
Pela primeira vez na Arquidiocese, o rito teve representação feminina – foram seis mulheres e seis homens, representando os doze discípulos de Jesus. O Papa Francisco estendeu para toda a Igreja a possibilidade de participação das mulheres no rito do Lava-Pés, exemplo dado em 2015, em Roma, na missa da Ceia do Senhor no Cárcere de Rebibbia. “As mulheres têm presença significativa na Igreja, então, esta inclusão é um reconhecimento do serviço que elas prestam, como um testemunho vivo do amor de Deus”, afirmou Dom Murilo.
Integrante da comunidade da Igreja da Ajuda, Antonieta Cirqueira, descreveu o que significou participar do rito: “foi uma emoção muito grande, agradeci muito a Jesus por nos ensinar a servir os nossos irmãos, fazendo o que Ele fez. Foi um momento sublime”, afirmou. A paroquiana de Nossa Senhora das Vitórias, Edna Sales, pretende levar este gesto para a sua vida. “A lição é de humildade, me mostra que eu também posso lavar os pés de qualquer pessoa”, concluiu.

Durante s Missa, Dom Murilo fez orações por aqueles eu morem de forma violenta, em referência aos atentados terroristas em Bruxelas, na Bélgica, traçando um paralelo com a morte de Jesus na cruz, momento em que Ele rogou a Deus que nos perdoasse, numa forte expressão do Seu amor pela humanidade. “O Lava-Pés é a expressão particular do amor de Jesus por nós. Ele nos amou até o fim, entendendo fim não como algo encerrado, mas amou até onde podia, de forma infinita, então, nós devemos contemplar esse amor, porque assim nasce a paz”, afirmou o arcebispo.
Fotos: Luana Assiz

