Últimas Notícias

Você está aqui: Capa / Resultados da pesquisa para: liturgia diaria

Resultados da pesquisa para: liturgia diaria

Nossa Senhora Aparecida: 300 anos do encontro da Imagem

Homilia na Paróquia N.Sra. Aparecida, de Imbuí, elevada a Santuário

Salvador, 12.10.17

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

 

O Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, tem uma área de 72 mil metros quadrados. O Brasil tem 8.516.000 km². No dia de hoje, essa é a dimensão do Santuário de Aparecida, pois todo o Brasil é um grande santuário mariano. A cidade de Salvador e o Estado da Bahia são parte deste imenso Santuário. Nos céus de nosso país está “uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. O manto azul de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos cobre e nos envolve.

Trezentos anos atrás, uma pequena imagem foi encontrada nas águas do Rio Paraíba. Uma pequena imagem de barro, encontrada por humildes pescadores, numa pescaria que parecia infrutífera. Quando se fala de Maria, a Mãe de Jesus, tudo é simples, tudo parece pequeno. Bem que ela proclamou no Magnificat, ao visitar sua parenta Isabel: “O Senhor olhou para a pequenez de sua serva”. “Pequenez” a seus próprios olhos. Na verdade, Maria era cheia da graça de Deus e não sabia; não tinha conhecimento do que o Senhor nela fizera. Era imaculada e bela aos olhos de Deus.

Na pequena imagem de Aparecida, Deus mostrou a grandiosidade de seu amor por nós, brasileiros e brasileiras. Vendo esse povo tão carinhoso, trabalhador e generoso, o Pai do céu quis que Maria, que tão bem havia exercido o papel de Mãe de Seu Filho, fosse Mãe também desta terra. Seria a nova Ester, a pedir pela vida de seu povo. Sua missão seria simbolizada por uma imagem que uniria o povo em torno dela. Aquela imagem que recebeu o nome de “Aparecida” foi colocada por um dos pescadores – Felipe Pedroso – no lugar mais digno que ele tinha: sua casa. Ali começaram orações e novenas à Senhora Aparecida. Ali, segundo penso, começou o Terço dos Homens, que hoje se estende por todo o Brasil.

Ao longo dos últimos 300 anos, ao lado de milagres que se multiplicaram em Aparecida, cresceu o número de peregrinos. Há os que vão a Aparecida para pedir; há os que ali vão para agradecer; e há os que simplesmente se dirigem àquele santuário para louvar a Deus, cantar suas maravilhas e homenagear a Mãe de seu Filho. Mas, por que tantas homenagens a Maria? Por que tantas manifestações de carinho para com a Mãe de Jesus? Qual a razão, por exemplo, do Ano Santo, que terminou ontem, e que foi instituído em preparação às celebrações do dia de hoje? Respondo a essas perguntas com uma afirmação: isso acontece porque há um desejo profundo no coração de todos: queremos ser alunos na Escola de Maria. Essa Escola foi aberta em Nazaré, teve Jesus como primeiro aluno, e hoje é uma grande Escola, pois tem o tamanho do mundo inteiro. Nela entra cada pessoa que deseja ser formada por Maria. E qual sua linha de trabalho? Quais as principais lições que a Mãe Aparecida nela nos dá? Penso que podemos resumir o programa da Escola de Maria em cinco lições:

1ª lição: Fazer memória de Cristo com Maria. Fazer memória não é somente lembrar-se do passado, mas ter consciência de que as obras que Deus continuam sendo realizadas hoje. Essa atualização acontece, sobretudo, na Liturgia, mas se verifica também, por exemplo, quando rezamos o Rosário. Nessa oração, Maria nos toma pelas mãos e nos conduz pelos diversos momentos da redenção operada por Cristo.

2ª lição: Conhecer Cristo por Maria. Jesus é o nosso verdadeiro Mestre. Não se trata somente de aprender intelectualmente tudo aquilo que ele nos ensinou, mas de conhecê-lo em profundidade, de entrar em sua intimidade. Ora, entre todos os seres humanos, quem melhor conhece a intimidade de Jesus? Quem conhece os sentimentos de Jesus mais do que Maria? Foram trinta anos de convivência intensa e diária numa mesma casa. Em sua Escola, a Mãe de Jesus vai nos ensinar a ler o Evangelho, a penetrar nos segredos do Mestre, a aprender os ensinamentos do Mestre a respeito da verdade e da vida, a amar o Pai, a dedicar-se aos irmãos. Ela mesma aprendeu tudo isso com Jesus.

3ª lição: Conformar-se a Cristo com Maria. Conformar-se é tomar a forma de alguém, é adquirir a forma de Cristo. O apóstolo Paulo pôde, um dia, testemunhar: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim”. Ele havia tomado a forma de Cristo, havia se conformado a ele. Trata-se, pois, de uma experiência vital, de entrelaçar nossa vida com a dele, para ter seus sentimentos. Maria foi a criatura que mais tomou a forma de Jesus. Tendo Jesus partido para o Pai, era de Maria que os apóstolos se aproximavam quando sentiam saudades do Mestre. O rosto da Maria, seu olhar e sua delicadeza deviam lhes lembrar os traços de Jesus – ele que os convidara para serem apóstolos e com o qual conviveram por três anos. Sabiam que foi o Pai do céu o primeiro a confiar naquela mulher, deixando seu Filho Jesus a seus cuidados. Hoje, somos nós que confiamos em Maria, consagrando-nos a Cristo por suas mãos.

4ª lição: Interceder a Cristo com Maria. A conformação a Cristo supõe uma incessante vida de oração. Quanto mais rezamos, mais e melhor percebemos a vontade de Deus. Disso Maria entende. Em Caná, ao apresentar a necessidade dos noivos para Jesus – “Eles não têm mais vinho” – e ao pedir aos funcionários que fizessem tudo o que Jesus lhes mandasse (“Fazei o que ele vos disser!”), Maria nos ensinou a suplicar, a apresentar nossas necessidades a Jesus e, sobretudo, a ter a coragem de sermos ousados em nossos pedidos.

5ª lição: Anunciar Cristo com Maria. Nas diversas assembleias do episcopado latino-americano, os bispos reconheceram que, ao longo de nossa história, Maria foi a maior anunciadora de Jesus, a mais importante evangelizadora. É que em sua vida houve uma maravilhosa harmonia entre fé e vida, entre contemplação e ação, entre o crescimento espiritual e a maturidade humana, entre a santificação pessoal e a dedicação apostólica. Por isso, em nosso trabalho missionário, é importante termos a companhia de Maria, estrela luminosa em nosso caminho em direção de Jesus.

Tendo lhes falado de cinco lições da Escola de Maria, lembro-lhes que nessa Escola há vagas para todos. As inscrições de novos alunos pode ser feita em qualquer dia e em qualquer hora – neste dia memorável, por exemplo. Para isso, basta acolhê-la como Mãe e Mestra.

Na noite de hoje, estou criando o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, aqui em Imbuí. Nele ficará esta imagem peregrina. Este Santuário deverá ser, cada vez mais, um local de atração e de irradiação. A mesma Mãe que vai atrair multidões de seus filhos para esta sua casa, para esta sua Escola, vai enviá-los em missão para aqueles lugares e situações onde vivem e, particularmente, onde seu Filho não é conhecido e, por isso, não é amado.

Falar desta imagem é voltar nosso olhar para o dia 10 de setembro do ano passado, um sábado, quando nossa Arquidiocese foi buscá-la no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Quem não se lembra da chegada desta imagem em Salvador? A partir daquele dia, Maria se tornou peregrina em nossa Arquidiocese. Como não recordarmos, aqui, aquela tarde memorável do dia 11 de setembro, na Arena Fonte Nova? Representantes de todas as Paróquias aclamaram com alegria a Senhora Aparecida! Foi uma festa inesquecível! Depois disso, sua imagem peregrinou por todas as comunidades desta Arquidiocese Primaz. Era a resposta da Senhora Aparecida ao desejo que muitos tinham de ir como peregrino ao Santuário de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, por ocasião das celebrações dos 300 anos do encontro de sua imagem no Rio Paraíba. Já que muitos não poderiam ir até lá, ela mesma tornou-se peregrina e veio nos visitar. Penso que com a peregrinação desta imagem pelas onze foranias da Arquidiocese escreveu-se uma das mais belas páginas da história de nossa Igreja Particular. Para essa imagem, que nos recorda a Mãe de Jesus, se voltaram inúmeros olhares suplicantes. Quantos pedidos lhe foram feitos? Quanta dor foi colocada em seu coração materno? Quantos agradecimentos Maria escutou?

Nesta noite, fazemos à Senhora Aparecida o pedido que os discípulos de Emaús fizeram a Jesus:

Fica conosco! Fica conosco, Mãe! Sabemos que onde vais, levas o teu Filho Jesus. Assim foi em tua visita a Isabel, assim foi quando foste ao Templo de Jerusalém e o apresentaste a Simeão e Ana, assim foi quando foste para o Egito, como refugiada. Fica conosco, Mãe! É tarde! Lembra-te sempre que Jesus nos deu a ti como filhos e filhas. Nós, de nossa parte, nunca queremos nos esquecer que Jesus te deu a nós como Mãe. Ele sabia o quanto temos necessidade de uma Mãe e Mestra ao nosso lado. Dá-nos o teu Jesus, ó Mãe! Ensina-nos a amá-lo, a escutá-lo e a servi-lo. E quando encontrares alguém que não sabe te amar ou que não te aceita como Mãe, faz aquilo que sabes fazer tão bem, porque fazias isso quando Jesus era pequeno – isto é, envolve tal filho ou tal filha em teu manto de amor, envolve-o em teus braços maternos. Em qualquer situação, mostra-nos que és Mãe – Mãe de Jesus, nossa Mãe! Vá para cada uma de nossas casas, para ali continuares tua missão materna. Fica conosco, ó Mãe Aparecida, hoje e sempre! Amém!

Encerrada a 55ª Assembleia dos bispos da CNBB realizada em Aparecida (SP)

encerra-1200x762_cEncerrou-se na manhã desta sexta-feira, 5 de maio, a 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O encontro foi realizado no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, situado no pátio do Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, em Aparecida (SP). Na cerimônia de encerramento, os bispos realizaram uma breve oração de ação de graças pelos trabalhos realizados durante os dez dias que permaneceram reunidos convivendo, estudando, debatendo e rezando pela Igreja.

Eram mais de 370 membros da Conferência na reunião: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos prelados, bispos auxiliares e coadjutores. Além desses bispos, estiveram presentes mais de 50 bispos eméritos, isto é, aqueles que já renunciaram ao governo de Igrejas Particulares e se encontram num tempo fértil de descanso e em  trabalhos diferentes. No encontro, os bispos contaram com a ajuda de grande equipe de colaboradores formada por assessores das comissões episcopais, funcionários e a equipe de serviços do Centro de Eventos.

Uma série de empresas do ramo de livros, imagens e vestes religiosas ocuparam uma área especial na qual era possível circular nos intervalos da assembleia. Neste espaço, foram apresentadas as últimas publicações das Edições CNBB.

Cobertura da Mídia

Na ala de recepção do local onde foi realizada a 55a. Assembleia Geral, estava a sala de Assessoria de Imprensa da CNBB que contou com a presença permanente de três jornalistas, um fotógrafo e um facilitador da comunicação entre os profissionais e os bispos em plenário. Neste lugar também foram distribuídas credenciais e era a referência para todo tipo de informação a respeito do encontro.

Numa sala exclusiva, servida de café e biscoitos, os jornalistas credenciados puderam realizar seus trabalhos contando com internet cabeada e instalações apropriadas. Todos os dias da semana, participaram de dois momentos nos quais poderiam suprir a busca de informações: a Entrevista Coletiva sempre contava com 4 bispos. O presidente da Comissão para Comunicação conduzia o encontro e três bispos escalados pela presidência respondiam a todos os questionamentos dos jornalistas a respeito da Assembleia e de temas variados da vida da Igreja. Um outro momento, mais informal e não oficial, foi o “Meeting Point”, pela primeira vez experimentado, no qual se convidava um bispo para tratar de algum assunto importante e que não fazia parte da grade oficial do encontro.

Várias equipes de emissoras de TV inspiração católica fizeram cobertura permanente: Rede Aparecida, Rede Vida, Canção Nova, Século 21 e Rede Milícia. Várias emissoras de Rádio se fizeram presente, entre elas estava a Rádio 9 de Julho, de São Paulo que manteve uma equipe constante. Dois jornais, entre outros, fizeram uma ampla cobertura: “Jornal Santuário”, de Aparecida e Jornal “O São Paulo”, da arquidiocese de São Paulo.

Ainda estiveram presentes em algum momento ou fizeram entrevista pelo telefone grandes veículos da Mídia Nacional: Rede Globo, Bandeirantes, SBT, Jornais Folha de São Paulo, O Globo e O Estado de São Paulo, este último com presença em toda a primeira semana da Assembleia com o repórter José Maria Mayrink.

A parceria da CNBB com o portal a12.com de Aparecida foi um dos pontos relevantes no trabalho de cobertura jornalística da Assembleia. Diariamente, o portal transmitiu as Entrevistas Coletivas e o “Meeting Point”. “Este tipo de serviço foi de extrema importância para nosso Plano de Comunicação da CNBB porque, com a transmissão do a12.com chegávamos às redações de todos os veículos de comunicação interessados no encontro dos bispos”, diz Pe. Rafael Vieira, coordenador da Assessoria de Imprensa da CNBB.

Temário

O tema central da Assembleia, “Iniciação à Vida Cristã”, foi trabalhado em diversas sessões do encontro. Contou com estudos de grupos e plenários que, no final, votou e aprovou um texto final para ajudar as dioceses e comunidades na caminhada de constante renovação da iniciação à vida cristã de crianças, jovens e adultos.

Outros temas também receberam atenção particular dos bispos, entre eles estão: “Projeto Comunhão e Partilha”, iniciativa que completou 5 anos e é a expressão da solidariedade financeira para com dioceses pobres, principalmente para ajudar na formação do clero; “Pensando o Brasil”, um movimento que tem reunido estudos dos bispos em relação a diversas realidades sociais brasileiras. Este ano, o trabalho foi voltado para a Educação; “Celebração da Palavra de Deus”, um documento para animar comunidades que não podem ter a celebração da Eucaristia em várias partes do Brasil; “Ministros da Palavra”, ligado ao tema anterior, este documento analisado pelos bispos servirá de ajuda para a formação de pessoas que se capacitam para a pregação; “Novas formas de consagração e Novas Comunidades” também foi tema estudado pelos bispos.

Atividades

Os bispos tiveram quatro sessões privativas, numa delas contaram com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D´Aniello. Todos os dias, no começo da manhã, as 7h30, os bispos celebraram a Eucaristia no Santuário Nacional e no final de semana, dias 29 e 30 de aabril, participaram de um Retiro Espiritual pregado pelo monge trapista, dom Bernardo Bonowitz. A liturgia das horas foi celebrada, todos os dias, no plenário da Assembleia contando sempre com a ajuda do jesuíta, Ir. Fernando Benedito Vieira, da assessoria para a Música Litúrgica da CNBB.

O ritmo dos trabalhos foi bastante intenso e os bispos ainda faziam deslocamentos longos, considerando o movimento da ida para a missa e para ao almoço, entre o hotel Rainha do Brasil, onde a maioria esteve hospedada, o Santuário Nacional e o Centro de Eventos. Uma quantidade significativa enfrentou esses trajetos à pé. As atividades começavam  muito cedo e terminavam somente depois das 20h, além dos pequenos grupos que se reuniam depois do jantar como foi o caso daquele formado pelos membros do Consep que se encontrava quase todos os dias. O único tempo de descanso foi a tarde do domingo, dia 30 de abril.

Fonte: CNBB

Dom Marco Eugênio realizou Visita Pastoral à Paróquia de São Pedro

DSC04499

Dom Marco Eugênio na reunião do Conselho Pastoral Paroquial de São Pedro / Foto: Caetano Guimarães

Entre os dias 22 e 30 de março, o bispo auxiliar de Salvador, Dom Marco Eugênio Galrão, realizou a Visita Pastoral à paróquia de São Pedro. Durante esse período, ele esteve nas quatro igrejas que integram a paróquia: Matriz, Nossa Senhora da Conceição da Lapa, Nossa Senhora do Rosário e Bom Jesus dos Aflitos, conhecendo e informando-se sobre as atividades pastorais e administrativas nelas realizadas. Acompanhado do pároco, padre Aderbal Galvão de Sousa, o bispo auxiliar presidiu várias missas; investiu novos ministros da Comunhão Eucarística; atendeu confissões; reuniu-se com o Conselho Pastoral Paroquial; e conversou com paroquianos e fiéis de uma maneira geral.

“Vou levar meu relato para nosso Arcebispo, Dom Murilo Krieger, que São Pedro é uma paróquia com plena consciência de que está numa região de passagem – o centro da cidade – e, como tal, tem uma consciência eclesial, está aberta a todos que buscam Deus”, ressalto Dom Marco Eugênio.

Informado por padre Aderbal sobre o número de pessoas que passam diariamente pelas igrejas da Paróquia – cerca de 2.500 –, o bispo auxiliar afirmou que “a paróquia de São Pedro é uma pastoral de passagem. Quantos por ela passam aflitos, angustiados e encontram acolhimento, espaço para rezar e louvar a Deus”.

De acordo com Dom Marco Eugênio, pároco e paroquianos de São Pedro não estão voltados apenas para as questões da Paróquia, mas para um projeto maior de Igreja. “Os cursos de Batismo, por exemplo, não são destinados apenas para os daqui, mas para os fiéis de outras paróquias que trabalham no centro e têm mais facilidade de fazer o curso por aqui”, frisou ele, acrescentando que, dessa forma, “os limites dessa paróquia não são seus limites geográficos, mas os limites do Espírito Santo”.

Ao reunir-se com o Conselho Pastoral, na Igreja da Lapa, Dom Marco Eugênio ouviu relatos das atividades desenvolvidas pelos ministérios da Liturgia – são celebradas nove missas diárias; da Palavra – a Pastoral do Batismo promove a preparação de pais e padrinhos, sendo a maioria de outras paróquias; e da Caridade – que mantém três bazares. Informou-se sobre o trabalho nas 23 comunidades bíblicas, no Grupo Escola de Maria, dos Missionários do Terço, das pastorais dos Anunciadores da Palavra, do Acolhimento, de Visitação a Idosos e Doentes, dos ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, entre vários outros.  “Vocês estão no bom caminho. Os sinais de Deus são muitos fortes nessa Paróquia. Busquem crescer cada vez mais na espiritualidade e na caridade”, recomendou Dom Marco Eugênio.

Texto e foto da capa: Maria Alcina Pipolo

O chamado à vida consagrada

* Prof. Felipe Aquino

“Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: Samuel! Samuel! Falai, respondeu o menino; vosso servo escuta!” (1 Sm. 3,10).

A Igreja viu nesta passagem bíblica, em que Deus chama por três vezes o menino Samuel, e faz dele um profeta, a imagem do chamado de uma pessoa à vida consagrada. Aquele que deve servir a Deus radicalmente, apartado do meio do povo, mas inteiramente dedicado ao Reino de Deus. É Deus mesmo quem chama o consagrado, pondo no coração dele esse desejo, e dotando-o de dons adequados, como o celibato, no caso dos sacerdotes, freiras, monges e monjas.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC), no número 926, afirma que:“A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos”.

A vida consagrada é um sinal especial do mistério da redenção; uma vida seguindo e imitando a Cristo mais de perto, manifestando claramente seu aniquilamento,  e estando mais presente às pessoas. O consagrado é alguém que dá testemunho de que o mundo pode ser transfigurado e oferecido a Deus com o espírito das bem-aventuranças.

O consagrado a Deus precisa, sobretudo, viver intensamente uma vida de oração, de comunhão íntima com Deus, rezando a Liturgia das Horas, participando dos Sacramentos, meditando diariamente a Palavra de Deus, lendo bons livros, vivendo as virtudes opostas aos pecados capitais. Além disso, deve obediência à Igreja e aos seus superiores.

A profissão dos conselhos evangélicos (pobreza, obediência e castidade) em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja, caracteriza a “vida consagrada” a Deus (CIC n.915). Esses são chamados, sob a moção do Espírito Santo, a seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus, amado acima de tudo, e, procurando alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino, anunciando a glória do mundo futuro.

A vida consagrada acontece desde os primórdios da Igreja. Muitos, por inspiração do Espírito Santo, passaram a vida na solidão ou fundaram famílias religiosas, que a Igreja, de boa vontade, recebeu e aprovou. Embora nem sempre professam publicamente os três conselhos evangélicos, os eremitas, vivem o silêncio da solidão, em constante oração e penitência, consagrando a vida ao louvor de Deus e à salvação do mundo. É uma vida de intimidade com Cristo.

    Desde os tempos dos Apóstolos, virgens e viúvas cristãs tomaram a decisão, de viver no estado de virgindade ou de castidade perpétua “por causa do Reino dos Céus”. São aqueles que Jesus disse que se fizeram eunucos por amor do Reino (Mt 19,12). Há várias formas de vida consagrada. Uma delas é o “Instituto secular”, onde os fiéis, vivendo no mundo, tendem à perfeição da caridade e procuram cooperar para a santificação do mundo. Outra são as “Sociedades de vida apostólica”, cujos membros, sem os votos religiosos, buscam a finalidade apostólica própria de sua sociedade. Entre elas há sociedades cujos membros assumem os conselhos evangélicos”.

O consagrado é alguém que abdicou de sua vida, de sua vontade própria, para entregar-se totalmente a Deus; fez a Deus o “dom de si” por amor a Jesus. É alguém que, mais que os demais cristãos, aceitou “perder a vida para ganhá-la”. Aceitou “renunciar-se a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir ao Senhor” (Lc 9,16). Não se pode ser “meio consagrado”; ou se entrega o coração a Deus totalmente, ou então se cansará de sua opção. O contra testemunho de um consagrado pesa muito mais que de um não consagrado; embora ambos sejam muito negativos.

*Felipe Aquino é professor de física e matemática, autor de mais de 70 livros e apresentador dos programas “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na TV Canção Nova, e “No Coração da Igreja”, na Rádio Canção Nova. Em julho de 2012 recebeu o título de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”, concedida pelo Papa às pessoas que se destacam, no trabalho, em prol da evangelização, em defesa da fé e do desenvolvimento da Igreja Católica.

Encontro de atualização para presbíteros ainda recebe inscrições

encontro-presbteros02Estão abertas até o dia 20 de dezembro as inscrições para o Encontro de Atualização para Presbíteros 2017. Esta que é a segunda edição do curso acontecerá de 02 a 22 de janeiro de do ano que vem, em Cachoeira do Campo (MG).

O encontro é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A formação terá momentos teóricos e práticos sobre cinco eixos temáticos, os quais devem valorizar a experiência de vida presbiteral. São eles: a Vida humano-afetiva; Vida espiritual; Vida Comunitária; Vida intelectual; e Vida Apostólica.

Poderão se inscrever presbíteros diocesanos de todo o Brasil, que tenham de 10 a 25 anos de sacerdócio. Eles devem estar, de acordo com a Comissão, em pleno exercício de seu ministério e na ordinariedade da vida e da missão presbiterais. A formação, ressaltam os organizadores, deve contribuir para os sacerdotes “que estejam em momentos de mudanças de atividades pastoral-missionárias; que estejam em momento particular que exija uma revisão de vida; que queiram abrir o coração para amar, rever, celebrar, agradecer e fortalecer o dom da vocação”. As vagas são limitadas.

O objetivo é aprofundar a vida e a missão dos presbíteros, em tempo de globalização, como discípulos missionários de Jesus Cristo a serviço do Reino. Neste sentido, a proposta é de que haja uma visita à própria história e seu itinerário vocacional; o destacar à centralidade da palavra de Deus e da Eucaristia no exercício do próprio ministério; e o favorecimento de uma maior unificação e integração da vida pessoal e presbiteral.

Quanto à metodologia, o curso terá um momento teórico e outro prático, conduzidos por uma equipe multidisciplinar. O programa também contemplará celebrações eucarísticas diárias, Liturgia das Horas, Leitura Orante da Palavra de Deus, piedade popular e momentos devocionais, como terço, adoração ao Santíssimo Sacramento e via-sacra. Também serão desenvolvidos espaços de partilha e revisão de vida e atividades pastorais missionárias.

Fonte; CNBB

A Palavra de Deus como alimento diário

Por Dom Estevam dos Santos Silva Filho

Bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador

Um experiente professor em exegese bíblica afirmava que o melhor caminho para tornar-se íntimo com as Sagradas Escrituras era proceder, diariamente, a leitura do evangelho.  Não apenas ler, mas mergulhar nos textos, e, ao menos uma vez por ano, dedicar-se de forma pormenorizada a um dos evangelistas, aprofundando o pensamento nas mensagens dele e até mesmo copiando aqueles versículos mais significativos.

Mesmo percebendo que a ideia de copiar soa como exagerada, sempre transmito essa sugestão em minhas catequeses. Para minha grata surpresa, na paróquia Nossa Conceição, em Valéria, uma senhora de nome Joana Medeiros apresentou-me uma coleção de cópias, feitas com sua própria letra. E ali estavam, cuidadosamente copiados, os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.  E com muita convicção ela declarou: “tomei tanto gosto, que já estou copiando Atos dos Apóstolos”. E acrescentou: “o que passa pelos sentidos, atinge mais profundamente o coração”.

Entendo que parece utópico, em tempos corridos, com pouca dedicação aos hábitos de leitura. Mas, o fato também revela que permanecem sábias as santas palavras: “Ninguém AMA o que não conhece”. Assim, não podemos negligenciar o exemplo de dona Joana que da força de sua simplicidade dá-nos um exemplo de busca que, inicialmente cansativa, culmina por “criar gosto”, conforme disse.

No apelo da modernidade, existem cursos de bíblia pela internet. Alguns exageradamente fundamentalistas e não recomendáveis. Outros, todavia, bastante úteis. Pessoalmente, recomendo os portais católicos, dando destaque à TV Século 21 [Clique aqui].

As paróquias, muitas delas, continuam oferecendo os tradicionais cursos de bíblia, atendendo a demanda de seus paroquianos. Por outro lado, existem grupos que promovem reuniões para estudo da bíblia em suas próprias casas.

Em qualquer modalidade desses encontros, a leitura orante da bíblia é sempre o melhor caminho. A Palavra ilumina a reunião, e a troca de comentários nas reuniões edifica a vida de cada membro.

Às vezes, perguntam-me se devem levar a bíblia para a missa. Não é necessário, respondo, pois durante a missa ouvimos a Palavra de Deus no momento da liturgia da palavra. Ali está não apenas a Palavra de Deus solenemente proclamada conforme consta nos livros sagrados, mas também esclarecimentos feitos pelos celebrantes. Mas… Não podemos nos esquecer dos que não frequentam as missas. Procurar atraí-los a grupos ou círculos bíblicos a fim de evitarmos possíveis equívocos de interpretação.

Algumas pistas:

Os círculos bíblicos são encontros privilegiados, revitalizam vidas, comunidades, ruas, prédios e condomínios. Podem ser encontros semanais em família, no trabalho e com os vizinhos. Não precisa de licença do pároco para começar, basta comunicá-lo para que ele cadastre-o, unindo-o a outros grupos que também fazem o mesmo.  Os encontros podem durar cerca de uma hora e quinze minutos. Primeiro se escolhe o texto (o evangelho do domingo, por exemplo). Alguém deve ler e reler devagar, pausadamente. Cada um diz o que entendeu, uma palavra que chamou atenção e inicia então uma bela partilha que termina sempre com uma oração.

A leitura orante da Palavra de Deus, um método de leitura que ajuda a saborear utilizando alguns passos como: Leitura (pausada e sem pressa do texto); Meditação (refletir bastante sobre a texto); Oração (rezar com o coração o que o texto começa a falar a você ); Contemplar (saborear o que se rezou).

Leitura de um evangelho, cada ano a Igreja privilegia um evangelho em sua liturgia. Este ano até novembro é o Evangelho de São Lucas, a partir do advento será o evangelho de São Marcos que receberá destaque. É importante não fazer uma leitura fundamentalista do texto, mas, uma leitura de Fé. Anotar ou grifar o que deseja aprofundar, lembrando sempre que a Igreja Católica já lê este texto há mais de dois mil anos, ela tem sempre uma compreensão de cada passagem.

Feliz Mês da Bíblia para todos!!!

 

Inscrições abertas para Encontro de Atualização para Presbíteros

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Encontro de Atualização para Presbíteros, voltado para presbíteros (arqui)diocesanos de todo o Brasil que tenham entre 10 e 25 anos de sacerdócio e estão em pleno exercício do seu ministério. O evento acontecerá de 2 a 22 de janeiro de 2017 na Casa Retiro das Rosas, em Cachoeira do Campo (MG), com o objetivo de aprofundar a vida e a missão dos presbíteros, como discípulos missionários de Jesus Cristo.

O encontro será dividido em teoria e prática, com cinco eixos temáticos, dentre eles: Vida humano-afetiva; Vida espiritual; Vida Comunitária; Vida intelectual e Vida Apostólica. A programação contemplará Celebrações Eucarísticas diárias, Liturgia das Horas, Leitura Orante da Palavra, piedade popular e momentos devocionais (recitação do Terço, adoração ao Santíssimo Sacramento e via-sacra), espaços de partilha e revisão de vida, atividades pastorais missionárias.

O curso será conduzido por Dom Jaime Spengler, que é o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. Os sacerdotes que desejam participar devem clicar aqui para conferir as orientações da CNBB.

Diaconato Permanente: expressão da Igreja Servidora

Por diácono Heldo Jorge dos Santos Pereira

A alegria de um corpo que ao comemorar a restauração da DIACONIA é como uma criança ao completar cinco décadas. Alguma diferença?! Claro! O restabelecimento do diaconato permanente se deu no Brasil há pouco mais de 50 anos, no contexto do Concílio Vaticano II, quando novamente se abriu espaço na Igreja para que homens casados sejam ordenados para o serviço à Igreja e ao povo de Deus.

Diferente de todos esses usos gerais diakonos é a aplicação do termo ao possuidor de determinado encargo na comunidade, como podemos ver na Sagrada Escritura na Carta de São Paulo aos Filipenses: “Paulo e Timóteo, servos (douloi) de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos (diakónois)” (Fl 1,1).

Assim, em oposição a todos os outros sentidos, o diaconato assume o significado especial de serviço inteiramente pessoal prestado a outro, de modo que são os diáconos chamados ao serviço da Igreja, serviço ao outro que deve ser feito por amor.

É no Novo Testamento que se tem registro pela primeira vez na Igreja de Jerusalém da função do diácono. Assim, encontramos no livro dos Atos dos Apóstolos que as viúvas helenistas estavam sendo esquecidas na distribuição diária, tendo gerado uma murmuração que fez necessário tomar prontas medidas para restaurar a paz e a harmonia entre os crentes (At 6, 1-6).

Foi então que “o Espírito Santo sugeriu um método pelo qual os apóstolos poderiam ficar isentos da tarefa de repartir com os pobres ou tarefas similares, pois deviam ser deixado livres para pregar a Cristo”. Assim, surgia nas primeiras comunidades cristãs a atividade/função do diaconato. “Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (cf. Atos 6,3), foram escolhidos para auxiliarem os apóstolos.

A decisão agradou a Igreja. Após a imposição das mãos, saíram eles para cumprir sua função. Sabemos que fizeram um bom trabalho pelos resultados que se seguiram: “crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos, também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.” (Atos 6,7).

Um fato bastante curioso é que o número de diáconos permanentes ordenados no Brasil vem crescendo de forma bastante significativa, de modo que podemos afirmar que cresce mais do que a dos padres. Há uma estimativa de que entre os anos de 2004 e 2014 este número cresceu 116%. Podemos então afirmar que este aumento se dá porque a vocação para o diaconato não exige uma renúncia radical como é exigido para os sacerdotes. Os candidatos ao diaconato permanecem em suas residências, com sua vida matrimonial.

Na nossa Arquidiocese de São Salvador da Bahia, dentre as condições estabelecidas pelo nosso Arcebispo para a admissão no Diaconato estão: que o candidato a diácono permanente seja um homem casado; de ilibada conduta, moral; de vida ativa na sua comunidade, indicado pelo seu pároco; que tenha formação teológica, não tão rigorosa como para os padres, mas que participe do curso de formação; que a sua esposa dê autorização por carta escrita do próprio punho para que ele participe do curso de formação e seja ordenado.

Depois de ordenado o diácono só não pode celebrar dois sacramentos: a Missa e a Unção dos Enfermos. No mais deve o diácono cumprir o que o Santo Padre defende em seu pontificado – o de que a Igreja vá para as ruas e bata na porta do fiel.

Na Arquidiocese de Salvador a atuação dos diáconos permanentes é desenvolvida de forma dinâmica, como muita alegria e entusiasmo ao serviço da liturgia e nas pastorais, o que revela a identidade assumida de ser ícone do Cristo-Servidor.

54ª Assembleia Geral da CNBB abordará missão dos leigos na Igreja e na sociedade

geral“A Assembleia é momento muito precioso para nossa Conferência Episcopal e para as igrejas particulares. Trata-se de um espaço de oração, partilha, estudos e convivência fraterna. Durante esses dias, fortalecemos a comunhão entre nós bispos”, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner.

A 54ª Assembleia Geral  (AG) da CNBB acontecerá no período de 6 a 15 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Este ano, o tema central será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo”.

Entre os temas prioritários previstos estão a “Liturgia na Vida da Igreja”, a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a conjuntura político-social, a mensagem “Pensando o Brasil: crises e superações” e as mudanças do quadro religioso no país.

Pensando o Brasil

Na Assembleia, será preparado um novo volume da série Pensando o Brasil, que apresenta a visão do episcopado brasileiro acerca de temas da realidade do País. Em 2014, na 52ª AG, foi elaborado o volume 1 do subsídio, que tratou dos “Desafios diante das eleições 2014”, com indicações para o pleito eleitoral que estava em curso. No ano passado o texto abordou as desigualdades. Em 2016, os bispos devem dar pistas para as eleições municipais.

De acordo com dom Leonardo, a mensagem sobre as eleições buscará orientar os fiéis no momento do voto. “Essa orientação não tem a ver com partido político, mas sim com opções políticas. A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia e a CNBB tem procurado ser fiel também às orientações e motivações do Santo Padre”, diz o bispo.

No texto, os bispos irão tratar das crises e superações, com base no momento atual do País. “A partir do Evangelho, dos documentos da Igreja e do Magistério do papa Francisco,  refletirá sobre essas crises, sejam elas culturais, políticas e sociais. E a partir desses textos, iremos propor superações”, antecipa dom Leonardo.

Programação

Este é o maior encontro do episcopado brasileiro. São esperados cerca de 320 bispos ativos e eméritos, dos dezoito regionais da CNBB. Diariamente, os trabalhos da Assembleia Geral iniciam com celebração da missa com laudes, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.

“Esse momento da missa nos ajuda a celebrar como Igreja. Todos os bispos, juntamente com os assessores e assessoras que participam da vida da CNBB e o povo de Deus, celebram na Casa da Mãe Aparecida. A força sempre vem da meditação e escuta da Palavra de Deus, mas também dos nossos gestos caritativos e misericordiosos. Tudo isso trazemos para a liturgia da Assembleia”, comenta dom Leonardo Steiner.

Tema central

A reflexão do tema “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo” foi iniciada em 2014, durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB. O secretário geral, dom Leonardo Steiner, ressalta que nesta Assembleia o texto de trabalho será aprofundado, podendo ser aprovado como documento. O bispo considera o momento importante para refletir sobre a presença dos leigos na Igreja e na sociedade

“Os nossos leigos, queridos irmãos batizados, têm papel muito importante na Igreja por conta da vocação que receberam pelo batismo e pela crisma. São convidados a serem testemunhas de Jesus crucificado e ressuscitado”, diz. .

Ainda de acordo com dom Leonardo, os leigos têm a missão de dinamizar as comunidades, sob a orientações dos sacerdotes. “Eles estão presentes nos grupos, pastorais e movimentos da Igreja. Neste Ano da Misericórdia somos convocados a pensar a missão do leigo na sociedade, pois são eles que levam o consolo, a misericórdia, o cuidado para com os pobres, os necessitados”, pontua.

Sessões de trabalho 

A 54ª Assembleia Geral da CNBB iniciará no dia 6, às 7h30, com uma missa no Santuário Nacional de Aparecida. A cerimônia de instalação da AG acontecerá no mesmo dia, às 9h15, no auditório do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho e será aberta à imprensa. Os trabalhos da Assembleia serão desenvolvidos em quatro sessões.

O retiro dos bispos começará no dia 9 de abril, às 15h30, e terminará no domingo, 10, às 12h, com uma missa no Santuário de Aparecida.  O pregador será o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

No dia 12 de abril, terça-feira, às 18h, haverá sessão solene ecumênica.

A cerimônia de encerramento da Assembleia será realizada no Centro de Eventos, no dia 15 de abril, às 10h30.

Fonte: CNBB

Missa pelos 100 anos de nascimento de monsenhor Gaspar Sadoc

Salvador, 20.03.16 – Domingo de Ramos

Centenário de Mons. Gaspar SADOC da Natividade

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

 

 

  1. Não há, na Liturgia da Igreja (Liturgia no sentido do conjunto de celebrações da Igreja ao longo do ano, acompanhando a História da Salvação) não há nenhum domingo, nenhum dia como o Domingo de Ramos. É um domingo de contrastes: começa com a entrada solene, festiva, de Jesus em Jerusalém. É festa. Jesus é aclamado, louvado e recebido com roupas no chão, por onde deveria passar, e ramos nas mãos, para saudá-lo: Bendito o que vem em nome do Senhor, canta o povo à sua passagem. Depois, a celebração vai para outro extremo: é lida a descrição da Paixão, na voz do evangelista Lucas.. Ali é apresentado aquele Jesus sobre quem o profeta Elias fez uma profecia, 700 anos antes dos acontecimentos da Paixão e Morte: nele bateram, arrancaram sua barba, sofreu bofetões e cusparadas. E qual a reação de Jesus? Teve palavras de conforto às pessoas abatidas. Teve palavras de perdão.
  2. Por causa de sua obediência ao Pai e morte de Cruz, o Nome de Jesus foi elevado acima de todo nome. Hoje, somos nós que o proclamamos: “Jesus é o Senhor!”
  3. Este dia 20 de março de 2016 é também um dia de contrastes. Celebramos o centenário de um filho desta Arquidiocese – um filho que aos 13 anos deixou sua casa com um desejo: o de proclamar a todos, com sua vida, com seus trabalhos e com sua oratória vibrante: “Jesus é o Senhor!”
  4. Não vou descrever a sua vida, porque isso fugiria da finalidade da homilia. Aliás, para que descrevê-la se temos aqui inúmeras testemunhas do que Mons. Gaspar Sadoc da Natividade viveu e fez? Além disso, seria ingênuo e temerário querer descrever 100 anos de uma vida como a de Mons. Sadoc – uma vida que enfrentou muitas, inúmeras lutas.
  5. Se, mesmo sabendo do quanto seria ousada a tentativa de resumir 100 anos em poucas palavras, quisesse descrever a vida de Mons. Sadoc, iria, antes de tudo, entrevistá-lo. Mas já sei qual seria a sua resposta: seria a mesma que me deu quando lhe perguntei como gostaria de celebrar seu centenário. Ele me respondeu: “Não é preciso fazer muita coisa. Minha vida é muito simples!”
  6. Dos textos que li a seu respeito ou de palavras que ele próprio falou, colho apenas um testemunho que ele deu tempos atrás. Sabiamente, ele buscou passagens da própria Palavra de Deus para dizer como se sentia diante de tudo o que havia recebido em sua vida: “Graças a Deus, neste dia de Ação de Graças, agradecemos a Deus. E com o Salmo 100: Aclamai o SENHOR, terra inteira, servi ao SENHOR com alegria. Ide a Ele, com gritos jubilosos. Sabei que o SENHOR é Deus. Ele nos fez e a Ele pertencemos, somos o Seu povo, o rebanho do seu pasto. Entrai por Suas portas dando graças, com cânticos e louvor pelos Seus átrios, celebrai, bendizei o Seu nome, sim, porque o SENHOR é bom. O seu amor é para sempre, e sua verdade de geração em geração. E, continuando, peço-Vos, Senhor, com a prece que Vos fez Salomão: Não Vos peço honras, não Vos peço glórias, riquezas não Vos peço também. Dai-me a sabedoria para bem servir Vosso povo neste culto da amizade, louvando-Vos por agora, por hoje, por todos, por tudo, para sempre. Amém!”
  7. Neste dia, o sentimento mais forte que nasce no coração da Igreja que está na Arquidiocese de São Salvador da Bahia é o da gratidão. Gratidão a Deus, porque nos deu este seu filho, sacerdote no sacerdócio de Jesus Cristo. Gratidão aos pais de Mons. Sadoc, porque geraram e prepararam um filho para Deus e para a Igreja. Gratidão a Nossa Senhora da Purificação que envolveu este seu filho no seu manto de amor, o protegeu e trabalhou para formar seu coração segundo o coração de Jesus sacerdote. Gratidão à cidade de Santo Amaro, de rica história e de um filho tão ilustre como este.
  8. Certa vez, Mons. Sadoc assim se expressou: “Não sei quem foi que disse ser a memória a faculdade de esquecer. Pois bem, se ela é a faculdade de esquecer, o coração é a faculdade de lembrar”. Nosso coração em festa, Mons. Sadoc, neste Domingo de Ramos, dia de contrastes, se lembra das palavras de Paulo aos Filipenses: Jesus se fez “obediente até a morte, e morte de cruz”. O senhor, Mons. Sadoc, abraçou a obediência quando saiu pelas ruas e praças a anunciar que “Jesus Cristo é o Senhor!”; abraçou a obediência quando trabalhou no Seminário Arquidiocesano; abraçou a obediência quando assumiu paróquias, a última das quais foi esta, a de Nossa Senhora da Vitória; e abraçou a obediência quando o Jesus lhe pediu para fazer de sua cama o seu novo altar – altar onde, diariamente, eleva suas preces e oferece seus sacrifícios pela Igreja, pelos sacerdotes e pelo mundo. Com isso, Jesus Sacerdote quis lhe dizer que há muitas maneiras de servi-lo. Mas qualquer que seja a maneira por ele escolhida para ser servido, o que nunca pode faltar é o amor. Penso que essa é uma das lições mais importantes que, com o seu testemunho, o senhor nos dá, Mons. Sadoc. Muito obrigado! Realmente, conhecendo-o, concluímos: “Deus é amor!”

Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
Scroll To Top