A Pastoral do Menor (Pamen) promoveu, no dia 29 de agosto, o Seminário VIDA – Vivência, Integração, Disposição e Atitude. A iniciativa contou com a participação de mais de 160 adolescentes e agentes da Pastoral do Menor e aconteceu no Teatro Artesão da Paz, localizado na Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (ACOPAMEC).
O Projeto que é um desmembramento da Rede Adolescente, ação da Pamen, para os seus agentes, existente há mais de dez anos. O seminário foi preparado pelos adolescentes que, desde o final do ano passado, participam das atividades do projeto e fazem parte das associações e paróquias que estão no território da Arquidiocese de Salvador e que fazem parte da Pastoral do Menor.
Com música, poesia, literatura, debates e oficinas os adolescentes foram protagonistas de um dia “massa”, “uma luva”, como muitos disseram, comprovando o que Dom Luciano Mendes, um dos fundadores da Pastoral do Menor Nacional dizia: “o menor não é problema, é solução”.
No palco do teatro brilhou tudo o que aprenderam nas oficinas de Identidade, Linguagem Oral e Escrita, Cidadania e Comunicação. O evento deu início a uma nova etapa onde os próprios adolescentes serão multiplicadores da VIDA nas suas comunidades. Além das apresentações houve, ainda, a exposição fotográfica “As belezas do VIDA”, com as fotos que os próprios adolescentes tiraram, e a entrega do Caderno VIDA produzido a partir do que foi vivenciado durante esse tempo e será mais uma ferramenta para os próximos passos da sua participação no Projeto.
O projeto tem como objetivo despertar nos adolescentes e jovens a percepção das belezas das periferias e de que as suas vidas são o bem mais precioso, que é possível propagar isso, ainda que de forma simples, já que não possuem lugares de destaque nos meios de comunicação e redes sociais, somente nos programas sensacionalistas e de forma pejorativa e desrespeitosa.
Além dos adolescentes e agentes da Pastoral do Menor participaram também Josilene Passos representando a Cáritas Brasileira Regional Nordeste III e Evanilson Silva, facilitador da Oficina de Linguagem Oral e Escrita, poeta do Grupo Ágape de poesias que falou da experiência que teve com o grupo em que faz parte e outros jovens na última Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, com o livro O diferencial da favela- Poesias quebradas da quebrada.
Texto: Pastoral do Menor
Fotos: Sandra Costa



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