O Domingo de Ramos da Paixão do Senhor – este ano celebrado no dia 29 de março -, que recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e marca o início da Semana Santa, será vivenciado com fé e devoção na Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A data convida os fiéis a recordarem, por meio dos ramos, o acolhimento a Cristo, ao mesmo tempo em que introduz o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, centro da vida cristã.
Na Sé Primacial do país, além das celebrações organizadas nas paróquias, a Arquidiocese promoverá uma programação especial no centro da cidade, reunindo milhares de pessoas em um testemunho público de fé. A programação terá início às 7h, com a concentração dos fiéis na Praça do Campo Grande. Em seguida, haverá a Procissão de Ramos em direção à Praça Municipal, onde será celebrada a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha.
O Domingo de Ramos marca o fim da Quaresma – período em que a Igreja recorda os quarenta dias que Jesus ficou no deserto, antes de começar a vida pública; os quarenta dias do dilúvio; os quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto e os quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha. Esta celebração também abre solenemente a Semana Santa, convidando os fiéis a percorrerem, com espírito de fé e conversão, o caminho que conduz ao Mistério Pascal de Cristo.
Gesto concreto: Coleta Nacional da Solidariedade
Anualmente, neste dia (Domingo de Ramos) acontece também a Coleta Nacional da Solidariedade – parte integrante da Campanha da Fraternidade (CF) –, que tem como objetivo despertar o espírito de caridade, partilha, fraternidade e de amor ao próximo. O gesto concreto acontece por meio da doação financeira, e todo o dinheiro ofertado deve ser fruto de pequenas renúncias ao longo de toda a Quaresma, como um processo de conversão pessoal.
De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os recursos arrecadados integram os Fundos Diocesanos e Nacional de Solidariedade que têm contribuído para a promoção da dignidade humana, o compromisso com os pobres e a vida plena. Do total arrecadado na Coleta da Solidariedade, 60% fica na própria diocese e é gerido pelo Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) com o objetivo de apoiar iniciativas e projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), que é administrado pelo Departamento Social da CNBB, sob a orientação do Conselho Gestor da CNBB.

