A Celebração Eucarística realizada neste domingo, 19 de abril, reuniu bispos recentemente nomeados e ordenados em um momento de comunhão, gratidão e renovação do compromisso episcopal com a Igreja no Brasil. Entre eles, estiveram Dom Gilvan Pereira Rodrigues e Dom Gabriel dos Santos Filho, auxiliares da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, e Dom George Muniz, bispo da Diocese de Propriá, todos pertencentes ao Regional Nordeste 3. A missa foi presidida por Dom Orlando Brandes.
No início da celebração, os bispos foram apresentados à assembleia, evidenciando a unidade e a diversidade da Igreja no país. Em tom de acolhida, recordou-se que cada um deles, a exemplo de Nossa Senhora, respondeu com generosidade ao chamado de Deus. Além de Dom Gilvan, Dom Gabriel e Dom George, estavam Dom Giuseppe Luigi Spiga, bispo da Diocese de Grajaú (MA); Dom frei Samuel Ferreira Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM); Dom João Batista de Oliveira, bispo da Diocese de Corumbá (RS); Dom Josivaldo José Bezerra e Dom Nereudo Freire Henrique, bispos auxiliares da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE); Dom Clesio Facco, bispo da Diocese de Uruguaiana (RS); Dom Antônio Carlos Paiva, bispo da Diocese de Oliveira (MG); Dom Antônio Carlos do Nascimento, Dispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza (CE); Dom Adalberto Donadelli, bispo da Diocese de Rio do Sul (SC).
Também estiveram Dom Geraldo Maia, bispo de Araçuaí (MG); Dom Pedro Cesario Palma, bispo da Diocese de Jardim (MS); dom Dom Evandro Luís Braun, bispo da Diocese de Campo Mourão (PR); Dom Itacir Brassiani, da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS); Dom Antônio Ranis Rosendo dos Santos, bispo de Caicó (RN); Dom Joselito Ramalho Nogueira e Dom Hiansen Vieira Franco, bispos auxiliares da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ); Dom José Roberto dos Reis, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia (GO), Dom frei Márcio Antonio Vidal Negreiros e Dom Celso Alexandre, bispos auxiliares da Arquidiocese de São Paulo (SP).
Na homilia, Dom Orlando destacou que todo início de missão é marcado por questionamentos e incertezas, comparando essa experiência à dos discípulos de Emaús. Segundo ele, mesmo diante das “noites escuras” da vida, o Ressuscitado se aproxima, caminha com seus discípulos e transforma suas realidades. O arcebispo emérito enfatizou que esse encontro com Cristo é “vivo, decisivo e transformador”, capaz de reacender a esperança e fortalecer a caminhada pastoral dos novos bispos.
Ele também ressaltou a importância da Palavra de Deus, pedindo que o Espírito Santo faça “arder o coração” dos fiéis, superando o desânimo. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de uma fé excessivamente racional, recordando ensinamentos do Papa Francisco sobre a centralidade do coração na experiência cristã. Para Dom Orlando, a fé deve ser viva, pulsante e comprometida com a transformação da realidade.
Outro ponto forte da homilia foi a centralidade da Eucaristia. O arcebispo recordou que, assim como os discípulos reconheceram Jesus ao partir o pão, também hoje os fiéis fazem uma experiência concreta da ressurreição em cada celebração. Ele afirmou que “na Eucaristia, os olhos se abrem”, permitindo enxergar a realidade com um olhar novo, iluminado pela presença de Cristo.
Ao final da celebração, houve um momento de reconhecimento a Dom Orlando Brandes. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Jaime Spengler, entregou-lhe um presente em nome do episcopado brasileiro, destacando seu entusiasmo e sua palavra profética. Também foi feita uma menção especial a Dom Milton, um dos mais recentes bispos ordenados, que recebeu uma lembrança da Conferência em meio aos aplausos da assembleia. A celebração foi concluída com um convite à missão, reafirmando o compromisso da Igreja em anunciar o Evangelho com renovado ardor e esperança.
Texto: Sara Gomes
Foto: Jaison da Silva Alves
