Jubileu de Prata: Dom Valter Magno de Carvalho completa 25 anos de sacerdócio

Com júbilo, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia agradece a Deus pelos 25 anos de Ordenação Presbiteral de Dom Valter Magno de Carvalho, completados neste dia 23 de agosto.

Com júbilo, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia agradece a Deus pelos 25 anos de Ordenação Presbiteral de Dom Valter Magno de Carvalho, completados neste dia 23 de agosto. E hoje nós te convidamos a acompanhar uma entrevista sobre a caminhada vocacional deste pastor. Confira!

Pastoral da Comunicação (Pascom) – Como o senhor descobriu a vocação sacerdotal?

Dom Valter – Ainda muito cedo, na infância, eu manifestava o desejo de ser padre. Com o passar do tempo este desejo foi amadurecendo até que decidi procurar o pároco da minha paróquia e contar-lhe da minha vontade de ingressar no seminário.

Pascom – Como foi o ingresso no seminário?

Dom Valter – No ano de 1989, depois de participar da semana vocacional – evento promovido pela Arquidiocese de Mariana – MG – ingressei no Seminário Menor Nossa Senhora da Assunção para cursar o segundo ano do ensino médio. Éramos muitos seminaristas iniciantes naquele ano. Fomos acolhidos pelo arcebispo da época Dom Luciano Mendes de Almeida, pelos padres formadores e pelos seminaristas que já se encontravam no seminário.

Pascom – No tempo de seminário, o que mais marcou o senhor? Atravessou algum momento difícil?

Dom Valter – Sempre me marcou muito a vida comunitária. No seminário, eu fiz grandes amigos. Os oito anos que passei no amado seminário da Arquidiocese de Mariana foram tempos de intenso aprendizado: a vida de oração, a exigente disciplina nos estudos, a convivência fraterna com os irmãos seminaristas, o despertar para os trabalhos pastorais e a busca de conhecimento da vontade de Deus. Tudo contribuiu para que eu pudesse me preparar para o exercício do pastoreio do povo de Deus como padre. No tempo do seminário não experimentei grandes dificuldades ou crises, mas vivi momentos de dúvidas próprias do processo de discernimento na vida de todo jovem.

Pascom – Neste tempo de sacerdócio, o que o senhor destacaria como sendo algo muito especial?

Dom Valter – Fui ordenado padre com 24 anos de idade. Ao longo destes anos no exercício do ministério sempre me sustentou a vida de oração pessoal e o desejo sincero de servir ao povo de Deus. O trabalho junto às comunidades foi para mim a grande graça que o senhor me concedeu. Estar com as pessoas e poder ajudá-las em seu caminho de vivência da fé sempre foi minha grande alegria.

Pascom – Como foi mudar de diocese e encontrar uma nova cultura?

Dom Valter – Foram mais de 23 anos de exercício do ministério sacerdotal vividos na Arquidiocese de Mariana, a primeira diocese de Minas Gerais. Quando da minha nomeação episcopal como auxiliar de São Salvador da Bahia, senti-me profundamente desafiado, temeroso e ao mesmo tempo mantive a esperança de que o Senhor encaminharia tudo segundo a sua vontade. Para mim, tem sido um grande desafio conhecer a rica história, o povo e a Igreja Primaz do Brasil. Depois do período de adaptação, me sinto integrado aos trabalhos e desafios da evangelização de nossa arquidiocese. Experimento todos os dias a generosidade, a acolhida e o entusiasmo dos baianos que me contagiam, animam e me enchem de esperança. Hoje posso afirmar: sinto-me feliz e em casa.

Pascom – Como é, para o senhor, celebrar 25 anos de sacerdócio?

Dom Valter – Três palavras resumem os meus sentimentos neste tempo que vivo: graça, alegria e responsabilidade. Primeiro é uma grande graça concedida pelo Senhor, Ele tem sido generoso comigo ao longo destes anos de exercício do ministério. Depois é uma grande alegria ser sacerdote. Estou plenamente convencido de que o Senhor me escolheu para esta missão e sou profundamente feliz e realizado como padre, agora vivendo a graça do episcopado. Mas, o passar dos anos faz com que aumente a responsabilidade de responder com a vida ao chamado do Senhor. Vivo o tempo da maturidade do sacerdócio e peço que o Bom Pastor que me ajude a buscar sempre a santificação em minha vida, curando as feridas que ainda carrego e que são marcas do pecado e fazendo de mim um simples servidor.

Pascom – Que mensagem o senhor pode deixar para o povo de Deus que celebra, junto com o senhor, este Jubileu de Prata?

Dom Valter – Minha palavra é de gratidão a Deus que me concede a alegria de viver estes 25 anos de ordenação presbiteral e às pessoas que fazem parte desta história: os meus amados pais Antônio e Ester, meus irmãos, irmãs, cunhados, cunhadas, sobrinhos e outros familiares; os meus amigos da comunidade de origem, das paróquias por onde passei como pároco; os seminaristas e padres que conviveram comigo quando fui formador do Seminário de Mariana; os bispos que marcaram e marcam minha vida: o Servo de Deus dom Luciano Mendes, dom Geraldo Lyrio, dom Airton José e o Cardeal Sérgio da Rocha; as pessoas com quem tenho trabalhado em Salvador nos diversos serviços que me foram confiados. Deus seja louvado pela vida de todos e que Ele derrame bênçãos sobre as pessoas que contribuem para que eu seja feliz no exercício do ministério. Por fim, um pedido: rezem por mim.

Fotos: arquivo pessoal de Dom Valter

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