“A originalidade é amar por toda a vida”, disse o Papa aos jovens eslovacos

No encontro com os jovens, o último compromisso neste terceiro dia de Viagem, o Papa foi recebido por milhares de jovens no Estádio Lokomotiva em Košice. O pontífice respondeu às perguntas feitas por eles, iniciando com o amor no casal, afirmando que “o amor é o maior sonho da vida, mas custa”. E explicou aos jovens: “O amor não é ter tudo e súbito, não obedece à lógica do usa e lança fora. O amor é fidelidade, dom, responsabilidade”.

“Hoje a verdadeira originalidade, a verdadeira revolução é rebelar-se contra a cultura do provisório, é ir além do instinto e do instante, é amar por toda a vida e com todo o próprio ser”

Depois de recordar que nas grandes histórias sempre estão presentes o amor, a aventura e o heroísmo afirmou: “Para tornar grande a vida, precisamos de ambos: amor e heroísmo. Fixemos Jesus, contemplemos o Crucifixo: estão presentes os dois, um amor sem limites e a coragem de dar a vida até ao fim, sem meias medidas”.

Amor pelas nossas fragilidades

E o Papa sugere aos jovens:

“Sonhem uma beleza que vá para além da aparência, para além das tendências da moda. Sem medo, sonhem formar uma família, gerar e educar filhos, passar uma vida inteira partilhando tudo com outra pessoa, sem sentir vergonha das próprias fragilidades, porque existe ele, ou ela, que as acolhe e ama, que te ama tal como és”

Não ceder à ilusões

Em seguida adverte os jovens sobre os que vendem ilusões como bens de consumo considerando-os “manipuladores de felicidade”. “Não se vive sentado no banco de suplentes, à espera de substituir qualquer outro. Não! Cada um é único aos olhos de Deus. Não se deixem ‘homogeneizar’: não somos feitos em série, somos únicos e livres, e estamos no mundo para viver uma história de amor com Deus, para ter a ousadia de decisões grandes, para nos aventurarmos no risco maravilhoso de amar”.

Regar as nossas raízes

E Francisco dá outro conselho: “Para que o amor dê fruto, não esqueçam de suas raízes. Quais são as suas raízes? Os pais e sobretudo os avós: eles prepararam o terreno para vocês. Reguem suas raízes, vão ao encontro de seus avós: fará muito bem a vocês. Façam perguntas a eles, reservem tempo para ouvir as suas histórias. Hoje há o perigo de crescer desenraizados”. Mais uma vez o Papa alerta os jovens ao falar do mundo virtual em que muitos vivem:

“Desligar-nos da vida real, fantasiar no vazio, não faz bem; é uma tentação do maligno. Deus quer-nos bem assentes na terra, ligados à vida; nunca fechados, mas sempre abertos a todos”

Assim como alerta para o pensamento de que “cada um só pensa em si mesmo”, advertindo sobre o perigo do pessimismo, negatividade que são provenientes dos profissionais de lamentações: “Não deem ouvidos a eles, porque a lamentação e o pessimismo não são cristãos; o Senhor detesta a tristeza e o fazer-se de vítima. Não fomos feitos para fixar a face na terra, mas para levantar o olhar ao céu”.

A Confissão

E respondendo a outra pergunta sobre o que fazer quando nos sentimos tristes Francisco sugere, a Confissão. “Mas – pergunto a vocês – são verdadeiramente os pecados o centro da Confissão?”. “Não vamos confessar-nos como pessoas castigadas que se devem humilhar, mas como filhos que correm para receber o abraço do Pai. E o Pai levanta-nos em qualquer situação, perdoa-nos todos os pecados”. E também recorda que “é importante que os padres sejam misericordiosos. Nunca curiosos, nunca inquisidores, por favor, mas irmãos que dão o perdão do Pai”.

Fraqueza de cair no pecado

Francisco responde ainda a mais uma dúvida dos jovens: “Não consigo perdoar-me, pelo que nem sequer Deus poderá perdoar-me, pois cairei sempre nos mesmos pecados. Ouça! Mas Deus, quando é que Se ofende? Quando vamos pedir Seu perdão? Não! Nunca Se ofende… Deus sofre quando pensamos que Ele não pode perdoar-nos, pois é como se disséssemos a Ele: ‘És fraco no amor’. Ao contrário, Deus alegra-Se em nos perdoar, todas as vezes”.

A cruz e o sofrimento

Por fim a pergunta sobre como encorajar os jovens para não terem medo de abraçar a cruz. “Abraçar – afirma o Papa – é um verbo significativo. Abraçar ajuda a vencer o medo. Quando somos abraçados, readquirimos confiança em nós mesmos e na vida. Então deixemo-nos abraçar por Jesus, pois, quando abraçamos Jesus, reabraçamos a esperança. A cruz, não se pode abraçar por si só; o sofrimento não salva ninguém. É o amor que transforma o sofrimento. Portanto, é com Jesus que se abraça a cruz; nunca sozinho! Se se abraça Jesus, renasce a alegria. E a alegria de Jesus, no sofrimento, transforma-se em paz”.

Fonte: Jane Nogara – Vatican News

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