Homens de fé que vivem a missão de amar e de servir. Assim são os diáconos permanentes que atuam na Arquidiocese de Salvador e que celebraram, nesta terça-feira (10), a memória de São Lourenço. A Santa Missa, que aconteceu no Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, e concelebrada pelo bispo auxiliar, Dom Valter Magno de Carvalho, e pelos padres Adilton Pinto Lopes e Clériston Mendes Ferreira.
Atualmente, a Arquidiocese de Salvador conta com 107 diáconos, que vivem as três dimensões deste ministério: o serviço do altar, o serviço da Palavra e o serviço da caridade. “O diaconado é um serviço valioso. O Papa Francisco tem ressaltado a importância deste espírito na Igreja pelos ministros ordenados e, é claro, de modo especial pelos diáconos que são chamados a serem servidores como Cristo, que doou a Sua vida por nós”, disse o Cardeal.
Entre os presentes estava o diácono Nelson Barbosa de Sá, que destacou a importância deste ministério. “Para mim, é uma grande alegria poder partilhar estes dois sacramentos: o matrimônio, como cuidador da família, e o diaconado, que também aumenta a nossa família. Nós estamos sempre à disposição da Igreja, o que traz uma alegria imensa ao nosso coração”, afirmou.
O Dia dos Diáconos é celebrado em 10 de agosto por ser a data do martírio de São Lourenço. Primeiro dos diáconos, Lourenço servia na Igreja, em Roma, durante meados do século III e, entre os muitos serviços, era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava os mais necessitados. Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente. São Lourenço, que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou no Espírito Santo força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”. “Hoje nós agradecemos a Deus pelo dom de Lourenço ter sido diácono e pelo exemplo que ele deixou para que nós possamos seguir. Ele foi martirizado por não aceitar a proposta do rei para fazer a vontade dos homens. Em momento algum ele renegou a fé cristã e foi condenado à morte por ter servido inteiramente a Cristo”, pontou o diácono Raimundo Moreno.
A Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.
“Nós pedimos a Deus que os diáconos possam viver o ministério de maneira fiel e feliz. Mas, sobretudo nesse tempo tão difícil da pandemia, nós pedimos a Deus que os nossos diáconos possam ser testemunhas da caridade de Cristo no meio dos que mais sofrem e que vivam a dimensão do serviço da caridade”, afirmou Dom Sergio.
Fotos: Sara Gomes





























































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