Um mês inteiro com Maria: Nossa Senhora da Paz

nsa_rainha_pazNa série Um mês inteiro com Maria, conheceremos um pouco da história da devoção a Nossa Senhora da Paz. Na Arquidiocese de Salvador, a padroeira do bairro da Paz recebe esse título. A paróquia foi fundada em 1999.

As origens de uma Devoção

A devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, começou no ano de 1085, quando os cristãos alcançaram um grande milagre por intercessão da Virgem.

O rei Afonso VI, tendo tomado a cidade de Toledo, prometera em tratados, que ficaria em poder dos mouros uma célebre igreja da cidade, onde Maria Santíssima era muito venerada.

Partindo Afonso VI para Castela, deixou em Toledo sua esposa, a rainha Dª Cristina e o Arcebispo D. Bernardo, os quais sentindo o desejo ardente dos cristãos e impulsionados também por sua fé, resolveram tomar o Templo. E assim o fizeram. Idignado, o rei, por não ter sido respeitado o seu juramento, resolveu castigar severamente os principais autores daquela afronta.

Os cristãos foram-lhe ao encontro, vestidos de luto e cilício, implorando clemência; outros no Templo imploravam a Maria Santíssima que tocasse o coração do monarca. E Nossa Senhora os atendeu.

Os mouros rogaram ao rei que perdoasse à rainha e ao Arcebispo, renunciando à posse do Templo em questão. O rei aceitou com prazer aquele pedido.

Entrou a procissão triunfante na cidade e, dirigindo-se ao Templo da Virgem, renderam-lhe graças por haver conseguido a paz para a cidade de Toledo. Para que se perpetuasse a memória de tão grande benefício, instituiu-se a “festa de Nossa Senhora Rainha da Paz” que passou a ser anualmente celebrada no dia 24 de janeiro.

Como naqueles tempos a Europa vivesse contínuas guerras, os reis e capitães nunca partiam para os combates sem antes virem rezar aos pés de Nossa Senhora Rainha da Paz.

Os anos foram passando e a devoção à imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi-se espalhando. Crescia também o número de milagres realizados pela Virgem, venerada na pequena imagem.

Um desses milagres se deu no dia 21 de junho de 1651, quando várias pessoas doentes, atraídas pelo canto da “Salve Regina”, entoado por crianças diante da porta dos capuchinhos, recuperaram imediatamente a saúde.

Uma capela espaçosa foi construída para acolher também os peregrinos, sempre mais numerosos, que vinham ali pedir e agradecer à Virgem as mais variadas graças.

Em 1806, o Padre José Maria Coudrin, fundador da Congregação dos Sagrados Corações, veio a conhecer essa preciosa relíquia.

A Madre Henriqueta, co-fundadora da Congregação, no ramo feminino, conseguiu levar para o pequeno Convento da Rua de Picpus a Rainha da Paz.

Em 1840, o Convento das Irmãs foi saqueado, mas a palavra da Madre Fundadora foi confirmada: “Chegará o dia que a ela (à Rainha da Paz) deveremos a nossa conservação”. As irmãs não foram molestadas nem dispersas.

A transladação da imagem se realizou no dia 9 de julho de 1652. O Papa Alexandre VII confirmou as honras prestadas à Rainha da Paz concedendo uma indulgência plenária a todos os que visitassem a Capela no dia 9 de julho.

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