33º ano do martírio da Bem-Aventurada Lindalva foi celebrado com Via-Sacra e Missa

A religiosa foi martirizada em Salvador, em 1933

Centenas de fiéis participaram, na tarde do último 9 de abril, da Via-Sacra e da Missa que marcaram as celebrações pelos 33 anos do martírio da Bem-aventurada Lindalva Justo de Oliveira, na Arquidiocese de Salvador. A programação teve início às 17h, com concentração na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, de onde os fiéis seguiram em procissão até a Capela do Martírio, refazendo o caminho percorrido pela religiosa antes de sua morte.

Ao longo do trajeto, marcado por momentos de oração e meditação, os participantes refletiram sobre a Paixão de Cristo à luz do testemunho da Bem-aventurada Lindalva, confiando à misericórdia de Deus suas dores e intenções. A caminhada reuniu religiosos, leigos e devotos que encontraram, na memória da Beata, inspiração para a vivência concreta da fé e da caridade.

A programação foi encerrada com a Celebração Eucarística, presidida pelo bispo auxiliar, Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida, na Capela do Martírio. Durante a homilia, o Dom Marco destacou que a Igreja de São Salvador da Bahia é agraciada por testemunhos concretos de santidade, recordando a Santa Dulce dos Pobres e a própria Bem-aventurada Lindalva, que viveram de forma plena o Evangelho de Jesus Cristo.

Ao recordar o martírio ocorrido há 33 anos, Dom Marco Eugênio ressaltou que o testemunho da religiosa permanece vivo e atual, ultrapassando a dor do sofrimento. Segundo ele, o valor do martírio não está na violência em si, mas na intenção primeira de amor a Deus e aos irmãos, vivida no serviço cotidiano, especialmente aos mais pobres. O bispo também enfatizou que a memória daquele dia continua a inspirar a missão da Igreja, convidando os fiéis a se colocarem, assim como a Irmã Lindalva, a serviço dos mais necessitados.

O bispo ainda manifestou o desejo de que a caminhada da Via-Sacra seja repetida a cada mês, sempre no dia 9, como sinal de continuidade da fé e da devoção do povo, refazendo o percurso vivido pela religiosa. Ao concluir, confiou à intercessão da Bem-aventurada Lindalva todos os presentes, incentivando-os a imitarem suas virtudes e a testemunharem, por meio de gestos concretos, o amor a Deus no serviço fraterno.

Religiosa das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Irmã Lindalva destacou-se pelo serviço dedicado aos mais pobres, especialmente aos idosos acolhidos no abrigo onde atuava, na capital baiana. Natural de Açu, no Rio Grande do Norte, consagrou sua vida ao cuidado dos mais necessitados, tornando-se referência de entrega e amor ao próximo. No dia 9 de abril de 1993, a religiosa foi assassinada, episódio que marcou profundamente a Igreja no Brasil. Reconhecida como mártir da caridade, foi beatificada em 2007, sendo desde então venerada como exemplo de fidelidade a Cristo e de doação total ao Evangelho.

Texto e fotos: Sara Gomes

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