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Inscrições abertas para cursos gratuitos promovidos pela Obra Lumen

A Obra Lumen está com inscrições abertas para os Cursos Lumen Salvador 2017, que acontecerão de 7 a 10 de junho. Realizados pela primeira vez na capital baiana, os encontros têm como objetivo auxiliar no crescimento espiritual de jovens e adultos.

No dia 7 de junho, às 18h, será ministrado o curso Amor Maior, que é uma iniciativa voltada para solteiros, namorados, noivos e casados. Já nos dias 8 e 9, ambos às 18h, acontecerá o curso de Artes, que visa ensinar técnicas de evangelização através da dança, música e teatro.

Para encerrar, no dia 10 de junho, a partir das 8h, haverá o curso Jesus nas ruas, com a finalidade de capacitar os participantes para o trabalho junto às pessoas em situação de rua, ação que já é desenvolvida pela Obra Lumen.

Para participar dos cursos, o interessado deve clicar aqui e preencher o formulário. As inscrições são gratuitas.

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Purificação

Nossa Senhora da PurificaçãoNa sequência da série Um Mês Inteiro com Maria, vamos conhecer um pouco mais sobre a devoção a Nossa Senhora da Purificação, presente na Arquidiocese de Salvador desde o século XVII. A paróquia dedicada a Nossa Senhora da Purificação , no município de Santo Amaro, foi criada em 1608.

História da devoção

No rito latino da Igreja Católica, a Apresentação de Jesus no Templo é o quarto Mistério Gozoso do Santo Rosário. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festa tem sido referida como a festa da Apresentação do Senhor.

A festa da Apresentação é uma das mais antigas festas da Igreja.

A mais antiga referência sobre os rituais litúrgicos específicos sobre a festa foram descritos pela freira Egeria durante a sua peregrinação à Terra Santa entre 381 e 384. Ela reportou que 14 de fevereiro era um dia solene em Jerusalém, com uma procissão até a Basílica da Ressurreição de Constantino I, com uma homilia sobre Lucas 2, 22 e uma Liturgia Divina. A chamada Itinerarium Peregrinatio (“Itinerário da Peregrinação”) de Egeria não oferece, porém, nenhum nome específico para a festa. A data de 14 de fevereiro indica que em Jerusalém, na época, celebrava-se o nascimento de Jesus em 6 de janeiro, dia da Epifania.

Originalmente, a festa era uma celebração menor. Mas então, em 541, uma terrível praga irrompeu em Constantinopla matando milhares. O imperador bizantino Justiniano I, em consulta com o patriarca de Constantinopla, ordenou um período de jejum e oração por todo o Império Bizantino. E, na festa do “Encontro do Senhor”, organizou grandes procissões por todas as cidades e vilas, além de um serviço solene de orações (Litia) para pedir a libertação de todos os males e o fim da praga. Em agradecimento, em 542, a festa foi elevada para uma celebração mais solene e passou a ser celebrada por todo o império pelo imperador.

Em Roma, a festa aparece no “Sacramentário Gelasiano”, uma coleção de manuscritos dos séculos VII e VIII associados com o papa Gelásio I, mas com muitas interpolações e algumas fraudes. É ali que aparece pela primeira vez o novo título da festa, “Purificação da Abençoada Virgem Maria”.

 

Nossa Senhora da Purificação

Há várias denominações para a Virgem da Purificação, entre elas destacam-se: Nossa Senhora da Candelária, das Candeias, da Luz e da Apresentação.

Maria, executou sua parte no Plano da Salvação, seguindo todos os ensinamentos para que tudo se cumprisse conforme a vontade do Criador, de acordo com as Sagradas Escrituras.

As mulheres dessa época eram consideradas impuras após o parto. Eram afastadas durante alguns dias do convívio social e das atividades religiosas no Templo. Passado o resguardo a mãe e a criança deveriam ir ao Templo. Ela para ser “purificada” conforme a Lei, a criança para ser apresentada ao Senhor.

No tempo determinado, a Sagrada Família foi ao Templo para a apresentação do Menino Jesus, à Deus-Pai. Maria na sua infinita humildade submeteu-se à cerimônia da purificação. Por este motivo, para demonstrar o grande respeito e carinho à Santíssima Virgem, os primeiros cristãos passaram a comemorar o dia da Purificação de Maria, em 02 de fevereiro.

O Papa Gelásio, que governou a Igreja entre 492 e 496, acabou instituindo para toda a cristandade esta procissão noturna dedicada à Mãe Santíssima. O trajeto, que representa o primeiro caminho percorrido pela Sagrada Família, deve ser todo iluminado por candeias, ou candelárias, e os fiéis carregam nas mãos velas acesas, entoando hinos em louvor à Maria. Dessa antiga tradição, veio o título de Nossa Senhora das Candeias, ou da Candelária.

A festa de Nossa Senhora da Purificação é uma das mais antigas do catolicismo. Mas esse dia de luz tem um enfoque todo especial para o corpo da Igreja. É que em geral, religiosos e religiosas o escolhem para pronunciar seus votos solenes de castidade, pobreza e obediência, para consagrar e colocar suas vidas à serviço do Senhor.

No Brasil a Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Santo Amaro, é uma das mais antigas do Brasil datada de 1608.

Fonte:  Blog História de Nossa Senhora https://goo.gl/WI6TTj

IGHB promove palestra sobre Aldeamentos Jesuítas e Política Colonial na Bahia

Elevação-cruz-primeira-missa-BrasilNesta quarta (17), às 17h, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promove a conferência “Da Catequese à civilização: Aldeamentos Jesuítas e Política Colonial na Bahia”, que será pronunciada pelo professor doutor Fabrício Lyrio.

Durante o encontro, aberto ao público, o professor vai explicar que, simultaneamente, o verbo civilizar e o substantivo civilidade – presentes na legislação da década de 1750 – passaram a figurar com destaque cada vez maior no discurso colonial, deixando em segundo plano as noções de “catequese”, “conversão” e “cristianização” dos povos nativos. “O propósito deste trabalho é discutir o impacto dessas mudanças na capitania da Bahia, buscando percebê-las como parte da configuração de um novo modelo político e religioso ancorado na ideia de civilização dos índios”.

Saiba mais: Ao longo do período colonial, diferentes concepções a respeito das populações indígenas e da catequese foram formuladas e colocadas em prática na América Portuguesa. A partir da segunda metade do século XVIII, novas diretrizes referentes a essas questões foram definidas no âmbito do reformismo ilustrado pombalino (1750-1777). A promulgação das leis de 6 e 7 de junho de 1755 e do alvará com força de lei de 8 de maio de 1758 indicavam mudanças significativas em termos da política a ser seguida e no tocante ao papel da Igreja, com consequências importantes quanto à atividade desempenhada pelo clero regular. Após a abolição da jurisdição temporal e espiritual dos religiosos sobre os índios e a transformação das aldeias em vilas, um número crescente de agentes civis e militares passou a ocupar o lugar deixado pelos religiosos, assumindo o papel de “civilizadores” dos índios.

O IGHB é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). Mais informações através do telefone (71) 3329-4463.

 

 

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Piedade

nossa-senhora-da-piedade2Voltamos nosso olhar hoje para Nossa Senhora da Piedade. Ela que carrega o filho morto em seus braços simbolizando as dores do mundo inteiro. Na Arquidiocese de Salvador há uma paróquia e um santuário dedicados a devoção à Nossa Senhora da Piedade. O santuário da Piedade dá nome a praça localizada no centro da capital baiana e foi construído há mais de 300 anos. A paróquia está localizada no bairro de Maçaranduba e foi criada em 1976.

História da Devoção

A expressão mais antiga da devoção a Nossa Senhora da Piedade foi encontrada em Portugal: uma pintura de Nossa Senhora, assentada ao pé da cruz, com o Filho morto nos braços, que pertenceu a uma Irmandade já existente antes de 1230 e foi encontrada no claustro da Sé, em Lisboa. Essa imagem inspirou muitos corações para fazer o bem. 

Portugal foi o berço de onde se espalhou a devoção da Virgem da Piedade, para todo o mundo. Diante das tribulações muitos se identificaram com as dores de Maria e assim elevavam suas súplicas à Senhora da Piedade, onde encontravam conforto e esperança naquela que a muito havia sofrido.

A arte apropriou-se da fé e da devoção para expressar em riqueza de detalhes a confiança filial do povo em Maria, a Senhora da Piedade. No auge do renascimento, Michelangelo esculpiu com singular perfeição a imagem da Pietá que se destacou pela beleza e profundidade da expressão religiosa. O autor manifestou em ambas as faces, a antítese da máxima dor e serenidade. 

A Pietá, muitas vezes, não nos deixa perceber o tema que foi sua primeira inspiração. Não nos reporta somente à ideia de refletir as dores de Maria e a morte de Jesus. Ela não congela uma cena estática, pois transcende à reflexão da perda. Ora se revela e ora se faz mistério. Vai além dos grandes questionamentos da existência humana: vida e morte. 

Na expressão de Nossa Senhora da Piedade, Maria não está somente com seu filho nos braços, Ela carrega consigo duas grandes paixões: Cristo e a humanidade. Nesta atitude de acolhida e presença, convoca o indivíduo para a fraternidade, e nos faz crer que da dureza da cruz emana o mais nobre gesto de afeto e partilha.

A Senhora da Piedade nos ensina que ter piedade é querer e desejar a presença de Deus, é trazer para próximo Dele os Seus filhos. Mais do que preceito de cuidar do Templo-pedra, o que importa é cuidar do humano, para que este se assemelhe ao divino.

Quando os portugueses vieram para o Brasil, além dos sonhos de explorar novas e ricas terras, trouxeram seus costumes e suas crenças. Uma das belezas que deles herdamos foi a devoção à Senhora da Piedade, que tomou grande extensão no território brasileiro e conquistou seu espaço em meio aos corações sofredores. 

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Penha de França

Nossa Senhora da Penha de França3Na série Um mês inteiro com Maria homenageamos a Mãe de Jesus sob o título de Nossa Senhora da Penha. Na Arquidiocese de Salvador, a paróquia dedicada a santa está localizada no bairro da Ribeira. A igreja foi construída em 1742 por iniciativa do Arcebispo D. José Botelho de Matos como capela de seu palácio de verão, ao lado. As duas unidades são ligadas por uma “loggia” com galeria superposta e em 1760 foi elevada à paróquia. Além do mais, existe uma área interna totalmente ajardinada encimada por palmeiras imperiais.

História da devoção

Existia no oeste da Espanha uma serra muito alta e íngreme chamada Penha de França, na província de Salamanca (Castela e Leão). Por volta de 1434, segundo algumas fontes históricas no dia 19 de maio, o peregrino francês Simão Vela sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que estava enterrada no topo de escarpada montanha, em razão de uma guerra entre cristãos e muçulmanos, na qual os católicos escondiam suas imagens para não serem destruídas, cercada de luz e acenando para que ele fosse procurá-la. Simão Vela, assim se chamava o peregrino, durante cinco anos andou procurando a mencionada serra, até que um dia teve indicação de sua localização e para lá se dirigiu. Após três dias de intensa caminhada, pela razão de segundo ele próprio, em seus êxtases ouvir sempre a advertência divina: “Simão, vela e não durma!” (pelo que passou a adotar o sobrenome de Vela, como ficou conhecido), escalando penhas íngremes, o monge parou para descansar, quando viu sentada perto dele uma formosa senhora com o filho ao colo que lhe indicou o lugar onde encontraria o que procurava. Auxiliado por alguns pastores da região, conseguiu achar a imagem que avistara em sonho.

Construiu Simão Vela uma tosca ermida nesse local, que logo se tornou célebre pelo grande número de milagres alcançados por intermédio da Senhora da Penha de França, e mais tarde ali foi construído um santuário no topo da Penha de França, no município de El Cabaco (Salamanca, Espanha). O intelectual católico francês Maurice Legendre influenciou a recuperação do santuário (especificamente, em 1934 organizou uma peregrinação para marcar o quinto centenário da descoberta da imagem). Legendre é enterrado na nave da igreja.

 

Arte e Fé

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

 

Continuamente tenho novas surpresas quando o assunto é o patrimônio artístico da cidade de Salvador.  Nem me refiro ao patrimônio cultural em geral, mas àquele que envolve igrejas, imagens e esculturas sacras. Tenho certeza de que soteropolitano algum, baiano algum é capaz de imaginar as riquezas artísticas que existem ao seu redor. É verdade que parte delas sofre com a falta de recursos para restaurá-las – trabalho que é caríssimo, dadas as exigências das leis referentes à intervenção em bens tombados.

Graças a Deus, alguns importantes passos têm sido dados nos últimos tempos. Lembro, por exemplo, a restauração da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Terreiro de Jesus,  e a da igreja que está ali perto, cujo titular é São Domingos de Gusmão. No momento, estão sendo dados os últimos passos na restauração da Catedral, da Igreja do Passo e do Palácio da Sé – obras de uma beleza única.

Mas é sobre outra igreja que desejo escrever: refiro-me àquela dedicada ao Santíssimo Sacramento e à Sant´Ana. Poucas igrejas têm uma história tão rica e obras de arte tão belas como essa.

Construída na metade do século dezoito, foi a primeira igreja erguida na Bahia com materiais e tecnologia 100% brasileiros. Os três principais pintores baianos nela deixaram a marca de sua genialidade: Antônio Joaquim Franco Velasco pintou a nave central; José Rodrigues Nunes, as telas dos quatro evangelistas, que se encontram na capela-mor; e José da Costa Andrade, a sacristia – uma das mais belas de Salvador.

Essa igreja também foi testemunha de fatos históricos relevantes, como o das lutas pela independência, dando  abrigo aos corpos de combatentes tombados nessas batalhas, como foi o caso do Padre Roma e de Maria Quitéria.  No século passado, ela marcou profundamente a vida daquela que se tornaria a Irmã Dulce dos Pobres, cuja família morava nos arredores do templo; ela própria relatou que foi nessa Igreja que ouviu o chamado divino para se consagrar totalmente a Deus e aos necessitados.

Dez anos atrás, os fieis que ali se reuniam sentiram necessidade de trabalhar para a restauração daquele patrimônio que se encontrava gravemente ameaçado. Começou, então, um longo e penoso “calvário” para conseguirem os recursos necessários. Fechada a igreja por motivo de segurança, comandados pelo Pe. José Abel Pinheiro, seu pároco, os voluntários multiplicaram iniciativas, fizeram campanhas, visitaram órgãos públicos etc. Era preciso, ao mesmo tempo, cuidar da parte espiritual, para que a comunidade não se desintegrasse. A perseverança de todos deu resultado: aí está uma igreja que nos mostra o feliz resultado da comunhão entre a arte e a fé. Faça a uma visita, (reze!) e comprove!

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Paz

nsa_rainha_pazNa série Um mês inteiro com Maria, conheceremos um pouco da história da devoção a Nossa Senhora da Paz. Na Arquidiocese de Salvador, a padroeira do bairro da Paz recebe esse título. A paróquia foi fundada em 1999.

As origens de uma Devoção

A devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, começou no ano de 1085, quando os cristãos alcançaram um grande milagre por intercessão da Virgem.

O rei Afonso VI, tendo tomado a cidade de Toledo, prometera em tratados, que ficaria em poder dos mouros uma célebre igreja da cidade, onde Maria Santíssima era muito venerada.

Partindo Afonso VI para Castela, deixou em Toledo sua esposa, a rainha Dª Cristina e o Arcebispo D. Bernardo, os quais sentindo o desejo ardente dos cristãos e impulsionados também por sua fé, resolveram tomar o Templo. E assim o fizeram. Idignado, o rei, por não ter sido respeitado o seu juramento, resolveu castigar severamente os principais autores daquela afronta.

Os cristãos foram-lhe ao encontro, vestidos de luto e cilício, implorando clemência; outros no Templo imploravam a Maria Santíssima que tocasse o coração do monarca. E Nossa Senhora os atendeu.

Os mouros rogaram ao rei que perdoasse à rainha e ao Arcebispo, renunciando à posse do Templo em questão. O rei aceitou com prazer aquele pedido.

Entrou a procissão triunfante na cidade e, dirigindo-se ao Templo da Virgem, renderam-lhe graças por haver conseguido a paz para a cidade de Toledo. Para que se perpetuasse a memória de tão grande benefício, instituiu-se a “festa de Nossa Senhora Rainha da Paz” que passou a ser anualmente celebrada no dia 24 de janeiro.

Como naqueles tempos a Europa vivesse contínuas guerras, os reis e capitães nunca partiam para os combates sem antes virem rezar aos pés de Nossa Senhora Rainha da Paz.

Os anos foram passando e a devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi-se espalhando. Crescia também o número de milagres realizados pela Virgem, venerada na pequena imagem.

Um desses milagres se deu no dia 21 de junho de 1651, quando várias pessoas doentes, atraídas pelo canto da “Salve Regina”, entoado por crianças diante da porta dos capuchinhos, recuperaram imediatamente a saúde.

Uma capela espaçosa foi construída para acolher também os peregrinos, sempre mais numerosos, que vinham ali pedir e agradecer à Virgem as mais variadas graças.

Em 1806, o Padre José Maria Coudrin, fundador da Congregação dos Sagrados Corações, veio a conhecer essa preciosa relíquia.

A Madre Henriqueta, co-fundadora da Congregação, no ramo feminino, conseguiu levar para o pequeno Convento da Rua de Picpus a Rainha da Paz.

Em 1840, o Convento das Irmãs foi saqueado, mas a palavra da Madre Fundadora foi confirmada: “Chegará o dia que a ela (à Rainha da Paz) deveremos a nossa conservação”. As irmãs não foram molestadas nem dispersas.

A transladação da imagem se realizou no dia 9 de julho de 1652. O Papa Alexandre VII confirmou as honras prestadas à Rainha da Paz concedendo uma indulgência plenária a todos os que visitassem a Capela no dia 9 de julho.

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Oliveira

O distrito de Oliveira dos Campinhos, no município de Santo Amaro,  é a sede da paróquia dedicada a Nossa Senhora da Oliveira. Há quase 300 anos os devotos rendem louvor à Mãe de Jesus sob o título de Nossa Senhora da Oliveira.

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Matriz de Nossa Senhora da Oliveira

Você sabe onde surgiu essa devoção?

Há várias opiniões a respeito da origem do nome de Nossa Senhora da Oliveira. A mais provável, porém, é a de que se baseia na Sagrada Escritura. O cristianismo tem como símbolo a oliveira, que significa misericórdia, e o óleo, a graça de Deus. A oliveira é comumente representada como uma linda e frondosa árvore, e lembrada com frequência na Bíblia. O salmo 51, versículo 10, diz: “Eu sou, porém, como verdejante oliveira na casa de Deus”. Já o salmo 127, versículo 3, fala: “Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira”.

Várias passagens da vida terrena de Cristo se deram no monte das Oliveiras, como mostra os evangelhos de Mateus 21,1 e 24,3, Marcos, 11,1; 13,3 e 14,26. Também o profeta Jeremias, no capítulo 11,16, cita a árvore: “Verdejante oliveira de belos frutos”.
O seu fruto, a oliva – também chamada azeitona por fornecer abundante azeite -, é apresentado como benquisto e fonte de riqueza, além de suas árvores serem enfeite às matas. É apresentado como símbolo de glória. Por isso, no universo dos esportes, os atletas vitoriosos costumavam ser coroados com ramos de louro ou oliveira.

Muitos lugares e pessoas serviram como inspiração para nomear títulos de honra, como Nossa Senhora de Fátima, Lourdes, Aparecida. No caso de Nossa Senhora da Oliveira, porém, deu-se o contrário. Há uma piedosa tradição que nos fala sobre São Tiago, que criou uma comunidade cristã ao chegar à Espanha. Os fieis convertidos transformaram o templo dedicado a Ceres, deusa da agricultura, em igreja cristã, para praticar o culto religioso. O local situava-se onde se formou a cidade dos Guimarães, em Portugal.

Mais tarde, confirmou-se essa versão, quando encontraram um letreiro escrito em latim, que traduzido dizia: “Neste templo, Tiago, filho de Zebedeu, colocou uma imagem da Virgem Maria”. Quase em frente da igreja dedicada a Nossa Senhora havia uma oliveira, antiga, muito seca, que começou a reverdecer. Desde então, a imagem foi conhecida como “da Oliveira”.

Para evitar profanações por parte dos bárbaros, o arcebispo de Braga, dom Pancrácio, mandou esconder, em 417, a imagem de Maria numa gruta de um monte próximo a Guimarães. Somente depois da expulsão dos mouros, levaram a imagem da Mãe de Deus de seu esconderijo no tronco de uma oliveira da vila, sob os cuidados do monges beneditinos.

Em Murat, na França, uma igreja foi reconstruída em 1494, após um incêndio que destruiu totalmente o antigo patrimônio. Tudo se reduziu a cinzas, com exceção de uma imagem de Nossa Senhora da Oliveira, feita de cedro ou de oliveira, que permaneceu intacta sob os escombros. Diz a lenda que a imagem foi levada à França por São Luís, que a trouxe da Palestina, no tempo das Cruzadas.

Oração
Maria, Mãe da misericórdia, caminhai conosco! Ensinai-nos a anunciar o Deus vivo; ajudai-nos a dar testemunho de Jesus, o único Salvador, tornai-nos serviçais com o próximo, acolhedores com os necessitados, obreiros de justiça, construtores apaixonados de um mundo mais justo; intercedei por nós que agimos na história, certos de que o desígnio do Pai se realizará. Por Cristo vosso Filho. Amém.

(Foto da capa: Paróquia Nossa Senhora da Oliveira / Fonte: Via Lumina)

 

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Luz

Nossa Senhora da Luz2Vamos conhecer um pouco mais sobre a devoção a Nossa Senhora da Luz presente na Arquidiocese de Salvador desde o século XVI. A paróquia situada no bairro da Pituba foi criada em 1960, mas a Mãe de Jesus recebe os louvores dos fiéis sob o título de Nossa Senhora da Luz desde 1580. Não perca a oportunidade de conhecer essa história!

Existe uma tradição popular, que se pode bem engajar com a história autêntica e bem documentada. Conforme a tradição, pelos anos de 1580, uma menina de uns doze anos de idade, andando para apanhar gravetos para cozinhar, sentindo sede, viu (ou imaginou ver) surgir entre a mata e a areia, uma figura de uma mulher linda, com um menino sentado no braço esquerdo e na mão direita uma vela acesa; atrás da figura veio um manancial de água, e todo o quadro como iluminado com uma luz azul. – Saciada a sede, correu para casa e comunicou aos seus pais o ocorrido, os quais vieram acompanhando-a; chegados ao lugar por ela indicado, constataram a existência do manancial de água, não sabendo explicar se já existia antes; e mais nada viram. Este lugar situa-se perto da confluência das ruas São Paulo com Rio Grande do Sul, bem perto da Praça Belo Horizonte.

Passados anos, a menina de então, já adulta, avistou em casa do capitão Felipe Correa uma Imagem de Nossa Senhora da Luz, trazida de Portugal, reconhecendo ser a mesma que tinha visto ou imaginado na fonte.

Pelos anos de 1600, o latifundiário e capitão Felipe Correa, proprietário da Fazenda Pituba, fez construir em terreno de sua propriedade, uma capela de taipa, no lugar que hoje seria entre as ruas Minas Gerais e Otávio Mangabeira, colocando na mesma a Imagem trazida de Portugal, de talha de madeira, medindo 53 centímetros, com o pedestal, conservada na sua Igreja da Pituba.

Durante os anos de 1610 a 1642, sendo atendente espiritual do litoral baiano, compreendido entre o Rio Vermelho e a Vila de Abrantes, o artista e religioso do Mosteiro de São Bento, Frei Agostinho da Piedade, o grande escultor e ceramista, fez para a capela da Pituba uma Imagem de Nossa Senhora da Luz, de barro cozido, e policromado, que é uma relíquia preciosa de quando o Brasil amanhecia, a qual no ano de 1949 foi restaurada, sendo reencarnada.

Os herdeiros do capitão Felipe Correa, capitão Manoel Gonçalves Saraiva e sua esposa Francisca Ferreira e o irmão desta, Francisco Ferreira, restauraram a capela pelos anos de 1663.

Em 1955, o casal Sr. Joventino Pereira da Silva e Dona Alcina Guimarães da Silva, concluíram a igreja existente, iniciada em 1949, em terreno de sua propriedade, o que realizaram para perpetuar a devoção a Nossa Senhora, sob a invocação da Luz, em reconhecimento aos inumeráveis benefícios obtidos mercê da sua intercessão.

No mesmo ano de 1955 o Sr. Cardeal Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Augusto Álvaro da Silva, inaugurou a Igreja, fazendo-a matriz da futura paróquia a ser criada, benzendo-a e sagrando o altar-mor.

Por decreto de 09 de julho de 1960, o Sr. Cardeal da Silva, criou a Paróquia de Nossa Senhora da Luz da Pituba, entregando-a na mesma data, aos cuidados espirituais da Ordem Mercedária de Nossa Senhora das Mercês, sendo nomeado primeiro vigário, o Reverendíssimo Padre Samuel Martinez Perez, que exerceu seu ministério até 15 de março de 1965.

(Fonte: Paróquia Nossa Senhora da Luz)

Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Esperança

EsperancaDentre as devoções a Mãe de Jesus se encontra o título de Nossa Senhora da Esperança. Em Salvador, os fiéis saúdam a Virgem Maria sob esse título na paróquia localizada no bairro do Stiep, desde 1981, quando foi criada. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa devoção?

Esperança dos desesperados

Os fiéis sempre invocam nome de Maria com a esperança de que Ela os ajudasse a resolver seus problemas pessoais. Assim este título não é novo, pois a Mãe de Deus na liturgia tem sido denominada “Esperança dos desesperados”.

Algumas vezes Ela é também invocada e identificada com Senhor do Amor Divino, da Expectação, pois em alguns lugares esta devoção se referia à Esperança do Parto, pelo qual a Virgem Mana daria à luz brevemente o filho de Deus. Neste caso ela era representada grávida, tendo sobre o seio a pomba Divina, símbolo do Espírito Santo.

O mais antigo santuário de Nossa Senhora da Esperança de que se tem notícia é o da cidade de Meniézes, na França, construído no ano de 930. Depois dele vários outros foram erigidos, espalhando-se este orago por toda Europa.

Em Portugal, este culto desenvolveu-se muito na época das grandes descobertas marítimas, figurando entre 05 seus devotos o comandante Pedro Álvares Cabral, que possuía uma bela imagem da Padroeira em sua residência, trazendo-a consigo em sua feliz viagem às Índias. O Brasil foi portanto descoberto sob o olhar terno e protetor da Mãe da Esperanca. Esta efige histórica mostra a Virgem Santíssima com o Menino Jesus sentado em seu braço esquerdo e apontando para uma pomba, que repousa sobre o seu braço direito. Ela está atualmente na cidade de Belmonte, numa capela onde se diz ter sido batizado o descobridor do Brasil, e foi trazida novamente ao nosso país durante o congresso Eucarístico Internacional do Rio Janeiro, em 1955.

Nos tempos modernos a devoção a Nossa Senhora da Esperança foi revivida em Saint Brieuc, na Bretanha, e espalhou-se de maneira excepcional após a aparição da Virgem Maria em Poitmain, no dias terríveis da invasão prussiana, quando o inverno, a fome e a guerra se uniram para castigar o povo francês.

O dia 17 de janeiro foi em 1871 especialmente sombrio para a história da França. Paris estava sitiada e as tropas em retirada. O bispo de São Brieuc desesperado, fez um voto solene a Nossa Senhora da Esperança para que salvasse sua pátria e ordenou que o mesmo fosse lido na capital às seis horas da tarde.

Mais ou menos a essa hora, na vila Pontmain, próxima às linhas inimigas, o Sr. Barbedette terminava em seu celeiro o trabalho cotidiano, auxiliado pelos filhos: Eugênio, de 12 anos, e José de 10. Escurecia e o mais velho, cansado, saiu um pouco para espairecer e ver como estava o tempo lá fora.

Qual não foi sua surpresa, quando sobre uma casa próxima, a poucos metros de distância, avistou uma jovem senhora resplendente de luz e de incomparável beleza, vestindo um traje azul salpicado de brilhantes estrelas e calçando sandálias azuis com fivelas douradas Sobre a cabeça apresentava um véu preto e por cima coroa mais alta na frente e diminuindo para trás. O menino contemplava extasiado a maravilhosa aparição, quando uma vizinha saiu de casa. “Joana”, disse Eugênio, “a senhora não enxerga nada lá em cima da casa do vendedor de fumo?” – Por maiss que olhasse, contudo, ela nada conseguiu avistar, o mesmo acontecendo com o Sr. Barbedette. Porém seu irmãozinho José logo percebeu a visão e, além de descrevê-la do mesmo modo que Eugênio, exclamava entusiasmado: – “Como é linda! Como é linda!”

A mãe das crianças também nada enxergou, mesmo colocando os óculos, por isso achou que era uma alucinação dos meninos e levou-os para jantar. Algum tempo depois eles tiveram licença para sair e viram que a bela senhora continuava de pé no mesmo lugar.

O Sr. Vigário e a irmã Vitaline, professora dos videntes, chamados ao local nada puderam ver; no entanto duas meninas internas, que acompanhavam a Irmã, contemplaram a celestial aparição e demonstraram grande alegria ao vê-la sorrir. Emocionada, a multidão de Ccuriosos que ali se encontrava, a convite do vigário prosternou-se e começou a rezar.

Aos poucos a visão foi se transformando aos olhos das crianças. Apareceu em volta da Senhora uma fita azul com quatro velas, duas na altura dos ombros e duas no joelhos. Mais tarde outra fita muito comprida desenrolou-se sob os pés da Virgem e uma pena invisível escreveu os seguintes dizeres: “Mas rezai, meus filhos, Deus, vos atenderá dentro em breve. Meu filho se deixa enternecer”. Viram depois nas mãos de Maria um crucifixo vermelho e uma estrela, que dando volta em tomo da Senhora acendeu as quatro velas, parando em seguida sobre a sua cabeça. Finalmente às 20:45 um véu subiu pouco a pouco e escondeu a aparição.

Este fato extraordinário despertou vivo interesse na região, principalmente porque dez dias depois foi assinado o armistício, terminando a sangrenta guerra entre a França e a Alemanha. O bispo de Laval, após detalhados exames sobre o assunto, publicou a 02 de fevereiro do ano seguimte uma pastoral admitindo a realidade da aparição e autorizando o culto da Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Esperança de Pointmain.

Foram inúmeras as graças alcançadas no lugar da aparição e pouco depois erigiu-se ali uma bela basílica, que foi entregue aos cuidados dos padres Oblatas de Mana Imaculada, ordem para a qual entrou posteriormente José Barbeaste, um dos pequenos videntes.

A Ordem dos Oblatas, instituída na França em princípio do século XIX, espalhou-se pelo mundo devido à sua admirável obra missionária, chegando ao Brasil em 1946. Oito anos depois, os padres estabeleceram em Poços de Caldas, no bairro operário de Vila Cruz, onde formaram um colégio para crianças pobres.

(Foto: Paróquia Nossa Senhora da Esperança / Informações: A12)


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