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“Eu, que já tinha um coração nordestino, agora tenho um coração baiano”, afirmou o Cardeal Dom Sergio da Rocha em coletiva de imprensa

Ao lado de Dom Murilo, Cardeal Dom Sergio da Rocha falou à imprensa de Salvador pela primeira vez

Na manhã desta sexta-feira, dia 5 de junho, às 10h30, a Arquidiocese de Salvador realizou a primeira coletiva de imprensa com o Cardeal Dom Sergio da Rocha, que esta noite tomará posse com o 28° Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, sucedendo a Dom Murilo Krieger, que passará a ser Arcebispo Emérito. A atividade reuniu jornalistas dos mais diversos veículos de comunicação da capital baiana, no Palácio da Sé.

A abertura da coletiva foi realizada por Dom Murilo que, além de explicar brevemente o rito de posse, apresentou o cardeal à imprensa. “Em 2011, quando aqui cheguei, através da imprensa, eu atingi muitas pessoas na Bahia, inclusive aquelas que não puderam estar na minha posse. Hoje eu estou aqui para apresentar o Cardeal Dom Sergio da Rocha, que até agora era Arcebispo em Brasília e que vem para assumir a Arquidiocese de Salvador”, afirmou Dom Murilo.

Em seguida, Dom Murilo passou a palavra ao Cardeal Dom Sergio da Rocha. “Antes de mais nada, muito obrigado, Dom Murilo, não só pela acolhida fraterna e generosa que eu tenho recebido, mas também por estes anos todos que Dom Murilo esteve à serviço da nossa querida Arquidiocese de São Salvador da Bahia, que agora eu vou ter a graça de servir como o seu novo Arcebispo”, disse Dom Sergio.

“Eu, que já tinha um coração nordestino, agora tenho um coração baiano, soteropolitano!”, destacou Dom Sergio.

O novo Arcebispo lamentou não poder estar mais próximo e abraçar as pessoas, expressando, assim, a alegria da posse, devido à pandemia. “Mas, todos nós compreendemos bem este tempo que estamos passando e nos dispomos a este sacrifício, claro, sacrifício não só para preservar a própria saúde e a própria vida, mas sacrifício também para poder preservar a vida e a saúde dos irmãos”, afirmou.

Dom Sergio falou, também, sobre o carinho com que tem recebido pelos soteropolitanos, o que o levou a sentir-se parte da história desta Arquidiocese “Parece que eu já faço parte desta história há muito mais tempo. E eu chego agora consciente de que começo a participar desta história bonita, uma riqueza cultural imensa que tem sido construída há tanto tempo. Mas, chego aqui de coração! Como eu tenho dito, como um servidor da Igreja, como um pai, irmão, amigo para vivenciar este período”, disse.

“Eu espero ser o servidor mais fiel possível, contando com a Graça de Deus e contando com tanta gente que faz parte dessa história”, disse o Cardeal.

Tudo na caridade

Sobre o pastoreio que terá início nesta sexta-feira, Dom Sergio deixou claro que não está chegando com planos pastorais prontos, mas que quer dar prosseguimento aos que já estão em andamento. “Eu trago a minha experiência, mas venho querendo aprender com vocês. Eu venho para caminhar junto, para aprender junto os passos a serem dados. Peço que Deus me dê a graça de valorizar o caminho percorrido até aqui, e valorizar a vida, a história e a cultura da Igreja daqui de Salvador, do povo querido de Salvador da Bahia, mas, claro, colocando-me junto com vocês para que possamos seguir os passos que Deus nos inspirar para que a Igreja cumpra cada vez mais a sua missão”, afirmou.

Durante a coletiva, Dom Sergio falou sobre os três verbos destacados na mensagem enviada por ele por ocasião da nomeação, em 11 de março deste ano: acolher, amar e servir. “No meu próprio lema episcopal, está a expressão: Tudo na Caridade, tudo no amor. É o meu lema, extraído da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Nossa vocação é vivenciar o amor ao próximo na Igreja, como Igreja. O amor se traduz em serviço, por isso servir através do amor. Por uma feliz coincidência, sei que a minha escolha expressa bem o testemunho da nossa querida Santa Dulce dos Pobres. Tive a graça agora a pouco de visitar o Santuário. Quis antes da coletiva passar por lá. Queria muito passar por lá para recordar o seu testemunho do amar e servir, do amor e serviço que ela vivenciou que é um sinal e um estímulo para a Igreja que está aqui. E eu espero, pela graça de Deus, viver essa atitude de serviço”, disse.

“Me coloco como servidor desta Igreja querida como pai, irmão e amigo, se Deus me der a graça de vivenciar sempre mais”, afirmou.

Texto: Sara Gomes

Fotos: Catiane Leandro

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