INAUGURAÇÃO DO MEMORIAL DOS BISPOS E ARCEBISPOS DA SÉ  PRIMACIAL

Cardeal Dom Sergio da Rocha Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil Palácio da Sé, 06.08.2021 Estimados irmãos e irmãs, Nós temos a grande alegria de celebrar os

Cardeal Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil

Palácio da Sé, 06.08.2021

Estimados irmãos e irmãs,

Nós temos a grande alegria de celebrar os 470 anos da criação da então Diocese, hoje, Arquidiocese de São Salvador da Bahia, com a inauguração do Memorial dos Bispos, neste Centro Cultural Palácio da Sé Dom Sebastião Monteiro da Vide.

A primeira diocese brasileira tem uma história longa e bela que necessita ser mais conhecida e valorizada. A decisão de criar uma diocese no Brasil pelo Papa Júlio 3º, em 1551, atendendo ao pedido do rei de Portugal, Dom João III, significava o reconhecimento não apenas do crescimento da Igreja e de sua importância naquele momento, mas também do crescimento da população e da importância política do Brasil. Por isso, a relevância da criação da primeira diocese do Brasil não se restringe ao âmbito da Igreja Católica, revestindo-se de significado sociopolítico e cultural. A história da diocese de São Salvador no Brasil, com suas alegrias e dores, está entrelaçada com a história da própria cidade, a primeira capital do país.

Nestes 470 anos, Salvador contou com 08 bispos e 28 arcebispos, tendo sido seu primeiro bispo, Dom Pedro Fernandes Sardinha (1496-1556), do clero da diocese portuguesa de Évora.  A história da Arquidiocese de São Salvador da Bahia não se restringe aos seus bispos e arcebispos, mas a atuação de cada um deles merece ser valorizada e documentada, permitindo conhecer melhor o desenvolvimento histórico e cultural de Salvador e do Brasil. Neste momento, ressaltamos a figura do ilustre arcebispo Dom Sebastião Monteiro da Vide (1701-1722) a quem devemos a construção deste palácio e cujo brasão encontra-se no portal de entrada. Quero ainda ressaltar, com especial gratidão, o meu predecessor Dom Murilo Krieger, pela feliz iniciativa da restauração deste Palácio da Sé. Os bispos, recordados neste Memorial, não exerceram o seu episcopado, sozinhos, mas contaram com a colaboração de inúmeras pessoas, do clero, de religiosos e religiosas, de leigos e leigas, de autoridades, do povo de Deus congregado nesta Arquidiocese, de pessoas cuja santidade tem sido oficialmente reconhecida pela Igreja, como São José de Anchieta, Santa Dulce dos Pobres, Bem-aventurada Lindalva e a Serva de Deus Vitória da Encarnação. Por isso, esta homenagem prestada aos bispos da Igreja primacial do Brasil pode ser estendida, de modo justo, a tantas pessoas que se dedicaram e se dedicam generosamente à missão da Igreja em Salvador, de personagens de renome, mas sobretudo, de homens e mulheres anônimos que ajudaram a construir a história desta Arquidiocese, com suas orações e colaboração, com muita fé e muito trabalho.

Salvador tem muita história para ser recordada e conhecida. É preciso preservar a memória histórica, pois o seu esquecimento ou menosprezo implica na negação da identidade de um povo e na perda de um patrimônio inestimável. É preciso valorizar a vasta e rica história de Salvador, com especial atenção à criação e atuação da primeira diocese do Brasil. Somos chamados a conhecer e valorizar a rica herança cultural que recebemos. O Memorial dos Bispos e Arcebispos da Sé Primacial, hoje inaugurada, neste Centro Cultural Palácio da Sé, quer estimular o conhecimento e a valorização de nossa história, a história da Igreja, a história da cidade e do país. Possa ajudar a sentir-nos participantes desta história rica e bela. Somos herdeiros da história construída. Somos chamados a preservar e a transmitir a herança cultural e religiosa que recebemos, participando do hoje da nossa história com responsabilidade.

Em nome da nossa Arquidiocese, quero expressar sincera gratidão a todos os que se empenharam para a realização deste Memorial, de modo especial, ao nosso caríssimo Padre Abel, Presidente deste Centro Cultural, juntamente com os demais membros da Diretoria, e à Comissão dos 470 anos. Muitíssimo obrigado! Agradeço a presença de todos e o valioso serviço prestado pela imprensa. Deus recompense a todos com muitas bênçãos!

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