Papa aos integrantes da Doutrina da Fé: foco na misericórdia

O Papa encontrou os integrantes da Congregação para a Doutrina da Fé na conclusão da Sessão Plenária, na manhã da sexta-feira (29/01). Francisco agradeceu o trabalho desenvolvido pelo dicastério na

O Papa encontrou os integrantes da Congregação para a Doutrina da Fé na conclusão da Sessão Plenária, na manhã da sexta-feira (29/01). Francisco agradeceu o trabalho desenvolvido pelo dicastério na promoção e manutenção da fé, assim como pelo empenho e responsabilidade dedicados aos casos de abusos de menores por parte de clérigos.

O Pontífice recordou que a “misericórdia constitui o alicerce que sustenta a vida da Igreja: a primeira verdade da Igreja, de fato, é o amor de Cristo”. Neste sentido, o Papa recordou que na “fé e na caridade” advém uma relação “cognoscitiva e unificante” com o mistério do Amor, que é o próprio Deus”.

Obras de misericórdia

Ao expressar seu desejo de que todo o povo cristão – pastores e fiéis –redescubra e coloque ao centro, durante o Jubileu, as obras de misericórdia corporais e espirituais,  Francisco deixou claro que estas não “são uma devoção”.

“São a concretude de como os cristãos devam levar adiante o espírito de misericórdia”, explicou o Papa. Ao recordar um episódio em que, durante uma audiência a um importante movimento católico, somente 20 pessoas entre 7 mil responderam-no saber quais eram as obras de misericórdia espirituais e corporais, o Pontífice foi claro: “devemos retomar este tão importante ensinamento aos fiéis”.

Missão

“A missão confiada à Congregação para a Doutrina da Fé encontra aqui o seu último fundamento e a sua justificação adequada”, destacou o Pontífice. “A fé cristã, na verdade, não é somente conhecimento a ser conservado na memória, mas verdade a ser vivida no amor”.

Francisco afirmou que a adesão de fé à pessoa de Cristo implica no ato da razão assim como na resposta moral a seu dom. Aqui, o Papa agradeceu os participantes “pelo empenho e responsabilidade que exercem ao tratar os casos de abuso de menores cometidos por clérigos”.

Colegialidade

Ao dar ênfase à necessidade de que a Congregação trabalhe sob o signo da colegialidade, Francisco destacou que é preciso “promover, em todos os níveis da vida eclesial, a justa sinodalidade”.

Por fim, sublinhando o estudo da complementariedade entre dons hierárquicos e carismáticos levado a cabo pela Congregação, o Papa disse que este representa uma “expressão eloquente daquela ordenada pluriformidade que conota cada tecido social eclesial, qual reflexo da harmoniosa comunhão que vive no coração do Deus Uno e Trino”.

Fonte: Rádio Vaticana

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