Últimas Notícias

Você está aqui: Capa / Arquivos de Tag: Rádio Vaticana

Arquivos de Tag: Rádio Vaticana

Assinatura dos Feeds

No mês de dezembro, Papa Francisco convida os cristãos a rezarem pelos idosos

Foi publicada, nesta segunda-feira (04), a mensagem de vídeo em que o Papa Francisco apresenta as intenções de oração, para o mês dezembro, ao Apostolado de Oração, Rede Mundial de Oração do Papa. Este mês, o Papa convida a rezar pelos idosos.

“Um povo que não protege os avós e não os trata bem é um povo que não tem futuro! São os idosos que oferecem a sabedoria da vida”, afirma o Papa no vídeo.

“Eles foram encarregados de transmitir a experiência da vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo.”

“Tenhamos presente os nossos idosos, para que, sustentados pelas famílias e instituições, colaborem com a sua sabedoria e experiência na educação das novas gerações”, conclui Francisco.

Segundo o Apostolado de Oração, os desafios para este mês de dezembro são: visitar familiares ou conhecidos idosos neste tempo de Natal e levar-lhes a alegria do nascimento de Jesus; promover na própria comunidade algum momento de partilha de histórias de vida da parte de alguns idosos, orientado para os mais jovens, estar atentos a situações de abandono ou fragilidade de pessoas idosas e ajudar a resolvê-las.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa: ir à Missa é como ir ao Calvário

“Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (…) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a Missa, falando sobre a “Missa, memorial do mistério pascal de Cristo”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? – perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” – respondeu – ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação – não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”:

Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (…). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa – entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário – pensemos usando a imaginação –  naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”.

Papa Angelus: a autoridade seja serviço, se exercitada mal é opressão

“Fico triste em ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás das honras. Não devemos de modo algum dominar os outros, olhá-los de cima para baixo. É uma atitude difusa na vida civil, mas também na vida eclesiástica. Entre nós deve existir a simplicidade”. Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo (5), condenando com força o comportamento farisaico na Igreja, encarnado por aqueles, como diz o Evangelho, “amar­ram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo”. E continuou o Papa:

“Esta atitude é um mau exercício da autoridade, que, em vez disso, deveria ter sua primeira força precisamente no bom exemplo, para ajudar os outros a praticarem o que é correto e apropriado, sustentando-os nas provas que se encontram no caminho do bem. A autoridade é uma ajuda, mas se for exercitada mal, torna-se opressiva, não deixa as pessoas crescerem e cria um clima de desconfiança e hostilidade. E leva até à corrupção”.

Na sua breve catequese que precedeu o Angelus o Papa Francisco recordou que no Evangelho deste domingo Jesus denuncia abertamente alguns comportamentos negativos dos escribas e dos fariseus que “gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sina­go­gas, de serem cumprimentados nas pra­ças­ pú­blicas”.

Esta – explicou o Papa – é uma tentação que corresponde ao orgulho humano e que nem sempre é fácil vencer. E recordou o que Jesus disse aos seus discípulos: “não vos façais chamar de ‘ra­bi’,­ pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Quem dentre vós é o maior deve ser aquele que vos serve”.

“Nós, discípulos de Jesus, não devemos buscar títulos de honra, de autoridade ou de supremacia. Eu digo a vocês que eu fico triste ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás da vaidade das honras. Nós, discípulos, não devemos de modo algum fazer isso, pois entre nós deve existir uma atitude simples e fraterna. Somos todos irmãos e não devemos dominar os outros, olhá-los de cima para baixo. Não, somos todos irmãos”.

Se nós recebemos qualidades do Pai Celeste, – continuou o Papa -, devemos colocá-las ao serviço dos irmãos e não se aproveitar delas para a nossa satisfação pessoal. Não devemos nos considerar superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que deseja se conformar ao ensinamento de Jesus, que é gentil e humilde de coração. Ele veio não para ser servido mas para servir”.

“Que a Virgem Maria, – concluiu Francisco -, nos ajude com a sua materna intercessão, a fugir do orgulho e da vaidade e a sermos dóceis ao amor que vem de Deus, no serviço aos nossos irmãos para a alegria deles, que também será nossa”.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa: é preciso deixar-se “misericordiar” por Deus

Quando Deus dá um dom, este é irrevogável. Isto é, não pode ser desfeito, não dá hoje e tira amanhã. Quando Deus chama, esta chamada permanece toda a vida. Assim tem início a homilia do Papa na Casa Santa Marta, inspirada pela “eleição de Deus”, presente na leitura do dia de São Paulo aos Romanos.

Na história da salvação, explicou o Papa, três foram os dons e os chamados de Deus ao seu povo. Todos irrevogáveis, porque Deus é fiel: “o dom da eleição, da promessa e da aliança”. Foi assim para Abraão, e é assim para cada um de nós:

“Cada um de nós é um eleito, uma eleita de Deus. Cada um de nós carrega uma promessa que o Senhor fez: ‘Caminha na minha presença, seja irrepreensível e eu lhe farei isso’. E cada um de nós faz alianças com o Senhor. Pode fazê-las, não quer fazê-las – é livre. Mas isso é um fato. E também deve ser uma pergunta: como sinto eu a eleição? Ou me sinto cristão por acaso? Como eu vivo a promessa, uma promessa de salvação no meu caminho, e como sou fiel à aliança? Como Ele é fiel?”.

Diante, portanto, da “própria fidelidade” que é Deus, podemos nos perguntar: nós sentimos o Seu “carinho”, o Seu “cuidar” de nós e o Seu “procurar-nos” quando nos afastamos?

E ainda, prosseguiu Francisco comentando a leitura de São Paulo: falando da eleição de Deus, o Apóstolo repete quatro vezes duas palavras: “desobediência” e “misericórdia”. Onde há uma, comentou o Papa, está a outra. Este é o nosso caminho de Salvação:

“Isso quer dizer que no caminho da eleição, rumo à promessa e à aliança, haverá pecados, haverá a desobediência, mas diante desta desobediência há sempre a misericórdia. É como a dinâmica do nosso caminhar rumo à maturidade: sempre há a misericórdia, porque Ele é fiel, Ele não revoga os seus dons. Os dons são irrevogáveis e isso tudo está interligado, por quê? Porque diante das nossas fraquezas, dos nossos pecados, há sempre a misericórdia e quando Paulo chega a esta reflexão, faz um passo a mais: não de explicação a nós, mas de adoração.”

Francisco recomendou adoração e louvor silencioso diante “deste mistério da desobediência e da misericórdia que nos faz livres e diante desta beleza dos dons irrevogáveis como são a eleição, a promessa e a aliança”:

“Penso que pode nos fazer bem, a todos nós, pensar hoje na nossa eleição, nas promessas que o Senhor nos fez e como eu vivo a aliança com o Senhor. E como me deixo – permitam-me a palavra – misericordiar pelo Senhor, diante dos meus pecados, das minhas desobediências. E, no final, se eu sou capaz – como Paulo – de louvar Deus por aquilo que me deu, a cada um de nós: louvar e fazer aquele ato de adoração. Mas jamais se esquecer: os dons e a chamada de Deus são irrevogáveis”.

 

Papa reflete sobre a relação entre a morte e a esperança

Nesta sexta-feira chuvosa em Roma, o Papa presidiu uma missa na Basílica de São Pedro em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos durante o ano. De outubro de 2016 a outubro de 2017, a Igreja no mundo perdeu 14 cardeais e 137 bispos.

Cardeais, Patriarcas, Arcebispos, Bispos, presbíteros e colaboradores da Cúria participaram da cerimônia. Em sua homilia, o Papa refletiu sobre a relação entre a morte, com a dor pela separação das pessoas que viveram conosco, e a esperança.

A Primeira Leitura, extraída do livro do Deuteronômio, exprime a forte esperança na ressurreição dos justos: “A morte torna definitiva a ‘encruzilhada’ que já aqui, neste mundo, está diante de nós: o caminho da vida, isto é, com Deus, ou o caminho da morte, isto é, longe Dele”.

O Evangelho de João, lembrou o Papa, evoca o sacrifício de Cristo e suas palavras na cruz: “Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente”

“Com o seu amor, Jesus despedaçou o jugo da morte e abriu-nos as portas da vida. Quando nos alimentamos do seu corpo e sangue, unimo-nos ao seu amor fiel, que encerra nele a esperança da vitória definitiva do bem sobre o mal, o sofrimento e a morte”.

Ou seja, “a fé que professamos na ressurreição leva-nos a ser homens de esperança e não de desespero, homens da vida e não da morte, porque nos consola a promessa da vida eterna, radicada na união a Cristo ressuscitado”.

“Esta esperança, reavivada em nós pela Palavra de Deus, ajuda-nos a adotar uma atitude de confiança frente à morte: realmente Jesus demonstrou-nos que a morte não é a última palavra, mas o amor misericordioso do Pai transfigura-nos e faz-nos viver a comunhão eterna com Ele”.

Concluindo o Papa convidou a dar graças pelo serviço que os falecidos prestaram generosamente ao Evangelho e à Igreja, reiterando:

“A esperança não engana! Deus é fiel e a nossa esperança Nele não é vã”.

A Igreja no Brasil, no último ano, perdeu:

Paulo Evaristo Arns, Cardeal-arcebispo emérito de São Paulo

Redovino Rizzardo, bispo emérito de Dourados

Diógenes Matthes, bispo emérito de Franca

Lélis Lara, bispo emérito de Itabira-Fabriciano

Albano Cavallin, Bispo emérito de Londrina

Antônio Ribeiro de Oliveira, bispo emérito de Goiânia

Marcelo Cavalheira, bispo emérito da Paraíba

Clóvis Frainer, bispo emérito de Juiz de Fora

Newton Gurgel, bispo emérito de Crato

José Carlos Melo, bispo emérito de Maceió

João Oneres Marchiori, bispo emérito de Lages

Luis Vicente Bernetti, bispo emérito de Apucarana

José Maria Pires, bispo emérito da Paraíba

Dom Isidoro Kosinski, bispo emérito de Três Lagoas

Dom Geraldo Verdier, bispo emérito de Guajará-Mirim

Fonte: Rádio Vaticana

Papa conversa com astronautas a 400 km da Terra: “O espaço é o futuro”

Filosofia, curiosidade, ciência e família: assim foi o colóquio do Papa Francisco com os astronautas da Estação Espacial Internacional na tarde desta quinta-feira (26/10).

Numa conexão áudio e vídeo da Sala Paulo VI, o Papa conversou ao vivo com os tripulantes da missão 53, a bordo da Estação Espacial Internacional a 400 km da Terra.

Entre as perguntas feitas por Francisco, havia questões complexas, como, por exemplo, o “lugar” que o homem ocupa no universo, segundo a visão dos astronautas.

“É um discurso muito delicado, respondeu o astronauta italiano Dr. Paolo Nespoli. “Creio que o nosso objetivo aqui seja conhecer o nosso ser e o que está ao nosso redor. E se trata de algo interessante, porque mais conhecemos, mais percebemos que conhecemos pouco. Gostaria muito que pessoas como o senhor – teólogos, filósofos, poetas e escritores – pudessem vir aqui no espaço, e não somente físicos e engenheiros. Isso aqui será realmente o futuro; gostaria que viessem aqui para explorar o que significa ter um ser humano no espaço.”

Ver a Terra com os olhos de Deus

Sobre a perspectiva de admirar o planeta Terra do espaço, um membro russo da tripulação disse que é como “ter a possibilidade de ver a Terra um pouco com os olhos de Deus, e ver a beleza e incredulidade deste planeta”.

Na velocidade orbital de 10 km por segundo, “nós vemos a Terra com olhos diferentes: vemos uma Terra sem confins, vemos uma Terra onde a atmosfera é extremamente sútil e olhar a Terra deste modo nos permite pensar como seres humanos, de como todos deveríamos trabalhar juntos e colaborar por um futuro melhor”.

O Papa e os astronautas falaram ainda da convivência “internacional” nas expedições, já que se trata de pelo menos nove nações europeias, mais Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.

Francisco agradeceu a oportunidade desta conversa com este pequeno “Palácio de Vidro”, em referência à sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Já o Dr. Nespoli agradeceu em nome de toda a tripulação da Estação Espacial Internacional, afirmando que se trata de um local de muita pesquisa, “onde se vai atrás das coisas todos os dias”. “Eu lhe agradeço por ter estado conosco e por ter-nos levado ‘mais acima’ e por ter-nos tirado dessa mecanicidade cotidiana, por ter-nos feito pensar em coisas maiores do que nós”.

Tripulação

A tripulação é composta por: Randolph Bresnik (EUA), Comandante da NASA; Paolo Nespoli (Itália), Engenheiro de Programas de Observação da Terra (ESA); Mark T. Vande Hei (EUA), Engenheiro da NASA; Joseph Acaba, (EUA, de origem porto-riquenha), Engenheiro da NASA; Segey Ryazanskiy (Rússia), Engenheiro; e Alexander Misurkin (Rússia), Engenheiro.

Confira aqui o vídeo:

Fonte: Rádio Vaticana

Papa condena ataque na Somália e implora conversão dos violentos

Na Audiência Geral desta quarta-feira o Papa Francisco condenou com veemência o ataque terrorista na Somália, assegurando sua oração às vítimas e implorando a conversão dos violentos: “Desejo expressar a minha dor pela tragédia ocorrida há alguns dias em Mogadíscio, Somália, que provocou mais de 300 mortes, entre as quais algumas crianças. Este ato terrorista merece a mais firme condenação, também porque se volta contra uma população já tão provada. Rezo pelos falecidos e pelos feridos, pelos seus familiares e por todo o povo da Somália. Imploro a conversão dos violentos e encorajo a todos, que com grandes dificuldades, trabalham pela paz naquela terra martirizada”.

O atentado que ocorreu no sábado, em Mogadíscio, causou a morte de mais de 300 pessoas. A falta de um atendimento adequado às vítimas agrava a situação de um país cuja história está ligada à guerra, ao terrorismo do “al Shabaab”, à pirataria no Oceano Índico e aos contínuos ciclos de secas.

Segundo alguns analistas, a crise no Golfo entre Catar e Emirados Árabes poderia estar por trás do atentado.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa na FAO: incluir na linguagem da cooperação a categoria do amor

O Papa Francisco visitou, na manhã desta segunda-feira (16/10), Dia Mundial da Alimentação, a sede do Fundo das Nações Unidos para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma.

Após agradecer ao diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e demais autoridades, o Papa recordou, em seu discurso, que em 16 de outubro de 1945, os governos decidiram eliminar a fome no mundo através do desenvolvimento do setor agrícola, instituindo a FAO.

“Era um período de uma grave insegurança alimentar e grandes deslocamentos da população, com milhões de pessoas à procura de um lugar para sobreviver às misérias e adversidades causadas pela guerra. À luz desse contexto, refletir sobre os efeitos da segurança alimentar na mobilidade humana significa retornar ao compromisso pelo qual a FAO nasceu, a fim de renová-lo. A realidade atual exige uma maior responsabilidade em todos os níveis, não só para garantir a produção necessária ou a distribuição equitativa dos frutos da terra – isso deve ser dado por certo – mas sobretudo para garantir o direito de todo ser humano de alimentar-se segundo as próprias necessidades, participando das decisões que o afetam e na realização das próprias aspirações, sem ter que se separar de seus entes queridos.”

Segundo Francisco, “diante de tal objetivo, o que está em jogo é a credibilidade de todo o sistema internacional. Sabemos que a cooperação está cada vez mais condicionada por compromissos parciais, limitando inclusive a ajuda nas emergências. Também as mortes por causa da fome e o abandono da própria terra são notícias comuns, com o perigo da indiferença. Precisamos urgentemente encontrar novas maneiras de transformar as possibilidades que dispomos numa garantia que permita a cada pessoa encarar o futuro com confiança, e não apenas com alguma ilusão”.

O cenário das relações internacionais mostra uma capacidade crescente de responder às expectativas da família humana, também com o contribuição da ciência e da tecnologia que, ao estudarem os problemas, propõem soluções adequadas.

“No entanto, essas novas conquistas não conseguem eliminar a exclusão de grande parte da população mundial: quantos são vítimas da desnutrição, de guerras e  mudanças climáticas! Quantos precisam de trabalho ou dos bens necessários e são obrigados a abandonar suas terras, expondo-se a muitas e terríveis formas de exploração. Valorizar a tecnologia para o desenvolvimento é certamente um caminho a seguir, desde que sejam tomadas ações concretas para reduzir o número de pessoas que passam fome ou para controlar o fenômeno da migração forçada.”

Segundo o Papa, “a relação entre fome e migração só pode ser enfrentada se formos à raiz do problema. A este respeito, os estudos realizados pelas Nações Unidas, como tantos outros realizados por organizações da sociedade civil, concordam que existem dois obstáculos a serem superados: conflitos e mudanças climáticas”.

“Como os conflitos podem ser superados? O direito internacional nos indica os meios para preveni-los ou resolvê-los rapidamente, evitando que se prolonguem e produzam fome e destruição do tecido social. Pensemos nas populações martirizadas por guerras que duram décadas e que poderiam ter sido evitadas, propagando efeitos desastrosos e cruéis como a insegurança alimentar e o deslocamento forçado de pessoas.”

Para Francisco, “são necessários boa vontade e diálogo para frear os conflitos e um compromisso total contra o desarmamento gradual e sistemático, conforme previsto pela Carta das Nações Unidas, e para remediar a chaga do tráfico de armas. Do que adianta denunciar que por  causa dos conflitos milhões de pessoas são vítimas da fome e da desnutrição, se não agimos de forma eficaz em favor da paz e do desarmamento”?

“Quanto às mudanças climáticas, vemos suas consequências todos os dias. Graças aos conhecimentos científicos, sabemos como enfrentar os problemas; e a comunidade internacional também desenvolveu instrumentos jurídicos necessários, como o Acordo de Paris, que, infelizmente, alguns estão se afastando. No entanto, reaparece a negligência em relação aos delicados equilíbrios dos ecossistemas, a presunção de manipular e controlar os recursos limitados do Planeta, e a ganância do lucro. Portanto, é necessário  esforçar-se por um consenso concreto e prático, a fim de evitar os efeitos mais trágicos, que continuarão afetando os mais pobres e indefesos. Somos chamados a propor uma mudança nos estilos de vida, no uso dos recursos, nos critérios de produção, mesmo no consumo, que em termos de alimentos apresenta um aumento de perdas e de desperdício. Não podemos nos conformar em dizer ‘outro o fará’.”

Segundo o Papa, “estes são os pressupostos de qualquer discurso sério sobre segurança alimentar relacionada com o fenômeno da migração. É claro que as guerras e as mudanças climáticas provocam a fome, então evitemos apresentá-la como uma doença incurável”.

“As recentes previsões feitas por seus especialistas contemplam um aumento da produção global de cereais, a níveis que permitem dar maior consistência às reservas mundiais. Este dado nos dá esperança e nos ensina que, se trabalharmos, prestando atenção às necessidades e independentemente de especulações, os resultados chegam. Na verdade, os recursos alimentares são muitas vezes expostos à especulação, que os mede apenas em termos de benefício econômico dos grandes produtores ou em relação às estimativas de consumo, e não em relação às exigências reais das pessoas. Desta forma, os conflitos e o desperdício são favorecidos, e aumenta o número dos últimos da Terra que buscam um futuro distante de seus territórios de origem.”

Francisco afirmou que diante desta situação podemos e devemos mudar o rumo. Frente ao aumento da demanda de alimentos é preciso que os frutos da terra estejam a disposição de todos. Para alguns, bastaria diminuir o número das bocas a serem alimentadas e dessa maneira se resolveria o problema; porém esta é uma falsa solução se se leva em consideração o nível de desperdício de comida e os modelos de consumo que desperdiçam tantos recursos. Reduzir é fácil, compartilhar, ao contrário, implica una conversão, e isso é exigente.

O Santo Padre fez em seguida uma pergunta, a si mesmo e também aos presentes:

“Seria exagerado introduzir na linguagem da cooperação internacional a categoria do amor, conjugada como gratuidade, igualdade de tratamento, solidariedade, cultura do dom, fraternidade e misericórdia? Essas palavras efetivamente expressam o conteúdo prático do termo “humanitário”, tão usado na atividade internacional. Amar os irmãos, tomando a iniciativa, sem esperar a ser correspondidos, é o princípio evangélico que encontra também  expressão em muitas culturas e religiões, convertendo-se em princípio de humanidade na linguagem das relações internacionais”.

É necessário que a diplomacia e as instituições multilaterais alimentem e organizem essa capacidade de amar, porque é o caminho principal que garante, não só a segurança alimentar, mas também a segurança humana em seu aspecto global. Não podemos agir somente se os outros o fazem, nem nos limitarmos a piedade, porque a piedade se limita às ajudas de emergência, enquanto o amor inspira a justiça e é essencial para realizar uma ordem social justa entre realidades diferentes que aspiram o encontro recíproco. Amar significa contribuir para que cada país aumente a produção e alcance a autossuficiência alimentar. Amar se traduz em pensar em novos modelos de desenvolvimento e consumo, e em adotar políticas que não piorem a situação das populações menos avançadas ou sua dependência externa. Amar significa não continuar a dividir a família humana entre aqueles que gozam do supérfluo e aqueles que não têm o necessário.

Falando sobre o compromisso da diplomacia, o Papa salientou que a mesma nos mostrou, também em eventos recentes, que é possível deter o uso de armas de destruição em massa. Todos estamos cientes da destruição de tais instrumentos. Mas estamos igualmente conscientes dos efeitos da pobreza e da exclusão? Como deter as pessoas dispostas a arriscar tudo, a gerações inteiras que podem desaparecer porque não têm o pão cotidiano ou são vítimas de violência ou das mudanças climáticas? Eles se deslocam para onde veem uma luz ou percebem uma esperança de vida. Eles não podem ser detidos por barreiras físicas, econômicas, legislativas e ideológicas. Somente uma aplicação coerente do princípio de humanidade pode conseguir isso.

Por outro lado, vemos que diminui a ajuda pública ao desenvolvimento e se limita a atividade das instituições multilaterais, enquanto se utilizam acordos bilaterais que subordinam a cooperação ao cumprimento de agendas e alianças particulares ou, simplesmente, a uma momentânea tranquilidade.

Francisco fez um pedido:

“Vamos ouvir o grito de tantos nossos irmãos marginalizados e excluídos: “Tenho fome, sou estrangeiro, estou nu, doente, confinado em um campo de refugiados”. É um pedido de justiça, não uma súplica ou um chamado de emergência. É necessário, que em todos os níveis, se dialogue de forma ampla e sincera, para que se encontrem as melhores soluções e amadureça uma nova relação entre os vários atores do cenário internacional, caracterizada pela responsabilidade recíproca, a solidariedade e a comunhão”.

O Santo Padre na conclusão do seu denso discurso afirmou que a Igreja Católica, com suas instituições, com um conhecimento direto e concreto das situações a serem enfrentadas ou das necessidades a serem satisfeitas, quer participar diretamente desse esforço em virtude de sua missão, que a leva a amar a todos e a faz lembrar àqueles que têm responsabilidade nacional ou internacional, o grande dever de enfrentar às necessidades dos mais pobres.
Gostaria que cada um descubra, no silêncio da própria fé ou das próprias convicções, as motivações, os princípios e as contribuições para infundir na FAO e outras instituições intergovernamentais, o valor de melhorar e trabalhar incansavelmente para o bem da família.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa na Santa Marta: reencontrar as raízes e não o autoexílio psicológico

“Quem reencontra as próprias raízes é uma pessoa da alegria. O autoexílio psicológico da comunidade e da sociedade faz muito mal”, disse o Papa Francisco na homilia da missa matutina celebrada nesta quinta-feira (05), na capela da Casa Santa Marta.

O Papa exortou a encontrar novamente a própria pertença, partindo da Primeira Leitura do dia, extraída do Livro de Neemias, que descreve “uma grande assembleia litúrgica”: é o povo que se reuniu na praça que fica defronte da porta das Águas, em Jerusalém. Era o final de uma história que durou mais de 70 anos, a história da deportação para a Babilônia, uma história de pranto para o povo de Deus. Depois da queda do império da Babilônia causada pelos persas, o rei persa Artaxerxes, vendo triste Neemias, seu copeiro, enquanto lhe servia o vinho, começou a dialogar com ele. Neemias manifestou o desejo de voltar a Jerusalém e “chorava”: tinha “saudade de sua cidade”.

Francisco lembrou então ao Salmo que diz: “Ao longo dos rios da Babilônia se sentavam e choravam”. Não podiam cantar, suas liras estavam penduradas nos salgueiros, mas não queriam esquecer. Nesse momento, o Papa pensou também na “saudade dos migrantes”, aqueles que “estão distantes da Pátria e querem voltar”. Francisco recordou também o gesto do coral, em Gênova, no final da missa que cantou uma música recordando todos os migrantes que gostariam de estar ali, na missa com o Papa, mas estavam distantes.

Neemias se prepara para voltar e levar novamente o povo a Jerusalém. Uma viagem “para reencontrar a cidade, uma viagem difícil”, ressaltou o Papa, pois “deveria convencer muita gente” e levar as coisas para reconstruir a cidade, os muros e o Templo, “mas sobretudo era uma viagem para reencontrar as raízes do povo”. Depois de muitos anos, as raízes “tinham se enfraquecido”, mas não foram perdidas. Retomar as raízes “significa retomar a pertença a um povo”, explicou o Papa. “Sem as raízes não é possível viver: um povo sem raízes ou que deixa perder as raízes, é um povo doente”. Disse o Papa que acrescentou:

“Uma pessoa sem raízes, que esqueceu as próprias raízes, está doente. Reencontrar, redescobrir as próprias raízes e tomar a força para ir adiante, a força para frutificar, e como disse o profeta, ‘a força para florescer, pois o que floresce na árvore vem do subterrâneo. Aquela relação entre a raiz e o bem que nós podemos fazer.”

Neste caminho existem “muitas resistências: não é possível, existem dificuldades”:

“As resistências são daqueles que preferem o exílio, e quando não há o exílio físico, há o exílio psicológico: o autoexílio da comunidade, da sociedade, aqueles que preferem ser povo desarraigado, sem raízes. Devemos pensar na doença do autoexílio psicológico que faz muito mal, nos tira as raízes, nos tira a pertença.”

O povo, porém, vai adiante e chega o dia da reconstrução. O povo se reúne para “restabelecer as raízes”, ou seja, para ouvir a Palavra de Deus que o escriba Esdras lia e o povo chorava. Mas desta vez não era o pranto da Babilônia: “era o choro da alegria, do encontro com as próprias raízes, o encontro com, a própria pertença”. Terminada a leitura, Neemias convida o povo a festejar. Trata-se da alegria de quem encontrou as próprias raízes:

“O homem e a mulher que reencontram as próprias raízes, que são fiéis à própria pertença, são um homem e uma mulher na alegria, de alegria e esta alegria é a sua força. Do choro de tristeza ao choro de alegria, do choro de fraqueza por estar distante das raízes, distante de seu povo, ao choro da pertença: estou em casa, estou em casa”.

O Papa convidou os fiéis presentes na missa a lerem o capítulo oitavo de Neemias, primeira leitura da liturgia de hoje, e a se perguntarem se deixaram se perder a lembrança do Senhor, se devem começar um caminho para reencontrar as próprias raízes ou se preferem o autoexílio psicológico, fechados em si mesmos.

O Papa disse ainda que quem tem medo de chorar, terá medo de sorrir, pois quando se chora de tristeza, depois se chora de alegria. É preciso pedir a graça do “choro arrependido”, triste pelos nossos pecados, mas também a graça do choro de alegria, pois o Senhor “nos perdoou e fez em nossa vida o que fez com o seu povo. Enfim, pedir a graça de se colocar a caminho para se encontrar com as próprias raízes.

Fonte: Rádio Vaticana

Papa: a familiaridade com Jesus nos liberta

O Papa Francisco celebrou na manhã desta terça-feira (26/09) a missa na capela da Casa Santa Marta. Em sua homilia, falou do conceito de família, inspirando-se no Evangelho de Lucas proposto pela liturgia do dia.

Para Jesus, família são os que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática. No Evangelho, é o Senhor que chama “mãe”, “irmãos” e “família” os que o circundavam e o ouviam na pregação. E isso, observou o Papa, “faz pensar no conceito de familiaridade com Deus e com Jesus”, que é algo a mais em relação ao ser “discípulos” ou “amigos”; “não é uma atitude formal nem educada e muito menos diplomática”, afirmou o Papa.

E então “o que significa esta palavra que os padres espirituais na Igreja tanto usaram e nos ensinaram?”.

Antes de tudo, explicou Francisco, significa “entrar na casa de Jesus: entrar naquela atmosfera, viver aquela atmosfera, que está na casa de Jesus. Viver ali, contemplar, ser livres, ali. Porque os filhos são os livres, os que moram na casa do Senhor são os livres, os que têm familiaridade com Ele são os livres. Os outros, usando uma palavra da Bíblia, são os ‘filhos da escrava’, digamos assim, são cristãos, mas não ousam se aproximar, não ousam ter esta familiaridade com o Senhor, e sempre há uma distância que os separa do Senhor“.

Mas familiaridade com Jesus, como nos ensinam os grandes Santos, acrescentou o Papa, significa também “estar com Ele, olhá-Lo, ouvir a sua Palavra, tentar praticá-la, falar com Ele” .

E a palavra é oração, destacou Francisco: “aquela oração que se faz inclusive na rua: ‘Mas, Senhor o que acha?’ Esta é a familiaridade, não? Sempre. Os Santos tinham isso. Santa Teresa, é bonito, porque diz que via o Senhor em todos os lugares, era familiar com o Senhor por todos os lados, mesmo entre as panelas na cozinha, era assim“.

Por fim, familiaridade é “permanecer” na presença de Jesus como Ele mesmo nos aconselha na Última Ceia ou como nos recorda o início do Evangelho, destacou Francisco, quando João indica: “este é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. E André e João foram atrás de Jesus” e, como está escrito, “permaneceram, ficaram com Ele todo o dia”.

Esta é, portanto, reiterou o Papa, a atitude de familiaridade, não aquela dos cristãos que, porém, mantêm distância de Jesus. E então Francisco pede a cada um: “vamos dar um passo nesta atitude de familiaridade com o Senhor. Aquele cristão, com problemas, que vai no ônibus, no metrô e interiormente fala com o Senhor ou pelo menos sabe que o Senhor o vê, lhe está próximo: esta é a familiaridade, é proximidade, é sentir-se da família de Jesus. Peçamos esta graça para todos nós, entender o que significa familiaridade com o Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça“.

Fonte: Rádio Vaticana


Cúria Metropolitana Bom Pastor - Av. Leovigildo Filgueiras, 270 - Garcia, CEP: 40.100-000 - Salvador -Ba. Tel.: (71) 4009-6666 | contato@arquidiocesesalvador.org.br
Scroll To Top