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Nota de falecimento: Padre Gilmar Santos de Souza,mccj

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Arquidiocese de São Salvador da Bahia

 

Nota de Falecimento

Padre GILMAR SANTOS DE SOUZA, mccj

 

“Quem come minha carne e  bebe meu sangue,

possui a vida eterna;

e eu o ressuscitarei no último dia”

(Jesus Cristo – Evangelho de S. João 6, 54).

 

 

            É com profundo pesar que a Arquidiocese de São Salvador da Bahia comunica o falecimento do Revmo. Sr. Pe. Gilmar Santos de Souza, mccj, membro da Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus (MCCJ).

Nascido em 17 de maio de 1964 e ordenado sacerdote em 19 de fevereiro de 1993, era Pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, de Alto das Pombas – Federação – Município de Salvador.

Seu sepultamento, no Cemitério Campo Santo, ocorrerá no dia 14 de abril – Sexta-feira Santa -, depois das exéquias que serão celebradas às 10h, na Paróquia Divino Espírito Santo, onde seu corpo está sendo velado.

Manifestamos a seus confrades, a seus paroquianos – a quem tanto ele amava -, e ao clero da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a expressão de nossa unidade à sua dor.

Na manhã destaa Quinta-feira Santa, dia em que os sacerdotes celebram a instituição de seu ministério, seu nome foi lembrado no início da celebração eucarística dos Santos Óleos. Neste mesmo dia, Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, o chamou.

Fazemos nossa a oração das Exéquias de Sacerdotes: “Concedei, ó Pai, nós vos pedimos, que o vosso servo Padre Gilmar, ornado na terra com a graça do sacerdócio, exulte no céu revestido de glória”.

 

Salvador, 13 de abril de 2017.

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Primaz do Brasil

Aborto: CNBB divulga nota à favor da vida

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota que reafirma a posição da Igreja, sempre “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

No texto, os bispos afirmam que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa”.

Confira a nota na íntegra:


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CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Presidência

PELA VIDA, CONTRA O ABORTO
NOTA DA CNBB

 

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”

(Didaquê, século I)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural[1]. Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início[2]. Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência[3] e o arcabouço moral[4] do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo[5]. As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores[6]. O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”[7].

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer”[8].

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto”[9]. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos.

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.

 

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

 

 

 

Cardeal Sergio da Rocha                                     Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

         Arcebispo de Brasília                                           Arcebispo de São Salvador

               Presidente da CNBB                                           Vice-Presidente da CNBB

Dom leonardo U. Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

[1] Cf. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput.

[2] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Declaração sobre o aborto provocado, in AAS 66 (1974) 730-747, 12.

[3] Sb 1,13: “Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos”.

[4] Ex 20,13: “Não cometerás homicídio”.

[5] Jo 10,10: “Eu vim para que tenham a vida, e a tenham em abundância”.

[6] TERTULLIANO, Apologeticum, IX, 8: “É um homicídio antecipado impedir alguém de nascer… É já um homem aquele que o virá a ser”.

[7] VATICANO II, Gaudium et spes, n. 51.

[8] PAPA FRANCISCO, Catequese, 7/01/2015.

[9] PAPA FRANCISCO, Discurso aos membros do corpo diplomático acreditado junto a Santa Sé, 13/01/2014.

CNBB defende isenção previdenciária das instituições filantrópicas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou seu desacordo com proposta de eliminar a isenção previdenciária das instituições filantrópicas, conforme tem sido abordado na discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, sobre a reforma da Previdência. “A CNBB se coloca na defesa dos pobres e excluídos”, diz a nota divulgada na tarde desta quinta-feira, em entrevista coletiva à imprensa concedida pela Presidência da CNBB.

No texto, a CNBB reconhece que é necessário, de fato, rever a isenção de algumas entidades, “para que elas se justifiquem pelo serviço prestado aos pobres”, mas considera equivocado pretender eliminar as isenções das instituições filantrópicas “que prestam reais serviços nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social”. “Respeitadas pela sociedade, muitas destas instituições estão presentes onde, inúmeras vezes, há ausência do Estado. A isenção não significa doação ou favor, mas uma contrapartida do Estado ao serviço que lhe caberia prestar aos mais pobres”, salienta a entidade.

Leia o texto na íntegra:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA ISENÇÃO
DAS INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS

 

A reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, trouxe à tona o debate sobre o fim da isenção da contribuição para a Seguridade Social de inúmeras entidades, prevista no artigo 195 § 7, da Constituição Federal de 1988. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB reconhece que é necessário, de fato, rever a isenção de algumas entidades, para que elas se justifiquem pelo serviço prestado aos pobres.

É equivocado, no entanto, pretender eliminar as isenções das instituições filantrópicas que prestam reais serviços nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Respeitadas pela sociedade, muitas destas instituições estão presentes onde, inúmeras vezes, há ausência do Estado.   A isenção não significa doação ou favor, mas uma contrapartida do Estado ao serviço que lhe caberia prestar aos mais pobres.

Eliminar a isenção equivaleria, na prática, inviabilizar o serviço de 1.400 instituições na área da saúde, mais de 2.100 na área da educação e mais de 5.000 na área da assistência social (cf. Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – Fonif). É incalculável o impacto que isso provocaria na vida de milhões de empobrecidos!

A entidades filantrópicas, acostumadas a fazer o mais com o menos, são fundamentais para a implementação de políticas públicas e para diminuir desigualdades sociais. Dados dos Ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social e da Receita Federal revelam que, para cada “um Real” de isenção previdenciária, a contrapartida pelas entidades é de “5,92 Reais”, ou seja, “seis vezes mais” do que receberam em desoneração previdenciária.

A CNBB manifesta seu desacordo com proposta de eliminar a isenção previdenciária das instituições filantrópicas, conforme pretendem alguns, na discussão da PEC 287/2016, sobre a reforma da Previdência. Desta forma, a CNBB se coloca na defesa dos pobres e excluídos.

 

Brasília, 23 de março de 2017

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”

“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
 (Amós 5,7)

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.

O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.

Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.

O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.

Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.

A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.

O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.

Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.”

Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.

Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

 

Brasília, 23 de março de 2017.

 

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

  • Foto da Capa: Rafael Neddermeyer

CNBB divulga nota sobre o foro privilegiado

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou, em nota, divulgada nesta quinta-feira, que é urgente rever os artigos da Constituição Federal de 1988 que tratam do foro especial por prerrogativa de função, popularmente conhecido como “foro privilegiado”. “Aos olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei”, consideram os bispos do Conselho Permanente da entidade, que aprovou o texto.

“É razoável, no entanto, que haja o foro privilegiado para um número restrito de autoridades como forma de proteção às suas funções e de julgamento, com a necessária isenção, de eventuais delitos por elas cometidos”, pontou no texto.

NOTA DA CNBB SOBRE O FORO PRIVILEGIADO

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, no período de 21 a 23 de março de 2017, acompanha o intenso e necessário debate sobre o foro especial por prerrogativa de função ou “foro privilegiado”, diante do número crescente de autoridades envolvidas em denúncias por crimes de corrupção.

O foro privilegiado tem seu fundamento nos artigos 102 e 105 da Constituição Federal que conferem, respectivamente, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a exclusividade do julgamento de ações penais contra determinadas autoridades.

Calcula-se um universo de 22 mil autoridades que estariam beneficiadas pelo foro privilegiado. Aos olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Por isso, é urgente rever esses artigos da Constituição Federal de 1988.

Não se compreende uma sociedade justa na qual se praticam duas justiças: uma para autoridades e outra para os cidadãos comuns. É razoável, no entanto, que haja o foro privilegiado para um número restrito de autoridades como forma de proteção às suas funções e de julgamento, com a necessária isenção, de eventuais delitos por elas cometidos.

Movidos pela esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5), Deus nos ajude a trilhar os caminhos da justiça, condição para paz.

 

Brasília, 23 de março de 2017

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Bispos do Regional Nordeste 3 emitem nota sobre o momento nacional

Nesta quarta-feira (15), os bispos do Regional Nordeste 3, formado pelas Arquidioceses e Dioceses da Bahia e de Sergipe, aprovaram por unanimidade uma nota oficial sobre a situação atual do país. Os bispos, que estiveram reunidos em Assembleia do Conselho Episcopal Regional (CONSER), de 13 a 15 de março, afirmam no texto que as diversas reformas para aprimorar o Estado Brasileiro “não devem violar direitos adquiridos e os deveres em relação ao bem comum”.

Leia o texto na íntegra:

 

CNBB Regional NE3NOTA DOS BISPOS DA BAHIA E SERGIPE

SOBRE O MOMENTO NACIONAL

“Não nos deixamos abater” (2 Cor 4,16).

Nós, bispos da Bahia e Sergipe, Regional Nordeste 3 (NE 3) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunidos em Assembleia, de 13 a 15 de março de 2017, em Salvador, refletimos e rezamos sobre o momento nacional.

Na convivência de pastores com o nosso povo, percebemos a sua imensa angústia e apreensão diante do que está acontecendo no país: caos na saúde, milhões de desempregados, violência, criminalização dos movimentos sociais, corrupção em vários segmentos, pessoas de duvidosa reputação em postos de comando. Para culminar, as propostas de reformas do Governo Federal, especialmente a previdenciária, ameaçam os direitos sociais adquiridos pela Constituição Cidadã de 1988, penalizando, sobretudo, os mais pobres e vulneráveis.

Compreendemos a necessidade de diversas reformas para aprimorar o Estado Brasileiro, entretanto elas não devem violar direitos adquiridos e os deveres em relação ao bem comum. Conscientes de que somos chamados a ouvir os clamores dos mais necessitados, manifestamos nosso apoio e solidariedade ao povo, às suas organizações e a todas as entidades que lutam em defesa dos mais pobres.

Exortamos os parlamentares a serem sensíveis aos clamores do povo brasileiro. “Ninguém pode se sentir exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 202). Conclamamos nossas comunidades cristãs que se unam e não se deixem abater.

Na comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, confiantes em sua materna intercessão, pedimos que ela alimente nossos sonhos e sustente nossa esperança.

Salvador (BA), 15 de março de 2017.

 

Em nome dos bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB

Dom João Carlos Petrini

Presidente do NE3 da CNBB

Dom João José Costa

Vice-presidente do NE3 da CNBB

Dom Gilson Andrade da Silva

Secretário do NE3 da CNBB

Nota do Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, sobre a morte de Dom Paulo Evaristo Arns

Dom Paulo Evaristo Arns nos deixa

 

A Arquidiocese de São Salvador da Bahia participa da dor e da ação de graças da Igreja e do povo brasileiro neste momento em que todos voltam o seu olhar para o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.
A dor, por perdermos alguém que conviveu longamente conosco, deixando por onde passou as marcas de sua cultura, de sua grande visão e de sua profunda espiritualidade. Dom Paulo foi sempre muito preocupado com os problemas sociais do Brasil e teve uma atuação marcante num momento muito difícil de nossa Pátria. Ele foi uma voz corajosa em defesa dos pobres, dos direitos humanos e da democracia.
De ação de graças: sentimos o dever de elevar ao SENHOR nossos agradecimentos por termos podido contar, e ao longo de várias décadas, com a presença de uma pessoa tão carismática, que tantas sementes de amor semeou no coração de nosso povo.
Deus o recompense!
Muito obrigado por tudo, Dom Paulo!

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Primaz do Brasil

Fiéis poderão receber Indulgência Plenária durante Ano Nacional Mariano

Até o dia 12 de outubro de 2017, a Igreja do Brasil celebra o Ano Nacional Mariano, proclamado em virtude dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

Diante disso, a Penitenciária Apostólica, a pedido do Papa Francisco, “concede um Ano Mariano com a Indulgência plenária anexa a ser alcançada sob as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e Oração na intenção do Sumo Pontífice) aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se em forma de peregrinação visitarem a Basílica de Aparecida ou qualquer igreja paroquial do Brasil, dedicada a Nossa Senhora ‘Aparecida’, e aí devotamente participarem das celebrações jubilares ou de promoções espirituais ou ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevarem humildes preces a Deus por Maria, a serem concluídas pela Oração Dominical, pelo Símbolo da Fé e pelas invocações da Beata Maria Virgem, em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, impetrando vocações sacerdotais e religiosas e em favor da defesa da família humana”.

Confira a íntegra do texto enviado pela Penitenciária Apostólica:

 

PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA

Prot. Nº 1015/16/1

BEATÍSSIMO PADRE,

Raymundo S.R.E. Presbítero Cardeal Damasceno Assis, Arcebispo Metropolitano de Aparecida, de coração manifesta um sentimento de veneração para com Tua Santidade, e com confiança expõe que no próximo ano será celebrado o tricentésimo aniversário (do fato) a partir do qual começou a ser atribuído um fervoroso culto à sagrada imagem da Beatíssima Maria Virgem, invocada sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, a que na verdade responde a materna intervenção da mesma Virgem Maria em favor dos fiéis que confiantes a invocam. Para que, porém, cresça o piedoso afeto para com a “Virgem Aparecida” e assim se tornem mais fortes nos veneradores d’Ela a Fé, a Esperança e a Caridade, e eles próprios, refeitos pelos sacramentos, sejam mais e mais estimulados a conformarem a vida ao Evangelho, desde o dia 12 do mês de Outubro do ano de 2016 até o dia 12 de Outubro de 2017 realizar-se-ão várias celebrações sagradas e peregrinações em honra da celeste Padroeira do Brasil não só na Basílica Nacional Santuário de Aparecida, mas também, em todas as igrejas paroquiais dedicadas em honra d’Ela. Este desejado incremento da religião sem dúvida será alcançado mais facilmente se Tua Santidade benignamente conceder o dom da Indulgência, em favor do qual o Emmo. Suplicante com todo esforço suplica juntamente com os coirmãos Bispos e todos os fiéis brasileiros. E Deus etc.

Dia 14 de Novembro de 2016

A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, a mando do Ssmo. Padre Francisco, de boa vontade confirma o (Ano) Jubilar no Brasil e concede um Ano Mariano com a Indulgência plenária anexa a ser alcançada sob as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e Oração na intenção do Sumo Pontífice) aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se em forma de peregrinação visitarem a Basílica de Aparecida ou qualquer igreja paroquial do Brasil, dedicada a Nossa Senhora “Aparecida”, e aí devotamente participarem das celebrações jubilares ou de promoções espirituais ou ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevarem humildes preces a Deus por Maria, a serem concluídas pela Oração Dominical, pelo Símbolo da Fé e pelas invocações da Beata Maria Virgem, em favor da fidelidade do Brasil à vocação cristã, impetrando vocações sacerdotais e religiosas e em favor da defesa da família humana.

Os devotos fiéis, impedidos pela velhice ou por grave doença, poderão igualmente alcançar a indulgência plenária se, assumida a rejeição de todo pecado, e com a intenção de cumprir onde em primeiro lugar for possível as três costumeiras condições, espiritualmente se dedicarem diante de alguma pequena imagem da Virgem “Aparecida”, a funções ou peregrinações jubilares, ofertando suas preces e dores ao Deus misericordioso por Maria.

Portanto, para que o acesso torne-se mais fácil em vista da caridade pastoral de alcançar o divino perdão através das chaves da Igreja, essa Penitenciária firmemente pede que os sacerdotes, aos quais está confiado o cuidado pastoral da Basílica, e também os párocos das supracitadas paróquias sob o título de “Virgem Aparecida”, com ânimo pronto e generoso se ofereçam para a celebração da Penitência e muitas vezes administrem a Sagrada Comunhão aos Enfermos.

Que a presente (disposição) tenha validade para o inteiro Ano Mariano no Brasil.

Revogam-se as disposições em contrário.

 

Mauro Card. Piacenza

Penitenciário Maior

 

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

 

Leia a nota na íntegra.

 

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

 

Por: CNBB

CNBB manifesta veemente repúdio à anistia do “Caixa dois”

Nesta terça-feira, 29 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou Nota Oficial manifestando repúdio à anistia do “caixa dois”. Os bispos afirmam que “vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de ´caixa dois´ foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro”.

Os bispos dizem esperar que “os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto”. E, finalizam a Nota, recordando que também é urgente “uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade”.

 

Leia a Nota, na íntegra:

 

NOTA DE REPÚDIO À ANISTIA DO “CAIXA DOIS”

 

“…nada acontece em segredo que não venha a se tornar público” (Mc 4,22)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, manifesta veemente repúdio a qualquer iniciativa que vise anistiar o crime de “caixa dois”, ou mesmo, abrandar suas penalidades.

Vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de “caixa dois” foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro. A reação da população é sinal de que a mesma vem acompanhando com mais atenção a vida política.

A CNBB sempre participou, com outras instituições democráticas, do esforço por valorizar a consciência política. Prova disso é a coleta de assinaturas em apoio aos projetos de iniciativa popular que resultaram na Lei 9840/1999, “Lei contra a compra de votos”, e na Lei Complementar 135/2010, “Lei da Ficha Limpa”. Mais recentemente, participou do movimento que pediu e conquistou a inconstitucionalidade do financiamento empresarial das campanhas eleitorais.

Fiel à História e ao compromisso evangélico, a CNBB não pode deixar de condenar, nesse momento, qualquer tentativa de legitimar a prática do denominado “caixa dois” que anistia aqueles que, nas campanhas, utilizaram quantias de origem ilícita ou não contabilizadas junto à Justiça Eleitoral. Essa prática macula as eleições e estimula a corrupção, corroborando para a confusão entre interesse público e particular.

Esperamos que os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto. Deixar-se guiar, nessa questão, unicamente pela ética ajudará na urgência de “reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade” (Papa Francisco). É oportuno, ainda, manifestar a convicção de que é urgente uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

 

Brasília, 28 de novembro de 2016

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

 


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