Arquidiocese adere ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política

Na manhã desta terça-feira, o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj, anunciou a adesão ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política que,

Dom Murilo Krieger foi o primeiro, na Arquidiocese de Salvador, a assinar o abaixo-assinado
Dom Murilo Krieger foi o primeiro, na Arquidiocese de Salvador, a assinar o abaixo-assinado

Na manhã desta terça-feira, o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, scj, anunciou a adesão ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política que, entre as principais mudanças, propõe o fim da doação de empresas nas campanhas eleitorais, uma maior participação das mulheres nas eleições e a conscientização do eleitorado. A iniciativa visa arrecadar 1,5 milhão de assinaturas em todo o território brasileiro, número necessário para a proposta tramitar.

“O abaixo-assinado quer ser uma força no Congresso Nacional. Nós sabemos que não é fácil conseguir 1,5 milhão de assinaturas. Mas, quando a Igreja conclamou o povo para a assinar o abaixo-assinado da Ficha Limpa, nós conseguimos. Esperamos que muita gente assine e que a gente possa sonhar com um Brasil mais democrático”, afirmou Dom Murilo.

Cada padre presente na reunião recebeu uma lista, que deverá ser reproduzida e preenchida com as assinaturas dos paroquianos que desejarem colaborar. As assinaturas recolhidas serão encaminhadas para a Ação Social Arquidiocesana (ASA) que, junto com a coordenação de pastorais, as encaminhará para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que as destinará ao Congresso Nacional.

De acordo com o coordenador da ação de recolher assinaturas na Arquidiocese de Salvador, padre José Carlos Santos da Silva, a Igreja está empenhada. “Estamos com muito interesse, pois há a necessidade de mudar o regime político brasileiro. Precisamos, dentre outras coisas, rever a participação da mulher na política e a regulamentação do artigo 14 da Constituição Federal, passando de uma democracia representativa para uma democracia participativa”, disse.

Durante o anúncio de adesão ao projeto, Dom Murilo reforçou que a Igreja não tem nem partido e nem candidato. “É importante destacar que a Igreja não tem partidos, não tem candidatos. A Igreja Católica pensa que não é a sua função fazr isso, mas sim educar aqueles que são responsáveis pelo voto: os eleitores”, afirmou Dom Murilo.

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