
O lado esquerdo de quem entra na igreja, perto do altar, onde estão as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora da Boa Morte, é o local mais comprometido. Deste mesmo espaço foi retirado parte do acervo incluindo uma imagem barroca da padroeira e um altar móvel. Como a interdição é parcial, a igreja continua funcionando normalmente.
A pedra fundamental da igreja data de 1723 e como o imóvel é tombado pelo IPHAN; as obras e reparos obedecem a critérios mais rígidos do que nas construções modernas. Uma equipe de 10 paroquianos, incluindo uma engenheira, foi formada para acompanhar o desenvolvimento do projeto e também estão sendo feitos contatos com outros padres que fizeram obras em igrejas históricas para dar suporte técnico.
As intervenções na Igreja da Saúde serão feitas por etapas. Primeiro será preciso recuperar o telhado e esta parte da obra está orçada em 50 mil reais. “A paróquia está enfrentando grande dificuldade financeira. A comunidade tem ajudado, mas ainda é pouco. Por isso estamos conclamando os fiéis da arquidiocese a nos dar alguma colaboração”, convoca padre Thadeu Xavier, pároco da Saúde.
De acordo com o padre, o IPHAN informou que não tem meios para conseguir a verba para os reparos do telhado, mas o órgão prometeu que incluirá a Igreja da Saúde nos orçamentos dos próximos dois anos, visto que há outros reparos a serem feitos na igreja e no acervo.
Para garantir os recursos da obra do telhado, a próxima ação da comunidade é o sorteio de um notebook, no dia 04 de setembro. Os bilhetes estão sendo vendidos pelos paroquianos e também na secretaria paroquial ao custo de 10 reais cada. Com os recursos da rifa e mais as doações o pároco espera iniciar os reparos imediatamente. “O trabalho deverá ser feito, o quanto antes. Basta que a chuva dê uma trégua, que nós devemos iniciar,” conclui padre Thadeu.