“Papa na Grécia dará grande impulso ao ecumenismo”, diz arquimandrita Fasiolo

São dois os grandes temas que envolverão a etapa grega da 35ª Viagem Apostólica do Papa, que teve início na quinta-feira com a visita a Chipre: o diálogo ecumênico e a atenção aos migrantes e refugiados. Na Grécia, onde o Santo Padre estará presente de 4 a 6 de dezembro, a dimensão maioritária é a da Igreja Ortodoxa, que ao longo do tempo estabeleceu uma fecunda relação de colaboração e entendimento com a Igreja Católica. Esta harmonia também se materializou no âmbito da ajuda aos migrantes que no país, especialmente nos últimos anos, aumentaram consideravelmente, incidindo negativamente nos centros de acolhida das ilhas de Lesbos, Chios, Samos, Los e Eros.

Fasiolo: Francisco encontrará uma Igreja Ortodoxa provada pelo martírio

“O Papa na Grécia encontrará uma Igreja Ortodoxa provada pelo período de escravidão que ocorreu durante o Império Otomano: um verdadeiro martírio”, afirmou Athenagoras Fasiolo, Arquimandrita do Trono ecumênico do Patriarcado ecumênico de Constantinopla. “É preciso lembrar – acrescenta – que a Igreja Ortodoxa contribuiu para a independência do Estado grego não somente para manter a tradição, a língua, a cultura, mas também para devolver ao povo cristão a liberdade e a convivência pacífica”.

Diálogo próximo e fecundo

O abraço que o Pontífice dará no sábado, 4 de dezembro, a Sua Beatitude Ieronymos II, arcebispo de Atenas e primaz da Igreja Ortodoxa da Grécia, será mais uma confirmação de como o diálogo está progredindo e se fortalecendo.

O arquimandrita Fasiolo confirma isso quando explica que “a hierarquia ortodoxa participa com alegria ao debate ecumênico, organizando grandes eventos. Além disso, a visita do Papa levará um impulso: permitirá aos nossos fiéis compreender que o outro é uma riqueza, não aquele que quer roubar a nossa identidade”.

Unidos para ajudar

Um campo de colaboração entre as duas Igrejas é o acolhimento dos migrantes. “Na Grécia – observa Fasiolo – a situação é grave. A Igreja Ortodoxa tem uma estrutura semelhante à Caritas com a qual tenta de todas as maneiras atender às necessidades dos que sofrem. Se antes se pensava que a Igreja Ortodoxa se interessava apenas pelo aspecto espiritual e divino do homem, deixando o material em segundo plano, a atual crise migratória mostra que não é assim”.

Fonte: Federico Piana – Cidade do Vaticano

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