O gesto concreto de fé e gratidão a Deus é o que motiva os dizimistas

Durante todo o mês de julho, os homens e as mulheres de fé são convidados a meditar sobre a responsabilidade e a participação na comunidade através do reconhecimento da partilha e devolução do Dízimo. Na Arquidiocese de Salvador, está sendo desenvolvida a campanha “É para a liberdade que Cristo nos libertou” – mesmo lema da Campanha da Fraternidade 2014. A iniciativa prevê que cada paróquia desenvolva dois cartazes, cada um com uma pergunta: “Do que a paróquia “tal” se libertou ao implantar a Pastoral do Dízimo?” e “Do que eu me libertei ao me converter dizimista?”.
De acordo com a assessora da Pastoral do Dízimo na Arquidiocese e articuladora no Regional Nordeste 3, Cleidinalva Nunes, devolver o dízimo é um gesto de amor e gratidão a Deus pelos dons ofertados. “Eu vejo o ser dizimista como um direito e não como uma obrigação. Ser dizimista é ser vocacionado. Dízimo é uma dimensão da vocação humana e todo cristão batizado é chamado a ser dizimista. Alguns respondem logo ao chamado, outros demoram um pouco. É um gesto de amor e não de sacrifício”, afirma.

Ao contrário do que muita gente pensa, o trabalho desenvolvido não se resume a questões financeiras e está amparado em diretrizes espirituais de serviço e evangelização.
Na ação evangelizadora da Igreja o dízimo está direcionado às dimensões religiosa, social e missionária, ou seja, uma parte é destinada para a manutenção das capelas e comunidades; a outra auxilia nos trabalhos de assistência social; e, por fim, uma parte do dinheiro arrecadado deve ser usada para a formação das próprias lideranças paroquiais e na ajuda aos seminários. O dízimo é, de fato, motivado pela partilha evangélica, teológica e pastoral e deve favorecer uma experiência de fé.
Conforme o pároco de Nossa Senhora da Vitória, padre Luís Simões, ser dizimista é um compromisso com Deus e com a comunidade, é o reconhecimento da fé e da partilha. “Todo cristão engajado na Igreja deve devolver o dízimo. O padre deve dar o exemplo do compromisso com a comunidade. Tudo o que recebemos vem de Deus e o que devolvemos é apenas uma migalha, que pode ser um testemunho”, afirma.

Dizimista há mais de 15 anos e coordenador da Pastoral do Dízimo na paróquia Nossa Senhora da Esperança (Stiep), Osvaldo Elias Nascimento de Macêdo afirma que entregar o dízimo é viver em sintonia com a Palavra de Deus e com uma visão comunitária de fé e amor. “Assim é o Dízimo: devolução a Deus, como ação de graças, de uma parcela do muito que Dele recebemos. ‘Cada um devolva conforme o impulso de seu coração, não devolva de má vontade ou constrangido, pois Deus ama a quem devolve com alegria’ (2 Cor 9, 7)”, ressalta.
Para fazer parte desta grande família de dizimistas e colaborar com as ações desenvolvidas pela Igreja, os fiéis devem procurar a Pastoral do Dízimo da paróquia onde participam para realizar um cadastro. Para mais informações, os interessados devem ligar para (71) 4009-6609.