
O corpo do monsenhor será velado até às 13h de hoje (14), na Catedral da Diocese de Cruz das Almas, na cidade de Cruz das Almas (Recôncavo Baiano), com a possibilidade de acesso aos fiéis de forma restrita. Já às 14h será celebrada a Missa de corpo presente, presidida pelo bispo diocesano, Dom Antonio Tourinho Neto, com a presença de padres, diáconos e familiares. O sepultamento acontecerá às 15h, apenas com a presença dos familiares do monsenhor Neiva.
Neste momento de saudade, a Arquidiocese de Salvador, na pessoa do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, manifesta gratidão a Deus pelos anos em que monsenhor Neiva caminhou nesta terra e, ao mesmo tempo, se une em oração a Dom Antonio Tourinho Neto, aos familiares, a todo o clero e povo de Deus da Diocese de Cruz das Almas.
Uma vida marcada pelo amor

Nascido no dia 9 de abril de 1917 – mesmo ano em que aconteceram as aparições de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal –, no município de Dom Macedo Costa, monsenhor Neiva descobriu ainda na infância a vocação para o sacerdócio. Tudo começou quando, aos sete anos de idade, seu pai o enviou para estudar em uma escola na cidade de Conceição do Almeida. Lá ele teve a graça de ser educado por uma professora que testemunhava diariamente a fé católica.
Esse foi o início de uma longa caminhada. Aos poucos, o menino ia crescendo e em seu coração ia se firmando o chamado de Deus para a vocação sacerdotal. Os anos de formação no Seminário foram decisivos para que o jovem Neiva trilhasse o caminho do sacerdócio. E chegou o grande dia: em 21 de março de 1942, pelas mãos do então Arcebispo de Salvador, Cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva (1924-1968), na igreja de São Francisco (Centro Histórico), monsenhor Neiva recebeu a Ordenação Sacerdotal.
Logo após ser ordenado, o neo-sacerdote foi designado para ser professor no Seminário Menor, em Itaparica. Além das aulas, ele cuidava das finanças da casa. Porém, com a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a Arquidiocese não conseguiu manter as duas casas de formação – em Salvador e em Itaparica -, o que levou o Seminário Menor a voltar a funcionar na capital baiana.

Todo esse amor em anunciar o Reino de Deus fazia com que monsenhor Neiva encontrasse forças e disposição para dar passos maiores. Em Itaberaba ele conseguiu fundar uma escola para que as crianças que moravam na região pudessem estudar e também fossem evangelizadas. No ano de 1966 monsenhor Neiva foi enviado para pastorear o município de Cruz das Almas, onde permaneceu até o retorno para a Casa do Pai.