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Festa para São Lourenço na paróquia Santíssimo Sacramento

s-lourenco-de-ansiaesCom o tema Homem do serviço e do acolhimento fraterno, numa Igreja “em saída”, a paróquia Santíssimo Sacramento (rua padre Torres, 6 – Centro) celebra a festa de São Lourenço. O novenário acontecerá de 1º a 9 de agosto, sempre às 19h, com exceção dos dias 2 e 9, quando os fiéis se reúnem às 18h30.

A cada noite será abordado um sub-tema, que será conduzido por diáconos da Arquidiocese de Salvador: diácono Itamar Mendes (1º de agosto), diácono Oscar Bastos (dia 2), diácono Adroaldo de Jesus (dia 3), diácono Djalma Almeida (dia 4), diácono Gildásio Francisco (dia 5), diácono Paulo Gabriel (dia 6), diácono Luiz Gonzaga (dia 7), diácono Jasiel Santos (dia 8) e diácono Márcio Augusto (dia 9).

No dia dedicado a São Lourenço (10) haverá Missa às 9h. A partir das 10h30 uma procissão pelas principais ruas no entorno da comunidade Matriz.

São Lourenço

Também conhecido como Lourenço de Huesta ou de Valência, São Lourenço nasceu em 225 e morreu em 10 de agosto de 258, em Roma. Ele está entre os primeiros diáconos de Roma, considerados guardiões dos bens da Igreja e distribuição de esmolas aos pobres.

O nome Lourenço é o mesmo que Laureamtenens e significa Coroa feita de Louro. São Lourenço foi ajudante do Papa Sisto II e responsável por um centro dedicado aos pobres.

No ano de 257 o imperador romano Valeriano decretou a perseguição aos cristãos. No início essa perseguição tinha mais uma conotação repressora, porque proibia a reunião dos cristãos, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos, mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Já no ano de 258, Valeriano ordenou que os bispos e padres fossem mortos.

Neste período, Lourenço era o arcediácono do Papa Sisto II (que foi decapitado), ou seja, era o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Depois do Papa, era Lourenço o responsável pela Igreja e, além disso, era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos e doentes.

Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. “aonde vai sem seu diácono, meu pai?”, perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: “Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá”.

O martírio

Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o papa Xisto II um pouco antes dele morrer. O papa ter-lhe-ia pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos dos pagãos. Lourenço foi preso e levado à presença do governador romano, Cornélio Secularos, justamente para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento.

Assim, rapidamente distribuiu tudo aos pobres e, quanto aos livros e objetos sagrados, cuidou para que ficassem bem escondidos. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e colocou-os na frente de Cornélio, dizendo: “Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja”. Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço de sua fé. Segundo uma narrativa de santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: “Vira-me, que já estou bem assado deste lado”.

Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma. A população mostrou-se muito grata a São Lourenço, que, pelo seu feito, é chamado de “príncipe dos mártires”.

 

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