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Anunciamos Jesus: participar da Cruz

Publicado em 03 de setembro de 2017

Tema: Participar da Cruz Apresentação: Dom Murilo Krieger, scj

Sinopse: Dom Murilo explica que seguir Jesus não significa buscar privilégio, honra e fama e muito menos agradar aos poderosos. Tanto que a verdade custou a vida para Jesus. Mas Ele mesmo nos orienta: se alguém quiser Me seguir, renuncie a si mesmo.

Angelus: Jesus não nos tira a cruz, mas a carrega conosco

Jesus não tira os fardos de nossa vida, mas a angústia de nosso coração: foi o que disse o Papa neste quente domingo de julho (09), ao rezar o Angelus com os fiéis na Praça S. Pedro.

Na alocução que precede a oração mariana, Francisco comentou o Evangelho do dia, em que Jesus diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

“Jesus sabe quanto a vida pode ser dura: desilusões e feridas do passado, fardos a carregar e incertezas e preocupações pelo futuro”, disse o Papa, acrescentando que diante disto, a primeira palavra de Jesus é um convite a se mexer e a reagir: “Vinde”.

Areias movediças

“O erro, quando as coisas não vão bem, é permanecer onde se está. Parece evidente, mas quanto é difícil reagir e abrir-se!”, afirmou Francisco. Jesus, disse ele,  quer nos tirar das “areias movediças” de ficar fechado em si mesmo, remoendo quanto a vida é injusta, quanto os outros são ingratos e como o mundo é malvado.

“O caminho para sair está na relação, em estender a mão e em levantar o olhar para quem realmente nos ama”, afirmou o Pontífice. Todavia, advertiu, sair de si não basta, é preciso saber para onde ir, porque muitas metas são ilusórias, são “fogos de artifício”.

Cristo caminha conosco

Por isso, Jesus indica onde ir: “Vinde a mim”. É sempre válido buscar um amigo ou um especialista quando estamos com um problema, mas não se deve esquecer Jesus.

“Não nos esqueçamos de nos abrir a Ele e de contar-lhe a nossa vida, confiar-lhe as pessoas e as situações. Ele nos espera, não para resolver magicamente nossos problemas, mas para nos fortalecer neles. Jesus não tira os fardos da vida, mas a angústia do coração; não nos tira a cruz, mas a carrega conosco.”

Com Jesus, a paz

E com Ele, disse ainda o Papa, todo fardo se torna leve, porque Ele é o descanso que buscamos. E concluiu:

“Quando Jesus entra na vida, chega a paz, aquela que permanece inclusive nas provações. Vamos até Jesus, dediquemos a Ele nosso tempo, vamos encontrá-Lo diariamente na oração, num diálogo confiante e pessoal; vamos nos familiarizar com a sua Palavra, redescobrir sem medo o seu perdão, matar a nossa fome com seu Pão de vida: nos sentiremos amados e consolados por Ele.”

Fiéis poloneses

Ao final do Angelus, Francisco saudou os grupos na Praça e os parabenizou pela “coragem” de estarem ali não obstante o calor. De modo especial, dirigiu uma saudação aos poloneses da família da Rádio Maria que realizam uma peregrinção aos santuário de Czestochowa, rezando com os fiéis uma Ave-Maria para acompanhá-los nesta peregrinação.

Desabamento em Nápoles

Neste domingo, Francisco manifestou seu pesar pelo desabamento de um prédio na região de Nápoles, que matou oito pessoas, inclusive duas crianças. Em telegrama, o Pontífice garante sua oração pelos mortos e consolação aos familiares e feridos.

Fonte:Rádio Vaticana

A esperança na Cruz

Dom Gilson Andrade da Silva

Bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador

A festa da Páscoa é celebrada a cada ano de acordo com um critério de calendário estabelecido no Concílio de Niceia, em 325 da era cristã, recordando e celebrando os fatos extraordinários ocorridos em Jerusalém, onde Jesus Cristo foi até o extremo na sua doação de amor.

A celebração anual da Páscoa do Senhor não corresponde simplesmente à uma necessidade da comemoração, mas tem um significado mais profundo. Na sua compreensão dos ciclos litúrgicos a Igreja entende que a celebração dos mistérios de Cristo coloca o cristão diante daquilo que corresponde ao sentido de sua própria vida. O cristão vive de Cristo e dos seus mistérios (cf. Col 3, 3). De muitas formas ele reproduz no cotidiano de sua existência e nas vicissitudes da história o que Cristo viveu. Portanto, celebrar hoje a Páscoa deve ter uma implicação concreta com as coisas que estão acontecendo.

A Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor não é um fato isolado da vida de uma pessoa na sua existência concreta, mas tem a ver com toda a humanidade. Jesus morreu para salvar a todos. Esta é a fé da Igreja e este é o sentido de sua missão que perdurará até a vinda do Senhor na sua glória. A salvação de Cristo é um dom que Deus faz às mulheres e aos homens de todas as épocas. Por isso, quando se celebram os eventos dos últimos dias da vida de Cristo é preciso que nós nos perguntemos sobre o seu significado para o nosso tempo.

Não pretendo aqui de modo algum fazer uma análise detalhada dos fatos que têm chamado a atenção das pessoas nos últimos tempos, mas creio que não exagero se digo que as coisas mais relevantes que se dão destaque, especialmente nos diversos meios de comunicação hoje, falam de um anseio  por esperança.

Papa Francisco em algumas ocasiões considerou como uma 3ª guerra mundial os numerosos conflitos armados espalhados pelo mundo. Uma de suas insistências tem sido a de chamar a atenção sobre o problema do descaso dos grandes quanto ao fenômeno da migração em todo o mundo. O tema da corrupção em larga escala mundial é outro fator que inquieta a paz das nações. Em nosso país há destaques diários para o tema. Sem contar os problemas infelizmente recorrentes da fome, da miséria, da injustiça e da grave crise antropológica que se reflete na educação, especialmente das crianças e jovens.

Diante de tudo isso, mais uma vez celebramos a Páscoa e destacamos a centralidade da cruz de Cristo e de sua vitória. A cruz de Cristo, escândalo também neste tempo marcado pela busca desenfreada de bem-estar qual último fim da vida, continua a ser um interrogante e uma resposta diante dos desafios que a humanidade tem que enfrentar. A cruz de Cristo fala do realismo da dor que atravessa a história da humanidade, inclusive da humanidade de Deus que se fez homem. Porém, ela proclama que precisamente ali se deve oferecer o melhor de si mesmo para poder desfrutar o bom da vida. A cruz para o cristão não é, sobretudo, sinal de dor, mas de um amor que supera os limites, de um amor que pode sempre se redescobrir como novo e capaz de vencer toda a aparente força de derrota do mal. Ela responde à pergunta inquietante das mulheres e dos homens de todas as épocas pela presença de Deus nos momentos cruciais da história, pois ela revela que Deus é companheiro do ser humano nos seus dramas e dilemas. Companhia que dilata o coração e faz de cada um e de cada uma capaz de triunfar pela força que dá sentido verdadeiro à vida humana, o amor. Sim, a cruz fala do amor como possibilidade de esperança diante das impossibilidades que tocamos na vida. Por isso, ela também hoje merece a antiga saudação: Ave, Crux, spes unica. Salve, ó Cruz, única esperança.

A Cruz de Cristo, o Poço da mulher Samaritana

Dom Estevam dos Santos Silva Filho

Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia 

 

O sol já começa a dar um sinal de sua força, como lá na Samaria, quando Jesus sentado à beira do poço de Jacó, pediu um pouco de água a uma samaritana (Cf. Jo 4, 4-42). O sol do meio dia estava insuportável. Depois daquele diálogo, aquela mulher, que sofrera com cinco maridos, se encheu da água viva.  Bem depressa, ela foi ao encontro da população da Samaria, para levar a tão necessária esperança a sua família. Quem toma da água que é Jesus, não tem como guardar só para si, torna-se missionário…

No dia de São José (Homem Justo), dia também de nossa Caminhada Penitencial, estamos aqui com a mesma sede de Deus que os Samaritanos. Para nós, temos como poço de Jacó, a Cruz de Jesus Cristo, poço de água viva. Nessa quaresma precisamos beber da sabedoria da Cruz, nos inclinar em gesto de adoração para carregá-la.

Diante de nós, uma réplica da cruz que foi erguida em Jerusalém. Apenas uma vaga semelhança, pois, na original se somou a cruz dos crucificados de todas as épocas, inclusive a cruz da Virgem Maria e de todas as mães do mundo.

Na cruz de Cristo está a cruz da humilhação das cuspidas, do abandono, da injustiça, da falta de amor e solidariedade. Só quem carregou ou carrega cruz sabe o que significa a solidariedade da cruz de Cristo. Ele carregou Sua Cruz com dignidade, não a abandonou, não fugiu nem traiu a ninguém, manteve-se fiel. Mostrou-nos como deve agir um filho de Deus, jamais abandonando a cruz enquanto houver irmãos sendo crucificados, colocando-se sempre no meio deles.

O Papa Francisco recordou-nos que Seguir Jesus, mas não assumir a Cruz de Jesus, não torna o católico, por mais religioso que seja, um cristão. Cristão que não enxerga a cruz de Cristo nos outros, que não consegue ver as cruzes carregadas pelos sofredores, não é cristão, é mundano.

A sede de Deus deve-nos fazer enxergar na cruz de Cristo, a cruz de todos os que a carregam com o sofrimento do dia a dia. Por exemplo, a cruz sobre todos os brasileiros com o perigo contido na reforma da Previdência Social.  Cruz do extermínio da juventude e das minorias como os homossexuais, dos exilados e refugiados. Cruz presente nas filas dos hospitais, nas mães desesperadas por tantas e diversas cruzes. Cruz que querem impor a todo custo sobre a juventude, a cruz que as famílias carregam com a imposição da Ideologia do Gênero. A pior de todas as cruzes, a gerada pela corrupção, grande parte dos corruptos se dizem cristãos…

Nesse instante permita-me dirigir-me a Nossa Senhora, aqui, a réplica da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Ela veio ao encontro dos filhos há 300 anos. Veio a nossa cidade do Salvador nos ensinar a ter sede de fazer tudo o que Jesus ainda nos pede. Veio nos ensinar a compreender que a sua cor negra, é sinal de solidariedade aos filhos negros, que boa parte ainda hoje carrega a cruz do preconceito e pobreza.

Embora aqui visualizemos Maria com o título de Nossa Senhora Aparecida, recordamos nessa Caminhada Penitencial o primeiro título que Maria recebeu, e recebeu aos pés da cruz: Nossa Senhora das Dores!  Certamente a coroa de espinhos, os pregos e os açoites doeram mais em Maria que em Jesus. A lança que perfurou o coração de Jesus já não doeu em Jesus porque já estava morto. Mas dilacerou o coração de Maria que aos pés da cruz se encontrava.

Ao contemplarmos novamente a cruz e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, relembramos a alegria da mulher samaritana, que se encheu de esperança quando, por iniciativa de Jesus, deixou o balde antigo, e com a água viva esparramou a notícia da esperança em todas as direções. No deserto Moisés concedeu água para revitalizar a força do Povo de Deus, nessa Caminhada Penitencial, encontramos finalmente o poço da água viva, que nos introduz nos rastros de Cristo, para nos converter, como os cristãos que têm sede de Deus, os cristãos que com orgulho e firmeza no dia a dia, carregam a cruz atual de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Paixão de Jesus são seus irmãos que carregam cruzes. Paixão de Cristo, Paixão do mundo todo.

A volta dos crucifixos

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

 

Foi muito divulgada, em 2011, uma decisão tomada pelo Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Acolhendo um pleito formulado pela Rede Feminista de Saúde, pela SOMOS, pela Themis, pela Marcha Mundial das Mulheres, por NUANCES e pela Liga Brasileira de Lésbicas, o referido Conselho ordenou a retirada de Crucifixos e demais símbolos religiosos das dependências do Poder Judiciário gaúcho, sob o argumento de que o Estado é laico.

A Mitra Diocesana de Passo Fundo e um cidadão, Sr. Fernando Carrion, recorreram, então, ao Conselho Nacional de Justiça. A resposta, dada pelo Conselheiro Emmanoel Campelo, e encaminhada no dia 16 de maio último aos Desembargadores e Magistrados pelo Presidente do Conselho, Des. Luiz Felipe Silveira Difini, termina assim: “…verifica-se que a presença de Crucifixo ou símbolos religiosos em um tribunal não exclui ou diminui a garantia dos que praticam outras crenças; também não afeta o Estado laico, porque não induz nenhum indivíduo a adotar qualquer tipo de religião, como também não fere o direito de quem quer [que] seja. Assim, entendo que os símbolos religiosos podem compor as salas do Poder Judiciário, sem ferir a liberdade religiosa, e que não se pode impor a sua retirada de todos os tribunais, indiscriminadamente. Por isso, merece reparo a decisão do Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que determinou, de forma discriminatória, a retirada dos Crucifixos. Ante o exposto, voto no sentido de serem julgados procedentes os pedidos, tornando sem efeito o ato administrativo impugnado”.

É uma vitória do bom senso; é uma vitória daqueles que sabem distinguir entre Estado laico e Estado laicista. O Estado brasileiro é laico, o que significa dizer que há separação entre Estado e Igreja. No Estado laicista procura-se “isolar o fator religioso à esfera puramente pessoal, proibindo ou cerceando as manifestações externas de religiosidade”. Ou, como bem explicou o Des. Campelo, “para acolher a pretensão de retirada de símbolos religiosos sob o argumento de ser o Estado laico, seria necessário, também, extinguir feriados nacionais religiosos, abolir símbolos nacionais, modificar nomes de cidades, e até alterar o preâmbulo da Constituição Federal”. No preâmbulo dessa, lê-se: “promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”. Não se pode esquecer, também, que nas cédulas do real se lê: “Deus seja louvado” e que são vários os feriados religiosos. Em outras palavras: “Das várias formas de relação entre Igreja e Estado no tempo e no espaço – Estado confessional (que adota uma religião como oficial), Estado ateu (que rejeita o fator religioso como constitutivo do ser humano) e Estado laico (que vive a separação entre Igreja e Estado, mas com cooperação entre eles e respeito à liberdade religiosa) -, o Brasil adotou nitidamente esta última forma”.

Dr. Paulo Brossard, que foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, escreveu (Jornal “Zero Hora”, Porto Alegre, 12.03.2012) que “os Crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim, justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas…”. Ele lembrou, inclusive, uma frase de Rui Barbosa: “O Crucifixo está nos tribunais… porque [Jesus] foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida”.

A recente decisão do Conselho Nacional de Justiça, permitindo a volta dos Crucifixos às salas dos tribunais gaúchos, nos mostra que nunca é tarde para se corrigir erros ou para se reparar injustiças.

Juventude realiza Vigília Jovem em Lauro de Freitas

Os jovens da paróquia Santo Amaro de Ipitanga (praça João Tiago dos Santos, 11, Centro – Lauro de Freitas) têm um compromisso marcado na próxima sexta-feira (17): a Vigília Jovem. O evento, que tem como tema central “Eu sou a Juventude da Cruz” terá início às 22h do dia 17 e seguirá até às 6h do dia 18 de junho. É importante ressaltar que a cruz peregrina – enviada em preparação para a JMJ Live in Salvador – da Forania 9 está nesta paróquia.

Paquistão: Arcebispo de Lahore encoraja cristãos a «seguirem em frente, apesar do peso da sua cruz»

lahore_suicide_atackO Arcebispo de Lahore, no Paquistão, Dom Sebastian Shaw, visitou no hospital os sobreviventes do ataque suicida do último domingo à comunidade cristã, que vitimou 72 pessoas, entre elas 30 crianças, e deixou 340 feridos.

Em declarações à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), enviadas hoje à Agência ECCLESIA, D. Sebastian Shaw sublinhou o cenário “difícil” com que se deparou e que envolve não apenas cristãos mas também membros da comunidade muçulmana que estavam no parque onde decorreu o atentado, em Gulshan-e-Iqbal.

“Visitei cada cama e cada vítima independentemente da sua fé. Foi muito difícil, porque vi muitas crianças com 4, 5 anos, cristãs e muçulmanas, feridas ou assassinadas neste terrível atentado”, descreveu o prelado.

Aos feridos da comunidade cristã, o arcebispo de Lahore quis sobretudo levar “esperança” diante de um futuro que se adivinha “muito difícil”.

O atentado do último domingo já foi reivindicado por um grupo radical muçulmano ligado aos talibãs, que prometeu entretanto que vai continuar a atacar a comunidade cristã do Paquistão.

Nesta conjuntura, D. Sebastian Shaw encoraja os cristãos a “seguirem em frente” com a sua vida, “apesar do peso da sua cruz”, com a certeza de que “Deus estará sempre com eles”.

Contactada pela Agência ECCLESIA, a diretora da Fundação AIS – Portugal realça que o ataque suicida do último domingo “pode ser visto como um aviso às autoridades de Lahore, que tinham declarado o dia como feriado não só para os cristãos mas também para a comunidade hindu”.

Catarina Martins lembra que na base de toda esta violência poderá estar ainda uma retaliação contra o Governo paquistanês, na sequência da recente execução do homem que assassinou em 2011 o então governador de Punjab, Salman Taseer.

Este responsável político foi morto por defender publicamente alterações à lei da blasfémia e por estar ao lado de casos como o de Asia Bibi, uma mulher cristã que está há vários anos encarcerada por alegadamente ter ofendido Maomé.

“O governo tinha tomado medidas excecionais de segurança para as comunidades cristãs celebrassem a Páscoa mas nunca imaginou que pudesse haver um ataque num parque, como este”, realça a responsável da AIS.

Para Catarina Martins, quer a atribuição do feriado quer a execução do assassino de Salman Taseer podem ser vistos como um sinal de que algo está a mudar no governo paquistanês, já que “até há bem pouco tempo”, os responsáveis políticos no Paquistão “fechavam muitas vezes os olhos a estes ataques, não só aos cristãos mas a outras minorias religiosas”.

“Mas infelizmente o Paquistão é um país onde há muitos grupos radicais e estas decisões do governo não vão ser bem aceites. Daí que tenham ameaçado que continuarão a fazer estes ataques”, aponta Catarina Martins, que sublinha que esta questão vai muito além das diferenças religiosas e de fé.

“A comunidade cristã é vista no Paquistão como o Ocidente, sempre que há alguma coisa que o Ocidente possa fazer contra países de maioria muçulmana, a comunidade cristã é responsabilizada por tudo isto”, conclui.

Fonte: Agência Ecclesia

Paixão de Cristo: a maior história de amor de todos os tempos

Foto Andé Machado6Os últimos passos de Jesus no plano terreno ocorrem no período conhecido como Semana Santa. É quando se sucedem os fatos que demonstram o ponto alto do amor de Deus pela humanidade, ao entregar o próprio Filho para salvá-la. Trata-se do momento na História em que se abre um novo horizonte para o mundo, com a vitória da vida sobre a morte, através da Ressurreição do Senhor.

Cronologicamente, esse tempo começa a partir da entrada de Jesus em Jerusalém, onde foi aclamado com um gesto que identifica o Domingo de Ramos: as pessoas cortaram ramagens de árvores e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Ele passaria, montado num jumento. A atitude era um sinal de reverência daquele povo que o recebia em festa, reconhecendo assim o Messias. “É o início de uma semana que começa alegre e festiva, depois conhece a tristeza e a morte e, por fim, a glória de Deus”, explica o padre Jurandi Dantas.

A descrição feita pelo pároco da paróquia Deus Menino ocorre porque Jesus sofreria o martírio na mesma cidade onde entrou em montaria humilde – em vez de usar um cavalo, transporte de nobres –, com acusações apoiadas e replicadas posteriormente pela mesma multidão que o enalteceu poucos dias antes. O impacto da chegada do Filho de Deus a Jerusalém despertou inveja nos sacerdotes e mestres da lei. O medo de perder o poder foi o ponto de partida para a condenação de Jesus à morte na cruz. Para o padre Jurandi Dantas, “além da humildade que somos convidados a viver, o Domingo de Ramos evoca a certeza de que devemos esperar e confiar sempre em Deus, porque no fim triunfaremos”.

A Semana Santa e seus significados

Na Segunda-feira Santa, celebra-se a purificação do templo por Jesus. O trecho refere-se à expulsão de comerciantes que vendiam bois, ovelhas e pombas no espaço sagrado, para mostrar-lhes que a Casa do Pai não pode ser transformada em local de negócios. O entendimento da purificação pode ser expandido para a purificação do corpo e do espírito de todas as impurezas que nos distanciam de Deus.

A Terça-feira Santa reflete o momento em que Jesus descreve aos discípulos a futura destruição de Jerusalém, deixando-os conscientes de que haveria guerras e desastres naturais, o que não representaria o fim. Nessa passagem, Ele também alerta sobre falsos profetas que apareceriam e usariam Seu nome.

A liturgia da Quarta-feira Santa remete à traição de Jesus por Judas, que o entregou aos sacerdotes por trinta moedas de prata. Nesse dia, é proposta a reflexão sobre a quem desejamos servir. É uma leitura que faz pensar sobre as prioridades de cada um, principalmente no que se refere ao peso atribuído à riqueza e às relações de poder que estabelecem diferenças sociais e pobreza.

A Quinta-feira Santa celebra a instituição da Santa Ceia e lembra a agonia de Jesus no jardim do Getsêmani, onde costumava orar e se reunir com os discípulos. Nesse dia havia levado Pedro, Tiago e João para o local e, sabendo que seria torturado e crucificado, entrou em profunda agonia, sendo tomado por grande tristeza. É na quinta-feira que se recorda também como Jesus lavou os pés de seus discípulos.

“O rito do Lava-pés desenvolve-se na Missa vespertina da Quinta-feira Santa. Na celebração da Santa Ceia, Jesus inclina-se, abaixa-se. Ele, o Senhor e Deus, lava os pés de seus discípulos, num gesto lindo e cheio de simbolismo, que deve ser seguido por nós para encontrarmos o Senhor na sua glória e concretude”, explica o padre Jurandi Dantas, que detalha ainda o significado da celebração dos Santos Óleos no mesmo dia. “Na linda manhã da Quinta-feira Santa, o bispo reúne o clero e o povo de Deus na catedral basílica e abençoa os óleos do batismo, crisma e enfermos. É a oração da Igreja por todos os que neste ano nela nascerão ou serão crismados, ordenados sacerdotes, bispos. Oração também por aqueles que no momento de dor e sofrimento serão ungidos para que sua saúde seja restaurada, seus pecados perdoados e possam continuar na presença do Senhor”, esclarece.

A Sexta-Feira Santa é o dia em que se revive a crucificação e a morte de Jesus. É o único dia no ano em que não há celebração da Missa. Em vez disso, ocorre a Celebração da Paixão e Morte do Senhor, que consiste na Liturgia da Palavra, Oração Universal, adoração da Santa Cruz e Comunhão Eucarística. “A adoração da Santa Cruz é um momento único. Naquela fila entramos. Não é uma procissão que nos cansa fisicamente, porque é curta, mas ao mesmo tempo intensa, cheia de significado. O Cristo que para o calvário caminhou com nossa cruz nas costas, morto, é adorado, e o nosso coração nos diz: ‘Do túmulo Ele, vivo, se levantará’”, explica o padre Jurandi Dantas.

O Sábado Santo (Sábado de Aleluia) antecede a celebração da Páscoa e tem como principal celebração a Vigília Pascal, fazendo memória à noite da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. É a principal vigília do ano, porque marca a espera da vitória de Jesus sobre a morte. De acordo com padre Jurandi Dantas, “a Paixão de Cristo não pode ser nunca desencarnada. Nesses dias vivemos um memorial que traz para o presente o maior gesto humano da história: o Deus que se encarnou deixa-se imolar por nós. É vítima pascal redentora da humanidade inteira. Por isso, ao celebrar nesses dias tão grande e espetacular mistério, olhemos em torno de nós e na nossa vida que a Paixão e Morte de Cristo continuam em cada irmão que sofre, em cada criação de Deus destruída”, reflete.

O “Domingo de Páscoa” celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus.

Foto Andé MachadoContexto histórico

À época da Paixão de Cristo, a Judeia vivia um contexto de efervescência social e política. No ano 63 a.C., o domínio romano, posteriormente reforçado com o governo de Herodes, o Grande, se consolidava no amplo processo de construção do Império pós-era republicana. De acordo com o professor de História Vinícius Oliveira, “a ocupação das tropas romanas que buscavam garantir a ordem pública é um demonstrativo da atmosfera de tensão entre as diversas tendências políticas e religiosas coexistentes”, contextualiza.

Ele explica ainda que muitos judeus não aceitavam submeter-se a Roma, nem pagar seus impostos. “Era marcante a esperança na vinda de um Messias, capaz de governar os judeus sem interferência estrangeira. No entanto, a comunidade judaica não era unânime, e as várias posições levavam a reações diversas e conflitos internos”, observa. A essas disputas somava-se o fato de a região ser bastante movimentada por rotas comerciais e tradicionais peregrinações a Jerusalém, tanto de judeus da Palestina quanto dos que viviam dispersos no mundo mediterrâneo desde os tempos da Diáspora.

Após a morte do rei Arquelau, filho de Herodes, o Grande, Roma decidiu transformar a Judeia em uma província submetida diretamente a um procurador nomeado pelo Império. De acordo com o professor Vinícius Oliveira, “essa decisão muito provavelmente guarda relação com o alto grau de agitação política da região”. Já na terra em que Jesus viveu, a Galileia, o governo continuou nas mãos do tetrarca Herodes Antipas, conforme estabelecido pelo testamento de seu pai. Segundo historiadores da época, a exemplo de Flavio Josefo e Fílon de Alexandria, Pôncio Pilatos, então procurador do Império Romano, era considerado um inimigo dos judeus, não respeitando os direitos garantidos por Roma à comunidade religiosa judia. Sua tarefa era manter a tranquilidade pública e preservar os interesses do Império.

O historiador Vinícius Oliveira lembra que o Sinédrio, autoridade religiosa ligada ao Templo, desejava combater tendências religiosas que parecessem ameaçar o relativo equilíbrio conseguido nos tempos romanos, já que a prática religiosa judaica era, à época, tolerada por César. “Outras correntes, a exemplo dos essênios e dos zelotes, eram contrárias ao domínio romano. Os primeiros tendiam ao isolamento e ao radical ascetismo, enquanto os últimos reagiram violentamente à presença romana, criando milícias e realizando saques às caravanas de comércio”, aponta.

Programação da Catedral Basílica:

Encerrando a Quaresma – tempo litúrgico de penitência e conversão para os fiéis católicos –, a Arquidiocese de Salvador preparou uma programação especial para a Semana Santa. Confira na sua comunidade os dias e horários das celebrações e acompanhe a programação dos ritos presididos pelo Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, scj.

Dia 23/03 – Quarta-feira Santa

Procissão do Encontro da Imagem do Senhor dos Passos. A imagem sai da igreja da Ajuda às 13h30 e percorre o Centro Histórico para encontrar a imagem de Nossa Senhora das Dores na igreja de São Domingos, fazendo sete passos do caminho de Jesus ao Calvário.

Neste mesmo dia Dom Murilo realizará uma Via Sacra no Hospital São Rafael, às 15h

Dia 24/03 – Quinta-feira Santa

A Missa da Instituição da Eucaristia com Bênção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais acontece às 8h30 no Santuário de Fátima, localizado no colégio Antônio Vieira. Já a celebração da Ceia do Senhor e do Lava-Pés ocorre às18h na igreja de São Pedro dos Clérigos, no Centro Histórico.

Dia 25/03 – Sexta-feira Santa

Liturgia da Paixão, às 15h, na igreja do Carmo, de onde sairá a procissão do Senhor Morto, passando pelas ruas do Centro Histórico até a Catedral. Dom Murilo faz uma homilia, tradicionalmente chamada de “Sermão da Paixão”, na porta da Catedral Basílica. Após o sermão, a procissão segue até a igreja D’Ajuda e retorna para a igreja do Carmo.

Dia 26/03 – Sábado Santo

Vigília Pascal na igreja de São Pedro dos Clérigos, às 19h, celebrada por Dom Murilo Krieger.

Dia 27/03 – Domingo da Ressurreição

Missa da Ressurreição do Senhor, às 10h, presidida por Dom Murilo na igreja de São Pedro dos Clérigos.

Fotos: André Machado

“Fé e medo” disputam o coração do homem

OSSROM100054_ArticoloProsseguem, em Ariccia, nas proximidades de Roma, os exercícios espirituais do Papa com seus colaboradores da Cúria Romana. Depois da primeira meditação, domingo (06), na chegada, esta manhã o pregador, Padre Ermes Ronchi, propôs como tema o trecho evangélico de Marcos “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”.

O medo é a falta de confiança em Deus

“Medo e fé” – afirmou o religioso servita – são “os antagonistas que disputam eternamente o coração do homem. A Palavra de Deus, do início ao fim da Bíblia, conforta e insiste: não temeis, não tenhais medo!”. “O medo não é tanto a falta de coragem, mas a falta de confiança. O medo de Deus é porque temos uma imagem errada Dele, como Adão e Eva que creem num “Deus que tira e não num Deus que ama”:

“Creem num Deus que rouba liberdade, ao invés de dar possibilidades; creem num Deus a quem interessa mais a lei do que a alegria de seus filhos; num Deus que julga, do qual fugir e não correr atrás; um Deus, no fundo, de quem não se deve confiar. O primeiro de todos os pecados é o pecado contra a fé”.

Deus não nos salva da cruz, mas na cruz

Citando o teólogo luterano alemão Bonhoeffer, Padre Ronchi disse que “Deus não salva do sofrimento, mas no sofrimento, não protege da dor, mas na dor, não salva da cruz, mas na cruz. Deus não traz a solução de nossos problemas, traz a si mesmo e doando-se, nos da tudo. Pensávamos que o Evangelho resolveria os problemas do mundo ou pelo menos reduziria as violências e as crises da história, mas não é assim. Ao contrário, o Evangelho trouxe consigo a negação, as perseguições e outras cruzes; por exemplo, pensemos nas 4 religiosas mortas em Aden”.

“Jesus – observou o pregador – nos ensina que existe um único modo para derrotar o medo: a fé!. E a missão da Igreja, também em seu interno – é liberar do medo que nos leva a vestir máscaras diferentes com os nossos parentes, colegas e superiores. Quem transmite a fé deve educar a não ter medo, não incutir medo e libertar do medo”:

A Igreja e a fé mesclada com o medo

“Por muito tempo, a Igreja transmitiu uma fé mesclada de medo, que rodava ao redor do paradigma culpa/ castigo, e não do florescimento/plenitude. O medo nasceu em Adão porque ele não soube imaginar a misericórdia e seu fruto, que é a alegria. O medo, por sua vez, produz um cristianismo triste, um Deus sem alegria. Libertar do medo significa trabalhar para retirar o véu de medo do coração de tantas pessoas: o medo do outro, o medo do estrangeiro. Passar da hostilidade, que pode ser instintiva, à hospitalidade; da xenofobia à xenofilia… e libertar os fiéis do medo de Deus, ser anjos que libertam do medo”.

Fonte: Rádio Vaticana

Arquidiocese promove Colóquio sobre Exorcismo, Cultura e Psiquiatria

Cruz3Com o objetivo de oferecer uma reflexão sobre as dimensões de uma cultura verdadeiramente humana, a Arquidiocese Salvador realiza, de 31 de agosto a 3 de setembro, o Colóquio sobre Exorcismo, Cultura e Psiquiatria. O evento, que será realizado no auditório Dom Geraldo Majella, localizado na Cúria Bom Pastor (avendida Leovigildo Filgueiras, 270 – Garcia), terá início sempre às 8h30 e encerramento às 18h.

O encontro pretende favorecer a Formação Permanente dos Presbíteros e abranger o conhecimento sobre a temática, se restringindo ao clero (padres diocesanos, padres religiosos e diáconos). Para participar, é necessário preencher a ficha de inscrição (que pode ser acessada aqui) e enviar pelo e-mail sec.pastoral@arquidiocesesalvador.org.br, ou entregá-la pessoalmente na Secretaria de Pastoral (Cúria Bom Pastor), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h ou das 13h às 17h.

Além de preencher a ficha, o participante deverá fazer o investimento no valor de R$ 40, através de depósito bancário identificado na conta da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, Banco Bradesco – Agência: 3072 – 4 / Conta: 081870-4.

Os participantes terão liberdade na escolha da hospedagem e refeições, sendo assim, tais investimentos não estão inclusos no custo das inscrições. Aqueles que vierem de outras dioceses poderão entrar em contato com a Secretaria de Pastoral para a viabilização de custos com hospedagem. Mais informações pelos telefones (71) 4009-6636 / 4009-6605.


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
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