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Propostas para o Dia Mundial do Pobre 2018 e a CF 2019 foram debatidas por membros do Consep

Dois temas tomaram a maior parte do tempo da reunião dos bispos que integram o Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na tarde da segunda-feira, 19/02: Campanha da Fraternidade 2019 e o Dia do Pobre. Integram o Consep a presidência da CNBB e os presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

Instituído em 2017 pelo Papa Francisco na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia , o Dia Mundial dos Pobres tem sua celebração marcada para o XXXIII Domingo do Tempo Comum. No Brasil, a animação e coordenação das atividades foi delegada à Cáritas Brasileira, um dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por sua experiência na realização da Semana da Solidariedade.

O diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela,  apresentou aos bispos membros do Consep a proposta metodológica, bem como as atividades de sensibilização e mobilização para o ano de 2018, incluindo uma atividade na 56ª Assembleia Geral, em Aparecidea (SP). A proposta é realizar atividades durante uma semana denominada de “Jornada Mundial dos Pobres”. Uma novidade, inspirada no papa Francisco, é a realização de uma Mesa Fraterna Nacional.

A proposta de trabalho recebeu emendas e sugestões dos membros do Consep. Uma delas foi de dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo-auxiliar de São Luís do Maranhão e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária. Segundo ele é necessário inserir, na jornada, o pobre como sujeito da Igreja e de direitos.

Outro assunto debatido pelos participantes foi a primeira versão do texto mártir da Campanha da Fraternidade 2019 cujo tema é: “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). Os participantes consideram que é necessário traduzir o texto, em processo de elaboração por uma equipe de especialistas, para uma linguagem mais popular.

Fonte: CNBB

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”

CNBB/Willian Bonfim

Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.

Exposições

“Há alguns dados dos estudiosos que nos estarrecem”, disse Carlos Moura. Negros e jovens são as maiores vítimas da violência no Brasil, informou. A população negra corresponde à maioria dos 10% dos indivíduos expostos ao homicídio no País. “É oportuno refletir sobre o Manual da Campanha da Fraternidade”, chamou a atenção: “A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre três formas de violência, direta, estrutural e cultural. Os casos de violência direta parecem ser resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Moura lembrou que outra Campanha da Fraternidade tratou da superação da violência contra a comunidade negra, a Campanha de 1988, que tinha como lema: “Ouvi o clamor desse povo”.  Nela, segundo Carlos Moura, a Igreja renovou o comprometimento da Igreja com o combate à violência.

CNBB/Willian Bonfim

A ministra Cármen Lúcia, agradeceu à CNBB “pelo convite ao Poder Judiciário para participar desse momento”. A presidente do STF disse que hoje, infelizmente, o outro tem sido visto com desconfiança e não como um irmão, um parceiro. “Esta campanha ajuda a ver o outro como aliado, como irmão”, reforçou. “Não basta que se faça parte da sociedade humana, mas é preciso atuar por ela para que se crie espaços de fraternidade”, acrescentou a ministra.

Deputado Alessandro Molon disse: “Nós nos acostumamos com a nossa tragédia. É como se no Brasil, a vida humana valesse muito pouco”. Ele realçou que a Campanha da Fraternidade não é de combate à violência, mas a superação dela. Chamou atenção para esse ano de discursos políticos é preciso lembrar o que diz o texto-base da Campanha que lembra que se trata de um problema complexo que não aceita soluções simplistas. “Esse carnaval nos deixou algumas lições. Quando as autoridades se omitem, por exemplo, a violência cresce”. O deputado ainda lembrou que todos têm responsabilidade, mas o Parlamento deve melhorar o Direito para proteger mais a vida que o patrimônio.

Cardeal Sergio da Rocha disse que a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não somente dentro do âmbito da Igreja Católica, mas em toda a sociedade civil, além de outras igrejas cristãs. “Construir a Fraternidade para superar a violência” é o objetivo da Campanha da Fraternidade, lembrou. “A vida, a dignidade das pessoas, de grupos sociais mais vulneráveis têm sido atingidos frequentemente”. A realidade da violência, no entanto, “não deve levar a soluções equivocadas”, disse. Por conta disso, a Campanha da Fraternidade, disse o cardeal, quer ajudar a todos para fazer uma análise profunda diante da complexidade da realidade da violência.

CNBB/Willian Bonfim

“Embora que seja importante a ação de cada um de nós, mas é preciso de ações comunitárias”, disse o presidente da CNBB. A Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adversário, mas um irmão a ser amado, disse o Cardeal.

Cobertura

Todas as emissoras de TV de inspiração católica no Brasil, cinco grandes redes e duas TVs regionais, estiveram comprometidas com a transmissão do lançamento da Campanha da Fraternidade graças ao trabalho coordenado pela Signis Brasil, entidade católica que se ocupa com os meios de comunicação da Igreja. A Rede Católica de Rádio (RCR) também se fez presente oferecendo sinal de áudio para todas as emissoras interessadas no evento. A Assessoria de Imprensa da CNBB também ofereceu transmissão pelo Facebook e o vídeo já está disponível para ser visto na página @CNBBNacional.

Papa Francisco nomeia novo bispo para a diocese de Lages (SC)

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou, na manhã desta quarta-feira, 07 de fevereiro, a nomeação que o papa Francisco fez para a vacante diocese de Lages (SC). O nomeado é dom Guilherme Antônio Werlang, até então bispo de Ipameri (GO). A notícia foi publicada no Jornal “L’Osservatore Romano” desta quarta-feira, às 12 horas de Roma.

Dom Guilherme Werlang

O novo bispo de Lages nasceu em 05 de agosto de 1950, em São Carlos (SC). Fez seus estudos eclesiásticos (Teologia e Filosofia) entre 1972 e 1977. Sua profissão religiosa na Congregação dos Missionários da Sagrada Família foi em 22 de fevereiro de 1976 e sua ordenação presbiteral em 02 de dezembro de 1979. O prelado é especialista em Liturgia.

Dom Guilherme foi nomeado bispo em 19 de maio de 1999. Sua posse em 07 de agosto daquele ano. Seu lema episcopal é: “Para que todos tenha vida”. Como bispo, dom Guilherme Werlang foi membro da Comissão Episcopal para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; bispo acompanhante do Setor Juventude do Regional Centro Oeste; fez parte da Comissão Episcopal para a Reforma e Construção da Sede Nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, mais tarde nomeada como Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora (2011 até o momento); também é membro do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e do Conselho Permanente da CNBB; além de compor a Comissão do Fundo Nacional de Solidariedade e o Conselho Econômico da CNBB.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, enviou saudação em nome da Conferência ao novo bispo de Lages (SC).

Brasília-DF, 07 de fevereiro de 2018

Saudação da CNBB a dom Guilherme Antônio Werlang

Prezado Irmão, dom Guilherme Werlang.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) envia saudação ao senhor pela sua nomeação, publicada nesta quarta-feira pelo Papa Francisco, como novo bispo da Diocese de Lages (SC).

Conhecemos o seu dedicado pastoreio à diocese de Ipameri (GO) desde 1999. Apreciamos o seu serviço prestado como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB desde o quadriênio passado. Sabemos do seu pastoreio corajoso e sincero e desejamos que seu ministério continue fecundo em sua nova diocese.

Saudamos sua nomeação com as palavras do Santo Padre, Papa Francisco, pronunciadas em encontro com os Irmãos bispos no mês passado, no Chile, quando fez o seguinte apelo: “pedir ao Espírito Santo o dom de sonhar; por favor, nunca deixeis de sonhar, sonhar e trabalhar por uma opção missionária e profética que seja capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um instrumento mais adequado para a evangelização […] do que para uma auto-preservação eclesiástica. Não tenhamos medo de nos despojar daquilo que nos afasta do mandato missionário”.

A CNBB também cumprimenta e agradece a Dom Nelson Westrupp, bispo emérito de Santo André (SP) e Administrador Apostólico de Lages, que tem se ocupado em dar andamento na animação pastoral da diocese até a nomeação do novo bispo.

Em Cristo,


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

 

Fonte: CNBB

Simpósio Ecumênico tratou sobre a Iniciação à Vida Cristã

Neste ano, o simpósio realizado anualmente pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), refletiu sobre a proposta prioritária da Igreja no Brasil: “Iniciação à Vida Cristã” e sua relação com o diálogo ecumênico e desafios da convivência de crenças na sociedade.

O evento iniciou no dia 2 de fevereiro e seguiu nos dias 3 e 4 de fevereiro, na Casa de formação Sagrada Família, em São Paulo (SP) integrando leigos, agentes de pastoral, padres, religiosos e religiosas e os membros da Comissão composta por dom Francisco Biasin, bispo que preside a Comissão para o Ecumenismo da CNBB. Também participaram dom Zanoni Demettino Castro, dom Manoel João Francisco e do assessor e padre Marcus Barbosa Guimarães.

Dom Francisco Biasin enfatizou, na abertura do encontro, a necessidade de se fazer discípulos no víeis ecumênico e a transversalidade da dimensão ecumênica em todas as urgências apontadas pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Neste sentido na parte da manhã, do sábado, o teólogo Matthias Grenzer propôs a análise bíblica Mc 6, 30-44 sobre a multiplicação dos pães, lançando um desafio: “qual a nossa capacidade de dialogar sendo pessoas que assumem e põem a sua fé em Jesus”?

O teólogo ressaltou as sementes de unidade que podemos lançar com os conteúdos bíblicos que estão à nossa disposição. “O nosso patrimônio maior são as Sagradas Escrituras. Esses conteúdos são gigantes. Temos um patrimônio incrível. Precisamos adquirir competência para trabalhar com esse patrimônio”.

A doutoranda irmã Raquel Colet ponderou que “olhar para a Iniciação à Vida Cristã com as lentes da unidade é não somente pensar nossa relação e interação entre igrejas e comunidades eclesiais, mas também em olhar para nossa experiência de Deus, vivida e partilhada na comunidade de fé, e perceber que o diálogo é parte constitutiva dela. O Mistério de Cristo no qual somos iniciados é um Mistério de unidade”.

Como desdobramentos, no domingo, ocorreram trabalhos de grupos com análise de possíveis caminhos estratégicos como redação de subsídios para orientar e complementar o processo de Iniciação a Vida Cristã junto a dimensão ecumênica e de convivência inter-religiosa. Permeados em um ambiente fraterno e orante os participantes seguiram motivados para as suas localidades motivados a realizarem ações sobre as temáticas debatidas.

Primeira reunião do Gredire em 2018 – Na sexta-feira (2) pela tarde ocorreu a reunião do Grupo de Reflexão de Ecumenismo e Diálogo Religioso (Gredire), composta por representantes leigos e sacerdotes de distintos regionais da CNBB que integra comissão Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. Partilhou-se da realidade da Igreja no movimento ecumênico nos diversos regionais da CNBB, como a avaliação de ações realizadas no segundo semestre de 2017 e se planejou as atividades para o ano de 2018 e início de 2019.

Por padre Marcus Barbosa – Assessor da Comissão para o Ecumenismo – CNBB

Fonte: CNBB

Dom Darci Nicioli faz balanço sobres as incrições aos Prêmios de Comunicação da CNBB

Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Dimantina (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB acompanhou de perto a movimentação em torno das inscrições para a edição deste ano dos Prêmios de Comunicação da CNBB, que se encerram no último dia 31 de janeiro. Ele concedeu entrevista exclusiva ao Portal.

Qual a avaliação que o senhor faz da primeira fase dos prêmios de comunicação da CNBB?

A receptividade dos comunicadores foi ótima. Temos mais inscritos do que no ano passado e isso significa que estamos em plena retomada do interesse do mundo da comunicação dentro e fora da Igreja pelos prêmios de comunicação da Conferência. Nós, da Comissão de Comunicação, conseguimos realizar um bom trabalho nos últimos meses do ano passado e no primeiro mês deste ano para ajudar a facilitar o acesso dos interessados a apresentar trabalhos que coloquem em relevo valores humanos e cristãos. Fizemos parceria com uma agência de comunicação que, gratuitamente, está fazendo toda a gestão digital do processo.

Que característica dos inscritos que o senhor poderia destacar?

Ao fazer o balanço das inscrições, percebemos que todas as regiões do Brasil estão representadas: desde Manaus até cidades do interior do Rio Grande do Sul. Essa participação nos leva a renovar a certeza de que comunicadores de todo o País continuam a valorizar a iniciativa da CNBB. Por outro lado, a presença dessas pessoas no processo de escolha dos prêmios traz muita alegria para os Irmãos bispos e para toda a Igreja.

Qual será a próxima etapa dos Prêmios?

Agora, chegamos a uma parte importante do nosso trabalho. A assessoria da Comissão vai encaminhar todos os trabalhos inscritos para os especialistas. Contamos, graças a Deus, com ajuda de quatro universidades católicas e de um grupo de São Paulo que reúne representantes da Signis Brasil e a Rede Católica de Rádio. Essas pessoas assumem a  grande responsabilidade de analisar, a partir de agora e com muito critério, cada uma das reportagens, documentários, filmes, programas de Rádio, matérias jornalisticas, portais, sites, blogs, iniciativas em redes sociais e aplicativos que foram inscritos. Esse trabalho leva tempo e exige muito de todos esses profissionais. Agradecemos a boa vontade desses colaboradores e  estamos confiantes de que dessa fase sairão os três melhores trabalhos de cada categoria para serem enviados ao júri de bispos.

E em seguida, o que acontece?

Os bispos escolhem os ganhadores. Essa, na verdade, foi uma das contribuições que nossa Comissão está deixando na história dos prêmios da CNBB. Incluímos essa fase na qual, os Irmãos bispos analisam, com exclusividade, cada um dos trabalhos finalistas que os professores e especialistas de todas as áreas contempladas pela premiação e que foi entregue aos membros do júri espiscopal. Esperamos que isso ocorra até a metade do mês de maio.

A escolha das Menções Honrosas dos Prêmios, segundo o Regulamento, é da competência da Comissão. Neste ano, no entanto, sera feito algo diferente. Como será isso?

Essa foi uma ideia interessante que surgiu no ano passado no âmbito de nossa Comissão. Levamos a proposta ao Consep e depois de uma boa reflexão, decidimos fazer uma experiência diferente este ano. Daremos uma Menção honrosa em cada categoria. O público vai escolher numa votacao online qual finalista – independente da escolha dos bispos – que vai receber o troféu Ir. Doroty Stang. Tudo isso será realizado em caráter experimental, repito. Isso significa que iremos analisar os resultados e voltar a conversar se continuamos ou não com essa prática. Espero que as comunidades participem.

E a cerimônia de entrega dos Prêmios de Comunicação também terá novidade este ano?

Sim. A cerimônia deste ano volta a ser realizada durante um encontro de comunicação. Por alguns anos, entregamos os prêmios durante a assembleia anual da CNBB, mas, aos poucos, percebemos que esse compromisso sobrecarregava ainda mais a já dura rotina dos bispos durante a assembleia. Por isso, os Irmãos acharam melhor que retornássemos aos encontros nacionais que promovemos em rodizio: um ano, os prêmios serão entregues no Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, a Pascom e, no outro, no Mutirão Brasileiro de Comunicação, o Muticom. Este ano, vamos ter uma bela festa, em julho, durante o encontro, em Aparecida, dos agentes da Pascom.

Fonte: CNBB

“14º Intereclesial: patrimônio bíblico, eclesial e teológico da Igreja no Brasil”, diz carta final

Na reflexão da palavra, dirigida aos participantes da cerimônia de encerramento do 14º Intereclesial das CEBs o arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, de 52 anos, disse às mais de 5,5 mil pessoas que lotaram o ginásio Moringão: “Conseguimos trabalhar com tranquilidade porque vocês fizeram” e acrescentou: “Depois de termos trabalhado bastante, colocamos tudo nas mãos da Trindade”. O bispo ainda reforçou que “o anúncio do Reino de Deus é uma boa nova. A carteira de identidade de Jesus é o que ele faz e diz”.

Durante o evento, os 60 bispos presentes, leram a “Carta dos Bispos presentes no 14º Intereclesial de Comunidades Eclesiais de Base” (veja a íntegra abaixo). No documento, os pastores reafirmam que o tema do Intereclesial, na forma que foi tratado, expressa sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e com a mensagem do Papa Francisco dirigida a esse encontro, desejando “que as Comunidades Eclesiais de Base possam ser, na sociedade e Nação brasileira, um instrumento de evangelização e de promoção da pessoa humana”.

Os religiosos disseram sentir, forte em seus corações, o apelo de Deus para “continuarmos acompanhando, avaliando e apoiando o desenvolvimento das CEBs, com o compromisso de sermos, em comunhão com Cristo, uma Igreja misericordiosa, profética e missionária, dedicada à formação, especialmente de cristãos leigos e leigas, como sujeitos na vida eclesial e social”, (cf. doc. 105 da CNBB).

No documento, eles suplicaram a Deus que no Ano Nacional do Laicato, em processo em toda a Igreja no Brasil, que estamos realizando, “que o protagonismo laical vivenciado no processo desse encontro, possa se manifestar ainda mais intenso em todas as situações desafiadoras de nosso país, especialmente do mundo urbano, nas quais as CEBs se fazem presentes e atuam, anunciando a ‘alegria do Evangelho’”.

Ao final da celebração, os londrinenses repassaram aos delegados de Rondonópolis, sede do próximo intereclesial, em 2022, a cruz de madeira, ícone do encontro – uma forma de dizer: “Deus os abençoe nesta jornada”. O arcebispo de Brasília, cardeal Sergio da Rocha, falou em entrevista à imprensa, por ocasião do encontro, disse que as “CEBs não é um movimento nem uma pastoral, mas é um modo desejado e gerado no Concílio Vaticano II”.


CARTA DOS BISPOS PRESENTES NO 14º INTERECLESIAL

DAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

Nós, 60 bispos presentes no 14º Intereclesial das CEBs, em Londrina – PR, de 23 a 27 de janeiro de 2018, dirigimo-nos a nossos irmãos e irmãs de fé, para testemunhar a alegria que brota de nossos corações de pastores, por esse encontro que congregou 3.300 delegados e delegadas de Arquidioceses, Dioceses e Prelazias do Brasil, bem como convidados de outras igrejas,religiões e entidades, inclusive de outros países.

O tema desse Intereclesial, “CEBs e os desafios no Mundo Urbano”, e seu lema, “Eu vi ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7), na forma que foram tratados, expressam sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e com a mensagem do Papa Francisco dirigida a esse encontro, desejando “que as Comunidades Eclesiais de Base possam ser, na sociedade e Nação brasileira, um instrumento de evangelização e de promoção da pessoa humana”.

Nesse encontro, conduzido com zelo pastoral pela Ampliada Nacional das CEBs e pela Arquidiocese de Londrina que, cordialmente, o acolheu, testemunhamos a espiritualidade e a vitalidade das CEBs, manifestadas nos momentos vibrantes de oração e celebração. Sentimos pulsar muito forte em nossos corações o apelo de Deus para continuarmos acompanhando, avaliando e apoiando o desenvolvimento das CEBs, com o compromisso de sermos, em comunhão com Cristo, uma Igreja misericordiosa, profética e missionária, dedicada à formação, especialmente de cristãos leigos e leigas, como sujeitos na vida eclesial e social (cf. doc. 105 da CNBB).

Louvamos e bendizemos a Deus pelos testemunhos de vida cristã partilhados no 14º Intereclesial, que sinalizam a força do seu Reino em meio à crise profunda da sociedade brasileira. No espírito do Ano Nacional do Laicato que estamos realizando, suplicamos a Deus que o protagonismo laical vivenciado no processo desse encontro, possa se manifestar ainda mais intenso em todas as situações desafiadoras de nosso país, especialmente do mundo urbano, nas quais as CEBs se fazem presentes e atuam, anunciando a “alegria do Evangelho”.

Encorajamos os participantes do Intereclesial, com o apoio, sobretudo de ministros ordenados e membros da vida religiosa, a difundirem amplamente as ações sinalizadas por esse encontro e a “grande esperança”, por ele revitalizada de tornar nossa sociedade mais solidária, justa e saudável, contando com a bênção de Deus e a proteção de nossa mãe, Maria.

Londrina, 27 de janeiro de 2018.

Em nome de todos os bispos presentes:
Dom Severino Clasen, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora

Dom Geremias Steinmetz
Arcebispo da Arquidiocese de Londrina – PR

Confira também a carta do Encontro, só clicar aqui: http://www.cebsdobrasil.com.br

Fonte: CNBB

27ª edição do Curso Anual dos Bispos reúne membros do episcopado brasileiro

Dom Gilson, bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, participa do Curso Anual dos Bispos – Foto: Gustavo de Oliveira/ArqRio

Com o tema “O Ateísmo – Formas atuais e desafios à evangelização”, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro realiza, até o dia 26, da 27ª edição do Curso Anual dos Bispos do Brasil, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio Comprido, Rio de Janeiro. Da Arquidiocese de Salvador participa o bispo auxiliar, Dom Gilson Andrade da Silva.

O encontro, que teve início no dia 22, conta com conferencistas, professores internacionais e nacionais, especialistas no tema. São eles: monsenhor Fernando Ocáriz, padre Rafael José Stanziona de Moraes, professor Francesco Botturi; frei Francisco Paton, OFM, Custódio da Terra Santa.

O curso, realizado sempre no mês de janeiro, teve início durante o pastoreio do Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, em 1990, à época Arcebispo do Rio de Janeiro.

Fotos: Gustavo de Oliveira/ArqRio

Edições CNBB oferece curso online sobre a Campanha da Fraternidade 2018

A editora Edições CNBB disponibilizou neste mês de janeiro um curso online e gratuito em preparação para a Campanha da Fraternidade (CF) de 2018. A edição da CF deste ano tem como tema “Fraternidade e superação da violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Para se inscrever, clique aqui.

Voltada para padres, diáconos, coordenadores pastorais diocesanos, agentes pastorais e lideranças, a formação quer oferecer melhor compreensão da essência da proposta da CF 2018 e, de forma prática, dar indicações para aplicação na vida paroquial. “O Curso Campanha da Fraternidade 2018 nasce como uma proposta para auxiliar as comunidades paroquiais na promoção desta importante iniciativa realizada pela Igreja no Brasil”, informa a editora.

Para melhor compreensão da CF, a formação propõe uma “exploração maior do potencial de transformação social, catequese e pastoral e sugere um envolvimento maior daqueles que são os protagonistas da ação: os fiéis”.

“A proposta de prepararmos um curso online sobre a Campanha da Fraternidade parte da necessidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se comunicar também pelas mídias sociais”, conta o secretário executivo de Campanhas da entidade, padre Luís Fernando da Silva. “Nós percebemos que a CF atinge vários públicos com seus materiais, seus subsídios, na sua maioria escritos. Mas se faz necessário atingir o público que está nas mídias, nas redes sociais”, informa, lembrando que o desejo é que as pessoas tenham conhecimento da campanha e possam multiplicá-la nos vários ambientes para, assim, atingir novas pessoas.

De acordo com a proposta, são oito vídeos “curtos e objetivos” nos quais padre Luís Fernando da Silva, que ministra o curso, “aponta luzes e caminhos sobre o tema, que é tão sensível à realidade de todos nós”. Além dos vídeos, o participante receberá material de apoio para o itinerário do curso que ainda pretende dar dicas práticas para comunicar a mensagem da Campanha e superar a violência nos mais diversos contextos sociais.

“O curso ajuda a mensagem da campanha chegar no coração das pessoas. Não é uma reflexão meramente intelectual, ela convida para uma práxis. Neste ano, cada pessoa é convidada a superar a violência direta, cultural e também a lutar pela justiça social para superar a violência estrutural que se instaura no Brasil hoje”.
Padre Luís Fernando da Silva

Confira a ementa do curso:

1. O que é a Campanha da Fraternidade?
2. CF 2018 “Fraternidade e Superação da Violência – Parte 1
3. CF 2018 “Fraternidade e Superação da Violência – Parte 2
4. A violência nas Sagradas Escrituras
5. Novo testamento: Jesus anuncia o Evangelho da reconciliação e da paz
6. Igreja X Violência – Porque precisamos nos envolver
7. Ações práticas para superar a violência nas nossas comunidades
8. Dicas práticas para comunicar a mensagem da Campanha da Fraternidade.

Fonte: CNBB

Seminário Internacional sobre a água debaterá uso dos recursos hídricos no planeta

Diante da mais grave crise ambiental e aquífera pela qual passa o país, cientistas, especialistas e líderes espirituais se reúnem entre os dias 11 e 12 de janeiro, em Brasília (DF), para debater a importância da preservação dos recursos hídricos do planeta. O seminário “Águas pela Paz – II Seminário Internacional Água e Transdiciplinaridade” promoverá a discussão a respeito da sustentabilidade e será um dos eventos preparatórios para o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado pela primeira vez, no Hemisfério Sul, em março de 2018, também na Capital Federal.

A programação do encontro inclui palestras, painéis, oficinas e debates. Uma das propostas é discutir formas de garantir a conservação e o uso consciente da água no planeta. Os painéis temáticos irão abordar assuntos como o “saber das tradições na relação com a água”, “o papel das plataformas internacionais na articulação de atores locais”, “a função da pesquisa transdisciplinar no avanço do conhecimento”, “a medição de conflitos na gestão da água e do território” bem como “o papel da educação e da cultura neste contexto”. Todos os debates são abertos ao público e acontecerão no Museu da República.

Além de discutir a cultura da paz e o compartilhamento da água entre povos e nações, o seminário abordará uma visão ampliada em perspectiva internacional, intercultural e espiritual, com base na solidariedade, no respeito aos valores e direitos humanos universais. Além de dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, para compor o corpo técnico do evento foram convidados nomes de peso como o Biofísico, Berverly Rubik e o embaixador de Água e Patrimônio do ICOMOS na Holanda, Henk Van Schaik. No grupo de ativistas estão Oscar Rivas, ex-ministro de meio ambiente do Paraguai e fundador da ONG Sobrevivência e Álvoro Tukano, liderança indígena e diretor do Memorial dos Povos Indígenas.

Para tratar da pauta espiritual, o evento contará com a presença do líder humanitário e um dos idealizadores do seminário, Sri Prem Baba, que ministrará a palestra magna; monge Sato, residente do Templo Shin Budista; Babalorisa Ogun Tòórikpe, fundador da comunidade religiosa Ilé Asé Opo Osogunlade, entre outros representantes de tradições. Ao final do evento, o documento “Carta Águas pela Paz” será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA).

8º Fórum Mundial da Água – Em março de 2018, Brasília receberá o maior evento da agenda de água do mundo. É a primeira vez que o evento acontecerá no Hemisfério Sul e há uma expectativa de reunir cerca de 40 mil representantes de 170 países. O Fórum Mundial da Água, que ocorre a cada três anos, acontecerá no Centro de Convenções Ulisses Guimarães e no Estádio Nacional de Brasíliua de 18 a 23 de março de 2018.

Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA – Acontece como evento paralelo ao Fórum Mundial da Água questionando os interesses que estão por trás dos organizadores do evento oficial e defendendo a bandeira de que “Água não é mercadoria”. O FAMA acontecerá de 17 a 22 de março de 2018 e terá como culminância uma marcha pela Esplanada dos Ministérios.

Confira o site do evento.

Fonte: CNBB

Livro reúne legado do 4º Congresso Missionário Nacional

“Missão Permanente: Reflexões e Propostas”. Este é o título da obra que reúne o legado do 4º Congresso Missionário Nacional, realizado em Recife nos dias 7 a 10 de setembro de 2017. O livro que acaba de ser publicado pelas Edições CNBB, nasceu da temática central do Congresso “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, inspirado no convite do papa Francisco para uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria (EG,1), e nos processos de preparação ao 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5), a ser realizado na Bolívia em julho de 2018.

Pedidos: o livro pode ser adquirido nas POM ao custo de R$ 10,00 (frete incluso).
Email: material@pom.org.br  – Tel.: (61) 3340-4494

A publicação pode ser encontrada também no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br

A publicação está organizada em quatro partes, com a primeira formada pelos discursos proferidos na abertura do Congresso, a segunda pelas conferências: Igreja em saída; Testemunho e Profetismo; Sinodalidade; Comunhão e Alegria do Evangelho. A terceira parte contém as sínteses das reflexões e propostas das 23 oficinas, bem como alguns depoimentos dos congressistas e síntese final dos assessores. A quarta parte traz a mensagem final às comunidades eclesiais. Todos os conteúdos são desafios para a missão ad gentes, “até os confins do mundo” e sem fronteiras.

“O objetivo da publicação ‘Missão Permanente: Reflexões e Propostas’ é oferecer às Igrejas do Brasil o legado do 4º Congresso Missionário Nacional. A palavra sinodalidade (caminhar juntos) expressa bem os processos de construção e legado missionário, deste Congresso”, explica padre Maurício da Silva Jardim, diretor das POM e coordenador do projeto.

“A missão é tarefa eclesial, não está restrita a uma pastoral, movimento ou grupo de especialistas. Ela é natureza, identidade e essência de toda Igreja. Com este espírito eclesial as POM, em comunhão com a Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB oferecem à Igreja no Brasil, o legado do 4º Congresso Missionário Nacional. Esperamos que haja aprofundamento e continuidade nas temáticas e que essa publicação anime todos os sujeitos da missão e os conselhos missionários para uma Igreja em saída, testemunha da alegria do Evangelho”, complementa o padre Maurício.

A história dos congressos missionários
O 1º Congresso Missionário Nacional aconteceu em julho de 2003, na cidade de Belo Horizonte (MG), o 2º Congresso foi realizado em maio de 2008 na cidade de Aparecida (SP), o 3º Congresso foi em 2012, na cidade de Palmas (TO) e em setembro de 2017 ocorreu o 4º Congresso Missionário Nacional na cidade de Recife (PE).

 


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