Com limite de fiéis, Igreja localizada no bairro da Federação celebra a Festa de São Lázaro

Protetor dos enfermos, dos desamparados e dos animais doentes. É assim que São Lázaro, citado no Evangelho de São Lucas como o leproso, é conhecido. Para celebrar a festa deste

Foto licenciável- Creative Commos

Protetor dos enfermos, dos desamparados e dos animais doentes. É assim que São Lázaro, citado no Evangelho de São Lucas como o leproso, é conhecido. Para celebrar a festa deste santo, a Igreja São Lázaro e São Roque, localizada na Federação, todos os anos organiza uma programação especial que, este ano, em virtude da pandemia, sofreu algumas modificações. Contudo, o último domingo do mês de janeiro – data da festa – será marcado pelas homenagens ao santo.

Por ordem de chegada, até completar o limite de 56 pessoas dentro do templo, os fiéis poderão participar da programação no dia 31 de janeiro, que contará com a alvorada às 6h e Missas às 7h, 9h, 11h e 17h. Já às 14h haverá a recitação do Terço. O ápice dos festejos será às 15h, quando o superior dos Missionários Redentoristas, padre Roque Silva, presidirá a Missa Festiva.

São Lázaro, o leproso

Nos Evangelhos há a história de dois Lázaro: um é o Lázaro de Betânia, que foi ressuscitado por Jesus; e o outro é o Lázaro leproso. É este Lázaro (o leproso) que, em Salvador, é celebrado no último domingo do mês de janeiro.

Conforme o Evangelho de São Lucas, capítulo 16, versículos do 19 ao 31:

“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. Além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas! Que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão. Mas se alguém dentre os mortos for até eles, certamente vão se converter’. Abraão, porém, lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, mesmo se alguém ressuscitar nos mortos, não acreditarão’”.

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