
De acordo com o responsável pela comunidade, Henrique Peregrino, muitas pessoas, inclusive de fora do Brasil, se solidarizaram com a atual situação na qual o país se encontra. “De fora do país também recebemos muitas publicações em solidariedade com o Brasil. A falta de políticas públicas da parte do Ministério da Saúde, a ausência de ministro da Saúde em plena pandemia e a omissão de medidas de proteção ecoam como irresponsabilidade do poder executivo federal, que evolui para um genocídio ao olhos dos países que souberam conter a pandemia com as medidas simples recomendadas pela OMS [Organização Mundial da Saúde]”, conta.
Com milhares de famílias que perderam seus entes queridos para o novo coronavírus, Henrique Peregrino explica que a campanha foi criada com duas intenções: a primeira é fazer ecoar, através do silêncio, a dor da perda desses familiares e amigos; a dor de estar infectado com o vírus e a dor do isolamento. A segunda é pelas pessoas que precisam se manter em confinamento para conter a disseminação, além de tornar essa “Não-Ação” um clamor pela ação política por parte do governo em favor da vida.

A campanha conta com parceria das Cáritas Nacional, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e o Núcleo Apostólico da Companhia de Jesus na Bahia (MAGIS).
#SilêncioPelaDor
As pessoas também podem participar da campanha sem sair das casas. É necessário separar um momento para realizar um momento de oração silenciosa e, depois, compartilhar esse momento nas redes sociais. A publicação deve ter o lema e a hashtag #SilêncioPelaDor.