1ª turma do Retiro do Clero reuniu padres em dias de oração, formação e fraternidade

A programação foi orientada pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi Marques
Foto oficial da 1ª turma do Retiro do Clero – arquivo da Pastoral Presbiteral

Padres da Arquidiocese de São Salvador da Bahia participaram, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, da primeira turma do Retiro do Clero. O encontro foi marcado por momentos de oração, silêncio, reflexão e formação permanente, proporcionando aos sacerdotes uma oportunidade de renovação espiritual e fortalecimento da fraternidade presbiteral.

A programação foi orientada pelo Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi Marques, que atuou como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia entre 1991 e 1999. Ao longo das meditações, o prelado ressaltou que o retiro é uma necessidade para todos os cristãos, especialmente para aqueles que exercem o ministério sacerdotal. Segundo o pregador, “o mundo constantemente leva as pessoas para fora de si, mas é no silêncio e na presença de Deus que se reencontra o verdadeiro sentido da vida”, afirmou.

Dom José Antônio destacou ainda que, embora o padre esteja permanentemente em missão, ele também precisa reservar tempo para parar, descansar e refletir sobre as motivações que sustentam o serviço à Igreja. Recordando o exemplo de Jesus, afirmou que “o próprio Cristo conduzia os apóstolos para momentos de repouso e convivência, ajudando-os a fortalecer a intimidade com Ele e a redescobrir o sentido do chamado recebido”. Para o Arcebispo Emérito, esses momentos são essenciais para que o sacerdote “não perca o foco nem a direção da própria missão diante das inúmeras distrações e exigências da vida cotidiana”.

Além da dimensão espiritual, o retiro favoreceu o fortalecimento dos vínculos entre os sacerdotes. Conforme explicou Dom José Antônio, “a convivência e a partilha da vida criam laços de amizade e aprofundam a fraternidade entre os padres”, tornando-os mais unidos no exercício da missão evangelizadora.

Durante as reflexões, o pregador também desenvolveu o tema da formação permanente do clero, inspirado em ensinamentos do saudoso Papa Francisco. Segundo ele, o Pontífice recordava que o sacerdote deve cultivar a liberdade do coração por meio de quatro proximidades fundamentais. A primeira delas é a intimidade com Deus, que sustenta toda a vida sacerdotal. A segunda é a comunhão com o próprio bispo, uma vez que “os padres são colaboradores próximos do pastor da Igreja Particular, participando de sua missão de evangelizar e conduzir o povo de Deus”.

A terceira proximidade é a vivência fraterna entre os próprios sacerdotes. Dom José Antônio lembrou que “ninguém é padre sozinho” e que Jesus chamou os apóstolos para viverem unidos, fortalecendo-se mutuamente na fé e na missão. Por fim, destacou a proximidade com o povo de Deus, afirmando que ela vai além da presença física, exigindo envolvimento, participação e caminhada conjunta. “Toda a Igreja compartilha a mesma missão confiada por Cristo: anunciar o Reino de Deus até os confins da terra”, concluiu.

Fotos: Sara Gomes

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