Santa Missa marcou o início das comemorações pelo centenário do Instituto Feminino da Bahia

Os 99 anos de existência da Fundação Instituto Feminino da Bahia foram celebrados com alegria por funcionários, colaboradores, membros do Conselho e ex-alunas da instituição que marcou e guarda parte da história do Brasil. A Celebração Eucarística que marcou a abertura das comemorações pelo centenário – que acontecerá em 2023 -, realizada em 5 de outubro, sob a presidência do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, Dom Valter Magno de Carvalho, e concelebrada pelo cônego Jairon Batista e pelos padres Marcos Venícius Studart e Laudimar Vieira, aconteceu na sede.

“Queremos que essa data nos ajude a viver o início de um grande ano comemorativo no centenário do nosso Instituto. São 100 anos de história e nós queremos render graças ao nosso Deus por todo este caminho percorrido, pelas pessoas importantes que colaboraram para que nós pudéssemos hoje estarmos aqui para celebrar esses 99 anos rumo ao centenário; tanto as pessoas do passado, como dona Henriqueta, quanto aquelas que ainda hoje levam à frente esse projeto sonhado e inaugurado por ela. Queremos todos, a uma só voz, elevar louvores a Deus por essa história tão bonita”, afirmou Dom Valter.

Durante a homilia, Dom Valter recordou que o olhar da fé ajuda a contemplar o passado, pois é nele que cada um se fundamenta e fortalece, mas , ao mesmo tempo, faz com que seja possível olhar para a frente. “O olhar da fé nos ajuda a contemplar o horizonte, a perceber a ação de Deus, que se realiza na história e que nos impulsiona a continuar construindo a história do amor no meio do mundo”, disse.

Dom Valter destacou, ainda, que com o olhar voltado para o horizonte é possível perceber para o Instituto o que a sua fundadora sonhou nas diversas dimensões. “Primeiro, que pudesse cuidar da cultura, e nós queremos manter viva essa chama do cuidado, não só do acervo do museu, mas da cultura como um todo. Segundo, o vínculo da fé, pois essa casa precisa manter uma relação estreita com a Arquidiocese. Foi assim que a sua fundadora quis ao colocar, inclusive, como presidente da Fundação o Arcebispo. Precisamos manter viva a chama da fé: aqui é uma casa religiosa e não só um museu como tantos outros. É o horizonte da fé que nos ajuda a contemplar a cultura e nos coloca na dimensão com as pessoas; e uma terceira dimensão fundamental que estava presente desde o início, a social, o cuidado com as pessoas mais pobres e mais vulneráveis”, afirmou.

A reforma

Logo após a Santa Missa, a diretora executiva, Cheryl Braga, apresentou as intervenções que já foram ou que estão sendo realizadas em todo o prédio que abriga o Instituto como a resolução de problemas elétricos e hidráulicos, a substituição de equipamentos para a prevenção de incêndio, a recuperação do telhado e de rachaduras, a implantação de novo sistema de monitoramento de câmeras e a melhoria na acessibilidade. “Queremos entregar um patrimônio para a Bahia e para o Brasil com total segurança, por isso estamos fazendo essa grande reforma que durante 99 anos não foi feita. A manutenção sempre foi muito boa, por isso nós chegamos até aqui , mas tudo tem seu tempo e precisa ser trocado, atualizado, modernizado para podermos avançar. Temos uma grande preocupação com o público, com os funcionários e com o acervo. Essas medidas estão sendo tomadas para preservar tudo o que aqui foi deixado por Henriqueta, essa grande mulher a qual eu tenho admiração, que deixou esse patrimônio para que possamos usufruir e contar essa história”, disse.

Texto e fotos: Sara Gomes