido vivo com a ajuda de aparelhos. Diante da alegada impossibilidade de uma reversão de sua situação, a Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu pelo desligamento dos aparelhos e pela cessação do uso dos substratos médicos que o mantinham vivo. Portanto, o Estado se julgou no direito de decidir sobre a preservação ou não da vida de Charlie. Ignorou que a vida humana deve ser preservada, mesmo que se trate de uma criança gravemente enferma. Julgou, sim, que algumas vidas não merecem ser mantidas. Quem mais precisava de alguém que defendesse seus direitos (a Corte Europeia foi criada para esse fim!), foi condenado à morte. Não foi concedida à família de Charlie o direito de fazer suas próprias escolhas.

Diante da decisão desse órgão colegiado, divulgada pelas redes sociais, os pais de Charlie receberam promessas de acolhida e assistência ao filho, tanto na América do Norte como na Itália, que ofereciam alguma chance de reversão de seu estado. O Papa Francisco chegou a pedir que não se ignorasse o desejo dos pais de acompanhar e tratar o próprio bebê até o fim. O tratamento no exterior não traria custo algum para o governo britânico, mas a corte suprema do Reino Unido não permitiu tal viagem, afirmando ser irreversível a situação do bebê. O Estado exigiu que fosse respeitado o seu direito de matar.

Arthur faleceu no dia 30 de julho. Charlie havia falecido dois dias antes.

Lê-se, na Convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, ratificada por 196 países: “A criança, em virtude de sua falta de maturidade física e mental, necessita de proteção e cuidados especiais, inclusive a devida proteção legal, tanto antes quanto após seu nascimento”.

Arthur e Charles morreram sem saber disso.

A vocação nos tempos de Francisco

* Padre Wagner Ferreira

A Igreja Católica no Brasil convoca seus fiéis para, principalmente no mês de agosto, refletir sobre as vocações e também suplicar ao Senhor da messe que envie mais colaboradores à missão evangelizadora. Papa Francisco afirma que “todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho”; evangelizar não é tarefa exclusiva do papa, dos bispos, dos sacerdotes ou leigos engajados em pastorais, movimentos ou grupos específicos.

“Pedi ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9,38). Este apelo de Jesus sempre encontrou um importante acolhimento por parte da comunidade cristã, uma vez que não cessa de suplicar a seu Senhor novas e santas vocações, homens e mulheres disponíveis ao chamado divino para colaborar com a obra de santificação da Igreja, o povo de Deus.

E o Santo Padre a cada ano, no “Domingo do Bom Pastor”, o 4º da Páscoa, convoca a comunidade cristã para celebrar o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, particularmente, a vocação sacerdotal, motivando esse dia com a publicação de uma mensagem à toda Igreja. Para compreendermos, en passant, o pensamento de Francisco sobre a vocação sacerdotal, é oportuno destacar trechos da sua mensagem para este ano, cujo tema é “Impelidos pelo Espírito para a missão”.

“Quem se deixou atrair pela voz de Deus e começou a seguir Jesus, rapidamente descobre dentro de si mesmo o desejo irreprimível de levar a Boa Nova aos irmãos, através da evangelização e do serviço na caridade”, diz o santo padre. Evangelizar é impregnar de Evangelho o coração das pessoas, de modo que os valores do Reino – justiça, paz, amor, misericórdia, solidariedade – sejam vivenciados nas famílias e nos diversos ambientes da sociedade: instituições de educação, da cultura, das ciências, da política, da economia, dos serviços sanitários, e assim seja construído um mundo onde se promova a dignidade de toda e qualquer pessoa humana, e se promova ainda a justiça social à luz da fé cristã.

O medo e a vergonha não podem paralisar os cristãos frente aos desafios da evangelização. Recordando uma das parábolas de Jesus sobre o Reino, papa Francisco assegura: “A semente do Reino, embora pequena, invisível e às vezes insignificante, cresce silenciosamente graças à ação incessante de Deus: ‘O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como’ (Mc 4, 26-27). A nossa confiança primeira está aqui: Deus supera as nossas expectativas e surpreende-nos com a sua generosidade, fazendo germinar os frutos do nosso trabalho para além dos cálculos da eficiência humana”.

Essa confiança evangélica deve animar particularmente os sacerdotes, os quais, “com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens. A Igreja precisa de sacerdotes assim: confiantes e serenos porque descobriram o verdadeiro tesouro, ansiosos por irem fazê-lo conhecer jubilosamente a todos (Mt 13, 44)”.

Desejo que todos experimentem a alegria de ser missionários do Evangelho, empenhados em suplicar a Cristo, o Bom Pastor, vocações ao sacerdócio ministerial.

Padre Wagner Ferreira da Silva é membro da Comunidade Canção Nova.

 


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
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