
A manhã deste sábado (13) será marcada pela alegria da ordenação sacerdotal de dois diáconos transitórios da Arquidiocese de Salvador. Pelas mãos do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, os jovens Ailan Tadeu Benvindo Mata e Jonathan de Jesus da Silva receberão o segundo grau do sacramento da Ordem na Catedral Basílica, localizada no Terreiro de Jesus. A Celebração Eucarística terá início às 9h.
A Celebração Eucarística da elevação do grau no ministério, passando para presbiteral ou sacerdotal, é constituída por seis partes: eleição do candidato, homilia, propósito do eleito, ladainha, imposição das mãos e prece de ordenação, unção das mãos e entrega da patena e do cálice.
Para o diácono transitório Jonathan, os sete anos de formação no Seminário Central São João Maria Vianney foram marcados por alguns desafios e muitas alegrias. “Neste tempo foi tudo muito necessário para que o Senhor me formasse como discípulo. Então, o Seminário, para mim, foi o local do meu amadurecimento humano, espiritual, psíquico. Um local de referência e de muita gratidão”, afirma.
Ele lembra que durante a caminhada algumas dificuldades foram sendo superadas. “No início a minha maior dificuldade foi a adaptação à vida comunitária. Eu pensava que o grande problema era o outro, mas depois, aos poucos, eu fui percebendo que eu também precisava mudar; precisava abrir e acolher o outro que é diferente de mim, mas também é igual a mim, meu irmão. Posteriormente, outras dificuldades foram aparecendo, de ordem, de compreensão da vocação, de perceber a minha fraqueza diante de tão grande ministério que me esperava. Mas, tudo foi enfrentado com a espiritualidade do Movimento dos Focolares, de abraçar Jesus abandonado, no sofrimento, nas dificuldades, ali, naquele momento e com muito amor”, completa.
O processo de discernimento vocacional, para o diácono Ailan, teve início em 2008. “Lá se vão nove anos desse meu processo vocacional que teve início com a Etapa Propedêutica, sequenciada por um período de formação de sete anos no Seminário Maior, e um período de um ano morando nas paróquias: Nossa Senhora Mãe da Igreja, em Plataforma, e São José de Amaralina, em Amaralina. Durante esse período inicial de formação, procurei, seguindo as orientações da Igreja, e o desejo de conhecer a Verdade, apaixonar-me diariamente por Jesus, motivo que me levou a largar tudo para segui-lo, procurando fazer um verdadeiro e sincero discernimento vocacional”, afirma.
O diácono Ailan também recorda que, ao longo do caminho, foram muitas as dificuldades, mas ao mesmo tempo ele afirma que tais dificuldades não se comparam aos inúmeros momentos de alegria. “Muitas foram as dificuldades enfrentadas durante esse tempo, as quais vão do fato de deixar sua casa, cidade, amigos e família para morar em uma realidade completamente distinta da sua, com pessoas, culturas e mentalidades diversas. Mas, a maior de todas as dificuldades: deixar a si mesmo, o homem velho. Porém, tais realidades não se comparam com as alegrias experimentadas percorrendo esse caminho: conhecer pessoas novas, aprender ser mais humano, misericordioso, acreditar sempre em Deus e no ser humano, crescer intelectualmente, progredir na vida espiritual, na amizade com Deus. Enfim, aprender a ter um coração de pastor, ser pastor com as ovelhas em meio às realidades que o Senhor me enviar”, assevera.
“Nesses últimos dias que antecedem a concretização visível do Mistério invisível (Sacramento da Ordem), que quis Jesus enraizar em meu coração desde o dia que me chamou para discernir tão grande vocação, meu coração está em paz. Cheio de gratidão por Deus ter caminhado comigo até aqui. Pela eleição, pois sei que nunca serei digno de tão grande Mistério de Amor. Só peço a Jesus uma coisa: a graça de ter um coração sacerdotal, uma alma eucarística para que O ame acima de todas as coisas e ame do mesmo modo as ovelhas que ele me confiar”, afirma Ailan.
“No dia 13, de fato, serei sacerdote eternamente. A minha natureza será transformada pela graça de Deus. Não porquê sou melhor do que os meus irmãos e irmãs, mas porque, na minha fraqueza, Deus quis manifestar a Sua glória, como nos diz São Paulo. Eu me sinto muito grato ao Senhor, eu me sinto muito amado por Ele, porque a Misericórdia Dele é muito maior do que a minha miséria. Por isso, eu estou na expectativa como um vigia que espera pela aurora: ansioso, mas pleno de alegria, pleno de gratidão”, diz Jonathan.
“Nesses últimos dias que antecedem a concretização visível do Mistério invisível (Sacramento da Ordem), que quis Jesus enraizar em meu coração desde o dia que me chamou para discernir tão grande vocação, meu coração está em paz. Cheio de gratidão por Deus ter caminhado comigo até aqui. Pela eleição, pois sei que nunca serei digno de tão grande Mistério de Amor. Só peço a Jesus uma coisa: a graça de ter um coração sacerdotal, uma alma eucarística para que O ame acima de todas as coisas e ame do mesmo modo as ovelhas que ele me confiar”, afirma Ailan.
“No dia 13, de fato, serei sacerdote eternamente. A minha natureza será transformada pela graça de Deus. Não porquê sou melhor do que os meus irmãos e irmãs, mas porque, na minha fraqueza, Deus quis manifestar a Sua glória, como nos diz São Paulo. Eu me sinto muito grato ao Senhor, eu me sinto muito amado por Ele, porque a Misericórdia Dele é muito maior do que a minha miséria. Por isso, eu estou na expectativa como um vigia que espera pela aurora: ansioso, mas pleno de alegria, pleno de gratidão”, diz Jonathan.