Fiéis celebram os 100 anos de batismo do Anjo bom da Bahia

Dia 13 de dezembro de 1914, a pequena Maria Rita foi apresentada à Igreja pelos pais. Hoje, 100 anos depois, os devotos da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres celebram o centenário

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A Missa foi presidida por Dom Murilo Krieger

Dia 13 de dezembro de 1914, a pequena Maria Rita foi apresentada à Igreja pelos pais. Hoje, 100 anos depois, os devotos da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres celebram o centenário do seu batismo na Matriz da paróquia Santo Antônio Além do Carmo, mesmo local onde ela recebeu o Sacramento. As homenagens a Irmã Dulce aconteceram durante todo o dia. A relíquia da freira também ficou exposta para visitação, e as comemorações se encerraram com a celebração solene das 18h.

Presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj, a celebração em comemoração ao centenário de batismo do anjo bom da Bahia contou com a presença da sobrinha da beata e atual superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Lopes Pontes, além de amigos queridos, como é o caso de Iraci Vaz Lordelo, companheira de moradia na década de 40.

Seguindo o exemplo

Proveniente de São Félix, Dona Iraci, com 10 anos na época, chegou a Salvador em 1944 e acompanhou boa parte da dedicação de Irmã Dulce pelos pobres. Com a beata aprendeu a amar o próximo e doar sua vida em prol dos mais necessitados. “Tudo depende do amor. Se a gente não tiver amor às pessoas, a gente não tem nada, porque Deus está presente no ser humano”, conta.

Dona Iraci ainda é voluntária nas obras sociais até hoje. Segundo ela, acorda todos os dias bem cedo, pega um ônibus em Brotas, bairro onde mora, e segue para o hospital Santo Antônio, localizado no largo de Roma. “Chego e vou direto ver meus doentes, depois faço outras coisas”, relata animada a senhora de 81 anos.

Recebendo o sacramento

"Tudo depende do amor. Se a gente não tiver amor às pessoas, a gente não tem nada, porque Deus está presente no ser humano", conta Dona Iraci.
“Tudo depende do amor. Se a gente não tiver amor às pessoas, a gente não tem nada, porque Deus está presente no ser humano”, conta Dona Iraci.

Indicada ao prêmio Nobel da paz em 1988 por seu trabalho incansável à população carente, e beatificada em 22 de maio de 2011, Irmã Dulce dedicou-se a ajudar os excluídos e doentes, vendo a imagem de Jesus em cada um deles.

Padre Ronaldo Marques Magalhães, anfitrião de Santo Antônio Além do Carmo, acredita ter sido uma honra para a paróquia receber a freira quando criança para seu batizado. “Tem uma importância muito grande, primeiro por causa da devoção que a família de Irmã Dulce tinha por Santo Antônio. Hoje a gente reconhece essa devoção pelas obras sociais que ela deixou. A paróquia teve o privilégio e a honra de receber a irmã como criança, para ser batizada”.

Dom Murilo Krieger vê a importância da família no direcionamento da vida da beata. Para ele, tudo o que Irmã Dulce construiu surgiu a partir de uma escolha feita por seus pais. “Essa celebração vem mostrar a importância do batismo na vida de uma pessoa. Não só do fato de Irmã Dulce, há 100 anos, ter se tornado filha de Deus, mas no sentido de mostrar a importância da família, que fez com que aquela semente de fé, plantada no coração da beata, germinasse, frutificasse. A família colaborou, gerou uma santa para a Igreja.

Anjo bom

Os devotos da Bem-Aventurada acreditam e seguem o exemplo de sua caminhada. ” Ela foi exemplo. Ela foi uma santa principalmente para os mais pobres”, enfatiza Antônio Carlos Oliveira, membro da Pastoral do Batismo e paroquiano de Santo Antônio Além do Carmo.

“Ela foi uma pessoa tão frágil e muitas vezes até injustiçada, e mesmo assim foi uma profeta. Teve luz para seguir com convicção a sua vocação de servir aos mais pobres. Para mim isso é tudo. É olhar para Irmã Dulce e saber que ela viveu aquela passagem do Evangelho que diz: ‘Eu tive fome e me deste de comer, eu tive sede e me deste de beber’, só isso já é suficiente para ela ser santificada”, conclui padre Ronaldo.

Fotos: Rosa Brito

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