Dom Leonardo Steiner recebe delegação do Conselho Mundial de Igrejas

O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, recebeu, no dia 02 de setembro, a visita da

VisitaCMI_18_350x233O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, recebeu, no dia 02 de setembro, a visita da delegação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Na ocasião, teve destaque a atuação das igrejas cristãs em ações comuns de defesa dos direitos humanos. Dom Leonardo avaliou o contexto como “um momento muito importante de diálogo”. “Nós não temos apenas nos sentado ao redor da mesa, nós temos procurado trabalhar juntos, servir juntos. Isso é um kairós”, disse o bispo.

Presentes em Brasília, os representantes da entidade que reúne diversas igrejas cristãs cumpriram agenda da Peregrinação por Justiça e Paz, que já passou por Argentina, Chile e Colômbia.

Liderada pelo secretário geral do CMI, reverendo Olav Fykse Tveit, a delegação realizou nesta semana, em Brasília, encontros com igrejas, parceiros ecumênicos locais, organizações da sociedade civil e esferas governamentais e diplomáticas. O objetivo é debater o papel das igrejas na promoção do respeito às diferentes religiões e a importância na contribuição para o fortalecimento da democracia participativa que leve à redução da desigualdade.

No Brasil, a representação debate, entre outros assuntos, a atuação do CMI em processos de construção de justiça e paz, como no Oriente Médio; garantias na acolhida de refugiados; e implementação de ações em favor das comunidades cristãs perseguidas.

Tveit destacou o nível de cooperação ecumênica da Igreja Católica no Brasil. Dom Leonardo Steiner acrescentou que a CNBB e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) procuram “manter o contato e também iniciativas comuns”, como as celebrações ecumênicas durante as Assembleias Gerais da entidade e a promoção das Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, como a do próximo ano, que propõe o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema bíblico “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24).

Grupo de trabalho

O secretário geral do CMI falou sobre os alcances e documentos do grupo de Trabalho Conjunto entre a Igreja Católica Romana e o organismo internacional, que completou 50 anos em junho. A comissão reuniu-se regularmente ao longo das últimas cinco décadas e publicou relatórios de suas atividades relacionadas ao debate teológico e às ações conjuntas ao redor do mundo.

Na ocasião da comemoração do 50º aniversário do grupo, o papa Francisco enviou uma mensagem a Olav Tveit alertando que “o diálogo deve continuar”. O pontífice ainda pediu em sua mensagem que o grupo misto não seja somente “um fórum introspectivo”, mas um “viveiro de ideias concretas, abertas a todas as oportunidades e desafios que hoje as Igrejas enfrentam em sua missão de acompanhar a humanidade sofredora, difundindo na sociedade e na cultura os valores e as verdades do Evangelho”.

Em sua visita à CNBB,  o secretário do CMI ressaltou que “mais importante que ideias comuns é identificar a possibilidade de se fazer coisas juntos”, referindo-se a ações das entidades voltadas ao objetivo da Peregrinação por Justiça e Paz, que prevê a renovação da vocação eclesial “por meio da colaboração e participação nas questões mais importantes da justiça e da paz, para a cura de um mundo cheio de conflitos, injustiça e dor”.

Kairós

Reverendo Olav TveitA respeito da proximidade das Igrejas em momentos de reflexões sobre temas teológicos e nas ações de cunho humanitário, o reverendo Olav Fykse Tveit falou sobre o contato do CMI com os Pontifícios Conselhos para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Diálogo Inter-religioso e Justiça e Paz do Vaticano. Tveit considerou que tais articulações dão ”sinais de um kairós do movimento ecumênico”.

Para dom Leonardo Steiner, este “momento muito importante de diálogo” reflete-se na procura de trabalho em conjunto. “Isso é um kairós. Essa proximidade de ver que nós temos o mesmo Senhor, o mesmo Evangelho, o mesmo Pai, o mesmo Espírito, que nós temos tudo em comum”, sublinha. “É preciso continuar a discutir as questões teológicas, mas junto com as questões teológicas, nós também trabalharmos juntos, por exemplo na questão da violência, a Europa hoje com a questão da imigração, tantos outros elementos que nos unem e que nos fazem trabalhar pelo bem de todos os nossos irmãos e irmãs”, completou o secretário geral da CNBB.

Laudato Si’

A encíclica do papa Francisco, “Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum”, também foi abordada durante o encontro. Em conversas com outros representantes de igrejas, Tveit percebeu que poderiam “assinar embaixo” das colocações do papa sobre o meio ambiente. O reverendo afirmou que o texto apresenta propostas que já são implementadas pelas igrejas que compõem o CMI.

A presidente do CMI para a América Latina, pastora presbiteriana Glória Ulloa, destacou a iniciativa de Francisco como elemento motivador de comunidades, movimentos e entidades para a questão das mudanças climáticas.

Ao recordar o surgimento do Conic, o pastor luterano Walter Altmann, que atuou como moderador do CMI, falou das iniciativas conjuntas no Brasil a respeito do tema, citando a Campanha da Fraternidade de 2016 – a quarta Ecumênica – como “exemplo prático” do caminho colaborativo das igrejas cristãs.

Na terça-feira, dia 1º de setembro, foi realizada na catedral metropolitana de Brasília uma celebração ecumênica com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade – Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am 5.24)”. A cerimônia foi uma das iniciativas para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído pelo papa Francisco no último mês.

Intolerância

Outro elemento de destaque na pauta da Peregrinação por Justiça e Paz trata da superação da violência e da intolerância religiosa. A secretária executiva do Conic, pastora Romi Márcia Bencke, explicou que o movimento ecumênico defende a compreensão de que fé e testemunho precisam estar associados com a perspectiva dos Direitos Humanos, “que também está presente no Evangelho, principalmente quando a gente lê as Bem-Aventuranças”. A religiosa luterana ressaltou a indicação do CMI para a reflexão sobre a relação entre religião e violência. A proposta é pensar de que forma igrejas e religiões podem dar um testemunho contrário para a superação das intolerâncias. “As Igrejas e as outras religiões unidas em torno do fortalecimento de uma cultura de convivência, de coexistência e de não violência, essa tem sido a tônica da pauta”, resumiu.

O bispo anglicano e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e o responsável do CMI pela comunicação na América Latina, Marcelo Schneider, também participaram do encontro com dom Leonardo Steiner.

Fonte: CNBB

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