Confira o Evangelho da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (24 de novembro) e a homilia preparada pelo pároco da Paróquia Santo Amaro (Jiribatuba), padre Alexandre de Oliveira:
Evangelho (Jo 18,33b-37)
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor, e o Reino que vem, seja bendito, ao que vem e a seu Reino, o louvor!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 33b Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?” 35 Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”. 36 Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37 Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor

Reflexão:
A Solenidade deste domingo exalta a generosidade do Senhor por constituir um Reino (cf. Ap 1,6) para o Seu povo: aqueles que são da verdade (cf. Jo 18,37). O Senhor é Rei e as nuvens do céu, que representam o poder e a força de Deus, testemunham a grandiosidade deste fato, pois nem o pecado, nem o mundo, nem o sofrimento, nem a soberba humana, nem a morte foram capazes de destronar o Senhor.
Daniel, na primeira leitura, relata a visão de um “filho de homem” diante do “ancião”. Este filho do homem é sinal de Esperança. Aparecem, na leitura, três elementos que devem encorajar nossa esperança: “foram-lhe dados poder, glória e realeza”, por estes elementos, nós estamos seguros de nossa salvação; a realeza não está limitada e nem mesmo exclusiva a um lugar, a um povo, mas é um reinado universal: “todos os povos, nações e línguas”; mais ainda: seu poder não está condicionado ao espaço e ao tempo, mas é “poder eterno” e jamais se “dissolverá” (cf. Dn 7,14). Jesus é este rei apresentado na visão de Daniel, Ele vem de cima, das nuvens e sua transcendência destroi toda maldade e faz transbordar a paz nos corações. Não outra coisa mais digna da nossa Esperança.
“Jesus nos ama”, afirma João no Apocalipse. Esta afirmação é o ápice da experiência cristã. Nós somos filhos do amor. A realeza de Jesus não ocorre nas honrarias, beleza e ostentação, mas, sim, na proximidade com o Seu povo. Ele derrama Seu sangue e lava todo o nosso ser, agora, possuímos em nós a graça da familiaridade com Ele. Se o mundo nos ameaça e amedronta, Cristo nos fortalece e nos enche de vigor! Lembremos: Ele realizou na minha vida e na sua a maior prova de amor: dar a Sua própria vida, e permanece dando de Si para nós, é isto que nos sustenta, que nos faz viver.
Vamos morar no Reino de Cristo. Dissipemos a nossa vida das coisas mundanas e passageiras, não nascemos aqui para estabelecer morada, mas o nosso lugar é o céu. Se o Reino de Cristo não é deste mundo, o nosso reino também não é. Jesus é a verdade que afasta a nossa vida de tudo aquilo que é falso, enganoso, perdido, perverso. Jesus é Rei!!! Não busquemos a nossa alegria e nem a nossa satisfação (política, afetiva, social) em outro, mas, sim, nEle!
É necessário ter fé, fé como a fé de Maria, que é Bem-aventurada porque acreditou na mensagem do anjo que lhe disse: “Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim!” (Lc 1,32-33) Somos, agora, convictos de que tudo o que Deus prometeu ao nos chamar, Ele há de cumprir, em Cristo Jesus, assim como cumpriu diante de Nossa Senhora.
Que Ele reine em nossa consciência, em nosso coração, em nosso corpo, em nossa alma; em nossa casa, nas igrejas, nas ruas, nas cidades, no país. Reina, Jesus, neste lugar!


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