O Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, presidiu, na manhã desta segunda-feira (13), a Missa de Páscoa com os funcionários e colaboradores do complexo da Cúria Metropolitana Bom Pastor, formado pelos setores administrativos e pastorais, Residência Episcopal, Tribunal Eclesiástico, Ação Social Arquidiocesana (ASA), Capela Sagrada Família, Fundação Dom Avelar Brandão Vilela e Regional Nordeste 3. A Celebração Eucarística aconteceu no auditório do Centro Arquidiocesano de Pastoral, e foi concelebrada pelo bispo auxiliar, Dom Gabriel dos Santos Filho; pelo vigário-geral, cônego Edson Menezes da Silva; pelo ecônomo, padre André Alencar; pelos cônegos Alberto Montealegre e Edílson Bispo e pelo padre Laudimar Oliveira.
Durante a homilia, o Arcebispo destacou o sentido profundo da Páscoa, recordando suas raízes na tradição judaica, quando era celebrada como a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, vivida em família. O prelado ressaltou que, para os cristãos, essa celebração encontra sua plenitude em Jesus Cristo, reconhecido como o Cordeiro Pascal definitivo. Ao atualizar esse significado, Dom Sergio enfatizou que a Páscoa continua sendo uma experiência comunitária, vivida não apenas na liturgia, mas também na vida cotidiana.
O Arcebispo sublinhou ainda que a celebração pascal deve se prolongar nos diversos ambientes em que os fiéis estão inseridos, como a família e o local de trabalho, tornando-se um testemunho concreto de fé, marcado pelo amor, pela paz e pela convivência fraterna. Ao dirigir-se aos presentes, destacou o valor de se reconhecerem como uma verdadeira família, unida não apenas pelas funções desempenhadas, mas pela fé que professam. Dom Sergio também recordou que a Eucaristia é, por essência, uma celebração pascal, pois torna presente o mistério da Morte e Ressurreição de Cristo. Neste tempo pascal, segundo ele, a vivência dessa celebração ganha ainda mais significado, sendo ocasião para louvar e agradecer a Deus pelo dom da vida nova, bem como para pedir a graça de vivê-la com mais autenticidade.
Ao concluir, o Cardeal reforçou que a Páscoa é um chamado constante à conversão, entendida como passagem da vida antiga para uma vida nova: do pecado para a graça, do desamor para o amor, da divisão para a reconciliação. Essa transformação, explicou, é possível porque é o próprio Deus quem vem ao encontro do ser humano, permanecendo presente e sustentando-o mesmo diante das dificuldades, como experimentaram os primeiros discípulos. A celebração também foi marcada por intenções particulares, entre elas a ação de graças pelos aniversariantes do mês de abril, reunindo a Família Cúria em um momento de fé e comunhão.
Fotos: Sara Gomes














































