A Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo – Irmandade dos Homens Pretos celebrará a Festa em honra ao Glorioso São Benedito. A programação terá início com o tríduo nos dias 23, 24 e 25 de abril, sempre às 18h, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Pelourinho).
O ponto alto dos festejos ocorrerá no dia 26 de abril. Nesta data, os devotos participarão da alvorada festiva e o repique dos sinos, às 6h, anunciando um dia de homenagens ao santo conhecido pela humildade e pelo serviço. Às 8h será realizada a oração Terço; e às 9h ocorrerá a Missa Festiva, seguida de procissão por ruas do Centro Histórico de Salvador. Para encerrar os festejos, após a procissão será realizada a tradicional partilha da sopa, gesto de solidariedade e fraternidade que reforça os valores comunitários da Irmandade.
São Benedito
Celebrado em diversas partes do mundo, especialmente no Brasil, São Benedito é reconhecido como um exemplo de humildade, fé e serviço aos pobres. Nascido em 1526, na Sicília, na Itália, Benedito era filho de escravos africanos libertos. Desde jovem, destacava-se por sua bondade e profunda espiritualidade, mesmo sem ter acesso aos estudos formais.
Trabalhando inicialmente como pastor de ovelhas, Benedito ingressou em um convento franciscano como leigo, onde se dedicava aos serviços mais simples, como cozinheiro e ajudante na limpeza. Apesar de não ser sacerdote, sua fama de santidade se espalhou por causa de sua vida de oração intensa, dos conselhos sábios e dos milagres atribuídos à sua intercessão.
A humildade foi a marca registrada de sua trajetória. Mesmo quando foi eleito superior do convento, exerceu a liderança com simplicidade e espírito fraterno, sempre priorizando o bem-estar dos irmãos e dos mais necessitados.
São Benedito faleceu em 1589, com fama de santidade, e foi canonizado pelo Papa Pio VII em 1807. Hoje, é considerado padroeiro dos cozinheiros, dos afrodescendentes e símbolo da valorização da dignidade humana, independentemente da origem social ou racial. Seu testemunho continua vivo nas comunidades que o veneram com fé, especialmente entre os povos afrodescendentes do Brasil, que veem nele um modelo de resistência, fé e amor cristão.