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Pastoral Juvenil do Regional Sul 4 realiza encontro anual na diocese de Tubarão (SC)

Com o tema ‘A Evangelização da Juventude a partir dos Documentos da Igreja’, cerca de 35 jovens representantes de diversas expressões juvenis de 6 dioceses do estado de Santa Catarina participaram nos dias 18 e 19 de novembro do Encontro Anual da Pastoral Juvenil do Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O encontro ocorreu na diocese de Tubarão (SC) e durante os dois dias os jovens fizeram uma caminhada histórica pelas ações evangelizadoras que serviram de resposta da Igreja para os momentos de grandes turbulências no contexto social de cada época.

Leia a matéria na completa no site do Regional Sul 4

Diocese de Camaçari realiza peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora das Candeias

Católicos da Região Metropolitana de Salvador participarão do maior evento organizado pela Diocese de Camaçari, que é a Peregrinação de Fé e Luz ao Santuário Nossa Senhora das Candeias. O evento, que será realizado pelo sexto ano consecutivo, acontecerá no próximo domingo (19) e os fiéis se concentrarão ao lado da Prefeitura de Candeias (com acesso pela BA 523),  a partir das 6h quando será celebrada a Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano Dom João Carlos Petrini e concelebrada por todos os padres da diocese.

Dom Petrini reforça o sentido desse momento de fé: “Caminhamos juntos em direção a grande meta que é Jesus, que está no colo da Virgem Maria. Nós caminhamos em direção a Jesus, pois Ele é o Filho de Deus, Ele é luz do mundo. É d’Ele que necessitamos para que nossa vida seja iluminada, para que nossa inteligência tenha essa luz que é Cristo para que o nosso coração receba sabedoria para saber distinguir e escolher nas diversas situações que encontramos na nossa vida”, afirma.

Com percurso de 5Km, a Peregrinação de Fé e Luz promoverá mais uma vez o encontro das 24 paróquias que fazem parte da Diocese de Camaçari, formada pelas cidades Camaçari, Dias d’Ávila, Simões Filho, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Terra Nova e Candeias.  Caravanas estão sendo organizadas pelas paróquias e os fiéis poderão se inscrever antecipadamente, nas secretarias paroquiais, para reservar a vaga no transporte.

Intercessão de Nossa Senhora

No contexto do Ano Nacional Mariano, a caminhada tem como tema “Com Maria o vinho da alegria não falta” (Cf Jo 2), referindo-se ao primeiro milagre realizado por Jesus durante uma festa de casamento, no qual Ele transformou a água em vinho, a pedido de  Sua Mãe, Maria. Assim também, os fiéis são convidados a contar com a intercessão de mãe de Deus para que não falte o necessário.

A confiança na intercessão de Nossa Senhora é uma certeza que já faz parte da vida de Jacilene dos Anjos Moreira, moradora de Dias d’Avila, que faz questão de todos os anos participar da Peregrinação de Fé e Luz, como sinal de gratidão após graça alcançada. Jacilene teve uma gestação de risco com dilatação de cinco centímetros na placenta e, totalmente desacreditada pelos médicos, precisou ficar em repouso absoluto durante sete meses. Mulher de fé, ela pediu a intercessão da Mãe de Deus. “Mãe da mesma forma que tu és a mãe do Filho Salvador do mundo, esse filho que está no meu ventre é teu.  Pelos médicos não será vingado, mas se for da tua vontade será”, clamou. Ao voltar para a consulta do último mês,  a médica constatou que a placenta estava totalmente colada. A criança nasceu ao nono mês com saúde e atualmente está com nove anos de idade.

Texto: Pascom da Diocese de Camaçari, com ajustes pela Pascom da Arquidiocese de Salvador

Foto: Pascom da Diocese de Camaçari

Dia Internacional da Contabilidade celebra uma das profissões mais importantes do mundo

A contabilidade, ciência que mede a realidade econômica de uma organização a fim de planejamento e controle adequados das finanças de entidades, está mais presente no dia a dia das pessoas do que se imagina. Ela não está voltada somente para fazer grandes análises financeiras nas organizações mas também está ligada diretamente à análise financeira de cada cidadão.

Como uma das profissões mais importantes do mundo, a contabilidade, tem seu Dia Internacional comemorado nesta sexta-feira (10). A maioria das pessoas pode não se dar conta, mas a contabilidade está presente não apenas nas práticas das empresas, mas também na vida da Igreja no Brasil e no mundo.

“O papel do contador é conciliar/mediar os objetivos e as práticas das atividades institucionais com as normas técnicas e exigências fiscais, criando assim um canal de comunicação padrão com os órgãos fiscalizadores e outras instituições”, explica o encarregado da contabilidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Adriano Sales.

É através do trabalho da contabilidade que as finanças das arqui/dioceses, paróquias, instituições religiosas são gerenciadas. Já que toda empresa, seja religiosa ou não, tem a obrigação legal de prestar contas para os governos seja federal, estadual ou municipal, daquilo que recebe e daquilo que gasta. É a partir deste levantamento, que é extraída a base de cálculo para o pagamento dos tributos.

Para o ecônomo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) monsenhor Nereudo Freire Henrique, é preciso reconhecer a contabilidade como ciência que trabalha a variação do patrimônio das empresas e ou entidades. “A contabilidade registra os fatos de variação patrimonial seja no campo financeiro ou patrimonial. É através da contabilidade que é possível fazer uma fotografia de como anda o patrimônio de uma empresa ou instituição religiosa”, destaca.

Conselho Federal de Contabilidade – No Brasil, segundo o Conselho Federal de Contabilidade, já são mais de 334 mil contadores e quase 194 mil técnicos em contabilidade em atividade. Os dados são atualizados mensalmente pelo órgão. Essa data comemorativa internacional marca a data da publicação do livro do monge Franciscano e matemático italiano, Luca Bartolomeo de Pacioli, que é considerado o “Pai da Contabilidade Moderna”.

Segundo o site Só Contabilidade, em 10 de novembro de 1494, Pacioli foi primeiro a escrever no livro “Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalità” (Conhecimentos de Aritmética, Geometria, Proporção e proporcionalidade), no capítulo “Tratactus de Computis et Scripturis” (Contabilidade por Partidas Dobradas), o famoso Método das Partidas Dobradas.

Na obra, ele enfatiza que a teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos. Este método teve rápida difusão, sendo universalmente aceito e adotado desde esta época. No Brasil, o registro histórico mostra que já em 1500 com a descoberta, o país já iniciava os primeiros passos da história da área de contabilidade. Mas foi somente no século XVIII, no ano de 1770, que foi criada a primeira regulamentação da profissão contábil no Brasil, segundo o portal da educação.

A página, relata que esta regulamentação foi expedida por Dom José, rei de Portugal, onde exigia obrigatoriamente o registro de matricula daqueles que trabalhavam na área. Neste momento o profissional contábil recebia o nome de guarda-livros, termo este que foi utilizado até a metade dos anos de 1970. No ano de 1870, é realizada a primeira regulamentação do Brasil para a profissão contábil, através do Decreto Imperial n°4.475. Sendo assim a profissão de Guarda-Livros é avaliada como a primeira ocupação liberal regulamentada no Brasil.

Brasil

No Brasil, a data é celebrada no dia 25 de abril e foi instituída, em maio de 1926, por João de Lyra Tavares, patrono dos profissionais da contabilidade. Em 2010, por força da Lei n.º 12.249 – uma das grandes conquistas da categoria – , o termo “contabilista” foi extinto e passou-se a adotar a terminologia “profissional da contabilidade”, referindo-se aos técnicos e contadores.

Fonte: CNBB

Candidatos que vão para a missão na Amazônia e além-fronteiras se reúnem no Regional Sul 1

«Todos são chamados a contribuir, cada um segundo as suas possibilidades e seus dons, para que o Evangelho seja anunciado por toda a parte e a formação missionária ocupe lugar na vida cristã». (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil,102, RM 83), Com este objetivo, a sede do Regional Sul 1 da CNBB, em São Paulo, acolheu na manhã desta segunda-feira, 06 de novembro, os interessados no Projeto de Ação Missionária e Cooperação Intereclesial que vão colaborar na missão evangelizadora na Amazônia e na África.

A reunião foi conduzida pelo Conselho Missionário Regional (COMIRE), em São Paulo (SP), que contou com a presença de dom José Luiz Bertanha, bispo da Diocese de Registro e referencial da Ação Missionária do Regional Sul 1 da CNBB; da equipe do Comire padre Everton Aparecido, Maria de Fátima da Silva, entre outros; pelo Regional Sul 1, o diácono Domingues ligado à área administrativa do Regional Sul 1 da CNBB.

Dentre os temas abordados foi dado destaque ao planejamento do Projeto para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, preparo e envio de missionários para a Amazônia e além-fronteiras, divulgação de folder, vídeos, além de reflexão e partilhas sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo Regional e equipe missionária e encaminhamentos.

Pe. Everton Aparecido, que acompanha os Projetos, ajudou com a reflexão destacando que esta ação missionária tem como objetivo sensibilizar, despertar a consciência missionária na Igreja do estado de São Paulo e mobilizar as diversas dioceses de todo o Estado e membros das Pastorais, Movimentos e Organismos presentes no Regional. “A presença missionária na Amazônia e na África, não é apenas de uma pessoa, de uma diocese ou de uma congregação religiosa, mas de toda a Igreja do Estado de São Paulo”.

Nesse sentido, o diácono Domingues, orientou os missionários, dando as devidas informações práticas e conhecendo melhor o local onde eles atuarão. Os candidatos presentes ao encontro ainda preencheram uma ficha cadastral.

O grupo de missionários, entre padres, diáconos, religiosos/as, leigas e leigos, serão enviados no início  do próximo ano para a Diocese de Pemba, em Moçambique, na África, nas cidades de Nangade, Metoro e Chiure, e Amazônia brasileira.  Na região amazônica darão continuidade ao trabalho, abrindo novas frentes de missão e sucedendo os que retornam.

A próxima Assembleia Anual do Comire será no dia 18 de novembro, na sede da Obra do Cenáculo Missionário em São Paulo.

Dentre os missionários selecionados que irão assumir um trabalho pastoral na diocese de Pemba, está Fernanda de Cássia Leal, da diocese de Mogi das Cruzes (SP). Ao final do encontro conversamos com ela.

Para ela, o intercâmbio que essa Missão oferece é enriquecedor. “ A transformação que sofremos no encontro com o outro e a mão amiga do missionário que se estende a quem clama por amor, faz com que como irmão vivamos o Reino de Deus que começa aqui”.  A jovem completa “ser missionário não se trata de possuir uma espiritualidade mais elevada, nem tão pouco, de ser salvador ou herói, mas de saber colocar-se à disposição, oferecer a vida em oferta, para que sejamos alento e sinal da esperança que vem Cristo, na vida de quem passa por nós”, conta Fernanda da Comunidade Nossa Senhora Rosa Mística da Paróquia São Maximiliano Kolbe na Diocese de Mogi das Cruzes.

O padre Adriano Ferreira Rodrigues, da diocese de Jundiaí, interior de São Paulo, que irá em missão para a África, em Metoro, conversou também conosco. Ele falou da alegria de receber esta nova missão.

“Estou bastante feliz e ansioso, sabendo que há um povo tão necessitado da Palavra de Deus e da vida do Evangelho. Já tive uma experiência na Amazônia e fiquei por cinco anos naquela região e agora enfrento mais este novo desafio, que não é um peso, mas realmente um convite de Deus, para experimentar a graça Dele, de uma maneira nova. Bastante feliz e contando com a oração de toda a Igreja para que isso possa ser feito segundo a vontade do Senhor e a luz do Espírito Santo”.

Fonte: CNBB Regional Sul 1

Declaração dos Bispos das dioceses da Bacia Hidrográfica do Rio Doce

Neste domingo, 5 de novembro, os bispos das dioceses da Bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo emitiram declaração sobre os dois anos do rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana (MG).

Leia a Declaração:

No dia 5 de novembro de 2015, as populações da Bacia do Rio Doce foram brutalmente atingidas pelo maior desastre socioambiental do Brasil, com o rompimento da barragem de Fundão, das mineradoras Samarco-Vale-BHP Billiton, no distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana-MG. A lama tóxica destruiu comunidades, ceifou vidas, desalojou populações inteiras, devastou o meio ambiente, atingiu o Rio Doce e chegou ao Oceano Atlântico, jogando na incerteza e na insegurança milhares de pessoas.

Como pastores do Povo de Deus, atentos aos “sinais dos tempos” e fiéis à nossa missão evangelizadora, queremos dirigir nossa palavra e nos solidarizar com os atingidos pela lama tóxica que provocou um prejuízo incalculável, que engloba aspectos ambientais, sociais e econômicos,envolve a vida de grande parte dapopulação estabelecida nesta bacia hidrográfica e ultrapassa as localidades situadas às margens do Rio Doce.

Esperar contra toda esperança (Rm 4,18)

Nas localidades atingidas, a lama de rejeitos de minério afetou o sentimento de pertencimento demoradores, povos indígenas, ribeirinhos, pescadores, quilombolas, areeiros, artesãos, comerciantes, agricultores, pois muitos perderam casas, estilo de vida, memória, postos de trabalho, saúde, segurança e perspectiva de futuro. Mesmo em meio a tanto sofrimento, nós cristãos somos chamados a alimentar a chama da esperança.

Esse crime socioambiental, cujos efeitos repercutem na vida e nas atividades da população desta região, incide fortemente na história da Bacia do Rio Doce. Lamentamos que, passados dois anos, pouco foi feito, sobretudo por parte dos responsáveis, diante do muito que há por fazer. A atuação da Fundação Renova, criada pela Samarco, Vale e BHP Billiton, com o aval do Governo Federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, tem sido insuficiente diante da magnitude das consequências incalculáveis dessa tragédia. Há promessas não cumpridas, o que gera desânimo e descrédito em muitas pessoas. Muitos atingidos não foram reconhecidos como tais, ficando sem receber a devida assistência da empresa responsável pelo rompimento da barragem. É preciso recordar que não se faz justiça sem respeito aos direitos e à dignidade da pessoa humana. Entretanto, até o presente, não houve punição aos culpados, nem pleno ressarcimento às populações atingidas, nem o devido reparo aos danos causados ao meio ambiente.

São conhecidos também outros casos de rompimentos de barragens de contenção de resíduos de minérios ocorridos em Minas Gerais: Itabirito (1986), São Sebastião das Águas Claras (2001), Miraí (2007), Itabirito (2014) e Mariana (2015). A dívida contraída pelas empresas responsáveis ainda não foi plenamente saldada e a atuação dos órgãos públicos não é satisfatória.

Apesar desse quadro sombrio, há pontos luminosos que brilham nos gestos de solidariedade de muitas pessoas e instituições públicas e privadas para minorar o sofrimento causado pelas duras consequências dessa tragédia. A solidariedade  alimentaa esperança.

Há princípios éticos que estão sendo feridos especialmente pela irresponsabilidade, negligência e omissão por parte de empresas e de instituições governamentais. Prova disso é a assinatura de acordos referentes a reparação, compensação e indenização dos danos; a reduzida participação das comunidades atingidas nas decisões que lhes dizem respeito;e a falta da devida avaliação sistêmica e estratégica dos impactos provocados. É responsabilidade do Ministério Público e do Poder Judiciário garantir o efetivo respeito aos direitos dos atingidos, o fiel cumprimento da justiça e a devida punição dos responsáveis.

A questão da mineração

O rompimento da barragem de Fundão tornou inadiável a reflexão crítica sobre a complexa questão da mineração. Essa tragédia revelou a fragilidade e a grave insuficiência dos critérios utilizados para a definição de novas áreas de mineração, dos métodos utilizados, das técnicas de produção e gestão de barragens, das tecnologias da engenharia de mineração.

Além disso, a tragédia mostrou a vulnerabilidade da atual legislação socioambiental; a insuficiente fiscalização dos órgãos competentes; a baixa qualidade e a morosidade das ações emergenciais; o despreparo da sociedade e dos governos para planejar, discutir, condicionar, negociar e garantir as estratégias de desenvolvimento centradas na busca da sustentabilidade. Ademais, não é suficientemente considerada a situação em que se encontram as diversas minas de exploração e os altos riscos socioambientais nelas envolvidos. Os grandes empreendimentos minerários têm sido concebidos e gerenciados sem a efetiva consideração sobre a exaustão das jazidas, os processos de fechamento de minas e as alternativas para a diversificação da economia local.

É preciso estender nosso olhar também para o impacto da mineração sobre a água. Trata-se de um bem que é finito e, ao mesmo tempo, essencial para a vida, por isso, de direito universal. A exploração insustentável das atividades mineradoras ameaça esse bem indispensável,prejudicando o meio ambiente, destruindo vegetações, provocando desequilíbrio no regime de circulação de águas superficiais e subterrâneas, modificando essencialmente o lençol freático,causando a destruição de inúmeras nascentes, levando à escassez desse bem precioso e gerando impactos prejudiciais à saúde, à produção de alimentos e à própria vida.

Economia a serviço da vida

Na raiz dessa tragédia de dimensões incalculáveis, encontra-sea sede desenfreada de lucro a ser obtido a qualquer preço, mesmo causando danos à natureza e ao ser humano: “Isto acontece porque no centro desse sistema econômico está o deus dinheiro e não a pessoa humana. Sim, no centro de cada sistema social ou econômico deve estar a pessoa, imagem de Deus […]. Quando a pessoa é deslocada e chega o deus dinheiro dá-se essa inversão de valores […]. Um sistema econômico centrado no deus dinheiro tem também necessidade de saquear a natureza” diz o Papa Francisco, no Discurso aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Roma, no dia 28 de outubro de 2014.

O Papa é incisivo ao afirmar: “A primeira tarefa é pôr a economia a serviço dos povos. Os seres humanos e a natureza não devem estar a serviço do dinheiro. Digamos NÃO a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a Mãe Terra […]. A casa comum está sendo saqueada, devastada, vexada impunemente. A covardia em defendê-la é um pecado grave […]. Os povos e os seus movimentos são chamados a clamar, mobilizar-se, exigir – pacífica, mas tenazmente – a adoção urgente de medidas apropriadas. Peço-vos, em nome de Deus, que defendais a Mãe Terra” (Discurso em Santa Cruz de laSierra, na Bolívia, no dia 9 de julho de 2015).

Ao mesmo tempo em que expressamos nossa solidariedade com os atingidos por essa grande tragédia, olhamos com preocupação para as próximas gerações. O futuro está comprometido! Diante dessa triste e desafiadora realidade, os órgãos governamentais e jurídicos façam valer a justiça social e ambiental; as empresas causadoras da tragédia assumam plenamente suas responsabilidades com o ressarcimento pelos prejuízos causados e a reconstrução da vida humana e do meio ambiente; as populações locais sejam vigilantes e solidárias, buscando sempre a união e participando ativamente nos movimentos eclesiais, sociais e populares comprometidos com a defesa dos direitos e a promoção da vida digna para todos.

Apelo final

Como Bispos das Dioceses da Bacia do Rio Doce, dirigimos este apelo: Apoiem os atingidos pela tragédia do rompimento da barragem de Fundão para que tenham seus direitos respeitados, sua dignidade reconhecida, seus bens ressarcidos e seu protagonismo considerado na busca de soluções que atendam a seus legítimos interesses. Estimulem os que lutam em defesa da “casa comum” para que não desanimem diante dos obstáculos e da prepotência dos grandes e poderosos. Ajudem a salvar o Rio Doce, com tudo o que ele significa para tanta gente em Minas Gerais e no Espírito Santo. Perseverem na luta a favor da vida e da esperança, na certeza de que “a paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

Mariana, 05 de novembro de 2017

Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana-MG

Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo de Vitória-ES

Dom Rubens Sevilha, Bispo Auxiliar de Vitória-ES

Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo de Caratinga-MG

Dom Antônio Carlos Félix, Bispo de Governador Valadares-MG

Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, Bispo de Colatina-ES

Dom Marco Aurélio Gubiotti, Bispo de Itabira-MG

Dom Paulo Bosi Dal’Bó, Bispo de São Mateus-ES

Dom Aldo Gerna, MCCJ, Bispo Emérito de São Mateus-ES

Dom Werner Siebenbrock, Bispo Emérito de Governador Valadares-MG

Dom Odilon Guimarães Moreira, Bispo Emérito de Itabira-Fabriciano-MG

Dom Décio Sossai Zandonade, Bispo Emérito de Colatina-ES

Fonte: CNBB

Comissão Vida e Família articula assessores e responsáveis por formação

Dois encontros serão realizados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro. A primeira reunião será com os assessores eclesiásticos da Pastoral Familiar, que acompanham as atividades nos regionais e dioceses. Na sequência, serão os responsáveis pela formação de agentes da pastoral que terão seu primeiro encontro em âmbito nacional. Os objetivos são, respectivamente, a reflexão a respeito da função do assessor da Pastoral Familiar e o conhecimento da realidade dos Núcleos de Formação e Espiritualidade.

CNPF/Tómaz Alves

O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, conta que já é feito um trabalho com os assessores eclesiásticos, mas esta é a primeira vez que será dedicado um tempo mais longo para o aprendizado, a reflexão e a partilha.

São assessores eclesiásticos da Pastoral Familiar nas dioceses e regionais padres, diáconos, religiosos e seminaristas designados ao acompanhamento pelo bispo referencial e pela coordenação local da pastoral.

“A importância do assessor se verifica no sentido de que é ele que faz a ligação entre a pastoral e a Comissão, de modo a garantir a unidade da caminhada, a comunhão entre os diversos regionais”, conta dom João Bosco.

A função do assessor eclesiástico é a principal temática que será trabalhada durante o encontro, que acontecerá Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília-DF. Na oportunidade será abordada ainda a preparação do ponto de vista espiritual e pastoral para o acompanhamento assumido; a facilidade para oferecer os materiais que a Pastoral Familiar elabora para os grupos; e o estudo do subsídio “Acolhida da Exortação Apostólica Amoris Laetitia pela Igreja no Brasil”, aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB. Dom João Bosco conta que os participantes também terão a oportunidade de conhecer “mais de perto” o novo casal coordenador nacional, Luiz e Khátia Stolf.

INAPAF
Cerca de 80 agentes participarão do I Encontro do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (Inapaf), que acontece de 1º a 3 de dezembro, na sede do Instituto e da Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar (Secren), em Brasília (DF). Com o objetivo de conhecer a realidade nacional dos Núcleos de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar, o encontro reunirá os coordenadores ou responsáveis pela formação de agentes nos 18 regionais da CNBB.

“A gente percebe que há uma necessidade de ajustar o Inapaf às novas exigências da Amoris Laetitia e também à linha que o próprio Papa Francisco tem dado à formação do laicato através do Instituto João Paulo II”, afirma dom João Bosco, recordando as mudanças feitas pelo Papa com a criação do Pontifício Instituto para as Ciências do Matrimônio e da Família.

Alguns assuntos estão na pauta deste que é o 1º Encontro Nacional do Inapaf: um panorama geral do Instituto, as atividades da Secretaria Executiva Nacional (Secren), a realidade dos Núcleos de formação e espiritualidade (NFE) dos regionais; um panorama atual e os principais objetivos do Inapaf para o biênio 2018 – 2019; e uma apresentação atualizada dos Módulos da Fase 1 do Inapaf.

CNPF/Luiz Lopes Jr. | Maria do Rosário e Cláudio,

responsáveis pela Assessoria Pedagógica Nacional

O casal responsável pela assessoria pedagógica nacional da Pastoral Familiar, Cláudio Rodrigues e Maria do Rosário Silva, explicam que a formação continua sendo a “grande urgência e prioridade” da pastoral, “com o objetivo de evangelizar relacionamentos, promover a qualificação pessoal e missionária dos agentes e também a vivência dos valores humanos e cristãos”.

O encontro, afirma Maria do Rosário, tem a proposta de ampliar o número de multiplicadores devidamente qualificados e certificados pelo Inapaf “para o bom cumprimento de nosso mandato missionário: ‘Ide e evangelizai!’”. Além dos oito módulos da primeira fase do itinerário formativo que o Instituto oferece, os participantes terão oportunidade de partilhar experiências e construir um planejamento para os próximos dois anos.

 

Fonte: CNBB

Fiéis participarão da Festa de Todos os Santos no Centro Histórico

Para celebrar a Festa de Todos os Santos, no dia 4 de novembro, as Irmandades, Ordens Terceiras e Devoções participam de uma Missa às 9h, na Igreja São Pedro dos Clérigos (Terreiro de Jesus), presidida pelo pároco, padre Lázaro Muniz. Logo após a Celebração Eucarística, uma procissão sairá pelas ruas do Centro Histórico. O tema escolhido para este ano é “Sede santos como o vosso Pai é Santo” (Mt 5, 48).

É importante ressaltar que os fiéis, membros das Irmandades, paróquias, Ordens Terceiras, Institutos, congregações, Novas Comunidades, grupos, movimentos e pastorais podem participar carregando a imagem do santo ou a santa de devoção. “Essa experiência de celebrar Todos os Santos no Centro Histórico nasceu de um desejo das Irmandades, por cada uma tem uma devoção com um santo, ou um culto de um título de Nossa Senhora. Nós vimos que seria bom poder, com as irmandades, as paróquias e o povo, celebrar com o desejo muito claro de manter viva a devoção aos santos e santas da nossa fé, da nossa Igreja”, diz padre Lázaro.

Nova beatificação que toca o Brasil: o missionário italiano, Pe. Giovanni Schiavo

Foi beatificado, no sábado, 28 de outubro, em Caxias do Sul (RS), o Pe. Giovanni Schiavo (Pe. João Schiavo), missionário italiano da Congregação de São José, fundada por São Leonardo Murialdo.

O Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, veio ao Brasil para beatificar Pe. Schiavo. Segundo o purpurado, a figura do sacerdote “é caracterizada pela santidade e dinamismo apostólico. Segundo uma testemunha, o povo considerava santo Pe. Giovanni por sua maneira de ser, pelo seu modo de celebrar, rezar e acolher as pessoas”.

O sacerdote italiano desenvolveu as Obras Josefinas no Brasil, a formação religiosa dos primeiros confrades brasileiros e fundou a Congregação das Irmãs Murialdinas, segundo o carisma de São Leonardo Murialdo.

Na manhã deste domingo, 29, em sua reflexão do Ângelus, na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou a beatificação do padre João Schiavo. “Ele trabalhou com zelo a serviço do povo de Deus”, disse o Sucessor de Pedro. “Que seu exemplo nos ajude a viver em plenitude à nossa adesão a Cristo e ao Evangelho”, reiterou.

As informações são da Rádio Vaticano.

Celebração

O rito de beatificação foi composto por oito atos: pedido do bispo diocesano Dom Alessandro Ruffinoni para a beatificação, breve apresentação da biografia de Pe. João Schiavo pelo postulador Pe. Orides Ballardin, leitura da carta apostólica em latim, revelação do quadro de glória do beato, canto do hino de beatificação, exposição da relíquia, breve agradecimento do bispo diocesano Dom Ruffinoni e abraço da paz ao Cardeal Angelo Amato.

Ao final da homilia, lida na beatificação de João Schiavo, Dom Angelo Amato pediu: “Que o nosso beato nos abra os olhos para vermos e fazermos o bem, semeando em nossos corações, nas nossas comunidades, família e sociedade, o bem. Que possamos colher os frutos do bem que são amor, perdão, alegria, amizade e partilha, como foi a existência do Padre Schiavo. Comtemplemo-lo, imitemo-lo e imploremos a sua intercessão”.

Informações de Julia Beck, da Redação do Portal da Canção Nova, com contribuição de Arquidiocese de Caxias do Sul.

Fonte: CNBB

CNBB divulga nota sobre momento político nacional

Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, 26, em coletiva de imprensa na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), a presidência da CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Nota da CNBB sobre o atual momento político

“Aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido” (Is 1,17)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de seu Conselho Permanente, reunido em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, manifesta, mais uma vez, sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo País, afetando tanto a população quanto as instituições brasileiras.

Repudiamos a falta de ética, que há décadas, se instalou e continua instalada em instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito. A barganha na liberação de emendas parlamentares pelo Governo é uma afronta aos brasileiros. A retirada de indispensáveis recursos da saúde, da educação, dos programas sociais consolidados, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Programa de Cisternas no Nordeste, aprofunda o drama da pobreza de milhões de pessoas. O divórcio entre o mundo político e a sociedade brasileira é grave.

A apatia, o desencanto e o desinteresse pela política, que vemos crescer dia a dia no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais, têm sua raiz mais profunda em práticas políticas que comprometem a busca do bem comum, privilegiando interesses particulares. Tais práticas ferem a política e a esperança dos cidadãos que parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto. É grave tirar a esperança de um povo. Urge ficar atentos, pois, situações como esta abrem espaço para salvadores da pátria, radicalismos e fundamentalismos que aumentam a crise e o sofrimento, especialmente dos mais pobres, além de ameaçar a democracia no País.

Apesar de tudo, é preciso vencer a tentação do desânimo. Só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum. Incentivamos a população a ser protagonista das mudanças de que o Brasil precisa, manifestando-se, de forma pacífica, sempre que seus direitos e conquistas forem ameaçados.

Chamados a “esperar contra toda esperança” (Rm 4,18) e certos de que Deus não nos abandona, contamos com a atuação dos políticos que honram seu mandato, buscando o bem comum.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, anime e encoraje seus filhos e filhas no compromisso de construir um País justo, solidário e fraterno.

Brasília, 26 de outubro de 2017

Fonte: CNBB

Tradições religiosas se reúnem em encontro internacional para definir cooperação com a Agenda 2030 da ONU

O enfrentamento das mudanças climáticas, maior desafio ambiental global anunciado pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas – ONU, irá contar com a cooperação da Casa das Religiões Unidas – CRU, organização não-governamental brasileira que reúne tradições religiosas, espirituais, indígenas e movimentos de cooperação inter-religiosa pela promoção da cultura de paz, reconciliação com a natureza e liberdade de crença. As contribuições da CRU para um mundo sustentável serão definidas durante o I Encontro Internacional O Planeta é Sagrado e Quer Paz, de 26 a 29 de outubro, no Centro de Treinamento de Líderes (CTL), em Salvador. Inscrições pela internet: www.casadasreligioesunidas.org.br/encontro

Com foco no tema As mudanças climáticas na perspectiva da espiritualidade, o evento conta com a parceria da Iniciativa das Religiões Unidas Global – URI, maior movimento inter-religioso do mundo, e traz à Bahia a norte-americana Monica Willard, principal representante da URI para as Nações Unidas; a venezuelana Enoé Texier, professora de Antropologia da Universidade de Caracas, coordenadora da URI na América Latina; e Salette Aquino (SP), Conselheira Global da URI. Estão sendo aguardados ainda líderes religiosos, ambientalistas e o representante da Arquidiocese de Salvador, Jonathan de Jesus, da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, que irá refletir sobre a Carta Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco.

Intolerância religiosa – Além da questão ambiental, o I Encontro Internacional O Planeta é Sagrado e Quer Paz se propõe a discutir a intolerância e a violência por motivação religiosa. “Esta é uma questão que vem emergindo em diferentes cenários e precisamos encontrar meios para enfrentá-la positivamente”, diz Elias Pinto (SP), que divide a coordenação da Casa das Religiões Unidas com a pedagoga Ana Santos (BA). A ênfase no tema, segundo Elias, objetiva “fortalecer a liberdade de crença e estimular a cooperação entre a diversidade das tradições, através de seus pontos comuns”. Com este espírito, o evento dará sua contribuição “para consolidar a ideia da Terra como um planeta sagrado e em paz, que é a meta da Casa das Religiões Unidas”, conclui Ana Santos.

O encontro da CRU está sendo organizado em Salvador pela União de Sociedades Espiritualistas, Filosóficas, Científicas e Religiosas – UNISOES (BA), mais antigo círculo de cooperação inter-religiosa do país, e Fé Menina (SP), e conta com o apoio do Instituto Ecobairro Brasil e da Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis). 

Sobre a instituição realizadora: A Casa das Religiões Unidas foi criada no cerne de dois Círculos de Cooperação da URI: Fé Menina, com sede em São Paulo, e UNISOES, sediado em Salvador. Em 2017, a Casa completa sete anos. Foi fundada em 10 de outubro de 2010, durante um evento público no Dique do Tororó, na capital baiana. Em 15 de novembro do mesmo ano, foi lançada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, difundindo a renovação de velhos conceitos, pois entende o planeta, como a nossa casa comum, e a cultura de paz, como um caminho de desenvolvimento da humanidade. Em sua trajetória, a CRU vem defendendo o aprimoramento das relações com o meio ambiente e a natureza.


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
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