O Magistério da Igreja

A tarefa de toda a Igreja – pastores e fiéis – é evangelizar: viver e anunciar o Evangelho do Reino de Deus, expresso na Tradição e na Sagrada Escritura. Para cumprir sua missão, a Igreja busca conservar sua identidade no serviço generoso e indiscriminado, no diálogo fraterno com o diferente, no anúncio destemido do Reino de Deus e no testemunho de vida em comunidade. Assim, ela permanece fiel ao que ela já era no desejo de seu fundador, Jesus Cristo.

Embora tenha enviado sobre toda a Igreja o Espírito da Verdade, Jesus Cristo confiou especialmente aos apóstolos e seus sucessores, aos bispos, a função de ensinar e dirigir o Povo de Deus na fidelidade à sua Palavra. A este serviço dos bispos, em colegiado com o sucessor de Pedro, bispo de Roma, chamamos Magistério. Em outras palavras, o Magistério é o ensinamento da Igreja em assuntos de doutrina ou de moral.

A Igreja, por meio do Magistério, prega a verdade que não é sua, mas lhe é confiada por Jesus Cristo. Este ensinamento requer obediência e acolhimento fiel, tanto dos que ensinam quanto dos que recebem o ensinamento, pois a verdade é sustentada pela presença do Espírito Santo.

O Magistério, conforme a sua atuação, pode ser denominado ordinário ou extraordinário. É chamado Magistério ordinário quando é expressão do ensinamento cotidiano do Papa e dos Bispos unidos a ele, sucessor do apóstolo Pedro, Cabeça do Colégio Apostólico. É chamado Magistério Extraordinário quando é expressão de uma definição solene pronunciada pelo Papa ou pelos Bispos, reunidos em Concílios ecumênicos, sempre em comunhão com o Papa.

Em Síntese: a fé da Igreja Católica tem suas fontes referenciais na Bíblia, ou Sagrada Escritura; na Tradição da Igreja e no Magistério da Igreja. A fé é a resposta generosa do ser humano a Deus, que vem ao seu encontro com infinita bondade e com o desejo de dar sentido pleno e esperança à vida do ser humano. Ninguém cria por si o conteúdo da fé católica; nós a acolhemos com alegria e gratidão, como um dom precioso, uma herança recebida dos apóstolos, por intermédio da Igreja.

Texto retirado do livro: “Sou Católico, vivo a minha fé”, páginas 34, 35 e 36.