"A Liturgia deste domingo nos ensina que ser cristão significa fazer a experiência de Jesus, significa, encontrá-lO"

Reflexão sobre o Evangelho do 24º Domingo do Tempo Comum

Confira o Evangelho do 24º Domingo do Tempo Comum (15 de setembro) e a homilia preparada pelo pároco da Paróquia Santo Amaro (Jiribatuba), padre Alexandre de Oliveira:

Evangelho (Mc 8,27-35)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu de nada me glorio, a não ser da cruz de Cristo; vejo o mundo em cruz pregado e para o mundo em cruz me avisto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27 Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” 28 Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29 Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30 Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31 Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32 Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33 Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. 34 Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

Padre Alexandre de Oliveira

Reflexão

Queridos irmãos e irmãs,

A Liturgia deste domingo nos ensina que ser cristão significa fazer a experiência de Jesus, significa, encontrá-lO. Depois de tantos sinais realizados no caminho, Jesus interpela os apóstolos acerca da sua Pessoa. Segundo os mesmos apóstolos, o povo enxergava Jesus como um dos profetas do passado ou mesmo uma espécie de discípulo de João Batista, reprodutor de sua doutrina. É verdade que uma das fraquezas humanas é insistir em crer apenas naquilo que o passado concorda. Essa atitude nos impede de viver e experimentar a graça do agora e a beleza do amanhã. Jesus não esperava mais do povo, da sociedade, de quem estava de fora, ou seja, a resposta dos discípulos não o surpreendeu. O que importava para o Senhor era descobrir os corações dos seus.

À pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que eu sou?”, responde, prontamente, Simão Pedro: “Tu és o Messias!”. Era esta a resposta necessária para mover o Senhor de convicção sobre aqueles escolhidos. É também esta resposta que o Senhor espera de cada um nós. Não podemos nos esquivar de reconhecer Jesus como o ungido de Deus, enviado do seio da Santíssima Trindade para robustecer a nossa confiança na Felicidade eterna.

Esta Liturgia nos aponta algumas pistas importantes para o nosso caminho de fé: para ser um verdadeiro cristão e salvar a nossa vida é necessário “renunciar-se”, “carregar a própria cruz” e “seguir a Cristo”, pois somente Ele é o nosso “Auxiliador” que nos “justifica”. Contudo, não basta acreditar, ter fé, é necessário conversão, é necessário fazer repercutir a “fé pelas obras”.

Há três domingos, depois do abandono da fé por parte de muitos discípulos e do questionamento de Jesus, escutamos esta profunda profissão de fé de Pedro: “a quem iremos, Senhor? Tu tens Palavra de vida eterna” (cf. Jo 6,60-69). Junto à sua voz, Pedro expressa toda sua vida e confiança em Jesus. Na verdade, para onde podemos ir? Somente a existência de Deus e Sua promessa salvadora fazem sentido em nossa vida.

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