
“Dízimo: vocação, graça e missão”. Com este tema, a Pastoral Arquidiocesana do Dízimo promoveu um encontro, na manhã deste sábado (1º), para marcar a abertura deste que é considerado o “mês do dízimo”. O evento, que reuniu coordenadores e agentes desta pastoral que atuam nas paróquias, aconteceu no Auditório Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, da Cúria Metropolitana de Salvador.
Para dar início, o bispo auxiliar e referencial para a Pastoral do Dízimo, Dom Dorival Barreto, presidiu a Santa Missa. “Nós estamos iniciando este mês de julho, que é dedicado a fazer com que a Pastoral do Dízimo seja uma realidade cada vez mais presente em nossas comunidades e paróquias. A Pastoral do Dízimo na vida da Igreja é de fundamental importância, não no que diz respeito a conseguir dinheiro, mas, sim, como nós ensinamos e ouvimos: a Pastoral do Dízimo é a oportunidade que nós temos para poder reconhecer que tudo o que temos e somos vem de Deus. É uma oportunidade de agradecimento a Deus pelas graças e bênçãos que recebemos”, afirmou.
Logo após a Celebração Eucarística, os participantes acompanharam a formação sobre o tema central, conduzida por Aristides Madureira. “A abertura desse mês traz como mote a vocação, que é o chamado que cada um de nós tem de realizar um trabalho. Mais do que isso: uma vocação a sermos algo especial. Então, hoje trabalhamos aqui a perspectiva dos amigos do noivo, que somos todos nós. O nosso papel é irmos em busca das noivas de Jesus, promovendo o encontro dessas pessoas com Jesus de Nazaré”, disse.
De acordo com Madureira, a Pastoral do Dízimo possui, ainda, a missão de contribuir com a evangelização e a conversão das pessoas. “A Pastoral do Dízimo sempre esteve presente em todos os momentos da caminhada da Igreja, mesmo no judaísmo. Então, todas as vezes que a Igreja precisou se reorganizar, precisou enfrentar novos desafios, o dízimo se fez presente e hoje nós temos uma nova realidade no mundo pós-pandemia; nós temos um mundo completamente diferente, que precisa ser congregado, sensibilizado, precisamos resgatar a solidariedade e a fraternidade. Assim, a Pastoral do Dízimo tem hoje mais essa atribuição: fazer com que todas as demais pastorais consigam evangelizar melhor, para que as pessoas tenham, de fato, essa possibilidade de conversão”, disse.
Para que este encontro fosse possível, a coordenação arquidiocesana da Pastoral do Dízimo deu início aos preparativos há mais de 90 dias. Tudo foi preparado em comunhão com o Regional Nordeste 3, formado pelas arquidioceses e dioceses da Bahia e de Sergipe. “A importância deste encontro que acontece hoje é fazer acontecer em nossa Arquidiocese o que também foi planejado pelo Regional: Dízimo, vocação, graça e missão. Esperamos e confiamos em Deus que durante esse mês de julho nós iremos não apenas levar aquilo que nós chamamos de dízimo, mas, entender, tomando uma consciência de que o dízimo é, de fato, uma experiência minha com Deus e com a comunidade”, disse o assistente eclesiástico da Pastoral do Dízimo, padre Jaciel Bezerra.
Além do tema, o lema escolhido para a experiência que será vivenciada ao longo do mês de julho também é o mesmo trabalhado no Regional Nordeste 3: “Ser dizimista é dizer ‘sim’ ao anúncio do Reino”. “Quando nós reconhecemos que fomos chamados por Deus, que o nosso chamado é graça, nós nos colocamos à serviço de Deus e dos irmãos, anunciando com a palavra, mas, principalmente, com o testemunho e com a vivência, sendo em nossas comunidades dizimistas fiéis, ou seja: reconhecemos, agradecemos a Deus por tudo o que nós recebemos Dele. Que o mês do Dízimo seja, de fato, esta oportunidade de conscientização, de crescimento na nossa fé. Somos Igreja e queremos ajudá-la para que ela seja instrumento de misericórdia para os irmãos”, afirmou Dom Dorival.
O encontro foi encerrado com a apresentação do cantor católico, Clayton Borges.
Fotos: Sara Gomes e Iara Edilene





































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