Liturgia da Paixão foi celebrada na Catedral Basílica de Salvador

A Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo foram celebradas nesta Sexta-feira Santa (2), sob a presidência do Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha. “Celebrar a morte de Cristo na cruz tem uma importância extraordinária num mundo onde há tanta gente crucificada, onde há tanta gente que faz a experiência da morte. Nós olhamos para a morte de Cristo, reconhecendo nela a redenção, a salvação da humanidade. A morte de Cristo é um gesto de amor, de doação da própria vida; e hoje nós olhamos para a cruz de Cristo, e também queremos, num mundo marcado por tantas situações de morte, amar e servir aqueles que mais sofrem, isto é: repetir este gesto de amor, de doação em favor dos que mais sofrem com a pandemia”, afirmou o Cardeal.

Em virtude da pandemia e seguindo o protocolo do Governo do Estado que determina, entre outras medidas, que apenas 30% da capacidade de cada templo seja ocupada, para participar presencialmente os fiéis que desejaram participar na Catedral Basílica de Salvador, no Terreiro de Jesus, precisaram agendar com antecedência. Já as pessoas que são do grupo de risco, ou que não conseguiram ir até a Igreja, puderam acompanhar, ao vivo, pelo perfil oficial da Arquidiocese de Salvador no Facebook e pela Rede Excelsior de Comunicação.

Dividida em três partes – Liturgia da Palavra, adoração da Cruz e Comunhão Eucarística – a Ação Litúrgica foi marcada pelo silêncio, pela oração e pela adoração ao Cristo crucificado. Logo após a homilia, o diácono Raimundo Moreno e o Arcebispo rezaram a Oração Universal, respondida pelos fiéis. As preces do dia de hoje são pelo Papa, pela Igreja, pelos que sofrem, pelos que creem em Deus e também pelos que não creem. Uma prece especial foi dirigida a Deus por todas as vítimas da COVID-19.

Em seguida, sob o refrão “Eis o lenho da cruz, da qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos”, foi entronizada a cruz. O Cristo crucificado foi colocado no altar para a adoração dos fiéis, à distância, este ano sem o rito da beijação. “Nós estamos celebrando a Paixão e Morte de Cristo em um cenário marcado por tantas situações de morte. Jesus não permaneceu para sempre na cruz, Jesus não permaneceu na morte. Ele ressuscitou! Por isso que a celebração desta Sexta-feira Santa se completa com a Celebração Pascal, com a celebração da Páscoa da ressurreição de Jesus, trazendo esperança de vida nova, trazendo certeza de que a vida venceu a morte. Nós celebramos a Paixão de Cristo hoje, nesse tempo de pandemia, como um momento do tríduo pascal, como um momento do próprio Mistério Pascal, isto é: não paramos na morte. Nós nos unimos ao Cristo crucificado, nos unimos a quem está crucificado com Cristo nesta Sexta-feira Santa, mas trazendo no coração a esperança da vitória pascal, da vitória da vida sobre a morte. Portanto, com Cristo, unidos a Ele, esperamos vencer este tempo de provação representado pela pandemia”, afirmou Dom Sergio.

Texto e fotos: Sara Gomes