Ministérios do Leitorado e do Acolitado às mulheres foram abordados no último dia da 58ª AG CNBB

Na vasta pauta de assuntos abordados pelo episcopado brasileiro na manhã deste último dia da 58ª Assembleia Geral da CNBB, esteve a questão dos Ministérios concedidos às mulheres. No dia 11 de janeiro de 2021, o Papa Francisco publicou a Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Spiritus Domini, na qual altera o primeiro parágrafo do cânon 230, do Código de Direito Canônico (CDC), estendendo o ministério do leitorado e acolitado também às mulheres.

O assunto foi apresentado pelo assessor jurídico-canônico da CNBB, frei Evaldo Xavier Gomes, que falou aos bispos o que, concretamente, foi alterado no Cânon. Trata-se da possibilidade de todo batizado e batizada ser instituído para o ministério de leitor e acólito. Antes, o parágrafo iniciava-se: “Os leigos do sexo masculino…”, com a mudança, foi excluída distinção de gênero, abrindo o ministério também às mulheres.

“A nova redação do Código de Direito Canônico diz que esse ministério pode ser confiado a todos os fieis que forem idôneos, do sexo feminino ou masculino”, disse frei Evaldo. Ele explicou aos bispos que a motivação para a mudança é auxiliar a ação evangelizadora da Igreja, que cabe a toda a comunidade eclesial.

Frei Evaldo Xavier, OCarm

Com a alteração, o Cânon 230, parágrafo primeiro, do CDC, passa a ter a seguinte redação:

“Os leigos que tenham a idade e os dons determinados por decreto da Conferência Episcopal poderão ser assumidos estavelmente, mediante o rito litúrgico estabelecido, nos ministérios de leitores e acólitos; no entanto, tal atribuição não lhes confere o direito de apoio ou de remuneração da Igreja”.

A partir dessa mudança, cabe ao episcopado brasileiro aplicar a alteração na Legislação Complementar ao CDC. No entanto, o assunto precisa ser discutido e uma nova redação ser votada, quando houver possibilidade de reunirem-se presencialmente. Frei Evaldo explicou aos bispos que a comissão ad hoc de canonistas da CNBB, da qual é assessor, vai levar a proposta de uma nova redação na próxima assembleia presencial dos bispos.

A mudança no Cânon institucionaliza uma função que já é realizada na Igreja do Brasil e de outras partes do mundo. A instituição do ministério de leitor e acólito, anteriormente, era reservado apenas aos seminaristas, como etapa do processo de preparação para o ministério ordenado.

Fonte: CNBB

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