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Proximidade do Papa às vítimas das inundações em Serra Leoa: 400 mortos

O Papa Francisco está acompanhando com grande preocupação o que está acontecendo estes dias em Serra Leoa, país africano atingido por fortes chuvas que provocaram até o momento 400 mortos e mais de 600 desaparecidos.

Em um telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e endereçado ao Arcebispo de Freetown, Dom Charles Edward Tamba, o Pontífice manifesta sua profunda dor pelas “devastadoras consequências” das inundações na periferia da capital Freetown.

O Santo Padre “assegura sua proximidade neste momento difícil a todos que perderam seus entes queridos e reza por todos os que perderam a vida, seus familiares e amigos em luto e invoca a bênção divina de força e consolação”.

O Papa Francisco, ademais, lança um forte apelo à solidariedade, dizendo-se próximo aos socorristas que estão fornecendo as ajudas tão necessárias às vítimas do desastre natural.

Ontem, terça-feira, durante o Angelus da Solenidade da Assunção, o Papa havia elevado sua oração a “Maria Rainha da paz”, confiando a ela as “ansiedades e dores das populações que no mundo sofrem por causa de calamidades naturais, obtendo para todos consolação e serenidade”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa: “Irmãos migrantes são ocasião de crescimento humano”

Centenas de jovens provenientes de vários países europeus e do Mediterrâneo, culturas e orientações religiosas diferentes, estão reunidos para quatro dias de reflexão sobre temas comuns na cidade italiana de Leuca, no extremo sul, aonde ‘termina a Itália’. O encontro se realiza todos os anos e esta edição debate especificamente fraternidade e cooperação, com o tema “Mediterrâneo: um porto de fraternidade”.

A Dom Vito Angiuli, Bispo de Ugento e S. Maria di Leuca, o Papa Francisco enviou uma mensagem elogiando e dizendo-se espiritualmente partícipe da iniciativa.

A mensagem do Papa

“Faço votos que o significativo evento suscite um compromisso cada vez mais generoso em favorecer a cultura da acolhida e da solidariedade, promovendo a paz e a fraternidade entre os povos.

Encorajo a comunidade cristã deste território, os jovens provenientes de países do Mediterrâneo, e todas as pessoas de boa vontade, a considerar a presença de tantos irmãos e irmãs migrantes como uma oportunidade de crescimento humano, de encontro e de diálogo, assim como uma ocasião para anunciar e testemunhar o Evangelho da caridade.

Com estes sentimentos, encorajo a prosseguir com generosidade no caminho do bem; invoco a proteção da Virgem Maria para todos os participantes da iniciativa, que produzirá a ‘Carta de Leuca’ e concedo a minha a Bênção Apostólica”.

Peregrinação

Na noite entre 13 e 14 de agosto acontecerá a peregrinação entre o túmulo de Dom Tonino Bello (bispo de Molfetta, falecido em 1993 e com causa de beatificação em curso) e a Basílica Santuário de Santa Maria di Leuca – De Finibus Terrae.

Comunidade de Santo Egídio

Com a participação da Conferência Episcopal Italiana, Pax Christi, Migrantes, Caritas Italiana e outras realidades, o evento quer ser um testemunho do trabalho da Comunidade de Santo Egídio, que cria ‘corredores humanitários’ para consentir a quem foge das atrocidades da guerra imigrar com segurança.

O documento final, síntese de diversas culturas, sensibilidades e crenças religiosas, será transformado em apelo a políticos e governos para que construam um futuro de paz, à maneira de Dom Tonino Bello.

Fonte: Rádio Vaticana

Crianças e adultos preparam-se para a visita do Papa a Medellín

Os habitantes de Medellín ultimam os detalhes para receber o Papa Francisco, que no dia 9 de setembro passará algumas horas na cidade.

Mesmo sendo uma visita breve, sua agenda na localidade – considerada a “capital das montanhas” – será marcada por diversas e intensas atividades.

Às 10h15min da manhã Francisco chegará de helicóptero no Aeroporto Enrique Olaya Herrea, onde presidirá uma Celebração Eucarística. Na parte da tarde, às 15 horas, visita as quase 1.100 crianças que vivem na Casa Infantil San José.

Uma hora mais tarde, o Papa deverá participar no ginásio coberto “La Macarena” do encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e consagradas, seminaristas e suas famílias.

Terminado o encontro, o Papa se transfere em helicóptero até a Base Aérea de Rio Negro, de onde partirá às 17h30 com destino à Bogotá, onde deverá chegar às 18h25min.

Preparação espiritual

Os fiéis estão sendo convidados para se prepararem espiritualmente para a visita do Papa, com a confissão e momentos de oração.

“O Papa é o representante de Deus na terra, nós católicos estamos muito contentes com a vinda dele”, declarou à RCN Notícias Elcy Henao.

Mas não somente os adultos estão se preparando. Os menores da Casa Infantil San José aguardam ansiosamente a chegada do Papa e estudam o significado de sua visita ao país.

“Estamos nos preparando espiritualmente com uma catequese muito grande sobre a figura do Papa na Igreja”, explica Monsenhor Armando Santa María Ortíz, encarregado de administrar o Centro para menores.

Medellín é a penúltima etapa de francisco na Colômbia. No domingo visita Cartagena de onde partirá para o Aeroporto Fiumicino às 18h45.

Fonte: Rádio Vaticano

Papa solidário com vítimas do ataque à igreja na Nigéria

Ao ser informado do ataque contra uma igreja católica na Nigéria, em que 11 pessoas foram mortas domingo (06/08), o Papa Francisco enviou uma mensagem de pesar ao bispo de Nnewi, Dom Hilary Paul Odili Okeke.

Entristecido pelo violento ataque à Igreja Saint Philip, de Ozubulu, Sua Santidade estende suas condolências a todos os fiéis da Diocese de Nnewi, especialmente às famílias da vítimas e aos atingidos pela tragédia e invoca as bênçãos consoladoras para todos”.

A mensagem é assinada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado.

Conflitos étnicos na raiz do caso

As investigações iniciais apontam como causa da tragédia uma vingança tribal, e não o terrorismo. O local onde ocorreu o ataque não é ameaçado pelo grupo islâmico Boko Haram, que costuma perpetrar atentados contra cristãos e muçulmanos, tem como alvo principal o nordeste do país. Já a Diocese de Nnewi, onde se situa Ozubulu, está no estado meridional de Anambra e é habitada em maioria por cristãos.

Dom Ignatius Ayau Kaigama, arcebispo de Jos, no centro do país, se encontra em Roma e declarou à RV que “o sul da Nigéria é aonde a Igreja Católica está presente há mais tempo; os primeiros missionários chegaram em 1885. Neste território acontecem episódios ligados a questões de terra e agricultura, mas um ataque como este era inesperado”.

Dom Kaigama reza para que esta brutalidade permaneça um ‘caso isolado’ e acrescenta: “Vivemos tantos problemas na Nigéria e não queremos que a tensão aumente. Precisamos de paz porque nosso país tem muitos recursos, que se forem bem usados podem nos fazer viver em paz”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa Francisco: religiões devem rezar e trabalhar juntas pela paz

Todas as religiões devem “rezar e trabalhar juntas pela paz”, buscando reconstruir “a harmonia nas muitas partes do mundo dilaceradas pela guerra” e pelo “terrorismo”. A carta do Papa Francisco ao sumo sacerdote da denominação budista tendai, venerável Koei Morikawa, por ocasião do trigésimo encontro de oração pela paz aberto esta quinta-feira (03/08) no monte Hiei, em Kyoto, no Japão, constitui um verdadeiro apelo a promover “relações justas” e “solidariedade fraterna”.

Como enviado pessoal do Papa, coube ao bispo emérito de Hong Kong, Cardeal John Tong Hon, ler e entregar a missiva. O purpurado é também chefe da delegação da Santa Sé da qual fazem parte o núncio apostólico no Japão, Dom Joseph Chennot, e o secretário e o subsecretário do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, respectivamente, Dom Miguel Ángel Ayuso Guixot, e Mons. Indunil Janakaratne Kankanamalage.

“Tenho a alegria de enviar cordiais saudações ao senhor e aos distintos representantes das várias tradições religiosas que participam”, escreveu o Pontífice na carta ao líder budista, assegurando, em primeiro lugar, sua “proximidade espiritual” e unindo-se “a todos na oração por um renovado florescimento da concórdia e da harmonia nas muitas partes do globo dilaceradas pela guerra”.

“Este encontro religioso anual contribui de modo significativo para a construção deste espírito de diálogo e de amizade que permite aos seguidores das religiões do mundo trabalhar juntos no abrir novos caminhos para a paz em nossa família humana”, reconhece Francisco.

E justamente a oração “inspira e auxilia nosso compromisso em favor da paz, porque ajuda a tornar mais profundo o nosso respeito recíproco como pessoas, reforça os vínculos de amor entre nós e impulsiona a realizar deliberados esforços para promover relações justas e solidariedade fraterna”, afirma o Pontífice.

Ademais, o Santo Padre observa que “no mundo atual, marcado pela violência, pelo terrorismo e por crescentes ameaças à terra, nossa casa comum, este testemunho de oração e de solicitude partilhada transmite uma mensagem fundamental aos homens e às mulheres de boa vontade”.

Efetivamente, como homens de fé “cremos que a paz duradoura é realmente possível, porque sabemos que nada é impossível se nos dirigimos a Deus na oração”, acrescenta. Trata-se de um conceito que Francisco já havia expresso em 20 de setembro de 2016 em Assis por ocasião do encontro inter-religioso pela paz.

O histórico Dia mundial de oração pela paz, realizado na cidadezinha de Assis – na região italiana da Úmbria – em 27 de outubro de 1986, foi a fonte de inspiração para um grupo de budistas japoneses relançar a ideia de um encontro de oração inter-religioso em sua terra.

O octogenário líder do budismo tendai, o venerável Etai Yamada, ficou particularmente impressionado com o conteúdo do evento de Assis de modo a organizar um ano depois, em agosto de 1987, com aquele mesmo espírito, um encontro de oração no monte Hiei, lugar sagrado para os budistas, convidando os líderes das religiões professadas no país do Sol nascente. A data foi escolhida para recordar a tragédia da bomba atômica lançada em 6 de agosto sobre Hiroshima.

O Papa Francisco conclui a carta renovando a promessa de suas orações e invocando também “a abundância das bênçãos divinas sobre todas as pessoas reunidas no monte Hiei”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa: ser batizado significa ser chamado a difundir a luz da esperança de Deus

“Ser batizado significa ser chamado a difundir a luz da esperança de Deus neste mundo sem esperança”. Ao retomar as Audiências Gerais após a pausa no mês de julho, o Papa Francisco dedicou sua catequese ao “Batismo, como porta da esperança”.

Dirigindo-se ao sete mil presentes na Sala Paulo VI, Francisco começou sua reflexão recordando que nos tempos modernos praticamente desapareceu o fascínio pelos antigos ritos do Batismo, assim como alegorias que tinham um grande significado para o homem antigo, como a orientação das Igrejas para o Oriente, “local onde as trevas eram vencidas pela primeira luz da aurora, o que nos remete a Cristo”, “que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente.”

Permanece intacta em seu significado no entanto – observou o Papa – “a profissão de fé feita segundo a interrogação batismal, que é própria da celebração de alguns sacramentos”.

Mas, o que quer dizer “ser cristãos?”, pergunta. “Quer dizer olhar para a luz, continuar a fazer a profissão de fé na luz, mesmo quando o mundo é envolvido pela noite e pelas trevas”:

“Nós somos aqueles que acreditam que Deus é Pai: esta é a luz! Acreditamos que Jesus desceu entre nós, caminhou em nossas próprias vidas, tornando-se companheiro especialmente dos mais pobres e frágeis: esta é a luz! Nós acreditamos que o Espírito Santo age incansavelmente para o bem da humanidade e do mundo, e até mesmo as maiores dores da história serão superadas: esta é a esperança que nos desperta todas as manhãs! Acreditamos que cada afeto, cada amizade, cada desejo bom, cada amor, até mesmo aqueles mais momentâneos e negligenciados, um dia encontrarão o seu cumprimento em Deus: esta é a força que nos impulsiona a abraçar com entusiasmo a nossa vida todos os dias!”

O Papa recorda então outro sinal “muito bonito da liturgia batismal, que nos recorda a importância da luz”, que é quando ao final do rito é entregue aos pais da criança – ou ao adulto batizado – uma vela, cuja chama é acesa no Círio Pascal.

O Círio Pascal que na noite de Páscoa entra na igreja completamente escura, para manifestar a Ressurreição de Jesus:

“Daquele Círio – explica Francisco – todos acendem a própria vela e transmitem a chama aos vizinhos: neste sinal existe a lenta propagação da ressurreição de Jesus na vida de todos os cristãos. A vida da Igreja é contaminação de luz”.

O Santo Padre reitera então a importância de sempre recordarmos de nosso Batismo, explicando:

“Nós nascemos duas vezes: a primeira à vida natural, a segunda, graças ao encontro com Cristo, na fonte batismal. Ali somos mortos para a morte, para viver como filhos de Deus neste mundo. Ali nos tornamos humanos como nunca poderíamos ter imaginado. Eis porque todos devemos espalhar a fragrância do Crisma com o qual fomos marcados no dia do nosso Batismo. Em nós vive e opera o Espírito de Jesus, o primogênito de muitos irmãos, de todos aqueles que se opõem a inevitabilidade das trevas e da morte”.

“Que graça – exclama Francisco – quando um cristão torna-se realmente um “cristóforo”,  um “portador de Cristo” no mundo!”, sobretudo “para aqueles que estão atravessando situações de luto, de desespero, de trevas e de ódio”, e isto pode ser percebido por tantos pequenos gestos:

“Da luz que um cristão traz nos olhos, da profunda serenidade que não é afetada mesmo nos dias mais complicados, pelo desejo de recomeçar a querer bem mesmo quando se tenha experimentado muitas decepções”.

“No futuro – pergunta o Papa ao concluir sua reflexão –  quando for escrita a história do nosso dia, o que se dirá de nós? Que fomos capazes de esperança, ou que  colocamos a nossa luz debaixo do alqueire? Se formos fiéis ao nosso Batismo, propagaremos a luz da esperança de Deus e poderemos passar para as gerações futuras razões de vida”.

Ao saudar os peregrinos em língua portuguesa, o Papa Francisco citou, em particular, os membros da Fraternidade dos “Irmãozinhos de Assis” presentes.

“Ser batizados – disse o Papa– significa ser chamado à Santidade. Peçamos a graça de poder viver os nossos compromissos batismais como verdadeiros imitadores de cristo, nossa esperança e nossa paz”.

Fonte: Rádio Vaticana

Bispos alemães: livrar o mundo do pesadelo das armas nucleares

Nestes dias em que se recorda o aniversário dos bombardeios sobre Hiroshima e Nagasaki, a Conferência episcopal alemã lança, em vista das eleições federais de 24 de setembro próximo, um apelo a “livrar o mundo do pesadelo das armas nucleares”.

O pensamento da Igreja alemã é expresso pelo membro da Comissão Justiça e Paz e diretor do grupo de trabalho “paz justa”, Heinz-Günther Stobbe, que ressalta a crescente proliferação das armas nucleares.

“A Igreja alemã deve contribuir a fim de que o governo federal deixe a posição atual de distanciamento destes temas. Ninguém deve se enganar, porque os opositores do movimento antinuclear são poderosos, persistentes e cheios de recursos. É preciso um aflato democrático de amplo respiro para superar essas resistências. Mas é justamente a Igreja que não deve deixar-se desencorajar”, ressalta Stobbe.

A imagem do cogumelo atômico sobre Hiroshima e Nagasaki tornou-se um símbolo, “o sinal da iminente autodestruição do gênero humano do Séc. XX”. Se durante a Guerra Fria as armas nucelares proliferaram tanto no Ocidente quanto no Oriente, “hoje o número delas se reduziu consideravelmente. Mas diante desse desarmamento vemos uma onda mundial de modernização no âmbito dos armamentos”, acrescenta.

Embora a ameaça de uma guerra atômica pareça distanciar-se, permanece o fato que “a terceira guerra mundial está se verificando, por número de vítimas, mediante tantos pequenos conflitos e guerras”, pondera.

Segundo Stobbe é um contrassenso o fato que “o direito internacional proíba o uso de armas químicas e biológicas de destruição em massa e não proíba as armas nucleares”. Segundo o diretor do grupo de trabalho “paz justa” é difícil compreender como alguns Estados arroguem o direito de possuir armas nucleares, enquanto outros não podem possuí-las.

“A posse de armas nucleares sedimenta uma divisão de poder e política e representa um fator permanente de instabilidade política e militar”, afirma ele.

O apelo em prol do desarmamento nuclear é o oitavo que a Igreja na Alemanha lança durante a campanha eleitoral no país. A série de apelos foi aberta em março passado pelo bispo de Trier, Dom Stephan Ackermann, e, sucessivamente, pelo presidente do Comitê central dos católicos alemães, Thomas Sternberg.

Fonte: Rádio Vaticana

JMJ de Cracóvia: primeiro dia de Francisco na Polônia

Nesta quinta-feira (27), completa-se um ano do início da viagem apostólica do Papa Francisco à Polônia por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude.

Vamos recordar esse dia do Papa Francisco em terras polonesas.

O Santo Padre deixou o Vaticano e partiu às 14h do aeroporto romano de Fiumicino em direção a Cracóvia, onde chegou por volta das 16h ao Aeroporto Internacional São João Paulo II. Ali foi realizada a cerimônia de boas-vindas na área militar do aeroporto.

A seguir, o Papa se dirigiu para o Castelo de Wawel  local em que houve o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático.

Ali, Francisco proferiu as seguintes palavras:

“É a primeira vez que visito a Europa Centro-Oriental e estou contente por começar da Polônia, que, entre os seus filhos, conta o inesquecível São João Paulo II, idealizador e promotor das Jornadas Mundiais da Juventude.”

Ainda nesse encontro, o Papa chamou a atenção das autoridades para a questão dos refugiados:

“É preciso a disponibilidade para acolher as pessoas que fogem das guerras e da fome; a solidariedade para com aqueles que estão privados dos seus direitos fundamentais, designadamente o de professar com liberdade e segurança a sua fé. Ao mesmo tempo, devem ser estimuladas colaborações e sinergias a nível internacional a fim de se encontrar soluções para os conflitos e as guerras, que forçam tantas pessoas a deixar as suas casas e a sua pátria.”

Após esse encontro, realizou-se a visita de cortesia ao Presidente da República na “Sala dos Pássaros” do Castelo de Wawel.

Depois, o Papa prosseguiu para a Catedral de Cracóvia onde se encontrou com os Bispos poloneses. Ali, respondeu algumas perguntas feitas pelos prelados. Os temas abordados durante o encontro foram: secularização na Polônia, misericórdia, refugiados e a relação entre os novos movimentos e paróquias.

O último compromisso do Papa, em 27 de julho do ano passado, foi a saudação aos jovens da sacada do arcebispado de Cracóvia.

Ali, o Pontífice falou de um fato que “entristece o coração”, citando um jovem de 22 anos, Maciej, que morreu poucos dias antes da JMJ em decorrência de um câncer.

A propósito desse jovem o Papa disse:

“Este rapaz deixou seu emprego como gráfico para ser voluntário da Jornada Mundial da Juventude. Na verdade, são dele todos os desenhos das bandeiras, as imagens dos Santos Padroeiros, do kit do peregrino, e outras coisas mais que adornam a cidade. Precisamente neste trabalho, reencontrou a sua fé.”

A seguir, ressaltou:

“Alguém de vocês pode pensar: ‘Este Papa está estragando a noite’. Mas é a verdade, e nós devemos nos acostumar com as coisas boas e ruins. A vida é assim, queridos jovens. Mas há algo de que não podemos duvidar: da fé deste rapaz, deste nosso amigo que trabalhou muito por esta JMJ. Agora ele está com Jesus, olhando para todos nós. E esta é uma graça. Uma salva de palmas para o nosso companheiro!”

O Papa concluiu a saudação aos jovens com as seguintes palavras:  “Amanhã nos revemos. Façam ver a alegria cristã, a alegria que o Senhor lhes dá por ser uma comunidade que segue Jesus”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa dedica tweet aos avós: comunicar o patrimônio de humanidade e fé

“Quanto são importantes os avós na vida da família para comunicar o patrimônio de humanidade e fé essencial para cada sociedade!”.

Com o tweet publicado esta quarta-feira, 26 de julho, dia em que a Igreja recorda São Joaquim e Santa Ana, o Papa Francisco enfatiza mais uma vez o papel desempenhado pelos avós no seio da família e da sociedade, também na transmissão da fé.

Desde o início de seu Pontificado, Francisco insiste na importância deste “arco da vida” que liga a infância e juventude – repletas de ímpetos de mudança – com a velhice, cheia de sabedoria.

Não faltaram iniciativas nestes anos como o Dia dos Idosos, realizado na Praça São Pedro em 2014, assim como a série de catequeses a eles dedicadas.

Na Audiência Geral de 11 de março de 2015, Francisco falou que a velhice é uma vocação:

“A velhice é uma vocação. Não é ainda o momento de “tirar os remos do barco”. Este período da vida é diferente dos precedentes, não há dúvida; devemos também “criá-lo” um pouco, porque as nossas sociedades não estão prontas, espiritualmente e moralmente, para dar a isso, a esse momento da vida, o seu pleno valor. Uma vez, de fato, não era assim normal ter tempo à disposição; hoje é muito mais. E mesmo a espiritualidade cristã foi pega um pouco de surpresa e se trata de delinear uma espiritualidade das pessoas idosas. Mas graças a Deus não faltam os testemunhos de santos e santas idosos!”

Na mesma ocasião, o Papa exortou os avós a seguirem os passos de Simeão e Santa Ana, dois “anciãos extraordinários”, acrescentando:

“Tornemo-nos também nós um pouco poetas da oração: tomemos gosto por procurar palavras nossas, reapropriemo-nos daquelas que a Palavra de Deus nos ensina. É um grande dom para a Igreja, a oração dos avós e dos idosos! A oração dos idosos e dos avós é um dom para a Igreja, é uma riqueza! Uma grande injeção de sabedoria também para toda a sociedade humana: sobretudo para aquela que está muito ocupada, muito presa, muito distraída. Alguém deve, então, cantar, também para eles, cantar os sinais de Deus, proclamar os sinais de Deus, rezar por eles!”

Não poucas vezes, especialmente nas homilias das Missas na Casa Santa Marta, Bergoglio recordou de sua avó, uma pessoa fundamental para a sua vida de fé e familiar.

“As palavras dos avós têm algo de especial para os jovens. E eles sabem disso. As palavras que a minha vó me entregou por escrito, no dia de minha ordenação sacerdotal, eu as levo ainda comigo, sempre, no breviário, e as leio e me faz bem”.

“Aos avós que receberam a bênção de verem os netos  – disse o Papa em outra ocasião – foi confiada a tarefa de transmitir a experiência de vida, a história da família e partilhar com simplicidade a sabedoria e a fé, que é a herança mais preciosa”. “Bem-aventuradas as famílias que têm os avós próximos! O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes”.

Ao celebrar os 25 anos de ordenação episcopal com uma missa concelebrada com os Cardeais na Capela Paulina no Vaticano em 27 de junho, o Papa ressaltava que “não somos gerontes, somos avôs… (…) Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados…(…) Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão.”

Assim, neste Dia dos Avós, podemos refletir sobre outra frase tão repetida por Francisco: “Um povo que não respeita os avós é um povo sem memória, e consequentemente sem futuro”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa beatificará dois mártires colombianos durante sua visita ao país

A Santa Sé confirmou à Conferência Episcopal da Colômbia que no próximo dia 8 de setembro o Papa Francisco beatificará o Bispo de Arauca, Dom Jesús Emilio Jaramillo Monsalve e o sacerdote Pedro María Ramírez Ramos, conhecido como o “Cura de Armero”.

A proclamação do Decreto que reconheceu o martírio por ódio a fé dos dois religiosos foi autorizado pelo Santo Padre em 7 de julho.

“Tenho a alegria de comunicar que o Santo Padre dispôs que o rito de beatificação dos Veneráveis Servos de Deus Jesús Jaramillo Monsalve, Bispo de Arauca, e Pedro María Ramírez Ramos, sacerdote diocesano, será presidido pessoalmente por ele no dia 8 de setembro de 2017, e terá lugar em Villavicencio, por ocasião de sua viajem Apostólico à Colômbia”, diz a carta assinada pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu, enviada a Dom Óscar Urbina Ortega, Arcebispo de Villacencio.

Dom Jesús Emilio Jaramillo

Oriundo de Santo Domingo, Antioquia, Dom José Emilio Jaramillo nasceu em 14 de fevereiro de 1916. Em 1940 foi ordenado sacerdote dos Missionários Xaverianos de Yarumal, quando tinha 24 anos.

Em 11 de novembro de 1970 foi designado pelo Papa Paulo VI como Vigário Apostólico de Arauca. Recebeu a ordenação episcopal em 10 de janeiro de 1971.

Foi designado Bispo de Arauca em 19 de julho de 1984, missão que cumpriu até ser sequestrado e assassinado pelo Exército de Libertação Nacional, em 2 de outubro de 1989.

Padre Pedro María Ramírez Ramos

Conhecido como o “Cura de Armero”, este presbítero nasceu no  município de La Plata, Departamento de Huila, em 23 de outubro de 1899.

Ingressou no Seminário de Maria Imaculada de Garzón em 4 de outubro de 1915. Sua formação sacerdotal foi realizada no Seminário de Ibagué, tendo sido ordenado em 1931.

Em 1948 foi nomeado pároco de Armero, Tolima.

Em meio às manifestações e revoltas causadas pelo assassinato do caudilho liberal Jorge Eliécer Gaitán, em 10 de abril um grupo irrompeu na  igreja do sacerdote, assassinando-o a golpes de facão.

(JE com Conferência Episcopal da Colômbia)


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