
A Celebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, que em sua homilia destacou a passagem do Evangelho de João em que Jesus faz um discurso de despedida. “É uma síntese de Sua missão e do que Ele veio fazer aqui. E Ele pede ao Pai que dê a todos a vida eterna. E o que é a vida eterna? É conhecer o Pai”, frisou.
São Francisco Xavier, missionário do Oriente, foi escolhido como protetor de Salvador porque naquele momento – século 17 – era forte na cidade a presença dos jesuítas. O fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola, encontrou em Francisco Xavier, nos anos de 1500, um amigo e apoiador para propagar o cristianismo pelo mundo.

Em virtude deste contexto histórico, a Câmara Municipal de Salvador participa da solenidade em homenagem ao padroeiro. Ao final da Missa, o presidente da casa legislativa da cidade, Paulo Câmara, leu o juramento que renova os votos de manter viva essa tradição. O vereador Joceval Santana comentou o significado da solenidade. “A nossa cultura está muito atrelada a momentos de fé. Neste, em especial, pedimos a interseção de São Francisco Xavier para abençoar a cidade, como aconteceu quando ele a salvou da peste”, afirmou.
Para o pároco da Catedral Basílica, padre Lázaro Muniz, “a festa tem um sentido positivo de nos mostrar que devemos perseverar na fé, porque a cidade venceu a peste por uma perseverança espiritual. Existem males que exigem intervenção divina e isso acontece todo o tempo, então, este é um momento de gratidão por essa salvação e de perceber que precisamos todos nos envolver nessa festa”, comemorou.

Texto e fotos: Luana Assiz