A Festa do Arroz é um momento de evangelização onde se busca valorizar e animar as comunidades, sua cultura, suas organizações e lutas. Ela tem reunido, ao longo dos anos, representações de várias comunidades da região do Baixo São Francisco, em Sergipe. O evento, que está na sua 4ª edição e teve como tema “Rio São Francisco: Usina Nuclear? Nem pensar!”, ocorreu nos dias 08 e 09 de abril no Salão Paroquial Irmão Guido Michel, no Povoado São Miguel, município de Propriá.
A paróquia do povoado de São Miguel, a Cáritas Diocesana de Propriá, o Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA e o Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP são as entidades que se empenham na organização e realização deste evento, que é planejado desde o período pós Semana Santa com a formação de equipes de trabalho para viabilizar a realização da festa.
Essa região tem um histórico de produção de arroz à margem do Rio São Francisco. Para reviver essa tradição, na noite do dia 08 e na manhã do dia 09, ocorreu uma oficina culinária voltada para produção de diversos alimentos à base de arroz, como biscoitos, maná e bolo.
Na tarde do dia 09, os/as participantes chegaram de diferentes localidades para a festa: quilombolas da Resina, Brejo Grande, Brejão dos Negros (município de Brejo Grande) e Caraíbas (município de Canhoba); moradores/as dos povoados de Soldeiro, Mussuipe, COHAB de Mussuipe e de Cacimbas (município de Neópolis) e das comunidades de Santa Cruz, Boa Esperança e Coité (município de Propriá). Além de comunitários do assentamento Margarida Alves, das cidades de Japoatã, Aracaju, Poço Redondo e Canindé e alunos da Escola Família Agrícola (EFAL). O público totalizou em mais de 600 pessoas, superando as expectativas dos organizadores.
A programação contou com diversos momentos: mística inicial, feita pelos jovens do MPA; socialização de informações sobre as comunidades; rodas de debate; lanche confraternativo na praça, localizada em frente ao Salão Paroquial, e participação do Bispo Diocesano, Dom Mário, que falou aos presentes sobre a caminhada de fé e união das comunidades.
O coordenador da Cáritas Diocesana de Propriá, padre Isaías Nascimento, destacou a beleza das apresentações culturais que contou com o pastoril infantil da comunidade do Soldeiro, o Guerreiro de senhoras idosas de Mussuipe e o Guerreiro Treme Terra do Assentamento Margarida Alves, a dança afro e o Maracatu do Brejão dos Negros, o grupo do realejo de seu Cecílio de São Miguel e a Banda Raízes da Paz. “Foi uma grande festa”, ressaltou Pe. Isaías.
Por Isaías Nascimento (c om contribuições da Assessoria de Comunicação da Cáritas Regional NE3)
Fotos: Isaías Nascimento

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