Ação Litúrgica da Paixão do Senhor reuniu fiéis na Catedral Basílica

A celebração foi marcada pelo silêncio, pela contemplação e pela esperança, enquanto a Igreja permanece em oração

Em profundo silêncio, teve início às 15h desta Sexta-feira Santa, 3 de abril, a Ação Litúrgica Solene da Paixão do Senhor, na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, presidida pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha. O silêncio que marcou o início da celebração expressou o recolhimento e a contemplação diante do mistério da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Dividida em três partes — Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão Eucarística —, a Ação Litúrgica conduziu os fiéis a um clima de oração profunda e meditação sobre o amor de Cristo manifestado na cruz.

Durante a homilia, Dom Sergio recordou que a Igreja, ao celebrar a Paixão do Senhor, contempla não apenas o sofrimento e a morte de Cristo, mas o mistério do amor que se entrega para gerar vida e salvação. O cardeal destacou que a cruz, que aos olhos do mundo pode parecer sinal de derrota, é, na verdade, o trono da graça, onde Cristo oferece a própria vida pela humanidade. Por isso, a Sexta-feira Santa é um convite para que todos se aproximem de Cristo com confiança e esperança, reconhecendo, na cruz, a maior prova de amor.

O Arcebispo também recordou que a narrativa da Paixão proclamada nesta celebração, segundo o Evangelho de São João, apresenta a cruz como sinal de realeza e de vitória, mostrando que Jesus não é um rei segundo os poderes deste mundo, mas um rei que reina pelo amor, pelo serviço e pela entrega total de si. Em seguida, após a homilia, foi rezada a Oração Universal, uma das mais antigas tradições desta celebração, com preces pelo Papa, pela Igreja, pelos que sofrem, pelos que creem em Deus e também por aqueles que não creem, recordando que a entrega de Cristo foi por toda a humanidade.

Um dos momentos mais marcantes da celebração foi a Adoração da Cruz. Ao canto do refrão “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos”, o Cristo crucificado foi conduzido até o altar, onde os fiéis puderam se aproximar para um gesto de veneração, oração e gratidão. Após a celebração, uma longa fila se formou na Catedral para a veneração das imagens de Jesus Crucificado, do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, em um testemunho silencioso de fé e devoção.

Por volta das 17h30, os fiéis que participaram da Ação Litúrgica na Igreja do Carmo chegaram à Catedral Basílica trazendo a imagem do Senhor Morto, também chamada de “Cristo do Cabra”, nome pelo qual ficou conhecido o artista plástico que a confeccionou. Conduzida em um esquife por militares do Exército e do Corpo de Bombeiros, a imagem foi colocada diante da porta principal da Catedral, onde o Cardeal Dom Sergio da Rocha proferiu o Sermão das Sete Palavras, reunindo os fiéis em mais um momento de oração e meditação sobre o mistério da Paixão do Senhor.

A Sexta-feira Santa foi, assim, marcada pelo silêncio, pela contemplação e pela esperança, enquanto a Igreja permanece em oração, à espera da luz da Ressurreição.

Fotos: Sara Gomes

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