
Dom Murilo se dispôs a “ajudar a esclarecer o povo que se sente prejudicado a ver o lado daqueles que estão em greve não porque querem, mas por uma necessidade de defender seus direitos”, afirmou. Outra intenção do arcebispo é “tentar, a partir daquilo que for possível mostrar à Fenaban que abra o seu dialogo cada vez mais, para que cada um possa ceder um pouco e a população seja beneficiada por essa capacidade de cada um renunciar o que queria”, disse.
De acordo com Augusto Vasconcelos, o sindicato tem visitado lideranças de setores como: OAB, CDL, Associação Comercial, Procon e FIEB, para apresentar quais são as razões que levaram os trabalhadores a paralisar suas atividades. “Os bancos, que lucraram R$ 30 bilhões em um semestre, interromperam as negociações de maneira unilateral e nós estamos dispostos a resolver a situação o quanto antes. Esta visita ao arcebispo primaz do Brasil é importante para tê-lo nos auxiliando com a sua liderança e influência, para buscarmos um entendimento”, expôs.
No Brasil, 13 mil agências estão com as atividades interrompidas. Na Bahia, dos 1200 postos bancários, 1000 estão fechados, o que representa, de acordo com o sindicato, uma adesão em torno de 70% ao movimento grevista.
Foto: Luana Assiz