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Paróquia Santos Cosme e Damião realiza novenário e festa em homenagem aos padroeiros

Em preparação à festa dos santos Cosme e Damião, a única paróquia da Arquidiocese de Salvador dedicada a eles, localizada no bairro da Liberdade, realiza o novenário de 17 a 25 de setembro, sempre com início às 19h, com exceção do dia 20, quando os devotos se encontram às 18h. Este ano o tema central será: “As misericórdias do Senhor são infinitas”.

Para cada noite, a comunidade vai refletir sobre um subtema: “O amor de Cristo nos constrange” (1ª noite), “A gratidão de Deus se transforma em serviço em prol do Reino” (2ª noite), “Um coração que acolhe a boa nova produz frutos de Misericórdia” (3ª noite), “Ide também vós para a minha vida” (4ª noite), “A Misericórdia do Senhor transforma a vida do pecador arrependido” (5ª noite), “A esperança não decepciona: ouvir e praticar a Palavra” (6ª noite), “Chamados e enviados a anunciar as Misericórdias do Senhor” (7ª noite), “Contemplar Cristo – divina Misericórdia – nos transforma em sinais de perdão e de paz” (8ª noite) e “Tu és o Cristo de Deus” (9ª noite). Os fiéis também são convidados a realizar gestos concretos por meio de doação de macarrão, feijão, leite, óleo, arroz, material de limpeza, café, açúcar e álcool, na ordem respectiva de cada noite do novenário.

No dia dedicado aos santos Cosme e Damião (26), a Missa Solene será presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida. As homenagens serão encerradas no dia 27 de setembro, porém a programação ainda será divulgada pela paróquia.

É importante ressaltar que, devido à pandemia, as Missas serão realizadas com o número reduzido de fiéis. Assim, quem desejar participar presencialmente deve entrar em contato com a secretaria paroquial através do telefone (71) 3011-3819. Já as pessoas que são do grupo de risco poderão acompanhar, ao vivo, pelas redes sociais: Facebook (@paroquiasantos.damiao), Instagram (@paroquiacosmedamiao) e YouTube (youtube.com/paroquiasantoscosmeedamiao).

Santos gêmeos

São Cosme e São Damião nasceram na cidade de Egéia, na Arábia, por volta do ano 260. Eram gêmeos, filhos de família nobre. Sua mãe, Teodata, ensinou-lhes a fé cristã, e ensinou-lhes de tal forma, que Jesus Cristo passou a ser o centro de suas vidas. Os irmãos foram estudar na Síria, na época, um grande centro de estudos e formação. Lá, os gêmeos se especializaram nas ciências e na medicina. Tornaram-se médicos famosos pela competência, obtendo grandes sucessos nos tratamentos, como também na caridade para com os doentes.

Por causa da profunda formação cristã que tiveram, os irmãos, vivendo num mundo paganizado, decidiram atrair as pessoas para Jesus Cristo através do exercício da medicina. E faziam isso não de maneira impositiva ou constrangedora, mas, principalmente, através da caridade, do amor e da competência. Os santos não cobravam por seus serviços médicos, por esta razão espalhou-se a ideia de que os gêmeos não gostavam de dinheiro.

Na mesma época em que eles trabalhavam e ensinavam em nome de Jesus, o imperador Diocleciano lançou uma grande perseguição contra os cristãos. E o local onde eles viviam era dominado pelos romanos. Por isso foram presos sob a acusação de feitiçaria e de espalharem uma seita proibida pelo imperador. No tribunal, foi exigido deles que renunciassem à fé em Jesus Cristo e começassem a falar aos pacientes sobre os deuses romanos. Eles se recusaram, não renunciaram aos princípios do Evangelho e por isso foram duramente torturados.

Cosme e Damião foram condenados à morte por apedrejamento e flechadas, mas não morreram quando atingidos. Então, o magistrado ordenou que fossem queimados em praça pública. Executaram a sentença, mas o fogo não os atingiu. Os soldados decidiram afogar os dois, mas eles foram salvos por anjos. Por fim, a mando do magistrado, os torturadores lhes cortaram as cabeças.

Cosme e Damião foram sepultados pelos pacientes que tinham sido curados por eles. Mais tarde, seus restos mortais foram transladados para uma Igreja dedicada a eles, construída pelo Papa Felix IV, em Roma, na Basílica do Fórum. Lá e em toda a Igreja, eles são venerados como santos mártires, ou seja, morreram por testemunharem sua fé em Jesus Cristo e não renegarem esta fé.

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