Repam é apresentada a entidades eclesiais da França

O presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), cardeal Cláudio Hummes, apresentou a entidade que atua

domclaudioO presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), cardeal Cláudio Hummes, apresentou a entidade que atua na evangelização e defesa do ambiente amazônico, na quinta-feira, 3, em Paris, à Igreja francesa. Acompanhado do secretário-executivo da Repam, Maurício Lopez, o cardeal foi recebido na sede do Comitê Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento (CCFD), uma entidade ligada à Conferência Episcopal Francesa.

Os representantes da Repam estão reunidos na capital francesa com membros de organizações não-governamentais, de ordens e congregações religiosas, além de movimentos e entidades engajados com a ecologia integral, defendida pelo papa Francisco na encíclica Laudato Si’ – Sobre o cuidado da casa comum. A mobilização dos grupos busca pautar as discussões da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21) a partir de visões de sustentabilidade e de defesa dos povos tradicionais.

O brasileiro Walter Prysthon, que trabalha na CCFD como responsável pela área América Latina, explicou que a apresentação da Repam e da Rede Eclesial para a Bacia do Congo (Rebac) foi uma ocasião de troca de experiências sobre como a Igreja, hoje, “nos dois grandes pulmões do mundo – a Bacia do Congo e a Amazônia – está presente para dizer que ‘algo está acontecendo’. Algo de negativo, como a destruição dos recursos naturais, a poluição dos rios, poluição do ar, a destruição de culturas e povos, e denunciar isto”.

O cardeal Cláudio Hummes apresentou a Repam a vários organismos da Igreja na França, como a Cáritas e a CVx, no sentido de dar visibilidade às propostas para a região Pan-Amazônica.

“Isto deve servir como exemplo para nós e nos comprometer a estarmos atentos a comunicar estes esforços. Para nós, a presença destes representantes da Amazônia e da Bacia do Congo servem para nos alertar, para abrirmos os olhos e o coração para o que está acontecendo nestas terras longínquas, com as quais nos sentimos comprometidos”, disse Prysthon.

Walter também disse que a prática da Repam está contribuindo com a Igreja universal, numa percepção de “um fruto de esperança”. “Se nós conseguirmos transmitir uma parte de tudo o que se está movendo com a Igreja na Amazônia, sobretudo depois da Laudato si, nós sentimos que podemos ir mais longe na África também”. Ele conta ainda que as iniciativas na América Latina e na região dos Grandes Lagos da África já estão iluminando a realidade da Ásia, aproveitando as presenças na Cop21.

Na última semana, o cardeal Hummes entregou às autoridades das Nações Unidas e do Governo francês uma petição assinada por cerca de 1,8 milhão de pessoas de diversas partes do mundo que clamam por justiça e por uma ação climática a favor da humanidade e de toda a criação. As assinaturas foram coletadas pelo Movimento Católico pelo Clima, que teve apoio da CNBB aqui no Brasil.

Fonte: CNBB com informações da Rádio Vaticano
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