
Ao rezar o Angelus com os fiéis no 3º Domingo do Advento, celebrado ontem (13), o Papa Francisco falou sobre a alegria cristã, que consiste em descentralizar-se de si mesmo e colocar Jesus no centro. “Isso não é alienação, porque Jesus é efetivamente o centro, é a luz que dá sentido pleno à vida de cada homem e mulher que vem a este mundo”, afirmou o pontífice.
O Evangelho segundo João apresenta o personagem bíblico que – com exceção de Maria e José –, por primeiro e mais intensamente, viveu a espera do Messias e a alegria de vê-lo chegar: João, o Batista. “O Batista é a primeira testemunha de Jesus, com a palavra e com o dom da vida”, afirmou o Papa. Ele realizou a sua missão indicando Jesus como o Cristo, o Enviado de Deus prometido pelos profetas.
Sempre indicando o Senhor
Não obstante fosse um líder no seu tempo, João não cedeu nem mesmo por um instante à tentação de atrair a atenção sobre si: ele sempre orientava para Aquele que estava por vir.
“Eis a primeira condição da alegria cristã: descentralizar-se de si e colocar Jesus no centro. Isso não é alienação, porque Jesus é efetivamente o centro, é a luz que dá sentido pleno à vida de cada homem e mulher que vem a este mundo”, disse o Papa, afirmando, ainda, que o Senhor está no centro. Os santos, inclusive, estão fora, indicando o Senhor. “E quem não indica o Senhor, não é santo”, destacou. “É o mesmo dinamismo do amor que me leva a sair de mim mesmo não para me perder, mas para me reencontrar enquanto me dou, enquanto busco o bem do outro”, disse.
Despojar-se da mundanidade
O Papa prosseguiu recordando que João o Batista percorreu um longo caminho para chegar a testemunhar Jesus. “O caminho da alegria não é uma diversão. Deixou tudo, desde jovem, para colocar Deus em primeiro lugar”, disse.
Retirou-se no deserto, despojando-se de todo o supérfluo para estar mais livre para seguir o vento do Espírito Santo. Para o Papa, o testemunho de João Batista é paradigmático para quem quiser buscar o sentido da própria vida e encontrar a verdadeira alegria. “Em especial, o Batista é modelo para os que na Igreja são chamados a anunciar Cristo aos outros: podem fazê-lo somente no distanciamento de si mesmos e da mundanidade, não atraindo as pessoas a si, mas orientando-as a Jesus”m destacou
Rezando o Angelus, concluiu o Papa, nós vemos tudo isso realizado plenamente na Virgem Maria, pois ela esperou no silêncio a Palavra de salvação de Deus; a ouviu, a acolheu, a concebeu. Nela, Deus se fez próximo. Por isso, a Igreja chama Maria “Causa da nossa alegria”.
Fonte: Vatican News