Leão XIV: silencie a voz das armas na Ucrânia, e que a voz da fraternidade se eleve

Um apelo à acolhida, ao diálogo e ao cuidado com a terra
Foto: Canva
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Ao final da oração do Angelus este domingo, 31 de agosto, XXII Domingo do Tempo Comum, o Pontífice se deteve sobre o sofrimento de um mundo abalado por conflitos e pela violência que atinge crianças e aqueles que buscam esperança e um futuro. Seus primeiros pensamentos foram para a Ucrânia, lembrando que “a morte e a destruição continuam a ser semeadas”, com cidades atingidas por bombardeios, incluindo a capital, Kiev. Esses ataques resultaram na morte de várias pessoas. Leão XIV nos exortou a “não ceder à indiferença”, mas a ir ao encontro delas por meio da oração e de atos de caridade.

Reitero com veemência meu urgente apelo por um cessar-fogo imediato e por um sério compromisso com o diálogo. É hora de os responsáveis ​​renunciarem à lógica das armas e embarcarem o caminho da negociação e da paz, com o apoio da comunidade internacional. A voz das armas deve silenciar, enquanto a voz da fraternidade e da justiça deve se elevar.

Uma “tragédia mortal”

O Papa também se refere ao naufrágio de 29 de agosto na costa atlântica da Mauritânia, no qual mais de 50 pessoas morreram e outras 100 estão desaparecidas. Esta é mais uma tragédia no mar, na viagem de esperança rumo às Ilhas Canárias. É um acontecimento interpelador que deve nos encorajar a acolher os estrangeiros.

Esta tragédia mortal se repete todos os dias no mundo inteiro. Rezemos para que o Senhor nos ensine, como indivíduos e como sociedade, a colocar plenamente em prática a sua palavra: “Eu era estrangeiro e me acolhestes” (Mt 25,35). Confiemos todos os nossos feridos, desaparecidos e mortos, em todos os lugares, ao abraço amoroso do nosso Salvador.

Cuidar da nossa casa comum

Concluindo a oração mariana, Leão XIV recorda o evento desta segunda-feira, 1º de setembro, em que se celebra o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. “Dez anos atrás – afirmou o Pontífice -, o Papa Francisco, em concordância com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, instituiu este Dia para a Igreja católica. Ele é mais do que nunca importante e urgente, e este ano seu tema é “Sementes de Paz e Esperança”.

Unidos a todos os cristãos, celebramos este Dia e o prolongamos no “Tempo da Criação” até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis. No espírito do Cântico do Irmão Sol, composto por ele há 800 anos, louvemos a Deus e renovemos nosso compromisso de não destruir seu dom, mas de cuidar de nossa casa comum.

Fonte: Vatican News

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